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terça-feira, 12 de abril de 2016

Caixa dois: Zenaldo Coutinho está na Lava Jato

Honoráveis bandidos do PSDB: senadores Flexa Ribeiro, Aécio Neves e o prefeito Zenaldo Coutinho. 
O nome do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), aparece envolvido em esquema fraudulento de financiamento de campanha em 2012. A denúncia foi feita dia 17 de outubro de 2014 pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu site Conversa Afiada. O mesmo a encaminhou na época ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Dias Toffoli, com a seguinte pergunta: "se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?".

A denúncia é extensa e o esquema teve origem no governo de Minas Gerais. O provável operador era o Secretário de Estado de Governo, Danilo Costa, o qual enviou os documentos aqui publicados para o senador Aécio Neves (PSDB), o qual teria se encarregado da partilha do milionário recurso aos seus correligionários, dentre eles o prefeito Zenaldo.

O fato é que até hoje nem o ex presidente do TSE e tampouco o Ministério Público do Estado do Pará e Ministério Público Federal responderam acerca dessas graves denúncias. Elas precisam ser apuradas de forma enérgica. Principalmente porque Belém, o estado e o país vivem uma profunda crise política e econômica, as quais resultam das administrações e ações corruptas desses governantes. 

O esquecimento é o que alimenta, muitas das vezes, a impunidade. O blog Além da Frase está atento a esses desmandos e aberto a sociedade para impulsionar suas demandas. Seguiremos cobrando de forma enérgica a punição e a saída de todos os corruptos, tenham foro privilegiado ou não! Pois lugar de bandido é na cadeia!

Acompanhem abaixo a matéria completa e os documentos comprobatórios do esquema de caixa dois.

Foi assim que Aécio levantou R$ 166 milhões para 2012-2014?


O Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.

No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.

O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.

A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos - principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.

Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.

Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.

Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.

Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, "ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas".
A Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.

O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:
Zena Zenaldo aqui!












Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona  nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.
Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro,  datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.

Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.

Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?

Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que à cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto....

Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Zenaldo privatiza rota fluvial Belém-Icoaraci

Com a logo da Prefeitura Municipal de Belém. Fonte: página da Expresso Tapajós no Facebook

O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) colocou uma lancha catamarã da empresa Tapajós Expresso (imagem) ao incrível preço de R$ 10,00 para o breve trajeto de Belém - Icoaraci. 
Um crime desavergonhado de quem odeia o povo pobre e trabalhador, assim como de quem despreza o transporte público e a mobilidade ribeirinha-urbana.
Lembro da propaganda do Zenazenaldo aí. Vocês também lembram. Tinha aquela bonita computação gráfica feita pela galera do Orly que mostrava a promessa: lanchas velozes, a preços da tarifa metropolitana, portanto 2,70, entre Belém, Icoaraci, Mosqueiro, Cotijuba...
Tudo mentira! O "Papudinho" era tarado por Doca. O Zenaldo é tarado por privatização.
Adora fuder e propriamente tacar fogo no público, como fez com o maior hospital de pronto socorro municipal da Amazônia, para agradar meia dúzia de empresários e amigos financiadores de campanha. 
Morra o povo, é o que ele no âmago e íntimo diz. Nem precisa ir no fundo do poço para ver isso. Está visível como o mosquito transmissor da zica, dengue e chykungunha que está espalhado no lixo que Zenaldo transformou a cidade.
Nos 400 anos de Belém oficial da prefeitura, Zenaldo levou uma mijada. 
Senão literal, no estridente coro das vaias. Não foi o primeiro e não será o último.
Aqui a elite já mandou jogar merda em jornalista. Assim como aqui o povo já cortou a cabeça de governador. 
Um dia a poesia se arrebenta, as pedras rolam e tudo que é sólido se desmancha no ar.
Bom dia, Belém!
****
P.S.: Na página da Tapajós Expresso, o texto diz que o serviço é "Em parceria com a Prefeitura Municipal".
Bem que o Ministério Público Estadual ou a sofrível Câmara Municipal de Belém poderiam investigar que " parceria" é essa que atenta contra o direito de ir e vir e mobilidade da população de Belém, que está em claro flagrante contra a legislação vigente acerca do transporte público de massa em Belém do Pará.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Zenaldo deve ser condenado por incêndio e mortes

Até o final da semana passada, o laudo elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), no início de 2014, alertando sobre as condições precárias do Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da 14, estava no Centro de Atividades Técnicas (CAT) da Corporação. Não está mais. 
Um oficial do CBM, ouvido pelo DIÁRIO, denunciou que o prefeito usou de sua amizade com o governador Simão Jatene, a quem o CBM é subordinado, para recolher o laudo e mantê-lo sob os cuidados de um oficial da sua confiança. Segundo o oficial dos Bombeiros - que não quer ter a identidade revelada, por temer represálias -, tudo isso aconteceu após reunião entre o prefeito e o coronel Nahum Fernandes, comandante-geral do CBM do Pará.
Ainda de acordo com o oficial, Zenaldo está desesperado, com medo de ser acusado - e considerado culpado - pelo incêndio ocorrido no PSM da 14 na quinta-feira da semana passada, dia 25, e que acabou provocando a morte de ao menos três pessoas. Por isso, o prefeito queria ter em mãos o documento elaborado pelos Bombeiros. Ele pretendia entender todos os tópicos que o relatório indicou como problemas no hospital, para, a partir daí, convencer o CBM a emitir um laudo sobre o incêndio que aponte como causa do acidente algo que não foi previsto na Ação Civil Pública expedida pelo Ministério Público Federal (MPF), em maio do ano passado, exigindo que o prefeito reparasse diversos problemas verificados no PSM da 14.
Em bom português: se conseguir levar o comando do CBM a emitir um laudo que identifique que o incêndio foi causado por algum fator não citado pelo MPF na Ação Civil Pública, Zenaldo não poderia ser considerado culpado pela tragédia e, consequentemente, pelas três mortes que ela causou. 
A tarefa será árdua. Primeiro, porque nem todos os oficiais do CBM estão dispostos a fazer parte da armação que Zenaldo supostamente tenta costurar dentro da Corporação. Há uma fatia do comando dos Bombeiros que não simpatiza com o governador Jatene e que não estaria disposta a colaborar com o esquema do prefeito. Em entrevista à imprensa, um dia após o incêndio, o major Wytting, por exemplo, confirmou a existência de fiações elétricas antigas e expostas, e próximas a material combustível, o que aumenta ainda mais o risco. Segundo, porque será muito difícil - quase impossível - encontrar uma causa para o incêndio que não tenha sido alertada pelo documento emitido pelo MPF e assinado pelos procuradores da República Melina Tostes e Alan Mansur. 
Do relatório do MPF, constam nada menos do que 21 tópicos, apontando as mais graves e diversas irregularidades, principalmente em se tratando de um hospital (veja box ao lado). A lista de problemas constatados pelo MPF no PSM da 14 é grande, incluindo Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com estrutura inadequada, falta de profissionais médicos no plantão, ambientes em péssimas condições de higiene, mofo nas paredes, forro do teto quebrado, alagamentos, banheiros deteriorados, elevadores paralisados, falta de controle da validade dos medicamentos, entre outros. 
Depoimentos dos próprios funcionários do hospital reforçam a preocupação do MPF. “É fato que o hospital precisa de reparos”, disse a médica cirurgiã Tais Tapajós, que estava no local no momento do incêndio. “Foi uma catástrofe”.
(Diário do Pará)