por Miguel Lamas – UIT-QI
A ordem de Trump de transferir a embaixada ianque para Jerusalém respalda a pretensão israelense de apropriar-se de toda a cidade histórica, de profunda significação cultural e religiosa, e termina de desmontar a farsa da suposta “paz” baseada nos dois Estados (Israel e Palestina).
No tratado de Oslo de 1992, Yasser Arafat, o histórico dirigente palestino (falecido em 2004, envenenado por serviços de Israel) aceitou a ideia de um futuro Estado palestino localizado nos territórios de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental (os territórios ocupados por Israel em 1967), que representam um conjunto de apenas 22% do território histórico palestino, e de reconhecer Israel em suas fronteiras anteriores a 1967, que ocupavam 78% da Palestina histórica. Um ponto importante desse acordo foi que Palestina conservaria a metade oriental de Jerusalém. Grande parte do povo palestino aceitou esse acordo, ainda perdendo muito, com a esperança de que por fim haveria paz.
Porém o acordo foi uma armadilha.
Israel, com apoio imperialista, jamais aceitou na prática nenhum direito palestino a um Estado próprio, nem sequer nesses pequenos territórios. Colonizou Gaza e Cisjordânia com 400.000 colonos sionistas, ocupando as melhores terras e ficando com 95% das fontes de água e se adonou também da maior parte de Jerusalém Oriental. Ergueu um muro que está cercando os territórios habitados por 3 milhões de palestinos removendo-lhes 48% do escassos territórios que lhes sobrava, que está em sua maior parte ocupado militarmente por Israel.
Como se isso já não bastasse, periodicamente Israel lhes destrói suas fontes de água, arrancam suas oliveiras, base de sua economia agrícola, e bombardeia centrais elétricas e universidades. Em vários oportunidades bombardeou a pequena Faixa de Gaza e a submeteu a um bloqueio durante anos, afundando sua população no desemprego e na fome.
Hoje já há outros 6 milhões de palestinos com seus filhos, netos e bisnetos refugiados em diversos países do Oriente Médio.
***
Traduzido por Lucas Andrade – CST-PSOL
Mostrando postagens com marcador Palestina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palestina. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Globalização de muros
Vamos falar sobre as barreiras do capital, do colonialismo e da xenofobia? É urgente!
![]() |
| Imagem: site Viva a Palestina |
O nosso mundo atual, em que pese o discurso político dos ideólogos do capitalismo e da globalização, está recheado de barreiras que afetam de formas distintas os povos do mundo, mas que tem no projeto de acumulação capitalista o seu principal motor de desenvolvimento. Não tem como discutir o mundo atual sem traçar alguns paralelos sobre o processo de globalização e seus respectivos reflexos em nossa sociedade global.
A globalização é um dos processos de aprofundamento internacional da integração econômica, social, cultural e política, impulsionado em grande parte pela revolução industrial que aprofundou o avanço da técnica, reduzindo custos e modernizando os meios de transporte e comunicação dos países. O Fundo Monetário Internacional identifica quatro aspectos básicos da globalização: comércio e transações financeiras, movimentos de capital e de investimento, migração e movimento de pessoas e a disseminação de conhecimento. É notório que a globalização provocou a diminuição de fronteiras e barreiras para a circulação de mercadorias, capitais e informações, mas será que o mesmo ocorreu para a circulação dos seres humanos?
Outro elemento de contradição da globalização é a inclusão desigual em que os povos dos países subdesenvolvidos estão inseridas dentro do atual mercado capitalista mundial. Onde devido aos anos de saque das riquezas a partir do colonialismo europeu na América, Ásia, África e Oceania, e também de acordo com a atual divisão mundial do trabalho, os países desenvolvidos estabeleceram as primeiras barreiras aos povos do mundo subdesenvolvido: a barreira econômica! Onde segundo o geografo Milton Santos, produziram-se os espaços do mandar e do fazer.
Se não fossem só as barreiras econômicas, ainda existem as barreiras físicas espalhadas pelo planeta. Eduardo Galeano em 2006, escreveu o texto “Muros” descrito na integra abaixo:
“Muro de Berlim era a notícia de cada dia. Da manhã à noite líamos, víamos, escutávamos: o Muro da Vergonha, o Muro da Infâmia, a Cortina de Ferro... Por fim, esse muro, que merecia cair, caiu. Mas outros muros brotaram, continuam a brotar, no mundo, e ainda que sejam bem maiores que o de Berlim, deles fala-se pouco ou nada.
Pouco se fala do muro que os Estados Unidos estão a alçar na fronteira mexicana, e pouco se fala do arame farpado de Ceuta e Melilla. Quase nada se fala do Muro da Cisjordânia, que perpetua a ocupação israelita de terras palestinianas e daqui a pouco será quinze vezes mais longo do que o Muro de Berlim. E nada, nada de nada, se fala do Muro de Marrocos, que desde há vinte anos perpetua a ocupação marroquina do Saara ocidental. Este muro, minado de ponta a ponta e de ponta a ponta vigiado por milhares de soldados, mede sessenta vezes mais que o Muro de Berlim. Por que será que há muros tão altissonantes e muros tão mudos? Será devido aos muros da incomunicação, que os grandes meios de comunicação constroem em cada dia?”
O que Galeano escreveu há 11 anos é de uma atualidade impressionante. Há muitos muros do capital pelo mundo e que hoje não se falam nos meios de comunicação por se chocar com a ordem do capital vigente. Muitos na época em que escreveu este texto e o que talvez Galeano não imaginava é que hoje em dia não só esses mesmos muros ainda existem, como muitos outros surgiram ou se ampliaram.
Atualmente o mundo está cercado de muros, bloqueios econômicos, cercas e leis anti-imigração, tais quais as cercas na Europa (Hungria, Sérvia, Eslovênia e Áustria) para impedir a entrada de refugiados; o muro na fronteira dos Estados Unidos com o México para impedir a entrada de imigrantes latinos; os muros da colonização sionista na Palestina histórica; entre tantos muros no mundo, como nas cidades de Ceuta e Melilla na Espanha, no Marrocos, na fronteira da Arábia Saudita com o Iraque, na fronteira da Índia com Bangladesh e outros.
Talvez os muros mais simbólicos atualmente são os muros do apartheid e da colonização sionista na Palestina: 230 km na fronteira com o Egito; na fronteira com a Síria na altura das Colinas de Golã; na Cisjordânia, totalizando 760 km que separam o Estado de Israel da Cisjordânia, separam também a parte Ocidental de Jerusalém da parte Oriental, assim como separa as colônias sionistas dos territórios palestinos dentro da Cisjordânia e o muro de 30 km na fronteira com a Jordânia. Que servem para separar os colonos sionistas do povo palestino, ao passo que também servem para usurpar as terras dos palestinos. Tudo isso a serviço da total colonização sionista da Palestina.
Mas, não é só de muros e cercas que o capitalismo vive. Ainda há os bloqueios econômicos impostos por países imperialistas e colonialistas, como no caso de Cuba e Irã, assim como o nefasto bloqueio econômico de Israel a Faixa de Gaza. Bloqueio que é um método usado pelo sionismo contra a resistência Palestina e que em 2013 segundo dados da OCHA (Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários) atingia cerca 1,7 milhões pessoas e destruiu cerca de 120 mil empregos. Onde cerca de 300 mil palestinos da Faixa de Gaza (Um quinto da População da área) viviam com cerca de US$ 1 por dia (Dólar). Segundo a ONU, o bloqueio a Faixa de Gaza provocou o empobrecimento ainda maior, da população palestina da área, assim como a escassez de alimentos, água, energia, medicamentos, materiais de construção (fundamentais para reconstrução da região) e combustíveis que são constantemente impedidos de entrar em Gaza sem autorização de Israel. A situação de Gaza após os bombardeios de 2014 tornou-se ainda muito mais dramática.
Se não bastassem muros, cercas, bloqueios ainda tem as leis xenófobas e anti-imigração como o decreto de Trump que prevê a suspensão total, durante 120 dias, do programa de admissão de refugiados, assim como o congelamento, por três meses, da entrada no país de pessoas provenientes de sete países muçulmanos: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Ou os planos de acolhimento de refugiados da União Europeia, que limitaram em 2015 a apenas 120 mil o número refugiados a serem acolhidos, que deveriam ser divididos entre os países membros, meta que sequer foi cumprida pelos arautos das ideias de “liberdade de locomoção” dos seres humanos.
Barreiras econômicas, muros, cercas, bloqueios e leis xenófobas e anti-imigração: Quando as barreiras do capitalismo não são econômicas, elas são físicas. E nossa resposta dever ser a derrubada de todos esses governos e barreiras a serviço do capital e contra os povos do mundo.
****
Tailson Silva é professor de Geografia da rede pública, militante da CST/PSOL e colunista do Além da Frase.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
INTERNACIONAL: Sem água, palestinos lançam desafio do balde de escombros
Idealizador da iniciativa, jornalista Ayman Aloul pediu atenção de todos que simpatizam com questão palestina
do Opera Mundi![]() |
| Jornalista palestino foi o primeiro a postar vídeo com o desafio do balde de escombros. Foto: Reprodução |
Na gravação, Ayman Aloul aparece em meio a ruínas de edifícios destruídos pela recente ofensiva de Israel a Gaza e joga um balde com escombros na cabeça.
"Gostei da ideia do desafio de balde de gelo, então decidi criar uma versão palestina. Esse desafio é para todos que simpatizam com a questão palestina." Ele justifica o uso de escombros porque em Gaza a água é escassa e muito valiosa. Além disso, não há eletricidade para fazer cubos de gelo, esclarece Aloul.
Neste domingo (24/08), ao menos 15 pessoas morreram por ataques de aviões israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. O número total de mortos desde o começo do atual conflito superou os 2.110.
Leituras relacionadas:
- Jovens judeus vivem ruptura com sionismo
- ONGs humanitárias acusam Israel de impedir entrada de investigadores em Gaza
- A possível extinção do Estado de Israel
Marcadores:
água,
água com gelo,
Balde de escombros,
Campanha,
Desafio do balde,
Escombros,
gelo,
Genocídio,
Internacional,
Israel,
Opera Mundi,
Palestina,
Palestinos,
pare o genocídio na Palestina
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Conflito em Gaza já matou 392 crianças, diz Unicef
Outras 2.502 crianças ficaram feridas desde o início de ofensiva de Israel. Órgão da ONU estima que 370 mil menores precisem de ajuda.
Crianças palestinas são vistas em caminhão ao deixarem suas casas durante bombardeio israelense em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 24 de julho (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)
Os bombardeios do Exército de Israel em Gaza deixaram 392 crianças mortas e 2.502 feridas, segundo a Unicef, que calcula em 370 mil o número de menores que necessitam urgentemente de ajuda psicológica.
"A ofensiva teve um impacto catastrófico e trágico nas crianças. Se levarmos em conta o que estes números representam para a população de Gaza, é como se tivessem morrido 200 mil crianças nos Estados Unidos", afirmou Pernille Ironside, chefe da Unicef em Gaza, segundo a EFE.
Nesta terça-feira (5), Israel anunciou a retirada de suas tropas da cidade de Gaza paraposições defensivas, 15 minutos antes do cessar-fogo de 3 dias proposto pelo Egito e aceito por israelenses e as facções palestinas, incluindo o Hamas, entrar em vigor
Ironside ressaltou que não há eletricidade e que os sistemas de água potável e saneamento não funcionam, por isso o perigo de doenças transmissíveis e de diarreia -que pode ser fatal em menores de cinco anos- é iminente.
"É preciso se levar em conta o tamanho da Faixa de Gaza, são 45 quilômetros de comprimento por entre seis e 14 de largura. Não há uma só família que não tenha sido diretamente afetada por alguma perda", disse.
"A destruição é total. Usaram armamentos horríveis que provocam terríveis amputações. E isto se passou na frente dos olhos das crianças, que viram morrer seus amigos e seus pais", afirmou a funcionária.
Por isso a Unicef calcula que 370 mil crianças necessitarão ajuda psicológica para superar o trauma.
Levemos em conta que uma criança que tem sete anos já passou por três ofensivas, a de 2008-2009, a de 2012 e a de agora. Imaginem o impacto que isso pode ter tanto nas crianças menores como nas quais já entendem o que isso significa", afirmou.
Os bombardeios israelenses afetaram 142 escolas em Gaza, incluídas 89 da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), enumerou Ironside, que lembrou os ataques diretos a três colégios da ONU.
Um soldado israelense faz sinal de vitória a bordo de seu tanque perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza (Foto: Thomas Coex/AFP)
Cessar-fogo
Começou às 8h desta terça-feira (5) - 2h em Brasília - a trégua de três dias proposta pelo Egito e aceita por Israel e facções palestinas, incluindo o Hamas, na Faixa de Gaza, após uma intensa pressão internacional para acabar com um conflito - que em 29 dias, deixou quase 1.900 mortos no território palestino.
Começou às 8h desta terça-feira (5) - 2h em Brasília - a trégua de três dias proposta pelo Egito e aceita por Israel e facções palestinas, incluindo o Hamas, na Faixa de Gaza, após uma intensa pressão internacional para acabar com um conflito - que em 29 dias, deixou quase 1.900 mortos no território palestino.
Quinze minutos antes do início do cessar-fogo, as tropas israelenses anunciaram a saída das tropas que haviam entrado em Gaza para a operação destinada a acabar com o lançamento de foguetes do Hamas e destruir os túneis usados pelos islamitas para infiltrar-se em território israelense.
"As forças de defesa de Israel serão redistribuídas em posições defensivas fora da Faixa de Gaza. Vamos manter essas posições defensivas", disse o tenente-coronel e porta-voz do Exército Peter Lerner, segundo a France Presse.
As duas partes demonstram determinação em prosseguir com os combates quase até o momento do início do cessar-fogo, às 8h.
As sirenes soaram em Jerusalém, Tel Aviv e nas regiões central e sul de Israel para uma última salva de 16 foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza. Um projétil atingiu uma casa palestina perto de Belém (Cisjordânia), sem provocar vítimas, segundo testemunhas.
A aviação israelense realizou pelo menos cinco bombardeios na Faixa de Gaza, que não provocaram mortos nem feridos, antes do início da trégua, segundo correspondentes da AFP.
Esta é a segunda trégua de 72 horas que as duas partes decidem respeitar nos últimos quatro dias. A anterior, em 1º de agosto, negociada com mediação dos Estados Unidos e da ONU, durou apenas 90 minutos e terminou com um banho de sangue.
Protestos nos EUA contra o estado nazi-sionista de Israel
Chicago levou mais de 10 mil pessoas às ruas para protestar contra o genocídio perpetrado pelo estado nazi-sionista de Israel contra civis, fundamentalmente crianças e mulheres, em Gaza na Palestina.
Chicago. La solidaridad de los pueblos. ¡Viva Palestina libre! ¡Abajo el estado terrorista de Israel!
Chicago. A solidariedade dos povos. Palestina livre! Abaixo com o terrorista estado de Israel!
Foto compartilhada em uma rede social
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Genocídio na Palestina: TV Globo e grande mídia mentem para a população
Não é uma guerra, é um massacre do estado nazi-sionista de Israel sobre o povo palestino.
Por Júlio Miragaia
É de uma bizarrice sem tamanho a forma como os meios de comunicação tratam a ofensiva militar de Israel em Gaza.
Mais de 75 palestinos mortos e mais de 400 feridos desde o dia 07. Maioria de crianças e mulheres. Israel tem todo um aparato militar que o permite atacar centenas de vezes pelo ar e por terra sem grandes prejuízos, enquanto que o Hamas e outros grupos tem misseis tão precários para responder que sequer conseguem alcançar seus alvos.
O pretexto utilizado por Benjamin Netanyahu é o sequestre e o assassinato de três jovens israelenses na Cisjordânia em Junho. Mesmo que nenhuma organização palestina tenha assumido a autoria, o governo israelense acusa o Hamas. Israel ainda prepara um ataque por terra que pode matar centenas, bem como já o fizeram em outras ocasiões.
Em condições completamente desproporcionais, a grande mídia insiste em dizer que trata-se de uma "guerra", quando o poderio militar de Israel é infinitamente superior e leva a vida de inocentes sem grande esforço. Uma forma de falsificar a história e as injustiças que passam diante de nossos olhos em frente a Tv e que para a burguesia e o imperialismo devemos tratar de naturalizar, como se fossem dois campos que estivessem em iguais condições de se enfrentar quando na verdade o que ocorre é o extermínio de um povo já há décadas.
É preciso cobrir de solidariedade o povo palestino e denunciar o governo assassino de Israel, sócio-mor do imperialismo norte-americano no Oriente Médio.
Somos todos palestinos!
Parem os bombardeios em Gaza!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Venezuela e El Aguante
O excelente grupo musical de Porto Rico Calle 13, o qual tem uma linguagem e identidade que é a expressão da juventude indignada, do povo pobre e trabalhador das periferias da América Latina, bem como do mundo (já gravaram clip até na Faixa de Gaza em apoio à luta dos palestinos), acabam de lançar single que é a cara da atual situação política de lutas na Venezuela.
Acompanhem letra e clip da música:
El Aguante
Nacimos para aguantar lo que el cuerpo sostiene
aguantamos lo que vino y aguantamos lo que viene
aguantamos aunque tengamos los segundos contados
nuestro cuerpo aguanta hasta quince minutos ahorcado.
Aguantamos latigazos, que nos corten los dos brazos
fracturas en cualquier hueso, tres semanas con un yeso.
Aguantamos todo el tiempo las ganas de ir al baño
pa' ver el cometa Halley, hay que aguantar 70 años.
Aguantamos la escuela, la facultad, el instituto
a la hora de cenar, nos aguantamos los erutos
el pueblo de Burundi sigue aguantando la hambruna
aguantamos tres días para llegar a la luna.
Aguantamos el frío del ártico, el calor del trópico
aguantamos con anticuerpos los virus microscópicos
aguantamos las tormentas, huracanes, el mal clima
aguantamos Nagasaki, aguantamos Hiroshima.
Aunque no queramos, aguantamos nuevas leyes
aguantamos hoy por hoy que todavía existan reyes
castigamos al humilde y aguantamos al cruel
aguantamos ser esclavos por nuestro color de piel.
Aguantamos el capitalismo, el comunismo, el socialismo,
el feudalismo, aguantamos hasta el pendejismo.
Aguantamos al culpable cuando se hace el inocente
aguantamos cada año a nuestro pu... presidente.
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
¡a brindar por el aguante!
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Aguantamos cualquier tipo de dolor aunque nos duela
aguantamos Pinochet, aguantamos a Videla
Franco, Mao, Ríos Montt, Mugabe, Hitler, Idi Amin
Stalin, Bush, Truman, Ariel Sharón y Hussein.
Aguantamos mas de veinte campos de concentración
cuando nadas bajo el agua aguantas la respiración
pa' construir una pared aguantamos los ladrillos
el que no fuma se aguanta el olor a cigarrillo
aguantamos que Monsanto infecte nuestra comida
aguantamos el agente naranja y los pesticidas
cuando navegamos, aguantamos el mareo
aguantamos el salario mínimo y el desempleo.
Aguantamos las Malvinas y la invasión británica
en la ciudad de Pompeya aguantamos lava volcánica
y dentro de la lógica de nuestra humanidad
nos creemos la mentira y nadie aguanta la verdad.
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Aguantamos al ateo, al mormón, al cristiano
al budista, al judío, aguantamos al pagano
aguantamos el que vende balas y el que las dispara
aguantamos la muerte de Lennon, la de Víctor Jara.
Aguantamos muchas guerras, Vietnam, la Guerra Fría
la Guerra de los 100 años, la Guerra de los 6 días.
Que aguanten la revancha, venimos al desquite
hoy nuestro hígado aguanta lo que la barra invite.
For what was
for what is
for what will be
Slainte! (en español, ¡salud!)
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
¡a brindar por el aguante!
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Acompanhem letra e clip da música:
El Aguante
Nacimos para aguantar lo que el cuerpo sostiene
aguantamos lo que vino y aguantamos lo que viene
aguantamos aunque tengamos los segundos contados
nuestro cuerpo aguanta hasta quince minutos ahorcado.
Aguantamos latigazos, que nos corten los dos brazos
fracturas en cualquier hueso, tres semanas con un yeso.
Aguantamos todo el tiempo las ganas de ir al baño
pa' ver el cometa Halley, hay que aguantar 70 años.
Aguantamos la escuela, la facultad, el instituto
a la hora de cenar, nos aguantamos los erutos
el pueblo de Burundi sigue aguantando la hambruna
aguantamos tres días para llegar a la luna.
Aguantamos el frío del ártico, el calor del trópico
aguantamos con anticuerpos los virus microscópicos
aguantamos las tormentas, huracanes, el mal clima
aguantamos Nagasaki, aguantamos Hiroshima.
Aunque no queramos, aguantamos nuevas leyes
aguantamos hoy por hoy que todavía existan reyes
castigamos al humilde y aguantamos al cruel
aguantamos ser esclavos por nuestro color de piel.
Aguantamos el capitalismo, el comunismo, el socialismo,
el feudalismo, aguantamos hasta el pendejismo.
Aguantamos al culpable cuando se hace el inocente
aguantamos cada año a nuestro pu... presidente.
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
¡a brindar por el aguante!
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Aguantamos cualquier tipo de dolor aunque nos duela
aguantamos Pinochet, aguantamos a Videla
Franco, Mao, Ríos Montt, Mugabe, Hitler, Idi Amin
Stalin, Bush, Truman, Ariel Sharón y Hussein.
Aguantamos mas de veinte campos de concentración
cuando nadas bajo el agua aguantas la respiración
pa' construir una pared aguantamos los ladrillos
el que no fuma se aguanta el olor a cigarrillo
aguantamos que Monsanto infecte nuestra comida
aguantamos el agente naranja y los pesticidas
cuando navegamos, aguantamos el mareo
aguantamos el salario mínimo y el desempleo.
Aguantamos las Malvinas y la invasión británica
en la ciudad de Pompeya aguantamos lava volcánica
y dentro de la lógica de nuestra humanidad
nos creemos la mentira y nadie aguanta la verdad.
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Aguantamos al ateo, al mormón, al cristiano
al budista, al judío, aguantamos al pagano
aguantamos el que vende balas y el que las dispara
aguantamos la muerte de Lennon, la de Víctor Jara.
Aguantamos muchas guerras, Vietnam, la Guerra Fría
la Guerra de los 100 años, la Guerra de los 6 días.
Que aguanten la revancha, venimos al desquite
hoy nuestro hígado aguanta lo que la barra invite.
For what was
for what is
for what will be
Slainte! (en español, ¡salud!)
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
¡a brindar por el aguante!
Por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso ¡y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!
Marcadores:
América Latina,
Calle 13,
El Aguante,
Faixa de Gaza,
juventude indignada,
luta de classes,
Palestina,
povo pobre e trabalhador,
Venezuela
Assinar:
Postagens (Atom)



