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sábado, 2 de dezembro de 2017

Duciomar preso. Até quando?

Imagens da prisão de Duciomar Costa (PTB), ex senador e ex prefeito de Belém. Fonte: facebook
Duciomar é um "artista". Mas acima de tudo, um bandido. Eu não duvido nada que ele tenha deixado uma cadeira de rodas de bobeira na casa, já esperando essa hora. Mas não uma qualquer. Uma motorizada. Se Duciomar realmente está doente, impossível ter pena dele. Ele é um bandido. Não duvide nada e nem se compadeça com alguém que chega no limbro de falsificar um diploma de médico. Dr. Dudu. Oftalmologista. Se fez na Barão. Tinha clínica e tudo. Adorava "abrir os olhos do povo". 

De Tracuateua pro Guamá, Duciomar Costa se fez com a pena alternativa decretada pelo juízo da Vara de Execuções Penais, há época, da Região Metropolitana de Belém. Comprou um "bonde". Oferecia de graça. Geralmente do citado bairro para o Ver-O-Peso. Passagem de graça pra todo mundo. O povo? Ah o povo... Esse é lindo, generoso e honesto. Mas que homem bom! Fama de dr. Dudu foi esquecida. Agora era Associação Comunitária Duciomar Costa. Ônibus pra galera da perifa. Não era muito. Mas era melhor que nada, diziam. Toma-te! Mais votado em 1992 para a Câmara de Vereadores de Belém. 

Aliou-se ao "Papudinho", prefeito dos "meus amigos da capital", e antes, quando governador, "e do interior". Duciomar e o "tarado por Docas". Poderia ter melhor professor? Aliás, mestre. Apesar de Dudu já ser doutor. De trambicagem. Daí em diante foi só vitórias. Um dos primeiros na eleição seguinte. Se reelegendo deputado estadual em 1998. Só perdeu em 2000. Segundo turno, quando Edmilson Rodrigues se reelege prefeito. 

Ganha, já como senador, contra a petista Ana júlia Carepa, a prefeitura da mais populosa cidade do Norte do país. Oito anos de catástrofe. Belém afundou. Os prontos socorros eram calamidade pública. Escolas caindo aos pedaços. Funcionalismo de luto. Dudu foi responsável por centenas de mortes. Crime de responsabilidade. Um assassino. 

Agora, vendo ele naquela cadeira de rodas, um farsante, ladrão de mais de 400 milhões de reais dos cofres públicos municipais, a gente até torceria para que fosse verdade. Que ele estivesse fumado de saúde. Mas como disse, para quem falsificou diploma de médico, um laudo falso nem coça. Ele já poderia ter premeditado pra enrolar a justiça. Quem mora no Greenville, tem advogado caro que fica sabendo antes da polícia, que seu cliente vai ver o sol nascer quadrado. 

Infelizmente Duciomar, se cadeirante de verdade, podre de rico tanto roubar, nunca sofrerá as agruras de viver na cidade pela qual nada fez, muito menos pela acessibilidade de portadores de necessidades especiais. Aliado do tucanato na assembleia, líder do governo Lula no Senado, Dudu entregou a prefeitura para alguém pior que ele, o tucano Zenaldo Coutinho. 

A História de Belém é uma história de catástrofes. Salvo hiato (de 1997 a 2000), o povo da "Metrópole da Amazônia" penou e pena como nunca. Esses 400 milhões fizeram falta. Ninguém duvide que seja apenas a ponta do iceberg. Parece que Dudu está em seu quarto mandato. Ninguém até hoje assitiu mudança alguma. Pelo contrário, a cidade piorou. Regrediu. A gente torce para que ele morra na cadeia. E que não tarde para que o atual alcaide, tão criminoso quanto, seja logo seu colega no presídio de segurança máxima.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Preso o maior desmatador da Amazônia de todos os tempos


Ezequiel Antônio Castanha, o maior grileiro da BR 163, foi preso pelo Ibama no último sábado (21), em Novo Progresso, no Pará. A ação contou com a participação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal de Itaituba por ação movida pelo Ministério Público do Pará.

A prisão de Castanha coroa com êxito a Operação Castanheira, deflagrada pelo Ibama, Ministério Público Federal, Receita Federal e Polícia Federal, que desarticulou a maior quadrilha de grileiros que operava na região da BR 163, no estado do Pará, respondendo por 20% de todo o desmatamento da Amazônia.

Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, que acompanhou a operação, a efetivação da prisão do grileiro Castanha é o maior marco representativo das ações de combate ao desmatamento no oeste do Pará. “A desarticulação desta quadrilha contribui significativamente para o controle do desmatamento na região”.

Castanha vinha atuando na BR 163 invadindo terras da União, promovendo o desmatamento e comercializando ilegalmente as terras furtadas. Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama, sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.

O maior desmatador da Amazônia será julgado pela Justiça Federal e poderá receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos diversos crimes cometidos, tais como desmatamento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, além de outros.

Fonte: Ascom Ibama, a partir do blog Língua Ferina.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Corregedoria prende o ex-PM Cilinho, envolvido em chacina

Do blog Espaço Aberto

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu na manhã desta segunda-feira o ex-PM Otacílio José Gonçalves Queiroz, o Cilinho, acusado de participar da chacina que resultou na morte de 11 pessoas, em Belém, no início de novembro do ano passado. Elas foram executadas em bairros da periferia da cidade logo depois do assassinato do cabo Cabo Antônio Marcos Figueiredo, o Pet, no bairro do Guamá.

A prisão de Cilinho foi decretada na semana passada, mas estava  mantida sob sigilo, para evitar que o acusado escapasse. O ex-policial foi conduzido para o Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves, que integra o complexo penitenciário de Americano, o município de Santa Isabel do Pará, Região Metropolitana de Belém.

Cilinho foi um dos citados no relatório da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado, que confirmou a existência de três grupos de extermínio na Região Metropolitana com a participação de policiais. Outro mencionado é o sargento Rossicley Silva, que, poucas horas antes da chacina, conclamou os militares, via Facebook, a darem uma “resposta” ao assassinato do cabo Pet.

Também foram citados pela CPI Josias Siqueira da Conceição, ex-cabo do Exército; Valmir ou Valdemir Oliveira, o cabo Oliveira também conhecido como “Canana”; Romero Guedes Lima, o cabo Lima da PM, conhecido como “Montanha”; e os cidadãos conhecidos como “Gaspar” ou “Gasparzinho”, “Zé da Moto” e ” Marcelo da Sucata”. A Comissão pediu o indiciamento de todos eles.

Ainda falta ser divulgado o resultado do inquérito policial, que tem acompanhamento do Ministério Público Militar. A prisão de Cilinho pode contribuir para esclarecer pontos obscuros e acelerar a conclusão das investigações.