domingo, 4 de julho de 2010

Cuba diz que dissidente Guillermo Fariñas corre risco de morte


Governo antidemocrático de Cuba é responsável por essa tragédia anunciada. O povo e a juventude de Cuba precisam de liberdades democráticas para se organizar em sindicatos e partidos políticos de esquerda, para que assim possam melhor defender as conquistas que obtiveram com a Revolução Cubana. (MB)
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há quatro meses, está em "perigo potencial de vida" devido a um coágulo na veia jugular que complicou sua saúde, apesar de ter apresentado uma "discreta melhora" nos últimos dias depois de ter recebido tratamento.

O jornal cubano "Granma" publica neste sábado uma entrevista com Armando Caballero, chefe do setor de tratamento intensivo do hospital Santa Clara, (onde Farinãs está internado desde 11 de março), na qual detalha a situação do dissidente e o tratamento que está recebendo.

Na entrevista, o médico não cita os motivos da greve de fome do opositor, que reivindica com seu jejum a libertação dos presos políticos doentes.

Caballero diz que a tromboflebite que sofre Farinãs há uma semana na jugular tem "um grande risco, pois pode ir direto ao coração e daí aos pulmões, e provocar uma embolia pulmonar, o que pode levar a morte.

Essa afecção é comum em pacientes que como ele recebe alimentação parenteral prolongada mediante cateter, já que os riscos de infecções no sangue aumentam.

O jornal "Granma" citou pela primeira vez a greve de Farinãs em 8 de março e classificou-o como "agente dos Estados Unidos e delinquente violento".

Trombose

Ainda na quarta-feira (29) foi divulgado o diagnóstico da trombose na veia jugular, agravando seriamente o quadro de Fariñas.

Alicia Hernández, mãe do dissidente, afirmou que o estado de seu filho se mantém "grave", com um quadro que inclui problemas hepáticos, uma infecção causada por uma bactéria estafilococo e a confirmação médica de um coágulo na jugular.

O jornalista independente e psicólogo de 48 anos está consciente e recebe tratamento com antibióticos e soro para se hidratar, mas há poucos dias o cateter utilizado para sua nutrição parenteral foi retirado devido à suspeita de trombose.

Fariñas começou sua greve de fome no dia 24 de fevereiro, depois da morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, para exigir do governo de Raúl Castro a libertação de 26 opositores presos que estão doentes.

Desde o dia 11 de março, ele está internado em um hospital na cidade de Santa Clara, situada a 270 quilômetros a leste de Havana.

Até o momento, o governo cubano libertou somente Ariel Sigler, um dissidente preso que estava muito doente, e transferiu outros 12 para penitenciárias localizadas em suas Províncias de origem.

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