"A obra pra Copa da FIFA tem que andar, e nós temos de sair de casa forçado? Do lugar onde eu moro há 25 anos?"
− Morador do Morro Pavaozinho, Rio de Janeiro.
Problema

Centenas de milhares de pessoas nas 12 cidades anfitriãs foram forçadas a deixar suas moradias, perdendo seus lares e subsistência. Além disso, a FIFA não tem nenhuma intenção de permitir que pequenas empresas e negócios familiares se beneficiem das oportunidades emergentes durante o torneio.
A FIFA mantém zonas de exclusão em um raio de dois quilômetros dos seus estádios e concentrações de torcedores, onde controlam o movimento das pessoas e a venda de produtos, fazendo com que uma infinidade de vendedores de rua perca seus trabalhos. As pessoas mais pobres estão arcando com o maior ônus e enfrentam repressão intensa caso tentem defender seus direitos.
Consequências

As famílias afetadas normalmente não recebem nenhum tipo de informação, compensação, local alternativo para moradia ou acesso a soluções.
Em Recife, apenas em 2013, mais de 2 mil famílias da comunidade Coque foram forçadas para fora das suas casas. Além disso, a criação de zonas exclusivas da FIFA irá destruir o trabalho de uma infinidade de vendedores de rua. Em Belo Horizonte, mais de 130 pessoas perderam sua fonte de renda durante a reconstrução do estádio e agora estão proibidas de vender nos seus arredores.
Causas
A FIFA causou grandes danos a vários brasileiros. A empresa não tem senso de responsabilidade e nega qualquer conexão com alegações de violação de direitos humanos. Sua promessa de deixar um legado positivo contrasta fortemente com a realidade até agora.
A FIFA impôs ao país anfitrião uma série de condições que contribuíram para essas violações. Suas práticas de negócios fazem com que seja cúmplice de violações dos direitos das pessoas.
A associação parece acreditar que a “urgência” relacionada aos seus projetos de infraestrutura, bem como o lucro que alegam que o evento proporciona à sociedade, justifica seu comportamento irresponsável. Além disso, a empresa está isenta do pagamento de impostos, privando o Brasil de pelo menos 1 bilhão de reais (mais de 400 milhões de dólares).
A Fédération Internationale de Football Association („FIFA“), com sede em Zurique, na Suíça, emprega cerca de 310 pessoas de 35 nações.

A associação esteve envolvida em vários casos de corrupção e é fortemente criticada pela sua cumplicidade em casos de violação de direitos humanos.
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