quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Globo e milícias contra Marcelo Freixo (PSOL)

A artilharia pesada do sistema Globo quer fazer com Marcelo, no plano moral e político, o que as milícias não conseguiram, no plano físico
 
Por Luiz Eduardo Soares

Foto: Divulgação
Amig@s, são inacreditavelmente frágeis as bases para as reiteradas notícias veiculadas pelo Globo, especulando sobre os mais esdrúxulos vínculos entre Marcelo Freixo e a trágica morte do cinegrafista, Santiago. Detesto teorias da conspiração, mesmo depois das revelações de Snowden. Tampouco tenho tendências paranoicas. Por isso, me sinto no dever de alertar para a inominável manobra política que está sendo promovida pelo sistema Globo (certamente com outros atores políticos), onde trabalham muitos profissionais sérios, que merecem todo meu respeito --por isso, me recuso a generalizar críticas e estigmatizar profissionais honrados. O objetivo é aproveitar o momento de comoção e confusão para arruinar um dos últimos grandes patrimônios da cidade do Rio de Janeiro: a credibilidade de um cidadão digno, de um político respeitável e, nesse caso, a credibilidade da própria Política, com P maiúsculo, no campo da esquerda democrática.

O propósito é escandalosamente evidente: Freixo foi um dos únicos que mantiveram a reputação intocada, durante e depois do maremoto de junho. As manifestações decretaram o colapso da representação, tal como praticada no Brasil. Poucas lideranças resistiram ao terremoto. Freixo é uma dessas raríssimas exceções no Rio, e mesmo no país. Tornou-se um personagem público com autonomia e lastro para transcender partidos, ceticismos, acusações generalizantes. Freixo é um dos poucos deputados que atravessam as ruas de cabeça erguida e, sem qualquer veleidade messiânica ou discursos dogmáticos, têm potencial para salvar a política do pântano em que a meteram.

Não é só a esquerda democrática que, hoje, precisa dele. É a democracia brasileira. Atingir de forma grotesca esse potencial de revitalização da vida política, capaz de articular as ruas e as instituições, é um verdadeiro ataque à República. Não me cabe especular sobre motivações, mas cumpre compartilhar o que me parece óbvio: a artilharia pesada do sistema Globo quer fazer com Marcelo, no plano moral e político, o que as milícias não conseguiram, no plano físico. Há no ar uma tentativa de assassinato moral absolutamente irresponsável. E nós? E os que concordamos com essa análise e aprendemos a respeitar Marcelo Freixo? Vamos deixá-lo sozinho? Ele não deixou a sociedade entregue à própria sorte quando decidiu arriscar a vida para combater as máfias milicianas. Até hoje não pode dar um passo sem a cobertura da segurança armada. É nossa vez de retribuir. Marcelo Freixo não vai ficar sozinho. Vamos promover um ato supra-partidário de desagravo? Quem concorda comigo, por favor, diga sim, presente, ou cante o hino nacional de pé e se emocione, mas não se esqueça de digitar aqui, SIM.


Luiz Eduardo Soares é antropólogo, cientista político e escritor. Já foi secretário de estado de segurança pública do Rio de Janeiro. Atualmente leciona na UERJ.

2 comentários:

Luciano Palagano disse...

SIM! SIM! E SIM!

Roberto de Barros disse...

SIM, SIM E SIM!!! Adoro o Marcelo Freixo e o tenho em minha mais alta estima.