A cada dia que passa, a greve dos petroleiros se fortalece, recebe apoios e solidariedade da sociedade e de diversas categorias profissionais e já é a maior greve desde 1995, quando Lula, PT e a CUT traíram os petroleiros e capitularam ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), derrotando a grandiosa mobilização.
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Foto: FNP |
por Jean Oliveira, para a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)
Alagoas/Sergipe
Na base do Sindipetro AL/SE, as unidades de Pilar, Furado
e Transpetro Alagoas, em Alagoas continuam paralisadas. A categoria fez
carreata para visitar as sondas de Alagoas com o objetivo de reforçar a
paralisação nessas áreas, principalmente junto aos terceirizados. O movimento
também conta com a paralisação de 90% do efetivo Petrobrás e TRANSPETRO TA e
100% de adesão da Transpetro Dutos.
Em Carmópolis, por mais que haja pressão, por parte da
empresa, para que os petroleiros voltem à unidade, a greve continua forte, com
adesão de 80% do ADM e 90% dos operadores, envolvendo todas as estações, exceto
Coqueiro e Riachuelo. Três estações estão completamente paradas: Entre Rios,
Nova Magalhães e Jericó.
Na FAFEN, muitos petroleiros ouviram a convocação do
Sindipetro AL/SE e compareceram na porta da fábrica para participar de uma
assembleia. Ficou deliberado pela continuidade do movimento grevista. A
produção continua sendo mantida de forma irresponsável por uma equipe de turno
e o grupo de contingência formado pela empresa desde o dia 31 de outubro.
Na Sede, a mobilização continua forte, com adesão superior
a 90% do adm. No Tecarmo, mesmo com a “Judicialização”, via interdito
proibitório, os trabalhadores seguem fortes na luta, com adesão de 80% da
operação. Um grupo grande de operadores da Transpetro que estavam confinados em
hotel próximo como equipe de contingência, aderiram ao movimento, fortalecendo
a luta.
Litoral
Paulista
Na RPBC, em Cubatão, mais de 30 petroleiros de base
compareceram à refinaria e ajudaram o Sindicato a organizar durante a manhã um
forte operativo nas portarias da unidade, fechando inclusive a entrada do CEAD
e do SMS. A adesão à greve é de 100% no turno e 90% no ADM.
Na Alemoa, em Santos, trabalhadores e diretores do
Sindicato fecharam as principais entradas para o terminal. Com a denúncia de
que o grupo de contingência estaria entrando na unidade utilizando uma passagem
não autorizada na Codesp, parte dos manifestantes se dirigiram ao local, por
onde ninguém passou. A greve no terminal tem adesão de 100% do turno e
administrativo. Houve atraso de uma hora na entrada dos terceirizados.
No Litoral Norte, com 100% de adesão operação e de
supervisão, 90% da manutenção e 80% do ADM, a greve dos petroleiros segue no
Tebar. A produção da unidade já despencou em 40%. Mais de 40 trabalhadores
madrugaram na entrada principal do terminal. Outros grupos, com cerca de 10
petroleiros, também ficaram nas outras três portarias da companhia com faixas
de protesto, desde às 4h30 da manhã.
Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA),
em Caraguatatuba, mesmo após o ato de repressão orquestrado pela gerência da
UTGCA, que acionou a justiça para acabar com o piquete na frente da unidade, o
movimento segue forte. A adesão é de 100% da operação, 100% dos técnicos de
manutenção sobreaviso e 70% adm (manutenção e SMS). Os trabalhadores em greve
continuam se revezando para manter a escala (12 horas) que fariam se estivessem
trabalhando mesmo com o clima de tensão imposto pela empresa. Muitos
companheiros têm recebido telegramas com aviso de demissão com a justificativa
de “abandono de emprego”. No Terminal de Pilões, em Cubatão, segue a greve com
adesão de 80% no turno e 90% no ADM.
Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá
No Sindipetro PA/AM/MA/AP hoje teve um trancaço no
Maranhão Terminal de Itaqui com forte 100% de adesão da operação. Na sede da
UO-AM, a adesão é de a greve tá forte a maioria ficou % dos trabalhadores mesmo
após o interdito proibitório instaurado pela justiça.
Em Urucu (AM), a gerência está recuperando a produção
através do trabalho da contingência. Os petroleiros que deveriam embarcar em
Urucu cruzaram os braços. Os trabalhadores que estão sem embarcar estão
engrossando a greve na porta do Prédio de Manaus. Na Transpetro Miranar, em
Belém, os trabalhadores continuam em greve, que foi aprovada, em assembleia,
por ampla maioria.
Rio
de Janeiro
Os petroleiros estão desde às 8h da manhã desta segunda
(9) em vigília na frente do Edifício Sede da Petrobrás, no Centro do Rio. O
protesto irá continuar por todo o dia como forma de pressão sobre a direção da
empresa que hoje retomou o diálogo com os sindicatos e federações. O
Sindipetro-RJ também realizou um ato no TBG, na Praia do Flamengo, como forma
de fortalecer a mobilização da greve nacional da categoria.
No TABG, a greve está forte. Houve um acordo com a
gerência proposto pelo Sindipetro-RJ e os trabalhadores assumiram o controle e
acompanhamento das atividades. No TBIG, em Angra dos Reis, a greve está forte
com adesão de 80% no turno, quase 100% na manutenção e muito apoio no
administrativo. O terminal está operando de forma irregular e insegura, com 2
grupos se revezando de 12 horas, utilizando pessoas em desvio de função e sem
habilitação para desenvolver as atividades em curso. Em condições normais, o
trabalho é desenvolvido por 5 grupos com escala de 8 horas. No Cenpes, vão ser
realizadas reuniões setoriais nesta noite para avaliar se haverá corte de
rendição de turno.
São
José dos Campos
Na Revap, em São José dos Campos, os operadores continuam
fazendo corte de rendição e no dia de hoje seguem mobilizados na porta da
unidade.
Fonte: http://fnpetroleiros.org.br/?p=9575
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