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quinta-feira, 25 de maio de 2017
Manifestantes ocupam Brasília e preparam greve geral contra Temer e as reformas
Ontem foi um dia histórico. O governo Michel Temer (PMDB-PSDB) está encurralado. Não adiantou reprimir.
O povo marchou desde as 9h até as 18h30. Eram quase dois mil repressores. Mas uma avalanche de manifestantes. Foi em vão o uso de toneladas de gás de pimenta, cavalaria, cachorros, tiro porrada e bomba. Foi o povo pobre, a juventude e fundamentalmente a classe trabalhadora que os encurralou.
Ninguém arredou pé da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três corruptos poderes até que decidisse que era hora de voltar pra casa. O recado foi dado em alto e bom som. Foram quase 200 mil pessoas marchando no Ocupa Brasília. Temer, Maia/DEM, Rollemberg/PSDB (governador do DF) e os ratos de Brasília sentiram que eles estão por um fio.
Até um decreto autorizando as forças armadas nas ruas para reprimir o povo, o covarde e criminoso Temer fez. Não adiantou de nada. Os trabalhadores sentiram pela primeira vez que eles é quem têm a força. O gás não surtia mais efeito.
O que primou foi o ódio contra todo esse sistema e a vontade de incendiar Brasília. E a gente incendiou. Não só Brasília, mas o país e o mundo assistiu ao vivo o surgimento de uma nova etapa na luta de classes deste país. O tempo em que ninguém mais tem medo de polícia, capitão ou traficante, playboy ou general.
Pode vir quente nós estamos fervendo! "E joga mais, e joga mais, tô viciado na porra desse gás", se ouviu por várias vezes da boca dos que protestavam. Mas o que amendrotou mesmo os velhos de Brasília foi ver dois ministérios pegando fogo, o chamado a uma nova #GreveGeral de no mínimo 48h e a indignação estampada na cara de quem vai colocar pra #ForaTemer e todos os corruptos e botar abaixo esse regime apodrecido.
Os trabalhadores têm que tomar o poder em suas próprias mãos! Decidir seu destino. Colocar na cadeia todos esses bandidos, estatizar todas as empresas envolvidas na corrupção, suspender o pagamento da dívida pública e fazer reforma agrária e urbana, por fim à guerra aos pobres e à matança da juventude negra, e conquistar serviços públicos de qualidade e justiça social.
Apenas começamos!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Situação temerária: Senado aprova MP do Ensino Médio
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| Estudantes protestam na Av. Paulista contra a Reforma do Ens. Médio. Outubro/2016. Foto: Alexandre Maretti. |
Em meio a crise do sistema penitenciário brasileiro e do sistema de segurança pública no Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ), Pará (PA) com 3 policiais militares mortos esta semana e dezenas de civis executados no ano de 2017, os nada honoráveis parlamentares em Brasília seguem aprovando medidas que representam históricos retrocessos, como foi a aprovação hoje em turno único do Senado da medida provisória (MP) 746, que institui a Contrarreforma do Ensino Médio.
O governo Michel Temer (PMDB/PSDB) comemorou a aprovação. O vampiro vibra quando se apossa do banque de sangue.
Os movimentos sociais de docentes, servidores e estudantes repudiaram tal medida. O dirigente da juventude Vamos à Luta e estudante de Geografia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Eziel Duarte, falou que se trata de um retrocesso sem precedentes, que "viola a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, precariza a formação, piora o ensino e reduz postos de trabalho, na medida que diversas disciplinas perderão caráter obrigatório".
De fato, essa absurda Contrarreforma acabou com a obrigatoriedade nos três anos de ensino médio de disciplinas fundamentais para a formação do pensamento crítico e para as humanidades. Estão nessa guilhotina as disciplinas de História, Geografia, Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia. Outras, como Música e Teatro, sequer foram citadas. E olha que música é preconizada na LDB.
O caso é de muita gravidade. Como tudo que faz, o ilegítimo presidente Michel Temer não passa de retórica quando fala dessa contrarreforma do ensino médio. O que ela faz é atingir drasticamente a qualidade do que vai ser ensinado e aprendido nas escolas do país e pavimenta o caminho da educação pública para a privatização. Tudo para engordar os tubarões de ensino e os banqueiros.
Fecha escola, abre presídio
Ao introduzir a figura do "professor de notório saber", o que se pretende na verdade é acabar com a formação crítica e com as licenciaturas, interferindo na qualidade e condições de trabalho docente.
Esse processo, diferentemente do que foi anunciado pelo Ministério da Educação, não aumentará a carga horária, mas o contrário. O que acarretará também na diminuição das vagas em concursos públicos e postos de trabalho de qualidade social. Foi por isso que o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), se apressou em anunciar a catástrofe que é o fechamento de 65 escolas públicas no estado.
O PSOL entrou, logo que o governo anunciou de forma autoritária e unilateral a MP 746 em setembro de 2016, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal questionando a proposta do governo.
Sobre ela, fez importante reflexão, em artigo no site Justificando, o professor Zacarias Gama:
"É uma proposta de reforma muito temerária, porque não apenas mexe no formato de oferecimento do ensino médio, no banimento da formação integral, mas nomeadamente na espantosa “remoção da ‘sociedade’ do seio das recentes tendências educativas modernas”. Conforme Ball nos diz, a educação está, cada vez mais, sujeita às “prescrições e assunções normativas do economicismo e do tipo de cultura na qual a escola passa a existir”. Esta reforma imposta autoritariamente por um instrumento de força, sem nenhum debate com a sociedade, aparentemente pragmática e livre de ideologia, coloca um ponto final no debate sobre princípios educativos promovido pela sociedade e mais tijolos na construção do que os liberais e neoliberais vêm chamando de Sociedade e Economia do Conhecimento. Conforme Ball disse é a “colonização das políticas educativas pelos imperativos das políticas econômicas”.
Unir as lutas
A população e os servidores têm demonstrado nos massivos e combativos atos no RJ e agora com a histórica luta das famílias (e a greve) dos policiais militares do ES, que compreenderam que só a luta muda a vida para melhor.
Sexta-feira, 10, protesto idêntico de familiares de PM's ocorrerá em Belém. A saída está marcada para a avenida 25 de Setembro, atrás do Bosque Rodrigues Alves e rumará ao Palácio dos Despachos (sede do governo).
Ótimo momento para todos os trabalhadores e movimentos sociais do estado se unirem a eles e demais indignados, para protestarem contra essa nefasta medida provisória do ensino médio, assim como para repudiar a calamidade na saúde pública, a matança nas periferias, os absurdos aumentos no IASEP e IPTU, bem como para lutar por melhores condições de trabalho e melhores salários em todas as categorias.
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Atualizado às 13h19, de 09/02/2017
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Belém amanhece com protesto contra o aumento
Vai ter protesto nesta sexta-feira, 20/01, contra o absurdo aumento da passagem de ônibus Belém.
Confira no vídeo gravado em um coletivo, o recado de Samia, estudante secundarista e militande do Coletivo Vamos à Luta e da Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL.
Confira no vídeo gravado em um coletivo, o recado de Samia, estudante secundarista e militande do Coletivo Vamos à Luta e da Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Famílias homenageiam vítimas de chacina durante marcha em Belém
pPor Alexandre Yuripor Alexandre Yuri
Onze pessoas foram assassinadas entre os dias 4 e 5 de novembro de 2014. Ato marcou um ano da data e cobrou esclarecimento de assassinatos.
por Alexandre Yuri, para o G1 PA
Vanda Mendes perdeu o irmão na chacina e protestou contra a violência na capital. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
"Eduardo nunca deu trabalho no colégio, nunca teve problemas com ninguém, não tem nome sujo na polícia. Era morador de periferia, mas tinha tudo para ser feliz", lamentou, emocionada, a dona de casa Maria Auxiliadora Galúcio, durante o ato realizado na noite desta quarta-feira (4) em Belém para marcar um ano da chacina que vitimou 10 pessoas após o assassinato do cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo no bairro do Guamá. Entre as vítimas estava Eduardo Felipe Galúcio Chaves, neto criado como filho por Maria Auxiliadora.
A dona de casa conta que, na noite de 4 de novembro de 2014, estava no pátio de sua casa no bairro da Terra Firme e viu a chegada de motoqueiros encapuzados em sua rua, mas não imaginava que eles tirariam a vida de Eduardo. O jovem, com 16 anos na época, foi atingido por cinco tiros pouco antes das 22h e morreu no local, a metros de sua casa.
Larissa Viana lamentou a perda do primo Eduardo.(Foto: Alexandre Yuri/ G1)
"O meu primo perdeu a vida injustamente. Ele foi deixar a namorada a casa dela, pegaram meu primo no canto de casa como se ele fosse um bandido, um marginal, não deram nem chance de ele se defender. Dói muito lembrar dele porque o Eduardo era uma ótima pessoa. Meu primo faz muita falta para mim. ", conta Larissa Viana, prima da vítima.
Minutos depois da morte de Eduardo, ainda no bairro da Terra Firme, Bruno Barroso Gemaque também foi baleado nas proximidades de sua casa. Segundo Meire Gemaque, tia da vítima, o rapaz de 20 anos estava em uma bicicleta com a namorada e também foi abordado por homens encapuzados em motocicletas. "Era um rapaz muito família, trabalhava no transporte alternativo. Ceifaram a vida do meu sobrinho por nada", disse Meire.
Bruno levou quatro tiros e chegou a ser socorrido por amigos, mas Meire conta que viaturas da Polícia Militar fecharam as vias do bairro e o rapaz não conseguiu chegar no hospital a tempo. A namorada do jovem, que presenciou o baleamento, se isolou após o ocorrido. "Ela não quer falar, se distanciou da gente. Ela foi dar o depoimento na polícia e depois disso ela sumiu. Ficou com medo de represálias", conta Meire.
Jessica Cabral homenageou o irmão Jeferson nacaminhada. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Jeferson Cabral, de 27 anos, também foi homenageado por familiares durante a marcha. Ele foi atingido por três tiros durante a ação de motoqueiros encapuzados no bairro da Terra Firme. "Meu irmão era uma pessoa muito especial para mim. Me ajudava, ajudava a minha mãe, não tinha vícios. Minha mãe sofre muito, porque nada justifica o que aconteceu. Ele não era bandido, era um rapaz trabalhador", lamenta Jessica Cabral, irmã de Jeferson.
Uma das vítimas baleadas na noite do dia 4 chegou a ser socorrida, como Allersonvaldo Carvalho Mendes, atingido por cinco tiros no bairro da Terra Firme. "Allerson", como era chamado pelos amigos, ficou internado no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, mas não resistiu e morreu às 18h do dia 5.
"Ele tinha deficiência mental e o que ele gostava era de estar com os amigos e estar brincando, principalmente de pipa. Era uma pessoa alegre, amiga, carinhosa e perdeu a vida desse jeito. Sem fazer mal a ninguém, vieram e tiraram a vida dele. Ele nem sabia porque estava morrendo", conta a irmã de Allerson, Vanda Mendes.
Ana Maria cobrou explicações para a morte do filhoMarcus Murilo. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Ana Maria Ferreira Barbosa participou da caminhada trajando uma camisa em homenagem ao filho Marcus Murilo Ferreira Barbosa, de 20 anos. "Ele era muito prestativo, trabalhava e estudava, ganhava o dinheiro dele para se manter e não mexer nas coisas de ninguém. Ele atravessou a rua para comer um churrasco, os caras chegaram e deram seis tiros nele", diz a mãe da vítima, morto no bairro do Marco por volta de 22h30.
Alex dos Santos Viana, morto no bairro Parque Verde, e Jean Oscar Ferro dos Santos, assassinado no bairro do Jurunas, tiveram seus nomes lembrados em cartazes e palavras de ordem durante a caminhada, mas seus familiares não participaram das homenagens no ato. De acordo com a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), os familiares temiam represálias e alguns deles chegaram a se mudar da cidade.
Para Alberto Pimentel, da coordenação da SDDH, a resposta dada pelas autoridades de segurança pública do Estado ainda é insuficiente. "Ainda está muito aquém da resposta que os familiares precisavam, seja do ponto de vista da assistência que essas famílias precisam, seja do ponto de vista de dar uma resposta efetiva ao problema central que está colocado nesta questão, que é a atuação de grupos de extermínio na região", comenta Alberto.
Uma das participantes mais emocionadas do ato foi Liliane Araújo, irmã de Nadson Araújo, morto na madrugada do dia 5 no bairro do Jurunas. "No dia 3 ele tinha completado 18 anos, ele ia comemorar no sábado, estava tão feliz. Dia 4 mataram ele", lamentou Liliane. "Ele conversava com uma amiga. Pararam as motos e mandaram eles sentarem. Ele nem esperava o tiro, porque morreu de lado", relata a irmã.
Ato foi encerrado em frente ao Mercado de SãoBrás. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Por volta de 2h da madrugada do dia 5, a última vítima da chacina foi registrada no bairro do Tapanã. Marcio Santos Rodrigues, de 22 anos, foi baleado quando chegava em casa após sair com amigos. "Ele era um rapaz muito tranquilo. Nós somos, sim, de família pobre, mas ele não tinha nenhum envolvimento com drogas, com roubo. É por isso que eu não consigo, até hoje, digerir essa história", diz Janete Rodrigues, irmã da vítima.
Janete conta que o caso abalou a família, principalmente os pais, já idosos. "Desde essa noite, infelizmente, nossas vidas não estão sendo mais as mesmas, e nunca mais vão ser. Nós temos que viver hoje com isso, com essa dor, esse vazio". O ato foi encerrado em frente ao Mercado de Brás, com uma mostra da exposição organizada por familiares com fotos e peças de roupas das vítimas.
Investigação
As mortes aconteceram depois do assassinato do cabo da PM Antônio Figueiredo, suspeito de liderar uma milícia no bairro da Terra Firme. Uma CPI criada para investigar os crimes concluiu que integrantes da Segurança Pública participam de grupos de extermínio no Pará. A Promotoria de Justiça Militar indiciou 14 PMs. A corporação abriu investigação contra nove policiais. Os processos também não foram concluídos.
As mortes aconteceram depois do assassinato do cabo da PM Antônio Figueiredo, suspeito de liderar uma milícia no bairro da Terra Firme. Uma CPI criada para investigar os crimes concluiu que integrantes da Segurança Pública participam de grupos de extermínio no Pará. A Promotoria de Justiça Militar indiciou 14 PMs. A corporação abriu investigação contra nove policiais. Os processos também não foram concluídos.
"Não temos nenhuma dúvida que há um grupo de extermínio e eu me arriscaria a dizer que há um grupo de milícia sim no estado do Pará. E eu não só acompanho essa chacina que aconteceu aqui na área metropolitana, mas de vários outros casos que tenho monitorado e acompanhado pela ouvidoria em outros municípios e regionais”, afirmou a ouvidora da Secretaria de Segurança Pública, Eliana Fonseca.
Na manhã desta quarta, a Polícia Civil informou que concluiu apenas três inquéritos do total de 11 que foram abertos para investigar os assassinatos e a possível relação entre as mortes e o homicídio do cabo da PM Antônio Figueiredo.
"Pela complexidade da investigação, 11 homicídios, dos quais sete foram praticados em menos de uma hora, eu digo que na investigação nós estamos bastante avançados. Temos
três inquéritos com definição de autoria, ouvimos mais de 90 pessoas nesses inquéritos, requisitamos 31 perícias e conseguimos prender essas 8 pessoas", afirma Rilmar Firmino, delegado geral da Polícia Civil do Pará.
três inquéritos com definição de autoria, ouvimos mais de 90 pessoas nesses inquéritos, requisitamos 31 perícias e conseguimos prender essas 8 pessoas", afirma Rilmar Firmino, delegado geral da Polícia Civil do Pará.
O caso corre em segredo de Justiça. Segundo o delegado geral, do total de oito presos, apenas um conseguiu a liberdade provisória e foi comprovada a ligação entre a morte do PM e alguns dos assassinatos.
"Nós podemos asseverar que existe ligação entre as três mortes, e dessas, duas mortes foram praticadas por pessoas ligadas ao cabo Figueiredo. Um é um policial militar da ativa que estava afastado para tratamento de saúde, o outro preso é um policial militar da reserva e dois são pessoas civis ligadas ao PM. Não podemos opinar em relação à investigação, temos que individualizar a conduta e apontar a materialidade, não podemos fazer ilações", esclareceu Firmino.
Vítimas foram homenageadas na Praça do Perário ao final do ato. (Foto: Alexandre Yuri/ G1)
Fonte: G1 PA.
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terça-feira, 1 de setembro de 2015
Parar Belo Monte, barrar o ajuste e construir o dia 18 de setembro
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| Abraço na Ilha do Arapujá. Povos tradicionais, militantes e estudantes da UFPA denunciam destruição causada por Belo Monte |
Trata-se da criminosa usina de Belo Monte. Todos os dias chegam imagens que se superam entre si. Como as que ilustram um protesto realizado hoje (fotos) na Ilha do Arapujá, município de Altamira-PA, rio Xingu. Uma forma de denunciar a catástrofe ambiental e humanitária em curso na região.
Não foi por acaso que James Cameron, diretor do filme Avatar e uma das famosas atrizes desta produção, estiveram visitando e alertando para os impactos do empreendimento hidrelétrico na região do Xingu. Isto foi antes do início das famigeradas e assassinas obras. Infelizmente a realidade com suas bombas, máquinas, desmatamento, concretos, produtos tóxicos, químicos, miséria e fome, de longe, superam o que Hollywood produziu.
Metáfora e vida real conseguem desgraçadamente se encontrar no Pará.
Só a nossa luta e mobilização de forma unificada, poderá por um fim em toda essa destruição de nossa fauna, flora, rios, populações tradicionais e povos indígenas!
Unificar as lutas
O dia 7 e o 18 de setembro serão dias de denunciar essas e tantas outras barbáries e de lutar para derrotar o vergonhoso ajuste fiscal de Dilma-Levy, governadores e prefeitos!
Diversas entidades e organizações sociais, como a CSP Conlutas, Intersindical, Combate, Unidos pra Lutar, Anel, Vamos à Luta e Juntos já assinam convocatória para atos nos estados e um grande protesto na avenida paulista dia 18 de setembro. Esse é o caminho contra a falsa polarização entre governistas e tucanos!
Todos são corruptos e defendem o ajuste! Fora todos! É preciso uma nova Assembleia Nacional Constituinte que reorganize o país. Que acabe com a sanha e a rapina de madeireiros, latifundiários e empreiteiros sobre a Amazônia!
Uma nova Assembleia irrestrita e soberana que ponha para fora todos (PT, PCdoB, PMDB, PSDB) e na cadeia os corruptos!
Que ponha fim aos privilégios de políticos e confisque os bens dos corruptos! Que aumente imediatamente os salários dos trabalhadores e servidores públicos, e que congele todos os preços dos produtos da cesta básica, do combustível, moradia e transportes!
Fotos: Anderson Barbosa/Maria Elena Silva)
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Vamos à luta
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Domingo: dia de protestar por uma porta para o rio
Certa feita, um burguês do ramo da pesca industrial, que se acha muito experto, conseguiu convencer prefeitos, juízes, promotores, vereadores e até mesmo parte da população de que ele merecia roubar um pedaço vital da cidade.
Assim ele o fez. Há décadas uma grande empresa meteu um portão na rua Félix Rocque, Cidade Velha, e se apoderou de um locusvital para todos xs cidadãos, cidadãs e visitantes de Belém do Pará.
A empresa aprisionou a belíssima Baía do Guajará, aprisionou a Félix Rocque, sufucou a Praça do Carmo e suas crianças que já não tem mais aéreas e espaços de lazer, devido a omissão e ação dos poderes públicos, bem como devido a assaltantes da urbe, como esse empresário que se achava esperto.
Domingo próximo, a casa vai cair literalmente.
É o dia de libertar a Baía e derrubar o portão. Porque o direito de ir e vir é sagrado. E nós cansamos de esperar!
Todas e todos lá!
Serviço:
ATO PÚBLICO EM DEFESA DA FÉLIX ROCQUE
DOMINGO: 12 DE ABRIL DE 2015
ESSE RIO É MINHA RUA E ESSA RUA É MEU RIO
CONCENTRAÇÃO ÀS 09h30 NA FRENTE DA IGREJA DO CARMO
VAMOS PRA RUA EM DEFESA DO NOSSO PATRIMÔNIO
segunda-feira, 2 de março de 2015
Educação: ministro de Dilma é recebido com protestos na UFPA
O Ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), esteve em Belém na última sexta, 27/02, para uma visita agendada à UFPA. Foi recebido por um protesto organizado pelo movimento estudantil (ME).
Com cartazes e palavras-de-ordem denunciando o absurdo corte de 7 bilhões aplicado pelo Governo Dilma no orçamento para a educação foram a principal consigna do protesto. A princípio, o ministro hesitou em falar com os estudantes, porém o descontentamento e pressão deles o pressionou a querer “dialogar” com os manifestantes.
Reafirmando e defendendo a política educacional do Governo Dilma, Cid Gomes reivindicou as transferências de recursos públicos para as universidades privadas através de programas como o PROUNI e FIES, que garantem isenções fiscais aos empresários, maquiam a crise existente no ensino privado e que enriquecem os “tubarões do ensino”, endividando cada vez mais as famílias em todo o Brasil.
ENROLAÇÃO
Mesmo com toda as suas tentativas de esquivar-se das interrogações do movimento, o ministro não conseguiu esconder o aumento do contingenciamento de recursos públicos nas áreas sociais como saúde e educação, tudo para ampliar o superávit primário e o pagamento da dívida pública aos banqueiros e ao sistema financeiro mundial. O ministro enrolou e tremeu nas bases diante de estudantes e técnicos da UFPA. Ele assumiu que a equipe econômica de Dilma está comprometida com o ajuste fiscal.
Chegou ao absurdo de afirmar que "as universidades não devem se preocupar com creches" e que ela não são uma prioridade. O que vai na contramão da históricas reivindicações por assistência estudantil. Entendemos que as trabalhadoras e mães universitárias necessitam muito dessa importante assistência para evitar o abandono da universidade e do trabalho.
Cinismo e desrespeito: as faces de Gomes
O coletivo Vamos à Luta e a militância da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST-PSOL) estiveram presentes, denunciando de forma intransigente os ataques do Governo Dilma (PT-PMDB-PCdoB) e seus ministros conservadores. Ainda no encontro, o ministro da educação chegou a reeditar a sua famosa pérola de que “professores devem trabalhar por amor”, afirmando dessa vez que os professores devem “trabalhar por amor e não para enriquecer”.
Uma completa cara de pau, quando quem enriquece são os empresários da educação com os sucessivos anos de incentivo fiscal e repasses de recursos públicos à iniciativa privada, ampliados pelo governo petista!
Em determinada altura, quando o ministro relatou que "pediriam a minha cabeça, acaso não aplicasse o ajuste", o ME disparou: "Então quem vai querer a tua cabeça somos nós!".
Cid Gomes é a mesma figura que questionou a Lei do Piso Salarial Nacional dos professores com ações na justiça, quando governador do Ceará (2011-2014), demonstrando seu completo descompromisso com os trabalhadores e a educação pública. Com tamanha enrolação, os estudantes deram as costas à ladainha e se retiraram do encontro cantando: "É ou não é piada de salão? Tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra educação!".
Organizar as lutas e unificar as mobilizações dos estudantes
Em 2015, está mais do que claro que o maior inimigo da educação brasileira é esse governo, depois do imenso estelionato eleitoral, o que se atesta são violentos pacotes de ajustes e tarifaços, aplicados de norte a sul, por meio de aumentos nos combustíveis, na energia elétrica e a redução dos recursos repassados para os serviços públicos.
A juventude e o conjunto dos estudantes devem organizar suas pautas e enfrentar essas políticas com toda força! Só a luta intransigente da base do ME, Centros Acadêmicos (CA's) e Diretórios Centrais dos Estudantes's (DCE's) contra a política de ajustes do Governo Dilma, irá trazer conquistas e melhorias em nossos Restaurantes Universitários, na assistência estudantil, na estrutura das universidades, nas bolsas, assim como mais investimentos para a educação pública.
É preciso que o movimento estudantil siga unitariamente o exemplo de luta dos radicalizados trabalhadores. Eis os importantes exemplos de mobilização dos caminhoneiros, que paralisaram as vias do Brasil; dos metalúrgicos da Volks em São Paulo, que derrotaram as burocracias sindicais e arrancaram vitórias contra a patronal, ou dos professores do Paraná, que massivamente enfrentam nas ruas os ajustes do governador Beto Richa (PSDB).
Não há outra saída que não seja a luta!
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*Fábio Moroni e Gabriel Antunes, são estudantes de Geografia e Teatro, respectivamente, da UFPA, e membros do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL.
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| Estudantes protestam na UFPA contra cortes de verbas da Educação de Dilma e Cid Gomes |
por Fábio Moroni e Gabriel Antunes
Reafirmando e defendendo a política educacional do Governo Dilma, Cid Gomes reivindicou as transferências de recursos públicos para as universidades privadas através de programas como o PROUNI e FIES, que garantem isenções fiscais aos empresários, maquiam a crise existente no ensino privado e que enriquecem os “tubarões do ensino”, endividando cada vez mais as famílias em todo o Brasil.
ENROLAÇÃO
Mesmo com toda as suas tentativas de esquivar-se das interrogações do movimento, o ministro não conseguiu esconder o aumento do contingenciamento de recursos públicos nas áreas sociais como saúde e educação, tudo para ampliar o superávit primário e o pagamento da dívida pública aos banqueiros e ao sistema financeiro mundial. O ministro enrolou e tremeu nas bases diante de estudantes e técnicos da UFPA. Ele assumiu que a equipe econômica de Dilma está comprometida com o ajuste fiscal.
Chegou ao absurdo de afirmar que "as universidades não devem se preocupar com creches" e que ela não são uma prioridade. O que vai na contramão da históricas reivindicações por assistência estudantil. Entendemos que as trabalhadoras e mães universitárias necessitam muito dessa importante assistência para evitar o abandono da universidade e do trabalho.
Cinismo e desrespeito: as faces de Gomes
O coletivo Vamos à Luta e a militância da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST-PSOL) estiveram presentes, denunciando de forma intransigente os ataques do Governo Dilma (PT-PMDB-PCdoB) e seus ministros conservadores. Ainda no encontro, o ministro da educação chegou a reeditar a sua famosa pérola de que “professores devem trabalhar por amor”, afirmando dessa vez que os professores devem “trabalhar por amor e não para enriquecer”.
Uma completa cara de pau, quando quem enriquece são os empresários da educação com os sucessivos anos de incentivo fiscal e repasses de recursos públicos à iniciativa privada, ampliados pelo governo petista!
Em determinada altura, quando o ministro relatou que "pediriam a minha cabeça, acaso não aplicasse o ajuste", o ME disparou: "Então quem vai querer a tua cabeça somos nós!".
Cid Gomes é a mesma figura que questionou a Lei do Piso Salarial Nacional dos professores com ações na justiça, quando governador do Ceará (2011-2014), demonstrando seu completo descompromisso com os trabalhadores e a educação pública. Com tamanha enrolação, os estudantes deram as costas à ladainha e se retiraram do encontro cantando: "É ou não é piada de salão? Tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra educação!".
Organizar as lutas e unificar as mobilizações dos estudantes
Em 2015, está mais do que claro que o maior inimigo da educação brasileira é esse governo, depois do imenso estelionato eleitoral, o que se atesta são violentos pacotes de ajustes e tarifaços, aplicados de norte a sul, por meio de aumentos nos combustíveis, na energia elétrica e a redução dos recursos repassados para os serviços públicos.
A juventude e o conjunto dos estudantes devem organizar suas pautas e enfrentar essas políticas com toda força! Só a luta intransigente da base do ME, Centros Acadêmicos (CA's) e Diretórios Centrais dos Estudantes's (DCE's) contra a política de ajustes do Governo Dilma, irá trazer conquistas e melhorias em nossos Restaurantes Universitários, na assistência estudantil, na estrutura das universidades, nas bolsas, assim como mais investimentos para a educação pública.
É preciso que o movimento estudantil siga unitariamente o exemplo de luta dos radicalizados trabalhadores. Eis os importantes exemplos de mobilização dos caminhoneiros, que paralisaram as vias do Brasil; dos metalúrgicos da Volks em São Paulo, que derrotaram as burocracias sindicais e arrancaram vitórias contra a patronal, ou dos professores do Paraná, que massivamente enfrentam nas ruas os ajustes do governador Beto Richa (PSDB).
Não há outra saída que não seja a luta!
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*Fábio Moroni e Gabriel Antunes, são estudantes de Geografia e Teatro, respectivamente, da UFPA, e membros do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Protesto do dia 9 mostra que é possível derrubar o aumento de Haddad e Alckmin
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| 20 mil nas ruas de São Paulo: Haddad e Alckmin frente a uma novas "Jornadas de Junho" |
Com medo de que se repitam as marchas de Junho de 2013, tucanos e petistas escolhem uma data para reajustar as passagens, justamente quando os estudantes, e muitos trabalhadores, estão em férias, com o objetivo de dificultar os protestos e mobilizações. Uma manobra que não conseguiu conter a indignação demonstrada no último ato.
Em Belo Horizonte, fruto da pressão das lutas desde 2013, este ano foi suspenso pela justiça de forma temporária o aumento da tarifa. Ainda que sigam os protestos para baixar de forma definitiva a tarifa, temos um primeiro exemplo de derrota dos patrões e dos governos.
Passe-livre deve ser pago com dinheiro dos empresários e não dos trabalhadores
Como uma resposta à pressão das mobilizações que há anos exigem Passe-livre e que em 2013 assumiram um caráter massivo, Haddad e Alckmin anunciam que, com o aumento da tarifa, os estudantes de baixa renda teriam passe-livre no metrô, CPTM e ônibus para ir e voltar às aulas. Porém, a proposta do movimento nunca foi que essa medida fosse implementada a partir de aumentos da passagem e sim que saísse do gigantesco lucro do empresariado. A imensa maioria dos usuários do transporte coletivo são trabalhadores. Pela proposta dos governantes são as famílias dos próprios estudantes de baixa renda e não os empresários que devem custear o passe-livre. Sem coragem para enfrentar os empresários, a saída do prefeito e do governador para o povo trabalhador é na prática dar com uma mão e tirar com a outra, sem falar que a proposta do governo não contempla todos os estudantes, mas o que eles chamam de baixa renda, ou seja, muitos estudantes que trabalham para custear seus estudos e sobreviver não terão direito ao passe, que não será tão livre assim, na verdade é mais uma manobra destes governos que só favorecem os poderosos. .
PT e PSDB estão juntos para aplicar o ajuste contra o povo trabalhador
Esse ataque contra o bolso do trabalhador faz parte de uma política mais geral de ajuste fiscal contra o povo, que tem como comandante a presidente Dilma. Foi a presidente do PT, que logo após ser reeleita, aumentou a tarifa de energia elétrica e da gasolina. Além disso, a partir do aumento da taxa de juros, Dilma amplia o lucro dos banqueiros em detrimento do investimento nas áreas sociais. A retirada de direitos trabalhistas como o seguro-desemprego e o abono salarial de milhões de trabalhadores, mostra que é pelas mãos de Dilma que vem as medidas neoliberais e conservadores contra o povo.
A greve na Volks e as manifestações contra o aumento da passagem apontam o caminho para 2015!
O sentimento e a revolta que vimos em junho de 2013 segue vivo. A primeira quinzena de 2015 pode comprovar. A greve na VOLKS contra as demissões e a massiva marcha que vimos contra o aumento da tarifa em SP, mostram que não será fácil para os governos e os patrões descarregar os efeitos da crise econômica e dos esquemas de desvio de dinheiro público nas costas dos trabalhadores e da juventude. Não pagaremos pela crise do lucro e a roubalheira dos corruptos.
Pela Reintegração dos metroviários demitidos! Pela manutenção do emprego dos cobradores!
Nossa luta em defesa do transporte público, por uma melhor mobilidade urbanatambém passa pela solidariedade aos trabalhadores metroviários e cobradores, que estão sendo duramente atacados por Alckmin e Haddad. O tucano com a demissão de grevistas. O petista aprovou lei que desobriga os empresários de colocar cobradores em todos os ônibus, abrindo possibilidade de demissões em massa.
É preciso uma grande jornada unificada de lutas para derrubar o aumento da passagem e garantir o emprego para os metroviários demitidos, a permanência dos cobradores e o fim das demissões na indústria. Precisamos construir um calendário de lutas unificado trabalhadores, juventude, movimentos sociais para que nossas necessidades sejam atendidas e derrotar o pacote de maldades do governo federal que prevê aumentos absurdos de impostos, demissões, liquidação dos serviços públicos. Essa luta começa agora.
Assinam: Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL – Tendência Sindical Unidos pra Lutar – Coletivo Vamos à Luta
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Belém: Manifestantes protestam contra chacina e pedem 'CPI das milícias'
Dez pessoas foram assassinadas na última semana. Familiares e amigos de jovem executado participam da manifestação.
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| Organizações sociais e de |
"Nós queremos uma resposta do governo para o que aconteceu. Meu filho estudava, trabalhava, tinha uma vida pela frente e isso foi roubado dele", afirma Priscila Chaves, mãe de Eduardo Galucio,16 anos, uma das dez pessoas assassinadas na semana passada em Belém. Os pais de Eduardo participaram na manhã desta terça-feira (11), juntamente com dezenas de familiares e amigos de pessoas vítimas da violência, de um protesto contra a chacina e pediram a instalação de uma "CPI das milícias".
Familiares do adolescente Eduardo, morto a tiros,pedem justiça. (Foto: Luana Laboissiere/ G1)
Nove pessoas foram assassinadas na noite da última terça-feira (4) em seis bairros de Belém. Um homem que havia ficado ferido morreu no dia seguinte no hospital. Os crimes ocorreram após o cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo, 43, ser morto a tiros perto da rua onde morava. Os casos estão sendo investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.
Também participaram da passeata os familiares de Márcio dos Santos Rodrigues, de 22 anos. "Meu filho tinha saído para comer um lanche perto de casa no Tapanã. Ele estava vindo de um aniversário com dois amigos em uma moto quando passaram pelas motos com os caras encapuzados. Ele recebeu três tiros porque era o último na garupa, conta Suzana Amaral, mãe do jovem, conhecido pelos amigos como um garoto alegre e sempre sorridente.
A passeata seguiu até a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). No local, uma comissão de manifestantes foi recebida por parlamentares.
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| Movimentos sociais promovem passeata nesta terça-feira até a Assembleia Legislativa do Pará. (Foto: Luana Laboissiere/ G1) |
Entenda o caso
Dez pessoas foram assassinadas em Belém após o cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo ser morto na frente de casa. Pelasredes sociais , diversas pessoas relataram que supostos policiais haviam convocado grupos para vingar a morte do cabo assassinado, declarando toque de recolher em bairros de Belém.
Dez pessoas foram assassinadas em Belém após o cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo ser morto na frente de casa. Pelas
Segundo a Polícia Civil, falsas denúncias serão investigadas e podem ser punidas. O governo informou que aumentou o policiamento na cidade. Os casos estão sendo investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil para verificar a relação entre eles. Pelo menos seis mortes teriam características de execução.
(G1 Pará)
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Belém: novo protesto contra o aumento da passagem e contra a presença da taça da Copa
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| TV Record mostrou AO VIVO as milhares de pessoas presentes no ato. |
Sobre o último protesto contra o aumento da passagem quinta passada: Diário do Pará fez uma notinha com cerca de 100 caracteres e disse que não passavam de 500 manifestantes.
O Liberal fez uma reportagem, mas igualmente disse que deu pouca gente, ainda que as várias fotos publicadas por eles os desmentisse.
O fato é que mesmo por baixo de muita chuva a nossa manifestação reuniu mais de duas mil e quinhentas pessoas, para choro e desespero de Jader Barbalho (dono do Grupo RBA), Rômulo Maiorana Jr. (principal executivo do Grupo ORM) e Zenaldo Coutinho/PSDB (prefeito de Belém).
Daria o dobro de manifestantes não fosse o dilúvio.
E mais: tem uma galera que não foi quinta dizendo que vai amanhã.
Novo protesto contra o assalto da passagem e contra a presença da taça da Copa em Belém:
Concentração 17h, Praça da República, 20 de maio, terça-feira.
Terminal da multinacional Bunge é bloqueado por professores em greve
Professores de Barcarena protestam pelo não pagamento do piso salarial. Categoria completa dois meses de greve no dia 23 de maio.
Cerca de [100]* professores da rede municipal de ensino de Barcarena bloqueia desde as 6h30 desta segunda-feira (19) a entrada do Terminal Fronteira Norte, um porto da multinacional Bunge que fica na região nordeste do estado. Eles protestam contra o não pagamento do piso salarial para os profissionais de educação no município. O G1 entrou em contato com a prefeitura, que ainda não se manifestou sobre a reivindicação.
"Ocupamos a frente do terminal para chamar atenção da sociedade e do poder público para a situação da educação do município. Completamos no dia 23 dois meses de greve, e em nenhum momento o prefeito sentou para dialogar com a categoria. Não estamos pedindo reajuste, estamos pedindo o cumprimento da lei do piso salarial. A prefeitura, ao não assinalar acordo conosco, diz que não existe recurso no município. Mas sabemos que o município tem arrecadação por conta dessas empresas", disse o professor Hélio Santos.
Duas guarnições da Polícia Militar estão no local e acompanham o protesto. O porto da Bunge, que foi inaugurado pela presidente Dilma Roussef no dia 25 de abril, escoa a produção de grãos do centro-oeste do Brasil. Segundo os manifestantes, cerca de 50 carretas estão paradas, impossibilitadas de descarregar. A Bunge ainda não informou se a operação no terminal está prejudicada.
Fonte :(G1Pará
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*Grifo do Além da Frase.
Fonte :(G1Pará
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
RS: Estudantes do Julinho derrubam portão para protestar contra a Copa
Na manhã de hoje, 24, dois dirigentes do coletivo Vamos à Luta sofreram agressões do diretor do Colégio Estadual Júlio de Castilho, Antonio Esperança, o qual queria impedir o grêmio e os estudantes de saírem em um protesto contra o aumento das passagens e contra a realização da Copa no Brasil.
O Julinho, como é chamado o colégio, é um dos mais importantes estabelecimentos públicos de ensino de Porto Alegre/RS e tem uma tradição de luta e resistência por parte de seu corpo discente, o qual tem desenvolvido diversas lutas na cidade. Junto ao sindicato dos professores (CPERS), o Grêmio do Julinho vêm denunciando uma série de irregularidades na aplicação dos recursos financeiros da escola, o que inclusive levou à abertura de uma sindicância pela SEDUC (Secretaria de Estado de Educação) contra o diretor (veja aqui).
O fundamental é que os estudantes não se intimidaram com a truculência de Esperança, foram à luta, derrubaram o portão da escola e prosseguiram com seu protesto.
Viva a juventude indignada do Julinho!
Sobre o assunto, leia o texto do Vamos à Luta no facebook:
Estudantes da
Escola Julio de Castilho saem em marcha contra o aumento da passagem, contra a
Copa e por mais investimento em educação. Infelizmente a direção da escola reprime o direito dos estudantes de se
manifestar, e em um ato lamentável o diretor agrediu fisicamente dois
militantes do grêmio da escola e também militantes do Vamos à Luta (Marcela e
Gustavo). Mas mais uma vez a indignação da juventude, que não tem como pagar
por uma passagem tão cara para ir à escola e sofre com uma educação sucateada
pelos governos que gasta bilhões em uma copa para os ricos, se fez maior e
quebraram o portão da escola saindo em marcha com centenas de estudantes!
POR UMA EDUCAÇÃO PADRÃO FIFA!
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
Manifestação deixa um homem morto e fecha ruas de Copacabana
Conflito com PM começou após morte de dançarino, cujo corpo foi encontrado dentro de uma creche no Pavão-Pavãozinho
GUSTAVO GOULART, MARIA ELISA ALVES E SÉRGIO RAMALHO
GUSTAVO GOULART, MARIA ELISA ALVES E SÉRGIO RAMALHO
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| Ladeira Saint Romain ficou tomada de objetos incendiados Marcelo Piu / Agência O Globo |
RIO — A morte de um dançarino [Douglas da Silva Pereira]*, numa favela pacificada, provocou, nesta terça-feira, um violento protesto em Copacabana. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais do bairro, teve o trecho entre as ruas Almirante Gonçalves e Sá Ferreira completamente interditado após virar praça de guerra, com barricadas montadas com fogo. A confusão, que também provocou o fechamento do Túnel Sá Freire Alvim, da Rua Raul Pompeia, de lojas e de um dos acessos à estação do metrô da General Osório, começou após a descoberta do corpo de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, em uma creche no Pavão-Pavãozinho. Inconformados com a morte do rapaz de 26 anos, que fazia parte do elenco do programa “Esquenta”, da TV Globo, moradores desceram para o asfalto e, acusando policiais da UPP de terem espancado Douglas, começaram o tumulto, por volta das 17h30m, provocando pânico na região e atrapalhando a volta para casa dos trabalhadores que não emendaram o feriadão. Parte da comunidade ficou sem luz
Morte tem mais de uma versão
O Batalhão de Choque da PM e o Corpo de Bombeiros foram para o local, assim como policiais do 23º BPM (Leblon). Com o reforço no policiamento, começou um intenso tiroteio dentro da comunidade, por volta das 18h30m. Sem poder entrar no morro, centenas de moradores ficaram em ruas próximas à espera de uma trégua. Um rapaz de 27 anos foi morto com um tiro na cabeça, durante o tiroteio. Segundo a secretaria municipal de Saúde, ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, com vida, mas não resistiu ao ferimento. Segundo informações da 13ª DP (Ipanema), a vítima se chamava Edilson da Silva dos Santos.
As circunstâncias da morte do dançarino ainda não foram esclarecidas. Amigos acusam policiais militares da UPP de terem espancado Douglas até a morte porque o dançarino teria, na noite de segunda-feira, tirado satisfação com militares pelo sumiço de uma moto de um colega da comunidade. De acordo com um morador, que prefere não ser identificado, a moto teria sido confiscada por policiais, que teriam dito que o veículo era roubado. DG teria reclamado com um PM e sido levado, em seguida, para um local desconhecido. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nega.
Outra versão para a morte é que o dançarino teria pulado muros, na noite de segunda, para fugir de um confronto entre policiais e traficantes no morro. Esses enfrentamentos teriam aumentado depois que o chefe do tráfico local, Adauto do Nascimento Gonçalves, o Pitbull, não voltou de uma Visita Periódica ao Lar. Ele está foragido desde junho do ano passado. Segundo amigos da vítima, Douglas, que também era mototaxista na comunidade, teria sido confundido com um bandido. Ao fugir, pulando muros, ele teria se escondido dentro de uma creche, onde teria sido espancado até a morte, após ser descoberto. A UPP também não confirma a informação.
De acordo com a 13ª DP (Ipanema), onde o caso foi registrado, o corpo de Douglas foi descoberto por policiais que faziam a perícia do tiroteio ocorrido na segunda-feira. Segundo a polícia, não havia marcas de tiros no corpo do dançarino. O laudo preliminar da perícia aponta várias fraturas na costela e atesta que as escoriações de Douglas são compatíveis com morte por queda. Maria de Fátima da Silva, mãe do dançarino, no entanto, contou que o corpo do filho estava cheio de marcas de botas, indicando que ele foi espancado. O resultado final da perícia só deve ficar pronto em 15 dias.
— O corpo dele estava cheio de marcas de botas. As costas, todas arranhadas, e as paredes da creche, que são de chapisco, ensanguentadas. A UPP não protege ninguém. A gente vive num regime de arbitrariedade. A gente quer que quem fez isso com meu filho seja punido. O corpo só foi aparecer hoje (terça-feira) porque descobriram que mataram um trabalhador — disse Maria de Fátima.
A mãe, que é auxiliar de enfermagem e dividia um apartamento com o filho na Rua Barão da Torre, contou que Douglas estava com R$ 800, que sumiram. Segundo ela, os documentos do rapaz, que não foram vistos junto ao corpo, apareceram apenas na delegacia, molhados.
Maria de Fátima contou que o filho, com quem ela conversara por telefone por volta das 20h de segunda, tinha ido ao Pavão-Pavãozinho para ensaiar uma música para o “Esquenta”. Douglas, que deixou uma filha de 4 anos, que morava com a mãe na comunidade, tinha duas passagens pela polícia, uma como usuário de drogas, em 2011, quando foi detido com entorpecentes em sua moto, e a outra por lesão corporal, pela Lei Maria da Penha, em 2010. Na primeira prisão, ele confessou que a droga seria para consumo próprio.
Morte de dançarino do 'Esquenta' teria provocado tumulto no Morro do Pavão-Pavãozinho. Foto: Reprodução/Facebookpic.twitter.com/p4oQCe6Dvx
— O Globo_Rio (@OGlobo_Rio) 22 abril 2014
Tiros, vandalismo e barulho de explosão
O barulho de tiros e bombas deixou moradores de Copacabana assustados na noite desta terça-feira. Pelo menos um carro foi queimado na subida do Pavão-Pavãozinho, isolada por barricadas montadas com carrinhos de supermercado, caixas de madeira e até eletrodomésticos. Um depósito da Comlurb acabou invadido e teve caçambas com lixo incendiadas. Prédios e um hospital tiveram janelas quebradas. Uma tubulação de ferro também foi deixada na Ladeira Saint Roman, para impedir a entrada de carros. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das mais importantes do bairro, e o Túnel Sá Freire Alvim ficaram cerca de cinco horas fechados. As vias só foram liberadas pouco antes da meia-noite. O medo era visível no rosto dos moradores do bairro, que presenciaram as cenas de violência. A dona de casa Lúcia Salles, de 70 anos, estava estarrecida com os acontecimentos da noite:
— Quando os tiros começaram, pareciam cenas do Iraque que eu vejo pela TV.
Morador de Copacabana, Thiago Verly disse que a situação foi de desespero:
— Vi muita gente ateando fogo na subida da Rua Saint Roman. A confusão foi generalizada. Um grupo quebrava carros, e muita gente desceu o morro com pedras nas mãos. Na hora, pensei que fosse um ataque contra todo mundo que estava na rua, tipo um arrastão e saí correndo até um hostel.
Já Marcos Quintes, publicitário que estava em uma lanchonete na hora da confusão, conta que tudo aconteceu muito rápido:
— Foi estarrecedor. Estava comendo quando escutei o barulho de sirenes e vi o pessoal do Choque correndo para o acesso à comunidade. Logo depois, quando fui atrás, o comércio fechou as portas dizendo que o morro estava descendo. Fiquei na portaria do Hotel Miramar, onde os funcionários gritavam para que nenhum turista deixasse o hotel. Os turistas acompanhavam pela TV do hotel e não acreditavam que aquilo acontecia ali do lado.
Presidente da Associação de Moradores de Copacabana (Amacopa), Tony Teixeira, também presenciou o tumulto:
— Foi lastimável que isso tenha acontecido, pois estamos em uma semana de feriadão e o bairro estava completamente tomado por turistas. Infelizmente, pessoas inocentes pagam o pato nesta guerra entre a polícia e o tráfico. Precisamos, de fato, transformar a favela e bairro. Isso se a gente quiser parar de enxugar gelo.
Menino de 12 anos teria sido baleado
Com a Nossa Senhora de Copacabana e o Túnel Sá Freire fechados, na altura da Sá Ferreira, o tráfego foi desviado para a Rua Miguel Lemos e a Avenida Atlântica. Apesar da ação dos agentes de trânsito da CET-Rio, houve engarrafamento e muita apreensão por parte dos motoristas. Segundo o Metrô Rio, o acesso da Rua Sá Ferreira à estação da General Osório também teve que ser fechado.
A correria de moradores do asfalto, que voltavam para casa, e os da favela, que desciam o morro fugindo do tiroteio, disseminou uma sensação de insegurança. O cozinheiro Antônio Mauro Nunes de Souza, morador do Pavão-Pavãozinho, disse que estava abrigado do tumulto na esquina da Rua Sá Ferreira com Avenida Nossa Senhora de Copacabana quando viu um menino de 12 anos descer a Ladeira Saint Romain baleado. Até o fim da noite de terça-feira, a polícia não havia confirmado o fato. A Secretaria municipal de Saúde também não confirmou a chegada de qualquer menino ferido. E, segundo o Instituto Médico-Legal (IML), nenhum corpo com essas características chegou ao prédio.
Conflitos em tempos de pacificação
O tumulto após a morte de Douglas Rafael da Silva Pereira não foi o primeiro incidente violento envolvendo as favelas do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo este ano. No último dia 2, moradores do Cantagalo protestaram em frente à estação do metrô, depois que dois homens foram baleados na comunidade. Segundo a PM, um deles seria traficante. Em março, houve dois dias seguidos de conflitos no Pavão-Pavãozinho. Na tarde do dia 5, PMs da UPP trocaram tiros com traficantes. No dia 6, bandidos enfrentaram equipes da Polícia Civil, que foram à favela fazer a perícia do tiroteio da véspera. Os agentes ficaram encurralados no alto da favela e foram resgatados com a chegada de reforços.
No dia 18 de janeiro, parte do comércio de Ipanema fechou, num luto forçado pela morte do traficante Patrick Costa dos Santos, após troca de tiros com soldados da UPP do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo. As duas comunidades, onde vivem pouco mais de 10 mil pessoas, estão pacificadas desde dezembro de 2009.
*Colaboraram Vera Araújo e Alessandro Lo-Bianco
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Fonte: O Globo
*Grifo do AlémdaFrase
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