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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Qual a relação de Flávio Bolsonaro com o “Escritório do Crime”?

Imagem do Facebook.
por Luciana Genro

É escandalosa a notícia de que a mãe e a mulher do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, um dos comandantes do “Escritório do Crime”, milícia suspeita do assassinato de Marielle Franco, eram empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro, até novembro de 2018. A mãe do capitão foi, inclusive, uma das que fez repasses para Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio, hoje senador eleito e que tenta de todo o jeito se livrar dessa investigação.

Além disso, Adriano Magalhães Nóbrega e Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, integrante da mais perigosa milícia do Rio de Janeiro e os principais alvos da operação que prendeu nesta terça cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle, foram homenageados por Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio. Na época, o major já era investigado por participar de uma chacina de quatro jovens.

Leia matéria de O Globo clicando aqui.
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Luciana Genro é deputada estadual eleita pelo PSOL/RS.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Calamidade é educador com salários descontado! | ‪#‎ForaDornelles‬

Desde o dia 2 de março os profissionais de educação do RJ estão em uma greve história e heroica contra o governo Dornelles/Pezão (PMDB) exigindo o que lhes é de direito: salário digno, condições de trabalho decentes e investimentos na educação. O governo, por sua vez, durante todo esse tempo, concedeu mais isenções fiscais aos grandes empresários e decretou um “estado de calamidade pública” no estado com o objetivo de garantir a realização dos Jogos Olímpicos. O governo Temer, aliado de Dornelles, liberou R$3 bilhões para esse objetivo, enquanto afirmam que não há dinheiro para o salário dos servidores e para os investimentos na educação, que vai de mal a pior.

Agora o governo declarou guerra aos educadores e a todos que estão solidários a essa luta: desconto nos salários por dias parados durante a greve. Um ataque absurdo ao direito de greve! E não é só com os educadores. Esse governo está retirando direitos de toda a população, como os benefícios sociais e os restaurantes populares, a saúde está um caos e a violência aumenta a cada dia que passa. Dornelles, portanto, dá seguimento ao projeto do PMDB e do PT que destruiu o estado fazendo dele um grande negócio para os empresários. 
Os trabalhadores, a juventude e o povo tem que se mobilizar para colocar Dornelles para FORA!

Por isso, nós da Juventude Vamos à Luta, que somos solidários aos educadores, convocamos toda a juventude a fazer parte dessa campanha de apoio. Vamos invadir as redes sociais e as ruas, no calendário de luta aprovado pela categoria, exigindo que Dornelles devolva o salário roubado dos educadores.


  • Todo apoio à greve dos educadores do RJ! Fora Dornelles!
  • Dornelles, ladrão, devolva o salário dos profissionais de educação!
  • ‪#‎ApagaTocha‬ Educação SIM! Olimpíadas NÃO! Pela suspensão dos Jogos Olímpicos!
  • Suspensão do pagamento da dívida pública do estado já!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"Nosso mandato é pra lutar nas ruas com Babá"

Cercado pela militância do coletivo Vamos à Luta, da CST/PSOL e simpatizantes, Babá toma posse na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Com o calor da militância do PSOL, refletindo as vozes que ecoam nas ruas, Babá assumiu o mandato de vereador na cidade do Rio de Janeiro neste dia 2 de fevereiro de 2015. 

A cerimônia que formalizou a posse foi no Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Mas logo que Babá foi anunciado, trabalhadores e jovens presentes quebraram o protocolo aos gritos de “nosso mandato é pra lutar, nas ruas com Babá”, sintetizando o perfil da legislatura.

Estiveram presentes os vereadores Paulo Pinheiro e Renato Cinco, que agora terão a companhia de Babá na composição da nova bancada do PSOL na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. 

História de luta e coerência

Em seu discurso de posse, Babá ressaltou sua história de militância socialista, e deixou explícito que seu mandato estará a serviço das lutas dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre. O vereador “piqueteiro” enfatizou que entre as primeiras ações do mandato estará a luta contra o reajuste das tarifas, o apoio à campanha salarial dos garis e à luta por salário e melhorias na carreira dos profissionais da educação. 

Aproveitou para destacar que estará na oposição aos governos do prefeito Eduardo Paes (PMDB), governador Pezão (PMDB) e de Dilma Rousseff (PT), fortalecendo as lutas contra os ataques e ajustes destes. 

Após a fala, a militância que lotou o Salão Nobre, entusiasmada aclamou: “O radical voltou”!

Babá é fundador do PSOL e foi um dos companheiros que liderou o combate à Reforma da Previdência em 2003, quando o governo Lula e a direção do PT confirmaram seu giro à direita. 
Foi expulso do PT junto com Luciana Genro, Heloísa Helena e João Fontes, por se opor a esta contra-Reforma e outras medidas neoliberais do governo Lula. 

Seu retorno ao parlamento é uma vitória para os que lutam por uma vida digna, sem exploração e pelo socialismo.

(Fonte: CST/PSOL)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

RIO: Chega de ajuste e tarifaço

Com juventude e trabalhadores nas ruas, movimentos questionam os reajustes abusivos das passagens de barca, trem e ônibus

Rio - Milhares saem às ruas contra tarifaço. Foto: Luiza Azevedo

Para garantir o lucro dos empresários de ônibus, que financiam as campanhas eleitorais de políticos corruptos, Eduardo Paes (PMDB) aumentou o preço das passagens no Rio de R$ 3,00 para R$ 3,40. Da forma igual, o governador Pezão (PMDB) liberou o reajuste das Barcas e trens, o que gerou muita insatisfação na população.

Todos os dias enfrentamos um transporte precário, lotado e sem sem ar-condicionado, no calor de mais de 40º graus. A passagem aumenta e o serviço fica pior! 
Desde que assumiu, Paes já aumentou a passagem 38% a mais do que a inflação do período, mesmo contra as orientações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ), os quais apresentaram entendimento no final do ano passado, de que o preço das passagens não deveria exceder o valor de R$ 2,50.

Mas a população não está aceitando esse absurdo. Na última sexta-feira 3 mil pessoas saíram as ruas contra o aumento das tarifas para denunciar o assalto que é esse reajuste.


Estatizar os transportes para reduzir acidentes, a tarifa e aumentar empregos!

Todos os dias a população sente na pele a precarização dos transportes públicos! O mau-estado das composições, os trens lotados e os acidentes frequentes fazem parte da rotina da população que é obrigada a utilizar os serviços da Supervia. Os acidentes são cada vez mais comuns, o último deixou mais de 200 feridos. Mesmo a Supervia lucrando milhões se nega a cumprir uma resolução que determinava a instalação de um sistema automático de controle de trens em toda frota, o que poderia ter evitado o acidente. Isso só demonstra que a privatização do serviço não garantiu nenhuma melhoria no transporte.

A única forma de revertermos essa situação é lutando pela estatização do transporte público para termos tarifa zero e o sistema de transporte sob controle dos trabalhadores e usuários.


Nacionalizar a luta contra o aumento e os ajuste de Dilma-Levy

No país, prefeitos, governadores e a presidente Dilma tem jogado a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores e da juventude. O aumento das tarifas dos transportes, do preço dos alimentos, da tarifa de energia e a precarização dos serviços públicos são o "ajuste fiscal" de Dilma e Levy (Ministro da Fazenda), além disso, flexibilizam direitos como seguro desemprego, Auxílio doença e pensão por morte. Um verdadeiro ataque contra os trabalhadores para garantir o lucro dos banqueiros.

O ato contra o aumento das passagens é parte da luta da juventude contra o ajuste fiscal. É possível termos vitórias, mas para isso precisamos fortalecer as lutas em curso. A greve dos trabalhadores da Volks e as Iniciativas como a do DCE-Unirio de propor uma plenária dos DCEs e CAs/DAs do Rio para barrar o aumento e os ajustes são exemplos de como devemos enfrentar os ataques de governos e patrões. Somente massificando e nacionalizando os atos contra o aumento poderemos derrubar o tarifaço e o ajuste de Dilma-Levy.

Diante disso defendemos:

  • Contra o aumento das passagens de ônibus, trens e barcas!
  • Chega de caos e acidentes no transporte público! Pela estatização da Supervia! Pela estatização dos transportes públicos, sob controle dos trabalhadores e usuários, com tarifa-zero para toda população!
  • Derrotar o ajuste de Dilma-Levy.Contra a retirada de direitos.
  • Auditoria popular nas contas das empresas de transporte! Enquanto durar a auditoria redução para R$ 2,50! Suspender as isenções fiscais para a máfia do transporte!
  • Fim das restrições ao passe-livre secunda! Pelo direito ao passe-livre universitário! 
Fim da dupla-função nos ônibus! Todo apoio aos trabalhadores dos transportes 
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CONVITE:

Participe do nosso debate: "As lições das Jornadas de Junho na luta contra a tarifa e o ajuste"
Quinta-Feira, 22/01 às 18:00 - Av. Gomes Freire, 367, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

De todos os cantos do país chegam apoio à greve dos trabalhadores do BRASA

Campanha do coletivo Vamos à Luta (VAL) e da Unidos pra Lutar em solidariedade com a combativa greve dos metalúrgicos do estaleiro BRASA está bombando nas redes sociais.




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Secundaristas do Grêmio do Julinho (principal escola pública de Porto Alegre/RS) enviaram seu apoio à greve dos trabalhadores do Brasa:


Na madrugada desta terça, 22, parlamentares, sindicalistas e a juventude classista do VAL já estavam com trabalhadores de várias categorias ligados à Unidos pra Lutar apoiando o piquete dos metalúrgicos do estaleiro em Niterói/RJ:
Desde as primeiras horas do dia a unidade operária-estudantil está nas portas do estaleiro.

Vereador de Niterói, Paulo Eduardo Gomes (PSOL) também esteve no piquete prestando solidariedade à greve.


Ontem a greve continuou com 100% de adesão dos trabalhadores do Estaleiro Brasa, mesmo depois de todas as tentativas da direção traidora do sindicato de deslegitimar a luta.

Os trabalhadores do Brasa ainda na manhã de terça sairam em direção ao Rio de Janeiro para participar audiência que foi decisiva para essa campanha salarial.

Os trabalhadores exigem:
- Abertura imediata das negociações por parte do estaleiro Brasa
- Reintegração imediata dos 14 cipeiros demitidos
- Nenhum desconto dos dias parados
- Pagamento proporcional da PLR aos meses trabalhados de cada um.
- Reconhecimento da Comissão de Fábrica, como representante legitima dos trabalhadores do Brasa

Toda solidariedade à luta dos trabalhadores do Brasa!

A greve dos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos(as) precisa vencer a exemplo dos garis do Rio e praças da PM do Pará. Envie suas mensagens de apoio e compartilhe nas redes sociais!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Eduardo Paes (PMDB), através do GOE/Guarda Municipal, promove barbárie no Rio

Parece o Iraque ou a Palestina, mas é uma criança da Favela da Telerj/Oi sofrendo com os efeitos do spray de pimenta, dos gases tóxicos e do terror de ser despejado há quatro dias e não ter onde dormir. Foto: Rio na Rua
 
Para atender a escusos, bandidescos e assassinos interesses dos amigos proprietários da Telerj/Oi, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro/RJ, promove o descomunal vandalismo de despejar 6 mil famílias, que novamente sofreram com a forma como as elites tratam a questão social no país: como caso de polícia. Uma covardia sem precedentes. 


GUARDA MUNICIPAL AGE COM TRUCULÊNCIA NO RIO

por Ivan Valente*, no facebook

Há cerca de uma hora, na tentativa de calar protesto dos expulsos da Favela da Telerj no Rio de Janeiro, quando fechavam, de forma pacífica, uma das vias da Av. Presidente Vargas, o Grupamento de Operações Especiais (GOE), da Guarda Municipal começou a empurrar os manifestantes, que encurralados resistiram com pedras.

Bombas de gás foram lançadas de dentro do prédio da prefeitura e spray de pimenta usado indiscriminadamente, inclusive em crianças. Houve correria e desespero. Muitas crianças passam mal sob efeito das bombas e spray. Um manifestante foi espancado e detido. Não se sabe ainda para onde foi levado.

A negociação entre os representantes dos moradores da favelinha da Telerj – que foram brutalmente expulsos na última sexta-feira, e a prefeitura, ainda não chegou ao fim.

O Mandato do Dep Ivan Valente repudia toda e qualquer violência policial e se solidariza com todo povo carioca.

#DireitoàMoradia
#NãoàViolênciaPolicial

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 *Ivan Valente é deputado federal (PSOL/SP).

segunda-feira, 31 de março de 2014

Nana Queiroz, a jornalista que sentiu "na pele a fúria revelada pela pesquisa" do IPEA

Por Catraca Livre 

Depois de ler uma pesquisa mostrando que uma parte expressiva da população brasileira culpa as próprias mulheres pelo estupro, a jornalista Nana Queiroz lançou, pela internet, a campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada”.
 

Não podia imaginar duas coisas: 1) o sucesso, nas redes, de sua ideia; 2) nem que ela seria vítima de um estupro digital, tantos foram os ataques com ofensas e até ameaças.

nana
Foto: Divulgação da Campanha no Facebook
Veja seu depoimento:
 
“Acordei de uma noite mal dormida e perturbada. Adormeci ao som das notificações de meu Facebook e acordei com elas. Desde que começou o protesto online “Eu Não Mereço Ser Estuprada”, nesta sexta, às 20h, recebi incontáveis ofensas. 

Homens me escreveram dizendo que me estuprariam se me encontrassem na rua, outros, que eu “preciso mesmo é de um negão de 50 cm” ou “uma bela louça para lavar”. Se ainda duvidava um pouco da verdade por trás da pesquisa do Ipea, segundo a qual 65% dos brasileiros acreditam que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas, hoje acredito nela totalmente. Senti na pele a fúria revelada pela pesquisa.

Em algum momento hoje, depois que conseguir descansar um pouco, vou à Delegacia da Mulher denunciar as ameaças. Pior: vou delatar um sujeito, Cirilo Pinto, que não só confessou publicamente já ter cometido um estupro, mas afirmou que o faria novamente. Está aí o print screen da página dele, para quem duvidar. Espero que ele seja, ao menos, detido por incitar o estupro.
 
Centenas de perfis falsos foram criados e nosso evento bombardeado com frases machistas, pesquisas preconceituosas e montagens com fotos do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) com dizeres ofensivos. Uma imagem dele ilustrou até um evento criado para promover um estupro coletivo. 

Caro deputado, pense: o senhor se tornou o ídolo de pessoas que defendem o estupro. Não será a hora de pôr a mão na consciência ou no coração?"