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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Barcarena a sombra de Mariana

Maria do Socorro, presidente da Cainquiama, quilombola, ameçada de morte, em protesto
contra os crimes da Hydro Alunorte em Barcarena. Foto: Cainquiama/Facebook.
por Marcus Benedito
Maria do Socorro Costa da Silva, líder comunitária de uma das 60 comunidades tradicionais atingidas pelas indústrias do Distrito Industrial de Barcarena, nordeste do Pará, já teve sua casa invadida seis vezes. A última ocorreu dia 05 de janeiro de 2018. Um capitão da Polícia Militar do Estado do Pará e mais 4 policiais foram até sua residência e agiram de forma truculenta, sob a justificativa de que estavam fazendo busca de um “suspeito”. Evidente tentativa de intimidação. Fato de extrema gravidade que expõe uma das cadeias que envolvem multinacionais poderosas, agressões ao meio ambiente e desrespeito às populações tradicionais.
Socorro Silva, como a líder comunitária é conhecida, dentre várias lideranças, vêm sendo perseguida, pois resolveu se levantar contra os desmandos, não só da empresa norueguesa Norks Hydro, assim como da Bunge, Imerys, etc. Desde dezembro que os protestos no Distrito Industrial de Barcarena ficaram mais intensos, pois os efeitos nocivos dos empreendimentos tornaram-se insuportáveis. É o que denunciam milhares de pessoas, Ministério Público Estadual, Federal e Defensoria Pública do Estado do Pará.
Vermelho cor de morte
No dia 17 de fevereiro, o jornalista Carlos Mendes publicou com exclusividade em seu blog Ver-o-Fato, entrevista, fotos e imagens depois que uma das bacias de rejeitos sólidos da mineradora Hydro Alunorte transbordou, atingindo dezenas de comunidades em Barcarena, assim como igarapés, rio Mucurupi, solo e poços de toda a região.
Imagem do dia 17/02, após transbordo de lama tóxica
da Hydro. Fonte: Facebook.
O Relato de dona Maria Salustiana Cardoso, idosa de 68 anos, dá a dimensão do sofrimento e angústia pela qual passam 400 famílias que estão imediatamente no olho da tsunami de lama tóxica. Moradora de uma comunidade com o sugestivo nome de Bom Futuro, ela viu sua casa ser invadida por água na madrugada de sábado. Com a residência a menos de 40 metros de uma das bacias de rejeitos minerais da norueguesa Norks Hydro “ela foi acordada por uma chuva muito forte e entrou em pânico. A água havia entrado na residência e alagado tudo, causando-lhe prejuizos materiais. O que mais chamou a atenção dela, porém, foi a coloração da água. “Muito vermelha, parecia sangue”.”
A matéria de Carlos Mendes revolta, amedronta e espanta. Chamam de bacia, mas as montanhas de rejeitos tóxicos que transbordaram têm incríveis 30 metros de altura, mais se assemelhando a uma montanha ou morro, o que expõe o tamanho da gravidade e sanha dos governos que permitiram a instalação dessa máquinas de destruição na Amazônia. “Enquanto dona Maria Salustiana pedia a ajuda de vizinhos, também com suas casas inundadas, outro morador da área chegava com o alerta de que algumas bacias da Hydro haviam transbordado e vazado a lama vermelha, que passou a misturar-se com a água da chuva nas ruas alagadas.”.
Mais dia um protestos dos moradores de Barcarena contra os
crimes da Hydro Alunorte. Foto: Maycon Nunes.
Dona Salustiana retrata uma verdadeira calamidade. “O que está contecendo aqui é muito triste.”. Sua entrevista para Mendes faz a indignação fervilhar em qualquer um. “A água vermelha entrou por todos os cantos. O pessoal veio aqui pra ver e ficou com muito medo.”. Indagada sobre sua condição de saúde, ela responde que está “queimando por dentro”, pois foi obrigada a tomar água de seu poço, mesmo após este ser atingido pela água contaminada. “Estou com uma ardência, uma queimação dentro de mim, principalmente no estômago. Tem horas que não posso nem almoçar ou comer alguma coisa, porque esse ardimento no meu estômago não deixa. Eu estou secando de uma hora para outra, por dentro, me sentindo mal.”
A Norsk Hydro, que segue impune por todos os crimes até aqui cometidos contra os povos tradicionais e seu meio ambiente, teve a desfaçatez de negar o sinistro. Não precisa ser pesquisador para ver que esse povo vive um acentuado sofrimento psicossocial. Estão doentes do corpo e da alma. A lama tóxica, além de bauxita (responsável pela tonalidade vermelha), é composta de bário, chumbo, soda cáustica, alumina e outros metais pesados. O Instituto Evandro Chagas divulgou laudo na quinta-feira (22/02), em que atesta que foram encontrados esses metais na lama que invadiu tudo na madrugada do último dia 17.
Tragédia anunciada
Esta é a 16ª agressão ambiental de graves proporções promovidas pela Hydro nos últimos 20 anos. Encravada no coração de uma das maiores e mais importantes bacias hidrográficas da Amazônia, a Norsk Hydro, multinacional norueguesa, que tem como um dos garotos propagandas, o vocalista da banda A-HA, é proprietária da Hydro Alunorte e da Hydro Albrás. A primeira transforma a bauxita em alumina e a segunda, alumina em alumínio. Os resultados desse processo minero siderúrgico são catastróficos.
Idealizadas pelos governos militares, que sempre pensaram a Amazônia como um ilimitado paiol de riquezas, porém vazio de gente, vidas e vontades, foram construídas após muitas transações eivadas de escândalos, corrupção e morte. Para que duas megas indústrias eletro intensivas pudessem existir, era necessário produzir energia. Eis que o governo militar e seu então ministro da fazenda, Delfim Neto, conseguem a peso de muita propina, a tecnologia para que metade das turbinas fossem feitas em Paris e metade aqui, assim iniciam a construção de uma das maiores represas do mundo: a Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Isso tudo nos conta o jornalista Lúcio Flávio Pinto, em seu livro Tucuruí: a barragem da Ditadura.
Fez-se luz, a corrupção já tinha, necessitava apenas de um governo local subserviente. Nem precisou inventar a pólvora. Até ensaiou firula, resistir no início, mas não tardou e logo o então governador do estado do Pará, Jader Fontenele Barbalho, entrou em “acordo” com os japoneses, detentores da tecnologia, e essa monstruosidade pode ser assentada em Vila do Conde, Barcarena, às margens da magnifica baía do rio Pará, com impactos incalculáveis em tudo que habita a região, endividando os cofres públicos e adoecendo a população.
Há algo de podre no reino do Grão Pará
Não são só as carcaças das 5.000 mil cabeças de gado que afundaram com o navio Haidar em outubro de 2015 no porto de Vila do Conde, que fedem nos ares de Barcarena e região. Por essas bandas, há muito, que a sujeira dos governos exala seu odor e é vista na pele da população, que sofre com os impactos derivados do Distrito Industrial de Barcarena, o maior de todo o Norte do país. Até chuva ácida já foi comprovada em Barcarena. Felizmente o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) apresentaram duas denúncias contra a Hydro Alunorte. Em uma delas são solicitados o embargo de parte das operações da empresa e que as famílias atingidas sejam indenizadas pelos prejuízos materiais e físicos causados.
Contudo, o prefeito de Barcarena, Antonio Carlos Vilaça (PSC), o governador Simão Jatene (PSDB), seguem agindo como se nada tivessem a ver com essa barbárie que ocorre em Barcarena. A grande mídia do estado, nas mãos da família Barbalho e Maiorana, encobrem como poeira da lama tóxica, os reais motivos dessa tragédia se abater na regiã. Quase nunca citam os responsáveis. Pelo contrário, até pouco tempo a TV Liberal mostrava o Morten Harket, vocalista do A-HA, chegando em seu cavalo Audi para o próprio vistoriar como andavam as atividades de sua empresa. Lógico, numa peça esdrúxula e muito distante da realidade. A propaganda aceita quase tudo. E a farsa mostrava funcionários das Norsk e povo da região, como se não adoecessem, devido as péssimas condições de trabalho e como moradores de um paraíso na terra. Só que não.
Vilaça até hoje, nada fez para que os responsáveis pela tragédia do Haidar, fossem punidos e para que seu povo fosse devidamente indenizado. Pelo contrário, até água mineral parou de distribuir para a população ribeirinha. Jatene, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), faz vista grossa e permite que empresas como Hydro, Imerys e Bungue sigam impunimente causando prejuízos de proporções incalculáveis para o meio ambiente e o povo da região do Baixo Tocantins, principalmente de Barcarena. Até o banco de dados onde constava o registro de uma área de preservação foi deletado do banco de dados da SEMAS. Fatos gravíssimo, que exige comissão independente para investigar e punir os culpados, a começar pelo governador Jatene. Pior que tudo, a floresta e a área desapareceram para dar lugar às famigeradas bacias da Hydro Alunorte.
Total apoio às famílias! Indenização e remoção para um local seguro já!
É preciso se solidarizar e defender as lideranças comunitárias ameaçadas de morte
A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH-PA), a Defensoria Pública do Estado do Pará e outras entidas acompanham o caso de diversas lideranças da região que vêm denunciando na corregedoria de polícia e ministérios públicos as ameaças de morte que têm sofrido por exporem o que a Hydro até semana passada negava: as bacias de rejeito da Hydro Alunorte podem romper a qualquer momento.
O país ainda vive sob o signo da tragédia de Mariana. A BHP Billiton/Samarco/Vale também negavam irregularidades nas suas operações e foram responsáveis pela destruição do rio Doce e pela morte de cerca de 20 pessoas no estado de Minas Gerais, quando uma bacia de rejeitos da empresa se rompeu despejando toneladas de lama tóxica sob a comunidade de Bento Rodrigues e ecossistema do Doce. Nada foi feito para recuperar o rio Doce e até hoje ninguém foi devidamente indenizado.
Esse filme não é ficção. Desde dezembro que o alerta vermelho, cor da lama da morte, se acendeu em Barcarena. Inclusive, vários funcionários da Norsk Hydro, que não querem se identificar com medo de represálias, assumem que a situação é grave e que não está descartado rompimento das bacias de rejeitos da Hydro Alunorte.
O que exige da gente solidariedade para com os que lutam em defesa de suas vidas e do meio ambiente na região. A cadeia de produção da bauxita mata. Porque o a lógica do capitalismo, o lucro, também mata. Eis o lago Batata em Oriximiná, que morreu vermelho e não pode mais contar história. Foi poluído por ter sido usado como receptador de descarte da mineradora Mineração Rio do Norte, no vale do Rio Trombetas, Oeste do Pará. É preciso lutar e exigir punição para os proprietários da Norsk Hydro, para Vilaça, Jatene e Temer, verdadeiros responsáveis por essa calamidade pública.
Indenização já para todas as 400 famílias atingidas pela poluição da Hydro Alunorte e demais empresas do Distrito Industrial de Barcarena!
Que os governos distribuam água potável e comida para população das 60 comunidades!
Por um plano imediato de remoção das famílias (de acordo com suas vontades e necessidades)!
Por um projeto de recuperação e despoluição do meio ambiente, dos igarapés, rios e solo de Barcarena!
Punição e confisco dos bens de todos os executivos da Nork Hydro, Vilaça, Jatene e de seus secretários!
Estatização sob o controle dos trabalhadores da Hydro Alunorte, Hydro Albrás e demais empresas envolvidas em crimes ambientais em Barcarena e todo país!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A Hydro promove barbárie em Barcarena

São gravíssimos os fatos que ocorrem em Barcarena, ao lado de Belém, capital do Pará. Não é de hoje que a região sofre com os grandes projetos instalados em Vila do Conde, no município de Barcarena, às margens de um dos mais fantásticos ecossistemas do planeta: a baía do Rio Pará ou do Marajó.
Desde quando o então governador Jader Barbalho (PMDB) se vendeu para os japoneses interessados nos incentivos dados pelos militares para que indústrias neocolonizassem a Amazônia. Vieram os grandes projetos mineros siderúrgicos. Indústria pesadíssima. Verdadeiros dragões encravados no coração da floresta e de seus rios e lagos. Para que o mega parque de alumina e alumínio pudesse existir ao largo de um destruidor mega porto, era necessário fazer energia. Por isso o show de horrores e corrupção que está aí: usina hidrelétrica de Tucuruí. Uma das três maiores do mundo. E Barcarena abrigou o maior complexo industrial da Amazônia Legal. Explorando e adoecendo seu povo, poluindo tudo, matando tudo.
Hoje a Albrás/Alunorte está sob o controle da multinacional norueguesa Nosrk Hydro e a Hydro patrocina mais do que diz sua propaganda fajuta na TV com o A-HA. No olho da pororoca estão as populações tradicionais. Tal qual a canadense Belo Sun (com os dentes prontos para rapinar o ouro do Xingu), que patrocina a violência e o abuso às liberdades constitucionais, ao passo de invadirem um seminário na Universidade Federal do Pará (UFPA), agredindo a renomada Prof. Dra. Rosa Acevedo Marin, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) desta instituição, a Hydro e tantas outras empresas não se milidram quanto a prática de crimes.
Para isso contam com as elites locais, os governos e seu aparato repressor.
É o que várias comunidades vem denunciando há tempos. Mas agora as coisas ficaram muito mais evidentes. As multinacionais já não conseguem comprar todo mubdo. Como também já não conseguem mais calar a voz do povo indignado São mais de 60 comunidades tradicionais que sofrem de forma direta os impactos da forma criminosa como estas indústrias vem desenvolvendo suas atividades na Vila do Conde e região.
É o que veremos na matéria abaixo do renomado repórter Carlos Mendes publicada em seu blog Ver-O-Fato. É preciso denunciar e lutar contra esses abusos. O governador Jatene, o secretário de segurança pública, o comando da Polícia Militar do Estado do Pará e a Hydro serão responsabilizados se algo vier a ocorrer contra a vida e dignidade das liderenças comunitárias de Barcarena.

LÍDER COMUNITÁRIA QUE DENUNCIOU HYDRO FAZ OCORRÊNCIA DE INVASÃO DE DOMICÍLIO CONTRA CAPITÃO DA PM E 5 MILITARES

por Carlos Mendes

A líder comunitária de Burajuba, em Barcarena, Maria do Socorro Costa da Silva, há tempos está jurada de morte por forças poderosas que atuam naquele município, hoje transformado em lixeira de empresas multinacionais.

Ne véspera do Natal, sem qualquer ordem judicial, a casa de Socorro foi invadida por policiais militares comandados pelo capitão Gama e um soldado identificado por José, além de outros 4 militares. Eles alegaram, para entrar no domicílio sem o consentimento dos proprietários, violando a Constituição Federal, que estavam à procura de um indivíduo não identificado.

 Segundo boletim de ocorrência registrado na Corregedoria da Polícia Militar por Socorro Silva, os militares interrogaram os moradores sobre os pertences da casa, acusando-os de ter muitas coisas. Socorro não estava na residência na hora da invasão.

Ha cerca de 15 dias, Socorro e o líder comunitário Bosco de Oliveira estiveram no programa "Linha de Tiro", ao vivo, transmitido habitualmente toda quinta-feira à noite pelo Facebook e na página do Ver-o-Fato, denunciando a empresa norueguesa Hydro por crimes ambientais. Eles também já fizeram outras denúncias pela imprensa contra grandes grupos multinacionais, como Bunge e Imerys, por poluição de rios, igarapés e matas da região.

"Já tive minha casa invadida por seis vezes e até hoje sofro ameaças de morte", afirmou Socorro. Por outro lado, Bosco Oliveira também já foi vítima de atentado a bala e invasão de domicílio e tem sido alvo de "armações" de policiais que a todo custo tentam incriminá-lo, sem provas.

 Proteção e denúncia

 O advogado Ismael Moraes, defensor das 60 comunidades de Barcarena, informou ao Ver-o-Fato que, baseado no BO feito por Socorro Silva à corregedoria da PM irá solicitar garantias de vida para ela e para Bosco Oliveira, denunciando a invasão de domicílio à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e à Promotoria Militar para que sejam tomadas providências.

De acordo com Moraes, a responsabilidade pelas perseguições aos líderes comunitários é do governo Simão Jatene, que nada tem feito para apurar os crimes denunciados pelas entidades e movimentos sociais de Barcarena. Nota do blogue: o Ver-o-Fato não conseguiu falar com os militares citados no BO de dona Socorro Silva, mas abre espaço para que eles se defendam e apresentem suas versões dos fatos acima publicados, já objeto de investigação pela Corregedoria da PM.

sábado, 5 de agosto de 2017

Do rádio à Irituia. Wladimir Costa em nove minutos


Alguns perfis nas redes sociais repercutiram esta semana um evento social que contaria com a participação do deputado federal Wladimir Costa (SD-PA). Oportunidade para testar sua popularidade na ressaca de ter sido um dos mais bizarros protagonistas da sessão ao vivo que salvou Michel Temer de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

O fato é que muitos desses perfis passaram a dizer que era a "hora de dar o troco." De que "ninguém tem que ir na festa" promovida pelo deputado. Concordamos com eles. É necessário repudiar Costa. E o povo de Irituia, cidade do nordeste do estado, cerca de 160 KM de Belém, está muito certo.

Wladimir Costa é uma figura de sangue real. A real quadrilha de vorazes aves de rapina. Sangue de assaltante de cofre público.

Hoje é um dos donos de grande sistema de rádio e televisão no Pará. Aprendeu muito bem com seu professor, Jader Fontenelle Barbalho (ex governador e atual senador pelo PMDB- PA), quando foi eleito pela primeira vez em 2002. Pelo PMDB. Cargo que ocupa até hoje, mesmo que cassado.

Começou sua carreira na rádio Rauland FM, capital paraense, sede no largo do Centro Arquitetônico de Nazaré. Apresentava um programa que tinha grande audiência. O Chamada Geral acordava com a cidade. Das 5 às 7h. Utilizava esse gogó instridente e parecia falar grosso com políticos e todo mundo.

Por várias vezes ele reperia no radio que nunca entraria na política. Que tinha nojo. Falou mal de Jader. De deus e todo mundo. Até que lhe calassem. Há várias histórias sobre isso. Tem deputado federal que o processa até hoje, por denúncias supostamente infundadas do período em que foi perfeito de Belém. Trata-se de Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).

O Edmilson, na época tinha (1997-2004), como dizia o povo, tinha língua presa. Mas falava e fala por horas esquecidas. Contudo quem queimou a língua foi Wladimir Costa. Caiu no colo do líder do PMDB no estado.

Aproveitaram-se mutuamente. Embarcaram na onda. Wlad surfo na audiência e começou a fazer o que muitos fazem: extorsão. E assim foi se fazendo como radialista. No lado A e lado B.

Como deputado, executou o que de melhor sabe fazer: politicagem, assistencialismo, tráfico de influência. Tudo embalado, já nesse tempo, pelo seu primeiro grande empreendimento: a Banda Wlad e um complexo de trios elétricos.

Vários trios, galpões e propriedades espalhadas por todo estado.  De concessionária a restaurante, passando por um motel que em breve será inaugurado na Perimetral, Marco, Belém. O radialista sabe que o povo até aumenta, mas nunca inventa. Onde tem fogo, tem fumaça.

Banda Wlad. Merengue. Lavagem de dinheiro, poderia deduzir-se?
Não importa. Wlad arrastava povo.
Bordão de sua primeira campanha era "vai ter muita onda em Brasília".
Um pingo d'água incomoda mais do que ele.

Campeão de faltas. Sumiu 80% das vezes do "trabalho". Um cínico, propriamente.
Cortejado, se fez.

Dançou com todo mundo. PMDB dos Barbalhos, quando então deu um loop na sua vida e nas comunicações. Com o governo do PT de Ana Júlia Carepa, Cláudio Puty e Paulo Rocha, de empregado virou patrão. Nas redações dono e doutor. Imagine.

Quem dá mais? Abandonou o padrinho, deixou o PMDB e foi para o SD do arque corrupto, "meu presidente", escarrou em horario nobre naquela fatídica sessão. Foi apoiar o candidato do PSDB. Outro dr. Economista, professor da UFPA, prof. Simão Robson Jatene. Ser que como ninguém sabe fazer uma negociata. Foi com Jader que ele aprendeu.

E então o músico Simão impediu a reeleição de Ana Júlia. Estave ele a fazer discursos por todo o estado em cima de trios do Wlad, no tempo que podia, regado a banda Wlad. Churrasquinho. Por baixo dos panos 50 reais, gasolina no posto do filho e amigos, cesta basica. A fome com a vontade de comer.

Até hoje o asno oferece festas de graça, regada a churrasquinho de gato, em eventos, como o programado para esta noite em Irituia/PA. Onde pretende comemorar o aniversário de uma de suas rádios, a Nativa FM.

Eleito pelo Solidariedade para o 4° mandato em 2014, Wladimir Costa descobriu cedo a fórmula do sucesso. Panis et circenses. Mas nem na Roma Antiga e nem em lugar algum se faz uma farra dessas sem verba pública "legal", imoral, e/ou sem roubar e desviar muita grana dos cofres públicos.

Para isso se conta com empresas, governo do estado, prefeituras e o governo Federal (exemplo são as fartas emendas de junho/julho passados).

Mas a máscara caiu. O que parecia uma tatuagem para o resto da vida: a certeza da impunidade e arroubo, se acabou.
Ao ir ao fundo do poço nas últimas semanas, exagerado de escárnio, ao ajudar a salvar Temer, Wlad pode ter declarado o fim de seu rebolado.

Depende do povo. A força hoje está com Iriruia/PA! Mas precisa ir além. Wlad tem que ser definitivamente cassado, investigado, suas empresas estatizadas e ele severamentr punido por todos os crimes que já cometeu!
Força, Irituia!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A matança não para no Pará. Jatene é o grande culpado

Chacina de Belém: movimentos sociais e familiares de vítimas protestaram em 2014 pedindo justiça. Foto: Mário Quadros
Esses dias o povo de Belém viu a "maior chacina" do último período: 29 mortes, com a vítima que acaba de falecer no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. Mortes ocorridas em menos de 24h, num movimento que sucedeu imediatamente a morte do soldado da Ronda Tática Metropolitana (ROTAM), Rafael da Silva Costa, 29 anos.

Ontem vi o triste e revoltante relato do estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA) e militante do PSOL, Adriano Mendes, dando conta da dor pela qual passa sua família: em menos de cinco meses, ele perde seu 2° primo assassinado por criminosos que agem impunemente no estado. Quadrilhas perigososas que envolvem policiais e que comandam milícias e grupos de extermínio, principalmente na Região Metropolitana de Belém (RMB).

As chacinas, o genocídio, a matança ocorrem todos os dias. Dezenas, centenas de mortes. Gente trabalhadora, honesta, estudante. Os únicos crimes que cometeram são os de viverem na periferia, serem pobres e pretos.

Semana passada uma amiga querida me relatou com o coração partido que seu irmão, igualmente jovem, negro, trabalhador, morador do Riacho Doce, bairro do Guamá, havia sido brutalmente morto por homens encapuzados, que atiram com técnicas de quem recebeu treitamento militar e que estavam no tenebroso carro preto. Já famoso por fazer matança impunemente nos bairros pobres da capital.

O fato é que essa situação já fogiu, há muito, ao controle. O Sistema de Seguranca Pública é ineficiente. As investigações são morosas. Só para exemplificar o nível da barbárie, praticamente ninguém foi punido em decorrência da chacina de 4 de novembro de 2014, quando mais de dez pessoas foram mortas a esmo  nas horas que se seguiram ao assassinato do Cabo Pet (que estava afastado de suas funções na PM), que segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias e Grupos de Extermínio no Pará da Assembleia Legislativa do Estado, tinha envolvimento com esses grupos criminosos.

O governador Simão Robson Jatene (PSDB), o secretário de estado de segurança pública, o comandante geral do estado maior da PM e o delegado deral de policícia civil são os grandes responsáveis por essa onda de crimes e violências que ocorrem na Região Metropolitana de Belém (RMB). Mas não os únicos. As corregedorias das polícias, o Ministério Público Militar e do Estado, assim como a Justiça também contribuem para esse quadro, quando a gente vê a impunidade seguir firme no Pará.

A sociedade anda apavorada com esse genocídio diário. Mas é necessário passar do medo a luta. Tomar as ruas, fazer protestos e marchar contra os responsáveis por essa matança. Não podemos ficar contando nossos mortos e sofrer com a notícia de quem foi o próximo. É preciso ir à luta!

Editado às 11h43, 01/02/2017.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Belém registra nova chacina

No mínimo 30 execuções da tarde de sexta a manhã de sábado (21). Tudo após um PM ser lamentavelmente morto por bandidos.
A resposta a morte do soldado foi uma carnificina nos bairros de Belém.

Segundo os jornais, chacina comandada por milícias, que contam com a participação de policiais.

A resposnsabilidade dessa barbárie é do governador do estado Simão Jatene (PSDB) e do presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB).
Basta de mortes do povo pobre e de nossa juventude negra!

A legalização das drogas e a desmilitarização da PM são os caminhos para se por fim aos tenebrosos eventos que marcam o sistema penitenciário brasileiro e o genocídio diário de nossa população.
#BastaDeChacinas
#QueremosNossosJovensVivos

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Contratação sem concurso repercute na internet

Processo Seletivo: mensagem no site da SEMAS/PA

O Edital 01/2017 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS/PA) publicado ontem no Diário Oficial do Estado do Pará às páginas 20, assim como no site do órgão, segue repercutindo muito mal nas redes sociais. 

Trata-se de um processo muito utilizado pela administração quando esta quer burlar a legislação vigente e a moralidade pública: aplica-se um Processo Seletivo Simplificado de Contratação Temporária. Os críticos da seleção dizem que ela é eivada de questionamentos, sendo um dos principais, a ausência de um certame mais justo e que garantisse a equidade de direitos para os postulantes do cargos públicos, qual seja o concurso público. 

O processo contará de três fases, que inicia com a análise do currículo, feito por banca do quadro (no Edital não diz se comissionados ou efetivos) da SEMAS, indicados pelo secretário Luis Fernandes Amaral e finaliza com entrevista. Tudo eivado, segundo os críticos, de muita subjetividade. O que estaria sendo utilizado para favorecer possíveis apaniguados dos altos quadros da SEMAS e do governador Simão Jatene (PSDB).

Indignação

No Facebook, Twitter e no aplicativo de mensagens áudio visuais instantâneas, WhatsApp, a bronca contra esse PSS da SEMAS/PA é geral. Em uma das mensagens ele chega a ser chamado de "trem da alegria dos tucanos para pagar dívida de campanha com os cabos eleitorais". 

No print acima, que circula em um grupo de servidores públicos, um usuário diz que "É assim q estão pagando os votos, com esses "processos seletivos",são favas contadas os nomes já estão escalados".

Esse tipo de processo pode até ser "legal", mas passa longe de ser moral. Em fins de 2016 o governador Jatene viu seu filho ser preso pela Polícia Federal, devido a envolvimento com a máfia de royalties da exploração mineral. O sobrinho do governador, que da noite para o dia se tornou multi milionário, também tem o nome envolto em investigações e empreendimentos malogrados em Castanhal, Nordeste paraense. Agora vem mais essa medida questionável e inaceitável. Caminhos tortuosos para um governo há muito fragilizado.

Edital 01/2017 

No site pode-se acessar o Edital publicado ontem. Nele consta a indicação de diversos cargos de nível superior e de nível médio. A população está indignada e exige concurso públicos, afinal, são quase duzentas vagas de empregos, as quais serão selecionadas pelo que os internautas chamam de "clubinho do tucanato". Eis os principais prints do Edital 01/2017, de 02 de fevereiro de 2017.

Esperamos que os Ministérios Públicos, entidades de classe e a Associação dos Concursados do Pará (ASCONPA) se manifestem contra essa tenebrosa imoralidade contra os cidadãos e esse desrespeito com os serviços públicos do estado.





 
 




 







segunda-feira, 11 de abril de 2016

Tomar as ruas e construir greve geral contra os ataques de Jatene e Dilma!

Boletim da tendência sindical Combate - classista e pela base, abril/2016.

Pará tem 10 vez mais assessores que São Paulo e gastos com Casa Civil de Jatene superam os gatos das Regionais da SESPA

Jatene e Alckmin: 10 vezes mais funcionários na Casa Civil do Pará.
por Ana Célia Pinheiro, em seu blog A Perereca da Vizinha 

Pará tem 10 vezes mais funcionários na Casa Civil do que São Paulo. Só assessores especiais são 347 no Pará, contra 1 em SP. Governador e secretários do Pará ganham mais do que seus colegas paulistas. Dinheiro torrado na Casa civil equivale a dois anos e meio de ICMS dos 16 municípios do Marajó e ultrapassa gastos de todas as regionais de Proteção Social da Sespa. Confira a lista atualizada dos especialíssimos assessores do governador. É Jatene dando a sua contribuição à contenção de despesas no Estado do Pará.

É incrível mais verdadeiro: o governador do Pará, Simão Jatene, tem 10 vezes mais funcionários na Casa Civil do que o governador de São Paulo, o mais rico e populoso estado do Brasil. São 664 servidores no Pará, contra 65 em São Paulo. E tudo a um custo escandaloso: entre 2011 e o final do ano passado, a Casa Civil de Jatene consumiu R$ 165,5 milhões, em valores atualizados, apenas com o pagamento dos vencimentos e vantagens fixas desses funcionários.

A montanha de dinheiro corresponde a mais de dois anos e meio de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de todos os 16 municípios da Ilha do Marajó, uma das regiões mais pobres do Brasil, onde residem 533 mil cidadãos.

Além de 251 servidores administrativos, a Casa Civil do Pará ainda possui 347 assessores especiais e 66 assessores de Gabinete – tudo para assessorar um único governador.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin, também tucano, possui apenas 1 assessor especial: o advogado Orlando de Assis Baptista Neto.

Ele recebe um subsídio mensal de R$ 18.461,00, que é inferior à remuneração da mais bem paga assessora especial de Jatene: a engenheira agrônoma Cleide Maria Amorim de Oliveira Martins, cujo salário base foi de R$ 19.612,26, no mês passado.

E mais: entre os 251 funcionários administrativos da Casa Civil de Jatene há 65 assessores, 28 coordenadores, 6 chefes de gabinete e 1 subchefe, além de 12 gerentes e diretores. Isso significa pelo menos 112 funcionários no topo da hierarquia, ou quase 45%. Em outras palavras: é muito cacique pra pouco índio.

JATENE E SECRETÁRIOS GANHAM MAIS QUE SEUS COLEGAS PAULISTAS 

A Folha de pagamentos da Casa Civil paraense também inclui o Ouvidor Geral do Estado, Ítalo de Almeida Mácola Junior, cujo salário base é de R$ 52 mil; e dois secretários de Estado: Izabela Jatene de Souza, filha do governador e secretária extraordinária de Integração de Políticas Sociais, com um salário base de R$ 21,5 mil; e Justiniano de Queiroz Netto, que coordena o Programa Municípios Verdes, cujo salário base é de R$ 24,7 mil.

Todos ganham mais do que os seus colegas paulistas – inclusive o chefe da Casa Civil do Pará, José Megale Filho, que tem um salário base de R$ 38 mil e foi contabilizado entre os 251 servidores administrativos.

Em São Paulo, os secretários de Estado recebem um subsídio mensal de R$ 19.467,64 brutos.

Mas não apenas os secretários paraenses ganham mais do que os paulistas. O mesmo acontece com o próprio Jatene, que recebe uma pensão, como ex-governador do Estado, de R$ 31.994,67 brutos por mês.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin tem um subsídio mensal de R$ 21.631,05 brutos.

Já o vice-governador do Pará José da Cruz Marinho, o Zequinha Marinho, tem remuneração base de R$ R$ 25.322,25.

Em São Paulo, o vice-governador, Márcio Luiz França Gomes, que é também secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, recebe um subsídio bruto de R$ 20.549,60. Mas ele também ganha mais R$ 12 mil brutos por integrar dois conselhos de Administração de instituições governamentais.

UM ABISMO DE DINHEIRO, GENTE E DESENVOLVIMENTO 

A gastança paraense impressiona devido ao abismo entre os dois estados.

A população de São Paulo supera em cinco vezes a do Pará e o orçamento daquele estado, para 2016, é quase 9 vezes o orçamento paraense.

Além disso, a renda domiciliar per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de São Paulo estão entre os maiores do país, justamente o oposto do Pará. Veja a comparação:

São Paulo:
População: 44.396.484 (milhões)
Orçamento do Governo para 2016: R$ 207.169.365.868,00 (bilhões)
Renda domiciliar per capita/mês em 2014: R$ 1.432,00 (a segunda maior do Brasil, atrás do Distrito Federal)
IDHM: 0,783 (o segundo maior do Brasil, atrás do Distrito Federal)
Número de servidores na Casa Civil: 65
Pará
População: 8.175.113
Orçamento do Governo para 2016: R$ 23.304.986.292,00 (bilhões)
Renda domiciliar per capita/mês em 2014: R$ 631,00 (a quarta pior do Brasil, atrás apenas do Maranhão, Alagoas e Ceará)
IDHM: 0,646 (o 4º pior do Brasil, atrás apenas de Alagoas e Maranhão e empatado com o Piauí)
Número de servidores na Casa Civil: 664

CASA CIVIL BATE ATÉ A PODEROSA SECRETARIA DE GOVERNO DE SP 

Além dos 664 servidores da Casa Civil do governador do Pará, ainda há 32 funcionários na Vice-Governadoria, dos quais 20 (62%) ou são assessores ou ocupantes de cargos de chefia.

No entanto, é mesmo a comparação entre as casas civis do Pará e de São Paulo o que mais escandaliza.

E isso, principalmente, quando se junta à equação a Secretaria de Governo paulista, uma superestrutura criada no ano passado, que engloba a Assessoria Especial do governador, a Ouvidoria, a Corregedoria, coordena secretarias e projetos estratégicos.

Somadas, a Casa Civil e a Secretaria de Governo de Alckmin possuem 1.340 servidores.

Ocorre que quando se divide a população paulista (mais de 44 milhões) por 1.340 servidores, o resultado é de 1 funcionário para cada grupo de 33 mil habitantes.

Já no caso do Pará, quando se divide a população por 664 funcionários, o resultado é de 1 servidor para cada grupo de 12.300 mil habitantes.

Isso significa que, proporcionalmente, a Casa Civil de Jatene tem mais que o dobro de funcionários da Casa Civil e da Secretaria de Governo de São Paulo.

ONDE TRABALHAM OS 664 FUNCIONÁRIOS DA CASA CIVIL DO PARÁ? 

A Casa Civil de São Paulo possui cinco subsecretarias: Assuntos Parlamentares, Comunicação, Desenvolvimento Metropolitano, Relacionamento com os Municípios e Assuntos Internacionais.
Dos seus 65 funcionários (na maioria, espalhados por vários órgãos e municípios) 34 ou são efetivos ou com vínculo permanente com o Estado, o que representa 52% do total.

Entre os 1.275 servidores da Secretaria de Governo, 854 (67%) ou são efetivos ou possuem vínculo permanente com o Estado.

Já na Casa Civil de Jatene, só 31 assessores especiais e de gabinete e 86 servidores administrativos possuem vínculo com o Estado, o que representa menos de 18% do total.

E mais: só quem se dispuser a pesquisar todos os diários oficiais do Estado desde 2011 é que conseguirá saber onde trabalham os 664 funcionários da Casa Civil do Pará.

Jatene alega que esses servidores estão lotados em várias secretarias.

No entanto, tal informação não consta no Demonstrativo de Remuneração do Estado, que está no portal da Transparência do Pará.

Nunca constou, aliás – nem mesmo quando o documento informava a lotação de todos os servidores públicos estaduais.

GASTANÇA SUPERA FDE E DINHEIRO APLICADO NAS REGIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL DA SESPA


No ano passado, o gasto total da Casa Civil de Jatene (incluindo tudo: pessoal, material de consumo etc.) chegou a R$ 43,1 milhões.


É mais do que foi investido através do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Estado (FDE), em vários municípios, e do que foi aplicado em todas as Regionais de Proteção Social da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA).


Veja os números extraídos pela Perereca do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do sexto bimestre do ano passado:

GASTOS TOTAIS EM 2015
CASA CIVIL: R$ 43.178.000,00
FUNDO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO (FDE): R$ 38.494.000,00
FUNDO ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: ZERO
FUNDO DE INVESTIMENTO DE SEGURANÇA PÚBLICA: R$ 22.538.000,00
FUNDO ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: R$ 37.712.000,00
REGIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL DA SESPA EM MARABÁ, SANTARÉM, CASTANHAL, BELÉM, CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA, SANTA IZABEL, CAPANEMA, ALTAMIRA, BARCARENA, BREVES, CAMETA, REGIÃO DAS ILHAS E SÃO MIGUEL GUAMÁ: R$ 25.135.000,00
HOSPITAL ABELARDO SANTOS, HOSPITAIS REGIONAIS DE CAMETÁ, CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA, SALINÓPOLIS E TUCURUÍ E LABORATORIO CENTRAL DA SESPA: R$ 42.240.000,00

A GASTANÇA ANO A ANO 
Confira, na tabela abaixo o gasto, ano a ano, apenas com os vencimentos e vantagens fixas dos funcionários da Casa Civil.

Os números de 2011 a 2014 são dos balanços gerais do Estado; o de 2015 é do portal da Transparência. Os valores foram atualizados pelo IPCA-E de março deste ano:

Veja o ICMS repassado por Jatene, em 2015, aos 16 municípios do Marajó. Os R$ 165,5 milhões torrados nos últimos 5 anos só com vencimentos e vantagens fixas do pessoal da Casa Civil correspondem a duas vezes e meia o ICMS dessas cidades:
Afuá (37.398 habitantes): R$ 3.894.668,41
Anajás (27.540 habitantes): R$ 3.699.934,99
Bagre (28.292 habitantes): R$ 2.726.267,89
Breves (98.231 habitantes): R$ 6.815.669,71
Cachoeira do Arari (22.449 habitantes): R$ 3.115.734,72
Chaves (22.566 habitantes): R$ 3.894.668,41
Curralinho (32.248 habitantes): R$ 2.921.001,30
Gurupá (31.623 habitantes): R$ 3.505.201,56
Melgaço (26.397 habitantes): R$ 3.115.734,72
Muaná (37.977 habitantes): R$ 3.115.734,72
Ponta de Pedras (29.160 habitantes): R$ 3.115.734,72
Portel (58.282 habitantes): R$ 6.426.202,86
Salvaterra (22.370 habitantes): R$ 2.921.001,30
Santa Cruz do Arari (9.417 habitantes): R$ 2.336.801,04
São Sebastião da Boa Vista (25.161 habitantes): R$ 3.310.468,15
Soure (24.286 habitantes): R$ 3.310.468,15
Total de ICMS recebido, em 2015, pelo Marajó: R$ 58.225.292,65
População estimada da ilha, em 2015: 533.397 pessoas

ASSESSORIA INCLUI ATÉ GENTE CONDENADA A DEVOLVER DINHEIRO AO ERÁRIO 

Há de tudo entre os especialíssimos assessores do governador Simão Jatene: técnicos, jornalistas, parentes de deputados, de conselheiros de contas e de desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado; políticos derrotados nas urnas, ex-prefeitos condenados a devolver dinheiro aos cofres públicos e até gente acusada, na Justiça, de integrar quadrilha.

Entre os deputados estaduais, um dos casos mais impressionantes é o de Raimundo Santos, do Partido Ecológico Nacional (PEN), que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Pará, instituição que fiscaliza os atos do governador.

Raimundo tem na Assessoria de Jatene um cunhado (Orivaldo Ferreira Pinheiro), uma filha (Keila Pinheiro dos Santos) e um genro (Eliaquim de Figueiredo Pinheiro, marido ou ex-marido de Keise, a outra filha do deputado).

Já a deputada estadual Cilene Couto (PSDB), filha do ex-senador Mário Couto, tem na Assessoria Especial de Jatene uma filha (Juliana Lisboa Couto Marques) e dois irmãos: Mário Augusto Lisboa Couto e Mário William Bruno do Nascimento Couto.

O senador tucano Fernando Flexa Ribeiro emplacou como assessor especial um dos filhos, Fernando de Souza Flexa Ribeiro Filho, que é médico.

Entre os parentes de magistrados estão Ana Paula do Amaral Maroja e Maria Betania da Silva Maroja, respectivamente, filha e irmã do ex-desembargador João José da Silva Maroja; Cláudia Vidigal Tavares Nunes e Lindalva Gonçalves de Araújo Nunes, esposas, respectivamente, de Ricardo e Romulo Ferreira Nunes, irmãos e desembargadores do TJE, que também possuem um irmão ou sobrinho como assessor especial: Romulo Marcelo Ferreira Nunes.

A assessora Rosa de Fátima Queiroz das Neves é viúva do ex-desembargador Claúdio Montalvão das Neves, que morreu em 2014; Álvaro Luiz Tavares de Christo Alves é filho do ex-desembargador Manoel de Christo Alves; José Deorilo Cruz Gouveia dos Santos é marido ou ex-marido da desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos.

Também integram a Assessoria Especial do governador, que é cantor, os músicos Sebastião Tapajós e Nilson Chaves; o jovem Romulo Maiorana Prantera, sobrinho de Rominho Maiorana, o presidente das ORM; Adelino Carvalho Monteiro e Zinda Lobato Nunes, respectivamente, marido da secretária estadual de Administração, Alice Viana Monteiro, e mulher do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes; a dona de casa Maria Alcídia Bastos Freire, mulher do ex-prefeito tucano de Ipixuna do Pará, José Orlando Freire; Asnan da Costa Oliveira, pastor evangélico e ex-candidato a vice-prefeito de Mãe do Rio pelo PSC.

Há, ainda, entre os especialíssimos, um time da pesada.

É o caso do ex-prefeito de Portel, Elquias Nunes da Silva Monteiro, condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver mais de R$ 3,3 milhões aos cofres públicos.

Ou do ex-prefeito tucano de Igarapé-Miri, Aladim Martins de Paula, condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver ao erário R$ 133 mil, em valores de 1995 (uns R$ 500 mil atualizados pelo IPCA-E, mas sem multas e outras correções do TCU).

É o caso, também, do ex-prefeito tucano de Trairão, Ademar Bau, condenado pelo TCE a devolver quase R$ 2,5 milhões.

Ou, ainda, do empresário tucano Washington Luiz Antunes da Nóbrega, réu em um processo, na Justiça Estadual, por supostamente integrar uma quadrilha de fraudadores de carteiras de habilitação.

Mas o pior é que nada indica que essa enorme quantidade de assessores venha a diminuir.

Na última quarta-feira, 6 de abril, quando a Perereca fechou a atualização da lista de funcionários da Casa Civil, o Diário Oficial do Estado publicou a nomeação de mais uma Assessora Especial: Marise Andréa Barbosa Colares, ex-prefeita tucana de Santa Bárbara e mulher ou ex-mulher do presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), César Colares.

A remuneração dela não foi divulgada, mas os assessores especiais II ganham em torno de R$ 5 mil.

Note que a nomeação de Marise ocorreu dias depois da publicação do decreto de contenção de despesas de Jatene, republicado em 1 de abril, o Dia Internacional da Mentira. Pois é.

CONFIRA A LISTA ORDENADA E ATUALIZADA, ATÉ O ÚLTIMO 6 DE MARÇO, PELA PERERECA, DE TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA CASA CIVIL DE JATENE (CLIQUE NO LINK A SEGUIR):

https://drive.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12ajItLUpySXNBbUE/view?usp=sharing

Ou confira direto no Demonstrativo de Remuneração do Governo do Pará, referente ao mês passado. O pessoal da Casa Civil está na parte 1, a partir da página 25:

https://drive.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12QTAwek9TYXlobW8/view?usp=sharing

Aqui, a lista dos servidores da Casa Civil de São Paulo:

https://drive.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12Ny05RDNqdGlSeFU/view?usp=sharing

Aqui, a relação dos servidores da Secretaria de Governo de São Paulo. Veja, na página 11, o único assessor especial de Alckmin:

https://drive.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12bWhKbGxXYWFoUE0/view?usp=sharing

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Famílias homenageiam vítimas de chacina durante marcha em Belém

pPor Alexandre Yuripor Alexandre Yuri
Onze pessoas foram assassinadas entre os dias 4 e 5 de novembro de 2014. Ato marcou um ano da data e cobrou esclarecimento de assassinatos.
por Alexandre Yuri, para o G1 PA
Ato 1 ano da chacina em Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Vanda Mendes perdeu o irmão na chacina e protestou contra a violência na capital. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
"Eduardo nunca deu trabalho no colégio, nunca teve problemas com ninguém, não tem nome sujo na polícia. Era morador de periferia, mas tinha tudo para ser feliz", lamentou, emocionada, a dona de casa Maria Auxiliadora Galúcio, durante o ato realizado na noite desta quarta-feira (4) em Belém para marcar um ano da chacina que vitimou 10 pessoas após o assassinato do cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo no bairro do Guamá. Entre as vítimas estava Eduardo Felipe Galúcio Chaves, neto criado como filho por Maria Auxiliadora.
A dona de casa conta que, na noite de 4 de novembro de 2014, estava no pátio de sua casa no bairro da Terra Firme e viu a chegada de motoqueiros encapuzados em sua rua, mas não imaginava que eles tirariam a vida de Eduardo. O jovem, com 16 anos na época, foi atingido por cinco tiros pouco antes das 22h e morreu no local, a metros de sua casa.
Ato 1 ano da chacina em Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Larissa Viana lamentou a perda do primo Eduardo.
(Foto: Alexandre Yuri/ G1)
"O meu primo perdeu a vida injustamente. Ele foi deixar a namorada a casa dela, pegaram meu primo no canto de casa como se ele fosse um bandido, um marginal, não deram nem chance de ele se defender. Dói muito lembrar dele porque o Eduardo era uma ótima pessoa. Meu primo faz muita falta para mim. ", conta Larissa Viana, prima da vítima.
Minutos depois da morte de Eduardo, ainda no bairro da Terra Firme, Bruno Barroso Gemaque também foi baleado nas proximidades de sua casa. Segundo Meire Gemaque, tia da vítima, o rapaz de 20 anos estava em uma bicicleta com a namorada e também foi abordado por homens encapuzados em motocicletas. "Era um rapaz muito família, trabalhava no transporte alternativo. Ceifaram a vida do meu sobrinho por nada", disse Meire.
Bruno levou quatro tiros e chegou a ser socorrido por amigos, mas Meire conta que viaturas da Polícia Militar fecharam as vias do bairro e o rapaz não conseguiu chegar no hospital a tempo. A namorada do jovem, que presenciou o baleamento, se isolou após o ocorrido. "Ela não quer falar, se distanciou da gente. Ela foi dar o depoimento na polícia e depois disso ela sumiu. Ficou com medo de represálias", conta Meire.
Ato 1 ano da chacina em Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Jessica Cabral homenageou o irmão Jeferson na
caminhada. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Jeferson Cabral, de 27 anos, também foi homenageado por familiares durante a marcha. Ele foi atingido por três tiros durante a ação de motoqueiros encapuzados no bairro da Terra Firme. "Meu irmão era uma pessoa muito especial para mim. Me ajudava, ajudava a minha mãe, não tinha vícios. Minha mãe sofre muito, porque nada justifica o que aconteceu. Ele não era bandido, era um rapaz trabalhador", lamenta Jessica Cabral, irmã de Jeferson.
Uma das vítimas baleadas na noite do dia 4 chegou a ser socorrida, como Allersonvaldo Carvalho Mendes, atingido por cinco tiros no bairro da Terra Firme. "Allerson", como era chamado pelos amigos, ficou internado no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, mas não resistiu e morreu às 18h do dia 5.
"Ele tinha deficiência mental e o que ele gostava era de estar com os amigos e estar brincando, principalmente de pipa. Era uma pessoa alegre, amiga, carinhosa e perdeu a vida desse jeito. Sem fazer mal a ninguém, vieram e tiraram a vida dele. Ele nem sabia porque estava morrendo", conta a irmã de Allerson, Vanda Mendes.
Ato 1 ano da chacina em Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Ana Maria cobrou explicações para a morte do filho
Marcus Murilo. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Ana Maria Ferreira Barbosa participou da caminhada trajando uma camisa em homenagem ao filho Marcus Murilo Ferreira Barbosa, de 20 anos. "Ele era muito prestativo, trabalhava e estudava, ganhava o dinheiro dele para se manter e não mexer nas coisas de ninguém. Ele atravessou a rua para comer um churrasco, os caras chegaram e deram seis tiros nele", diz a mãe da vítima, morto no bairro do Marco por volta de 22h30.
Alex dos Santos Viana, morto no bairro Parque Verde, e Jean Oscar Ferro dos Santos, assassinado no bairro do Jurunas, tiveram seus nomes lembrados em cartazes e palavras de ordem durante a caminhada, mas seus familiares não participaram das homenagens no ato. De acordo com a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), os familiares temiam represálias e alguns deles chegaram a se mudar da cidade.
Para Alberto Pimentel, da coordenação da SDDH, a resposta dada pelas autoridades de segurança pública do Estado ainda é insuficiente. "Ainda está muito aquém da resposta que os familiares precisavam, seja do ponto de vista da assistência que essas famílias precisam, seja do ponto de vista de dar uma resposta efetiva ao problema central que está colocado nesta questão, que é a atuação de grupos de extermínio na região", comenta Alberto.
Uma das participantes mais emocionadas do ato foi Liliane Araújo, irmã de Nadson Araújo, morto na madrugada do dia 5 no bairro do Jurunas. "No dia 3 ele tinha completado 18 anos, ele ia comemorar no sábado, estava tão feliz. Dia 4 mataram ele", lamentou Liliane. "Ele conversava com uma amiga. Pararam as motos e mandaram eles sentarem. Ele nem esperava o tiro, porque morreu de lado", relata a irmã.
Ato 1 ano chacina Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Ato foi encerrado em frente ao Mercado de São
Brás. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Por volta de 2h da madrugada do dia 5, a última vítima da chacina foi registrada no bairro do Tapanã. Marcio Santos Rodrigues, de 22 anos, foi baleado quando chegava em casa após sair com amigos. "Ele era um rapaz muito tranquilo. Nós somos, sim, de família pobre, mas ele não tinha nenhum envolvimento com drogas, com roubo. É por isso que eu não consigo, até hoje, digerir essa história", diz Janete Rodrigues, irmã da vítima.
Janete conta que o caso abalou a família, principalmente os pais, já idosos. "Desde essa noite, infelizmente, nossas vidas não estão sendo mais as mesmas, e nunca mais vão ser. Nós temos que viver hoje com isso, com essa dor, esse vazio". O ato foi encerrado em frente ao Mercado de Brás, com uma mostra da exposição organizada por familiares com fotos e peças de roupas das vítimas.
Investigação
As mortes aconteceram depois do assassinato do cabo da PM Antônio Figueiredo, suspeito de liderar uma milícia no bairro da Terra Firme. Uma CPI criada para investigar os crimes concluiu que integrantes da Segurança Pública participam de grupos de extermínio no Pará. A Promotoria de Justiça Militar indiciou 14 PMs. A corporação abriu investigação contra nove policiais. Os processos também não foram concluídos.
"Não temos nenhuma dúvida que há um grupo de extermínio e eu me arriscaria a dizer que há um grupo de milícia sim no estado do Pará. E eu não só acompanho essa chacina que aconteceu aqui na área metropolitana, mas de vários outros casos que tenho monitorado e acompanhado pela ouvidoria em outros municípios e regionais”, afirmou a ouvidora da Secretaria de Segurança Pública, Eliana Fonseca.
Na manhã desta quarta, a Polícia Civil informou que concluiu apenas três inquéritos do total de 11 que foram abertos para investigar os assassinatos e a possível relação entre as mortes e o homicídio do cabo da PM Antônio Figueiredo.
"Pela complexidade da investigação, 11 homicídios, dos quais sete foram praticados em menos de uma hora, eu digo que na investigação nós estamos bastante avançados. Temos
três inquéritos com definição de autoria, ouvimos mais de 90 pessoas nesses inquéritos, requisitamos 31 perícias e conseguimos prender essas 8 pessoas", afirma Rilmar Firmino, delegado geral da Polícia Civil do Pará.
O caso corre em segredo de Justiça. Segundo o delegado geral, do total de oito presos, apenas um conseguiu a liberdade provisória e foi comprovada a ligação entre a morte do PM e alguns dos assassinatos.
"Nós podemos asseverar que existe ligação entre as três mortes, e dessas, duas mortes foram praticadas por pessoas ligadas ao cabo Figueiredo. Um é um policial militar da ativa que estava afastado para tratamento de saúde, o outro preso é um policial militar da reserva e dois são pessoas civis ligadas ao PM. Não podemos opinar em relação à investigação, temos que individualizar a conduta e apontar a materialidade, não podemos fazer ilações", esclareceu Firmino.
Ato 1 ano chacina Belém (Foto: Alexandre Yuri/ G1)Vítimas foram homenageadas na Praça do Perário ao final do ato. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
 Fonte: G1 PA.