Do alto de sua cara de pau, Arruda disse ontem perdoar o seu ex-secretário Durval Barbosa (pivô nos escândalos do GDF ao denunciar o governador e toda a sua quadrilha), e perdoou também, porque espera ser perdoado pelos seus pecados. Arruda deve ser devoto de São Francico de Assis, o qual disse em sua famosa oração que "é dando que se recebe/ é perdoando que se é perdoado". Ele levou essas palavras às últimas consequências. Não deu nada ao povo, nem mesmo panetone em 2004, e agora espera perdão por seus crimes como péssimo administrador. Uma verdadeira vergonha.
Não podemos mais permitir esses absurdos se proliferando como epidemia em nosso país. Não se trata de qualquer escândalo, mas de corrupção da braba. O governador pagava mensalão, tal qual fez Lula e o PT e também o PSDB em Minas Gerais, aos deputados para aprovarem matérias de interesse do executivo e de interesse dos patrões. Por isso recebiam o dinheiro do superfaturamento de obras e serviços, através de Durval Barbosa, e os repassava aos parlamentares e outras autoridades do distrito, os quais os colocavam nas cuecas, meias, paletós, etc.
Mas esse escândalo nefasto no GDF não é, como já vimos, exceção e sim regra-geral nesse país governado pela burguesia e seus lacaios. Aqui no Pará não é diferente. Ana Júlia e Duciomar Costa se utilizam do mesmo expediente, assim como o tucanato que governou 12 anos o estado implementando muito caixa-dois e roubalheira.

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