sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A polícia a serviço do copyright e a ciberguerra



Por Idelber Avela*
 
Os EUA já haviam desencadeado ações contra o compartilhamento de arquivos antes, mas só a ofensiva contra Julian Assange e o Wikileaks se compara ao que foi feito ontem, tanto em dimensões materiais como simbólicas. Um indiciamento de 72 páginas, de um tribunal federal da Virgínia, levou o FBI a solicitar à polícia neo-zelandesa a prisão de sete pessoas ligadas ao site de compartilhamento de arquivos MegaUpload. Quatro dessas sete pessoas, incluídos os fundadores do site (Kim Dotcom and Mathias Ortman), já estão presas. Entre os indiciados, há não só neo-zelandeses mas alemães, um estoniano, um eslovaco e um holandês.


O caso é singular porque ele não envolve absolutamente nenhum cidadão dos EUA ou hospedagem de site nos EUA. Mesmo assim, o FBI foi capaz de realizar as prisões em território estrangeiro e impor o fechamento. O indiciamento afirma que o “dano” causado pelo MegaUpload é de mais de US$ 500 milhões, segundo a estranha lógica usada pelo lobby do copyright para fazer esses cálculos, ou seja, a de que todos os usuários que baixaram filmes, canções, livros e outros produtos culturais nos sites de compartilhamento pagariam por eles os preços fixados pela indústria, caso esses sites não existissem. O indiciamento é ainda mais surpreendente porque o MegaUpload tinha uma política de retirar imediatamente o conteúdo sempre que notificado pelos detentores do copyright. O site já havia, inclusive, registrado um agente DMCA (Digital Millenium Copyright Act) junto ao governo dos EUA. Como bem colocou Walter Hupsel, mandaram prender o carteiro e, como apontou o advogado espanhol Carlos Sánchez Almeida, são mais de 150 milhões de usuários cuja privacidade na comunicação online poderá ser violada pela polícia federal dos EUA.
Defenderemos o verde
Com arcos e flechas
Tacapes na mão

Entre ativistas online, foi intensa a especulação de que a ofensiva do FBI contra o MegaUpload seria uma possível compensação do governo Obama ao lobby do copyright depois da declaração do presidente contra o SOPA (Stop Online Piracy Act). O SOPA, um draconiano projeto de criminalização do compartilhamento de arquivos que inclui até mesmo a possibilidade de que se impeçam os motores de busca de apontar para sites acusados de violar o copyright, foi objeto de um mega-protesto na internet anteontem. Esses protestos mudaram significativamente o balanço de forças no Congresso, mas o projeto conta com o apoio de Hollywood, tradicional aliado dos Democratas nas eleições presidenciais americanas. Logo depois da declaração de Obama, o Senador democrata e lobista de Hollywood Christopher Dodd ameaçou Obama com o fim das generosas doações hollywoodianas à sua campanha.

No começo da noite, veio a reação. Articuladas pelo coletivo Anonymous, pelo menos 5.635 pessoas usaram LOIC (Low Orbit Ion Cannon) para realizar ataques de negação de serviços a vários sites do governo dos EUA e da indústria do entretenimento. Num intervalo de poucas horas caíram (e, no momento de produção desta matéria, continuavam derrubados), os sites de FBI, Copyright Office, Department of Justice, Warner Music, Universal Music e Recording Industry Association of America. Na Espanha, caía também o site da Sociedad General de Autores y Editores, um dos grandes defensores do lobby do copyright no país ibérico. É uma ação de impacto imediato considerável, que provoca euforia na rede e é bem desmoralizante para as empresas e autoridades visadas. Mas há que se perguntar qual o seu alcance para a continuação da luta.

Acostumados, que talvez já estejamos, à escalada do horror do poder policial dos estados, vale lembrar o ineditismo da ação do FBI ontem. Como afirmou Diego Souto Calazans no Twitter: “Imagine uma imensa biblioteca onde você pode ter acesso não apenas a todos os livros já escritos, mas também às músicas, filmes, ideias … Essa biblioteca total, esse museu vivo da cultura universal, é a Internet. É o que querem incendiar”. Uma declaração da Eletronic Frontier Foundation coloca os pingos nos is: “Este tipo de aplicação de procedimentos criminais internacionais à política para a Internet estabelece um precedente terrorífico. Se os EUA podem capturar um cidadão holandês na Nova Zelândia por causa de um reclamo de copyright, o que falta mesmo? O que vem por aí?”

*Idelber Avelar é colunista da Revista Fórum outro mundo em debate.

Página do FBI é atacada por hacker

Possivelmente em virtude a um ataque de hackers, a página da polícia federal dos Estados Unidos (FBI), ficou fora do ar por cerca de uma hora. Sem a confirmação oficial por parte do governo federal de que realmente sua página na internet tenha sido atacada pelo grupo de hacker Anonymous, o mesmo afirma ser o responsável pela ação em protesto contra a derrubada do site Megaupload.com.

Em seu Twitter oficial, o grupo Anonymous afirmou que “a internet contra-ataca” e que realizaram uma luta pela liberdade da internet. O grupo de hackers ainda ameaçou atacar o site da Casa Branca.

Na real, o protesto é em razão a retirada do ar do site de compartilhamento de arquivos Megaupload, usados por milhares de internautas para downloads; mas tem mais um motivo frente a este protesto. A outra razão é a prisão do fundador da página, que ocorreu na Nova Zelândia, ontem. De acordo com as investigações, além do fundador do site Megaupload, vários executivos estão sendo acusados de violar a legislação antipirataria nos Estados Unidos. A acusação afirma que o site seria o responsável pelo prejuízo de mais de US$ 500 milhões em roubos de direitos autorais e por facilitar a pirataria de filmes e outros tipos de conteúdos.

Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/4824/pagina-do-fbi-e-atacada-por-hacker?utm_source=estadao&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+oficinadanet_rss+%28Oficina+da+Net+-+Feed%29

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Elis para sempre: alegre, viva, cantando a liberdade!

Hoje faz 30 anos que Elis Regina faleceu.
Mas parece que não.
Tenho a impressão de que ela está vivíssima da Silva.
Talvez porque esteja mesmo. Afinal as ondas sonoras nunca morrem.
Ficam por aí reverberando de CD em DVD, nos bites e bytes da internet, para sempre, para eternidade...

Elis, que cantou a luta contra a insanidade e o barbarismo da Ditadura, que embalou a Anistia, continuará alimentando nossa luta por justiça, socialismo e liberdade!

Eu, que nasci, quando ela partia, nunca senti saudades dela, pois sempre tive a impressão de a ter conhecido e tomado uma cachaças por aí.
Mas que bobagem essa minha, claro que a conheci! Na maioria dessas festas, ela era fazendo show particular pra mim.
Diferente do texto abaixo, nunca pensei em Elis representando alguma derrota, mas o contrário disto. Com ela, brindaremos sempre a vitória!

Elis, presente!
(M.B.)
*************

Um “Deus lhe pague” de ódio e revolta!




Por Tania Pacheco

Quando penso em postar algo de Elis, é sempre uma mesma música, de uma mesma apresentação, a que me ocorre. Porque é a que mais me toca. O vídeo acima, entretanto, foi garimpado cuidadosamente, porque tem muito mais a ver com uma Elis pouco conhecida, assim como tem muito mais a ver com meu sentimento neste instante e com a temática subversiva deste blog. E é a partir dele que quero recordar e reverenciar Elis, ao meu jeito.

Era o início da ditadura. Os estudantes estavam nas ruas, assim como a polícia, em geral montada a cavalo. As boles de gude foram a grande “invenção” da época, fazendo escorregar e jogando ao chão cavalos e cavaleiros. Era o início da ditadura. No Rio de Janeiro, como uma “resposta” ao incêndio do prédio da UNE, algo de novo nascia. Nara Leão, a “menina rica da zona sul carioca”, se juntava ao negro favelado Zé Keti e ao negro sem terra maranhense João do Valle para cantar o show que levaria o nome de um novo teatro: Opinião. Depois, viriam as peças: ”Liberdade, liberdade”, “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” e tantas outras. No Arena, em São Paulo, a chamada turma da Cultura também protestava. “Arena conta Zumbi”, “Arena conta Tiradentes” etc eram formas de autores e atores usarem do Teatro para falar através de metáforas.

Brasil afora e em muitos outros espaços, na maioria universitários, eram comuns shows e peças terminarem com leituras de manifestos. Porque também no que dizia respeito à música, as palavras de ordem eram igualmente os protestos. Das faculdades, surgia gente como Chico Buarque, Edu Lobo e tantos outros, ainda imaturos mas dando início ao seu aprendizado político, paralelo ao seu crescimento musical e artístico. Muitas vezes os shows eram apresentados nos salões das faculdades, com a maioria da platéia sentada no chão, mas todos unidos numa mesma emoção. Foi numa dessas apresentações, no salão da UFRJ na Praia Vermelha, que em dado momento foi apresentada à platéia uma mocinha gaúcha que chegara há pouco ao Rio. Não me recordo o que ela cantou. Mas lembro perfeitamente a emoção que senti. Ao contrário dos outros artistas que se apresentavam, ela não era uma universitária. Vinha, sim, de uma família bem pobre e sem estudos, e buscava seu espaço entre nós, de alguma forma privilegiados.

Durou muitíssimo pouco tempo essa busca. O reconhecimento e o sucesso chegariam logo, mas a mocinha gaúcha percorreria um duro caminho, no seu despreparo para a vida. Ganharia e perderia muitas vezes. De uma criticada apresentação para o Exército, para a qual as mais diversas justificativas já foram apresentadas, à sua decisiva participação na luta pela Anistia, transformando em hino “O bêbado e a equilibrista”, de Aldir Branco e João Bosco. E cantávamos com ela aos berros as menções ao irmão do (maravilhoso e saudoso) Henfil e às Marias e Clarisses - que talvez hoje pouca gente saiba eram, respectivamente, as viúvas do operário Manuel Fiel Filho e do jornalista Wladimir Herzog, ambos assassinados sob tortura no DOI CODI do II Exército, em São Paulo. Se mencioná-los era proibido, felizmente a ignorância dos censores (capazes de mandar prender Bertolt Brecht, não me recordo por qual peça, e Sófocles, por “Antígona”), permitia que eles fosse lembrados e homenageados através dos nomes de suas mulheres.

“Elis Regina de Carvalho Costa” talvez tenha sido o mais belo e emocionante de seus shows. É nele que ela faz a apresentação para mim insuperável de “Atrás da porta”, com uma força e uma dor que, na sua intensidade, prenunciam, talvez, o que estava por vir. Depois de um dos maiores sucessos, a última e definitiva derrota ocorreria, há exatos 30 anos. Até hoje, penso que de alguma forma naquela manhã de 19 de janeiro fomos tod@s também um pouco derrotad@s.

Mas não quero terminar este texto assim, triste. Por isso, recorro a um presente que me foi enviado, também garimpado. Socializo, abaixo, um outro belo momento de Elis, enviado por José Carlos:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Enriquecimento ilícito: prefeito de Cametá, pego com a boca na Botija, responde a processo no TRF1

NOVO PROCESSO: O PREFEITO TIO VADOCA E SEU IRMÃO SECRETÁRIO DE SAÚDE ESTÃO RESPONDENDO PROCESSO POR ENRIQUECIMENTO ILÍCITO PELO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL!


CONTRA FATOS NÃO  HÁ ARGUMENTOS
VEJAM NO LINK:
Verdadeira MAMATA em Cametá.
 O TIO VADOCA [Valdoli Valente/PSD - Prefeito de Cametá/PA]* E SEU IRMÃO SECRETÁRIO DE SAÚDE DO DESGOVERNO DE CAMETÁ RESPONDEM PROCESSO NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO, DE CLASSE Nº 64 QUE CORRESPONDE A AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, SOB ACUSAÇÃO DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO, NA 5º VARA FEDERAL PELO JUIZA RESPONSÁVEL HIND GHASSAN KAYATH. ONTEM, 13 DE JANEIRO DE 2012 FOI A INTIMAÇÃO/NOTIFICAÇÃO POR OFICIAL MANDADO. 

O PARENTE ESTÁ EM TODO LUGAR, PRINCIPALMENTE AO SEU LADO.




*Grifo do Além da Frase.

Nota de apoio as lutas contra o aumento da passagem em outros estados




As entidades que compõem o Fórum Metropolitano em Defesa do Transporte Público de Qualidade - Belém - expressam através dessa nota seu apoio e solidariedade às mobilizações que ocorrem em outras capitais brasileiras contra o aumento da passagem de ônibus.

Acreditamos que a luta em defesa do transporte de qualidade e contra os aumentos abusivos nos valores das tarifas de ônibus são pautas que nos unem. Nos indignamos com a repressão absurda e a prisão de pessoas durante as recentes mobilizações em Teresina. A coragem dos companheiros dessa cidade, que enfrentam prefeitura e o aparato repressor do governo do Estado, é um exemplo para as mobilizações que queremos construir.

O ano de 2012 começou com aumento nas tarifas, nas mensalidades e nos preços da cesta básica, enquanto vemos o governo federal destinando 47,19% do orçamento de união para pagamento de juros e amortizações da dívida pública. O governo Dilma, os governos estaduais e prefeituras seguem privilegiando banqueiros, empreiteiras e empresários dos transportes enquanto enchentes e alagamentos aprofundam a crise social em nosso país.

Os indignados que sacudiram o planeta do Cairo, passando pela Puerta Del Sol até Wall Street nos mostram que o caminho para derrotar os ajustes e retiradas de direitos é ir as ruas. Os estudantes em Teresina deram o tom de como deve ser a luta esse ano. Os trabalhadores e a juventude devem incendiar esse país em mobilizações contra os aumentos das passagens, que sempre servem para aumentar o lucro dos empresários e não para garantir qualidade.

Começamos nessa sexta-feira, 13/01, as mobilizações em Belém, porém acreditamos que é preciso construir um dia nacional de luta contra o tarifaço que unifique os processos em curso em Vitória, Teresina, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Belém. Assim será possível potencializar nossa luta.

Saudações Fraternas
Fórum Metropolitano em Defesa do Transporte de Qualidade - Belém

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros

 Blog Conexão Brasília-Maranhão - [Rogério Tomaz Jr.] Quando a bestialidade emerge, fica difícil encontrar palavras para descrever qualquer pensamento ou sentimento que tenta compreender um acontecimento como esse.
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Nota de Diário Liberdade: As dificuldades de apuração no Maranhão, como se sabe, são imensas. O estado em que reina o clã Sarney tem às mãos todas as instituições estatais e controla também toda a imprensa, além de ter bandos armados a serviço dos interesses dos capitalistas deste estado. Ainda assim, duas fontes confirmam a barbaridade ocorrida. Se houver atualizações voltaremos a informar aqui. Para quem se interessa em conhecer melhor a realidade do estado do Maranhão, recomendamos a leitura do livro do jornalista brasileiro Palmério Dória, "Honoráveis Bandidos".
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Na última semana* uma criança de oito anos foi queimada viva por madeireiros em Arame, cidade da região central do Maranhão.

Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.
O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.

Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.

Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.
E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).
Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

Mas isso não vai ocorrer.

E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.
A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.

Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.

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Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.

E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.

Até quando?
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Atualização – 0h16 (06/01)
As informações sobre o episódio foram divulgadas pelo jornal Vias de Fato (www.viasdefato.jor.br), que faz um trabalho muito sério em São Luís, especialmente dedicado à cobertura da atuação dos movimentos sociais. No seu perfil no Facebook, uma das coordenadoras do Vias de Fato publicou a foto e a informação de que se tratava de uma criança queimada. Estamos apurando e reunindo mais informações para publicar assim que possível.

*O crime não ocorreu segunda (3) como informei. No sábado (31) o jornal Vias de Fato foi informado do episódio, mas não diz em que dia ocorreu. O Vias está fora do ar (algum problema técnico, creio), mas o cache do Google ainda permite a visualização da nota publicada na noite do sábado. Clique aqui.

Há mais uma fonte que confirma o fato, clique aqui.

Entidades querem audiência pública sobre BRT

O Sindicato dos Servidores Federais (Sintsep-PA), juntamente com o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade da Amazônia (Unama) lançaram nota que questiona o projeto de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), da Prefeitura de Belém, e exigem a realização de uma audiência pública para consulta da população sobre o projeto.

Na próxima quinta-feira (11), as entidades convocarão uma plenária com outros setores da sociedade para construir um fórum contra o BRT e em defesa de outras propostas para o transporte público. A reunião acontece às 18 horas, no auditório do Sintsep, localizado travessa Mauriti, 2239, bairro da Pedreira.

De acordo com Márcio Amaral, do Sintram, o sistema BRT proposto por Duciomar “inspira desconfiança”. Ele alega que o projeto não leva em consideração a opinião dos moradores de Ananindeua, Marituba e demais regiões da BR-316, além do próprio centro da cidade. Para Amaral é necessário realizar uma audiência pública para debater o tema.

Segundo Emanuelle Nery, do DCE Unama, com a implantação do BRT a prefeitura prevê dois aumentos no valor da passagem. “O preço de tudo vem subindo e o reajuste dado no salário mínimo já está sendo consumido com a alta na cesta básica”, alegou.

A nota das entidades defende o cancelamento imediato da licitação atual com a construtora Andrade Gutierrez, alegando suspeitas na forma como a empresa ganhou a licitação de R$430 milhões, e congelamento do sistema BRT até a realização de audiências públicas para discussão do projeto com a população.

Também faz parte da pauta do movimento a exigência de estagnação do preço da passagem e a formação de uma Comissão dos Trabalhadores e da Sociedade, com integrantes dos Sindicatos, Ministério Público, especialistas em transporte público para discutir os impactos sociais, econômicos e ambientais da proposta.  As entidades questionam se “não há alternativas mais baratas e mais viáveis” para o trânsito de Belém. (DOL, com informações da Ascom do Sintram)

BRT: Um sistema de transportes para empresários e empreiteiras lucrarem

Conversa de Duciomar, empreiteira e empresários: BRT - Bora Roubar Tudo!
Convite para formação de um Fórum da sociedade em defesa do transporte público

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, quer que a população pague a conta por mais um projeto eleitoreiro. Além do aumento no valor da passagem, previsto ainda esse semestre para R$ 2,10 com a implantação do falacioso BU, - (Bilhete único, aprovado com o decreto municipal n° 66.689 de maio de 2011) que prevê o pagamento de uma passagem apenas no período de 2 horas - a prefeitura pretende dar para empresários e empreiteiras um novo presente: O Ônibus de Transporte Rápido (BRT) que é na verdade um grande negócio, pois além de prever um segundo aumento em menos de um ano no valor da passagem é um prato cheio para a Andrade Gutierrez tornar essa mais uma obra superfaturada em sua lista de escândalos Brasil afora, ocorridos com o aval de prefeituras e do governo federal.  

Licitação fraudulenta

A prefeitura de Belém apresentou nas últimas semanas o projeto da construção de um sistema de integração de ônibus de alta capacidade, o BRT (foto). A proposta, de acordo com a administração da capital, é de que o sistema agilize o deslocamento de cerca de 600 mil pessoas que circulam diariamente entre Icoaraci e São Bráz. A previsão é que o novo sistema reduza em até 69% o tempo de deslocamento dos usuários que se utilizarão desse serviço. De fato, é uma necessidade para a maioria da população da Região Metropolitana de Belém (RMB) que exista uma solução para o problema do trânsito em nossa cidade. Perde-se muito tempo nos horários de pico nos congestionamentos formados na Almirante Barroso, na BR-316 e na Augusto Montenegro. Entretanto, o projeto de Duciomar está marcado por questionamentos.

A começar pelo modelo de transportes não ter sido apresentado em nenhuma audiência pública ou de nenhuma outra forma ter sido debatido com a população. Está também sob a suspeita do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA) a forma como foi realizada a licitação da obra da construção dos terminais de integração. Das 19 empresas participantes do início da disputa, 18 se retiraram do processo em protesto aos termos do edital, que de acordo com as mesmas, favorecia exclusivamente a Andrade Gutierrez, que acabou sendo a vencedora da concorrência.
Quais os intere$$es de Duciomar com a Andrade Gutierrez?

Essa empresa receberá cerca de R$ 430 milhões de reais para a realização da obra dos terminais de integração. Essa mesma Andrade Gutierrez está envolvida em vários escândalos de obras superfaturadas. O último destes, o do ministério das Cidades, onde junto com outras empreiteiras abocanhou R$ 2,7 bilhões de reais em obras irregulares em troca de generosas doações às campanhas eleitorais do PP (partido que comanda o ministério) em 2010.

A empresa tem outras obras em Belém. Ganhou uma concorrência para o Portal da Amazônia, mas a Justiça Federal anulou, em julho de 2011. Atualmente estão em vigor dois contratos com a prefeitura. A obra na orla da cidade e a macrodrenagem na sub-Bacia 1 da Estrada Nova. Sendo que a obra já dura seis anos. Começou em 2006 e deveria estar concluída há dois anos, mas se arrasta.

Certamente Duciomar espera algo em troca da garantia da licitação do BRT e de outras obras por essa empresa. Se ela pegou dinheiro do Ministério das Cidades e depois financiou a campanha do Partido Progressista, como retribuirá o favor com o prefeito de Belém?

Pão e circo no aniversário de Belém

Levantou poeira: parabéns pelo corrupto prefeito que você tem, Belém!
Para completar a farra da prefeitura com a Andrade Gutierrez, a festa de aniversário de nossa cidade contará com a presença nada mais nada menos que Ivete Sangalo, contratada por R$ 1,5 milhão pagos empresa. Enquanto o PSM da 14 segue um caos com falta de estrutura básica para atendimento, Duciomar prefere iludir o povo com um verdadeiro circo.

Um sistema de integração que ignora os usuários de Ananindeua, Marituba e da BR316


O projeto tem um outro grande problema. Ele simplesmente não leva em consideração as outras áreas da região metropolitana de Belém, como afirmou a titular do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Patrícia Bittencourt, em entrevista ao jornal O Liberal de 04/01. Patrícia é também integrante da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e destaca que dentre as principais incompatibilidades e conflitos está o fato de que o BRT não contempla o centro da capital e nem leva em consideração a Região Metropolitana de Belém por inteira. Além do mais, O BRT irá retirar a ciclovia da Almirante Barroso, que ela considera como um grande sucesso por ter reduzido a quase zero o número de acidentes com ciclistas na via.

De onde virá o dinheiro?

Para garantir os R$ 430 milhões que deverão custar a construção dos terminais, o prefeito Duciomar afirma que 20% será investido pela própria prefeitura e os 80% restantes virão de recursos do Plano de Aceleração do Crescimento 2 Mobilidade. Porém essa informação é contestada pelo próprio diretor geral do Ação Metrópole, César Meira. Em declaração à imprensa, Meira disse sobre os recursos do PAC 2 Mobilidade o seguinte: “até onde eu sei, o governo federal não liberou recursos do PAC 2  pra ninguém”(Jornal O Liberal, Edição de 04/01/2012) .

Um prefeito marionete dos empresários de ônibus

No ano passado a prefeitura passou 5 meses numa verdadeira disputa com a população para tentar aumentar o valor da passagem de ônibus. Depois dos estudantes haverem até ocupado o Palácio Antônio Lemos e exigir uma audiência com a prefeitura para debater a situação do transporte coletivo na cidade, Duciomar mostrou uma vez mais intransigência e insensibilidade e aumentou a passagem. Nesse mesmo ano, a prefeitura ainda reduziu o ISS dos empresários do transporte para 4% e perdoou uma dívida que tinham de R$ 84 milhões.  

Além disso, Duciomar não fez valer a lei da gratuidade. O que permitiria a população usar os ônibus um domingo por mês sem ter que pagar. Pelo contrário, a SETRANSBEL foi à justiça garantir seus lucros exorbitantes derrubando a lei da gratuidade e a prefeitura não emitiu nenhuma declaração sobre o assunto, tornando-se conivente com os interesses dos empresários do transporte.

A crise social se aprofunda

Mais uma vez o ano começa com as chuvas inundando toda Belém. Bastou algumas noites de chuva para alagar ruas e casas. O trânsito, que já é sufocante, piora ainda mais e ainda existe o constante risco de assaltos nesse período. Além disso, ainda existe o problema da dengue com a falta de saneamento e tratamento adequado do lixo.

O preço dos alimentos da cesta básica aumentou no Pará em média 7,8%. Itens fundamentais na cesta básica do povo como o feijão tiveram alta de 7,27% e a carne 3,86%. O reajuste no valor do mínimo dado pelo governo esse ano se perde nos reajustes das tarifas de transportes e na alta da cesta básica. Só com alimentação o paraense consome 48% do salário mínimo.

A recente repressão da prefeitura a ocupação de um terreno no bairro do Tapanã, reprimindo duramente quem não tem lugar para morar e a chacina de adolescentes em novembro do ano passado em Icoaraci são a marca de governos que ao invés de buscar uma solução para os problemas sociais criminalizam a pobreza.

Derrotar nas ruas a prefeitura corrupta de Duciomar! Por transporte público e serviços de qualidade!

Os 8 anos de administração de Duciomar Costa na prefeitura de Belém foram um desastre para a população. Todos os avanços obtidos no governo do povo nas áreas sociais e culturais foram perdidas e abandonadas pela atual gestão do município. Corre uma longa ficha de processos contra a administração do prefeito ficha-suja. Ao todo são 12 ações, inclusive sobre má utilização do dinheiro público. Recentemente até tentar privatizar serviços como o saneamento e a manutenção dos cemitérios públicos Duciomar tentou. A população agoniza na saúde com a falta de investimentos e com o fechamento de vários postos pela atual administração. As escolas do município necessitam de reforma, a merenda está ruim e falta segurança.

O transporte público segue um caos e os projetos em andamento visam beneficiar empreiteiras e empresários de ônibus. É preciso derrotar esse projeto de governo com mobilização. Só assim tem sido possível em todo o mundo barrar os planos de ajustes e precarização dos governos aos serviços públicos. O exemplo que os trabalhadores na Europa e no mundo árabe deram em 2011 derrubando governos que não atendiam a seus interesses devem nos inspirar a lutar. Esse ano começou com lutas importantes dos trabalhadores e juventude em vários estados. No Ceará, Policiais Militares, Bombeiros e professores realizaram uma verdadeira rebelião em defesa de salário digno. No Piauí, os estudantes vem enfrentando a prefeitura que aumentou a passagem e pretende implantar um projeto de integração do transporte nos moldes do BRT. Os trabalhadores e a juventude tem um só caminho a trilhar em 2012 contra os ataques do prefeito picareta: Unidos, Vamos à Luta!
Defendemos: 
  • Cancelamento imediato da licitação atual e congelamento do sistema BRT;
  • Audiências Públicas sobre o projeto do BRT;
  • Formação de uma Comissão dos Trabalhadores e da Sociedade (Sindicatos, Ministério Público, Dieese, especialistas em transporte público) para discutir os impactos sociais, econômicos e ambientais dessa proposta de Duciomar e ver se não há alternativas mais baratas e mais viáveis.
  • Investimento imediato na drenagem das águas das chuvas porque a cidade está debaixo d'agua;
  • Congelamento da tarifa e qualidade no transporte;
  • Melhores condições de trabalho para os rodoviários;
  • Renovação da frota;
  • Aplicação da Lei da Gratuidade 1 domingo ao mês, votada pela Câmara de Vereadores;
  • Investir os recursos disponíveis na frota publica de transporte como prevê a legislação municipal, com toda frota rodando com tarifa zero para toda população e gerando emprego no setor rodoviário.
Convidamos todos os ativistas e entidades interessadas em construir um fórum permanente de mobilização em defesa de um transporte público e de qualidade a participar da plenária que ocorrerá no dia 11/01, quarta-feira, a partir das 18h, no auditório do SINTSEP-PA (Travessa Mauriti, 2239, Pedreira. Entre Duque e Visconde).

Assinam esse manifesto:
Associação de Sindicatos Unidos Pra lutar;
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará (SINTSEP-PA);
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM);
Coletivo de Juventude Vamos à Luta;
Diretório Central dos Estudantes da Universidade da Amazônia (DCE UNAMA);
Grêmio Estudantil Ulysses Guimarães.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Globo divulga lista do Bacanal do Bial

Big Brother Brasil. Nenhum programa é tão criticado e tão assistido pela população brasileira. Com algumas das cotas de patrocínio mais caras do Brasil, vendidas com meses de antecedência, o BBB, franquia adquirida pela Globo da Endemol, tem o dom de transformar anônimos em celebridades da noite para o dia. Da casa que Pedro Bial define como “nave louca”, já saíram várias capas da Playboy, a apresentadora Sabrina Sato, que hoje está no Pânico da RedeTV e até um deputado que vem se destacando no Congresso Nacional por suas posições contra a homofobia, que é Jean Wyllys [PSOL/RJ].

Nesta quarta-feira, a Globo divulgou a lista dos nomes que participarão da 12ª edição do programa, que premiará o vencedor com R$ 1,5 milhão.

Nesta nova edição, que começa na próxima terça-feira, a Globo divulgou a participação de uma produtora de filmes pornôs, de um ex-Mister Brasil e de uma quase vencedora do concurso de bumbum mais bonito do Brasil. É a garantia de sexo ao vivo para a família brasileira.

A cada ano, o BBB amplia suas fronteiras e reflete um novo momento da sociedade brasileira. O programa já foi vencido pelo “estrategista”, pela “empregada doméstica”, pelo “homossexual” e até pela “garota de programa”. E como os limites da casa de tolerância mais espiada do Brasil são sempre estendidos. Bem-vindos ao que um de nossos colunistas, Marcos Lucena, definiu como o “Bacanal do Bial”.

Leia, abaixo, o artigo de Lucena:

Belo Bacanal do Bial

Marcos Lucena

Durante a programação da Rede Globo, já é possível assistir chamadas para a próxima edição do programa Big Brother Brasil. Um animado apresentador Pedro Bial nos convida a viajar nessa “nave louca”. Louca mesmo. Quem diria que um jornalista com uma respeitável biografia fosse “coroar” sua carreira vibrando com fofoquinhas do tipo “quem pegou quem debaixo do edredom” em rede nacional.

Na Roma antiga havia os rituais em homenagem ao Deus Baco, os chamados bacanais, festas luxuriosas que hoje emprestam seu nome para orgias ou outras atividades semelhantes.

O termo 'Big Brother' foi inspirado no livro '1984', escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudônimo de George Orwell, publicado em 1949, e se passava no "futuro" ano de 1984. Nele, havia um governante autoritário, o Big Brother, que comandava todo o ocidente e vigiava a todos por câmeras (chamadas teletelas). Com base no que via, manipulava a forma de pensar dos habitantes. É mais ou menos o que nos incutem na cabeça como a definição de Deus. Um velhinho invisível que fica no céu olhando todos os nossos passos, e com base no que vê, prescreve castigos ou recompensas, decidindo ao fim de nossas vidas se nos manda pro céu ou pro inferno. Vai entender essa diversão divina!

Em 1999, o holandês John de Moll, sócio da empresa Endemol, criou um Reality Show com pessoas comuns, onde estas conviveriam juntas numa casa e seriam vigiadas full-time. O nome do programa foi inspirado no livro de George Orwell.

Do livro 1984, que é de 1949, aos dias de hoje, sessenta e poucos anos depois, muita água já rolou, e as edições que se passam hoje do Reality Show em praticamente nada conservam a ideia original. O critério de seleção dos participantes hoje é ter corpo sarado e quociente intelectual baixo (já foi provada e comprovada a garantia de audiência dessa formula), associados à vontade de aparecer a qualquer custo, buscando um trampolim para o sucesso na TV ou nas revistas de nudismo. Lógico que pra não ficar tão flagrante a intenção de formar um bacanal, convidam-se duas ou três pessoas fora desses padrões.

A história tem seus ciclos. Temos um novo Deus Baco no século XXI. O Deus que olha tudo o que se passa pelas câmeras chama-se Pedro Bial. As festas em sua homenagem são feitas na “nave louca”. E acompanhadas em rede nacional. Inclusive por muitos puritanos que são totalmente avessos a orgias, pelo menos no discurso.

Em minha modesta opinião, o programa que estreia em breve nada tem a acrescentar aos espectadores. Quem optar por não assistir, se prepare para ser excluído(a) das rodas de conversa nos próximos três meses. Mas pensando bem, não conversar sobre isso até que é lucro! Sobra tempo para se pensar em algo útil!

Como sugestão, durante o horário do programa, leia um livro, seja ele qual for. O livro 1984, de George Orwell, é uma boa dica.

... E também o perfil dos participantes:

- Fernanda Girão, de 29 anos, empresária carioca. Conhecida por ser "rata de academia", ela é ex-namorada da cantora Nise Palhares, que participou do reality musical "Ídolos".

- Jakeline Leal Lucena, de 22 anos, que mora em Feira de Santana (BA) e estuda zootecnia. Fã de Guns N' Roses e Nando Reis, tem Jesus Cristo como inspiração.

- João Carvalho, de 46 anos, é representante comercial em Minas Gerais. Formado em direito, o flamenguista de braços tutuados e alargadores na orelha diz se interessar por "homens e mulheres".

- João Mauricio Dantas Leite, de 34 anos, ele é flamenguista, pecuarista e mora em Goiânia, mas nasceu no Rio de Janeiro.

- Jonas Sulzbach, de 25 anos, é modelo e Mister Brasil 2010. Torcedor do Grêmio, ele nasceu em Lajeado, no Rio Grande do Sul.

- Kelly Medeiros, de 28 anos, é assistente comercial e já foi dançarina do grupo Aviões do Forró. Nascida em Minas Gerais, ela é frequentadora assídua de academia.

- Laisa Portela, de 25 anos, é estudante de medicina no Rio Grande do Sul e foi uma das finalistas do concurso "Preferência Nacional", realizado pela revista "Playboy" para escolher o bumbum mais bonito do Brasil.

- Mayara Medeiros, de 23 anos, é produtora de vídeos pornôs alternativos. Ela, que mora em São Paulo, também revelou gostar de meninas.

- Netinho, 28 anos, advogado, de Minas Gerais.

- Rafa, 35 anos, projetista de iluminação, do Rio de Janeiro.

- Renata Dávila, de 21 anos, é estudante de psicologia em Minas Gerais e terminou seu namoro com o músico Filipe Soldati antes de entrar no reality show.

- Yuri Fernandes, de 26 anos, é professor de muay thay em Goiânia e personal da musa do Brasileirão Lucilene Caetano.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Uruguai ensinou o caminho: em defesa da vida, legalizou o aborto

Manifestantes em frente ao Senado uruguaio, onde foi aprovada a legalização do aborto
Está aí um grande exemplo que o Brasil precisa seguir urgentemente: o Senado do nosso vizinho Uruguai, aprovou em sua última sessão de 2011 a legalização do aborto, o reconhecendo como direito da mulher e dever do estado.
 
Trata-se de importante passo para a compreensão do procedimento do aborto como questão de saúde pública, de reconhecimento do direito da mulher decidir sobre seu próprio corpo, e para acabar de vez com o vergonhoso moralismo religioso imperante na sociedade burguesa, que impede que se avance nesse importante debate.
 
O aborto é sim uma questão de vida! Não por acaso, foi justamente o estado socialista revolucionário russo, que a partir de 1917, reconheceu esse direito das mulheres e o legalizou.
 
Foram necessárias décadas para que nações capitalistas seguissem esse caminho, e exatos 94 anos para que o senado uruguaio aprovasse a lei que legaliza a prática naquele país.
 
É importante a clareza de que jamais devemos encarar o aborto como método contraceptivo, e sim como o último recurso disponível às mulheres no caminho de decidir se apresentam ou não condições físicas, psicológicas e sociais para permitir que um ser se desenvolva em seu corpo. Além do mais, basta perguntar a qualquer mulher que precisou recorrer a esse procedimento, se ela gostaria de realizá-lo novamente. Todas responderão em uníssono que não.
 
A legalização garantirá qualidade de vida e o seu reconhecimento como direito de todas e dever do estado, o colocará dentro das ações do Sistema Único de Saúde, o que representará um imensurável avanço no sentido de acabar com os açougues humanos (clínicas clandestinas e de fundo de quintal), que por serem realizados sem nenhuma condição técnica, e na grande maioria das vezes por pessoas não capacitadas, acabam por mutilar, esterilizar, e até mesmo levar ao óbito milhares de mulheres no Brasil durante todos os anos.
 
Quem assistiu ao filme nacional Ó Pai ó, ambientado no Pelourinho-Salvador/Ba, sabe muito bem da tragédia que estou falando. Nele é retratada a situação de uma jovem pobre que precisa recorrer ao aborto. O local onde o procedimento é realizado é o mais insalubre possível; um cortiço. Sendo a "técnica" que o realiza uma popular, a qual apresenta ínfimo preparo para tal empresa.

Uma obra de ficção, que mostra bem o estado de calamidade pública que é a situação dos abortos clandestinos no país.

Isso precisa mudar! O Uruguai está dando exemplo. Seu Senado já aprovou e em breve a matéria deverá ser aprovada também pelos deputados.

O Brasil tem que derrubar de vez o muro da hipocrisia e reconhecer às mulheres o direito ao seu próprio corpo!

Se a Igreja Católica quer excomungar os parlamentares que, defendendo a saúde e a vida das mulheres, votaram a favor da lei, que eles antes excomunguem então a Igreja!

Certamente que não terão nada a perder, mas – nas palavras de Karl Marx – um mundo sem o ópio do povo a ganhar!

Senado do Uruguai aprova legalização do aborto

O Senado do Uruguai aprovou nesta terça-feira (27/12), na última sessão do ano, o projeto de lei que legaliza o aborto nas primeiras 12 semanas de gestação. A medida agora segue para a Câmara dos Deputados. O atual presidente do Uruguai, José Mujica, já declarou que não usará sua possibilidade de veto nesta matéria.
 
O projeto de lei foi aprovado por 17 dos 31 senadores presentes, em sua maioria da Frente Ampla e um voto de um senador do Partido Nacional, de oposição. O debate durou nove horas. "A lei vigente é ineficaz, discriminatória e injusta, por que algumas (mulheres) podem levar adiante suas decisões e outras, não", disse a senadora Mónica Xavier, de acordo com a agência France Presse.

Manifestação antes da votação em defesa da descriminalização do aborto
Xavier explicou que a medida constitui "um mecanismo de garantia de que a mulher que não pode prosseguir com a gravidez tenha as mesmas garantias da mulher que levou a gravidez a termo".

Segundo o projeto, "toda mulher maior de idade tem o direito de decidir pela interrupção voluntária da gravidez durante as primeiras doze semanas de gestação". O prazo não se aplica se a gravidez foi produto de estupro, se há risco para a saúde da mulher ou se existem "problemas fetais graves, incompatíveis com a vida fora do útero". Todos os serviços de saúde, públicos e privados, terão a obrigação de realizar o aborto de forma gratuita se forem solicitados.

A lei vigente, aprovada em 1938, pune com entre três e nove meses de prisão a mulher que faz aborto não autorizado.

A Igreja Católica uruguaia já anunciou que deve excomungar os legisladores que se posicionarem a favor da descriminalização do aborto. Nas últimas décadas, houve várias tentativas para legalizar a prática do aborto no Uruguai. Pesquisas de opinião revelaram que entre 57% e 63% da população do país está de acordo com a legalização da interrupção da gravidez.

Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Caos generalizado no Ceará tem um culpado: Cid Gomes (PSB)

Todo apoio aos bombeiros e policiais militares que promovem esta justa luta no Ceará! 

Não podemos aceitar que essas pessoas, que enfrentam inúmeros perigos para proteger a população, sejam penalizadas pelo corrupto e intransigente governo do Ceará, o qual não paga salários dignos aos trabalhadores, tampouco garante mínimas condições para que se desenvolvam os serviços com a qualidade que a população precisa e merece!
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Do blog Língua Ferina:

Greve dos policias e bombeiros pára o Ceará 

Por Cândido Neto da Cunha*

Os últimos dias de 2011 e o início de 2012 no Ceará, nordeste brasileiro, estão marcados pela maior greve de militares que o estado já viu. Estima-se que entre 10 a 12 mil policiais militares e bombeiros de Fortaleza e mais de sessenta municípios tenham aderido ao movimento que encurrala o governador Cid Gomes (PSB).


A decretação da greve no dia 30 de dezembro ocorreu após um longo processo de mobilização de policiais militares, que pressionaram durante todo o ano de 2011 pela abertura de um processo de negociação. Até então, a pauta do movimento envolvia melhorias salariais e mudanças nas condições de trabalho: reajuste para a categoria, promoções, jornada de trabalho de 40 horas semanais, auxílio alimentação, extinção do código disciplinar e criação de um código de ética.

O movimento dos policiais foi ganhando força e envolveu também os bombeiros, categoria também submetida à hierarquia militar e sem uma série de direitos trabalhistas. A rejeição de todos os pontos de pauta do movimento e uma série de medidas punitivas fermentou um caldo de revolta nos quartéis. Na última semana do ano, a greve já era tida como certa e em grandes assembleias, a paralisação foi decretada na noite de 29 de dezembro.

Imediatamente, os militares e familiares começaram a ocupação de quartéis e o recolhimento de viaturas das ruas. A reação do governo do estado foi de pedir reforço do Exército e da Força de Segurança Nacional ao governo federal. Já no dia 31 de dezembro, tropas asseguravam a presença no aeroporto de Fortaleza, Palácio do Governo, alguns pontos turísticos e principalmente no megaevento turístico promovido pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). A esta altura, o governador anuncia a suspensão da sua viagem para os EUA, onde passaria o réveillon com a família.

Enquanto isto, uma onda de boatos e um clima de insegurança tomava conta da cidade. Assaltos eram relatados a todo o momento. Motoristas de ônibus chegaram a fechar 3 importantes terminais de ônibus da capital, em protesto pela falta de segurança e solidariedade à greve dos militares.

No dia 1° de janeiro, o Quartel Central dos Bombeiros foi tomado pelo Exército. O governo do estado continuou afirmando que não negociaria com os grevistas e que todos seriam punidos, apesar de apelos do Ministério Público Federal, do Bispo de Fortaleza e da Ordem dos Advogados do Brasil.

A agressão de um comandante a um cabo diante da tropa induziu policiais do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) a também aderirem à greve. Este setor acabou também se juntando aos amotinados.
A revolta cresceu e batalhões que ainda não haviam parado aderiram à greve que também se espalhou pelo interior do estado, onde vários quartéis estão tomados.
O quartel da 6ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar virou a sede do Comando de Greve. É neste local que ocorrem as assembleias gerais, atos de solidariedade e pronunciamentos do movimento. O quartel foi escolhido taticamente, por está localizado em uma região com muitas residências e com ruas estreitas, dificultando assim uma ocupação por parte do Exército. Dezenas de viaturas, carros do corpo de bombeiros e motos de policiamento foram distribuídas para obstaculizar o acesso ao batalhão.

Na noite entre o dia 1° e 2 de janeiros, cerca de 3 mil policiais, bombeiros e familiares dormiram neste quartel à espera de um pedido de negociação feita pelo bispo José Antônio Tosi, junto ao governador Cid Gomes. Mais uma vez não houve avanços.
Na noite do dia 2, a Justiça Federal determinou o retorno imediato ao trabalho por meio de uma ordem judicial. Água e luz da 6ª Companhia foram cortadas. O clima de revolta cresceu ainda mais, e barricadas foram armadas nas ruas de acesso ao quartel.

A tensão e o impasse tomaram conta do movimento. Enquanto isto, o medo tomou conta de Fortaleza. Na manhã de terça-feira (3), arrastões foram registrados em supermercados, lojas, postos de gasolina e em sinais de trânsito. Nos bairros periféricos, sem a presença de tropas federais, muitos assaltos foram registrados em casas, comércios, ônibus e ruas. A todo o momento, o comércio fechava portas e escolas suspendiam aulas. Na tarde, a cidade parecia estar em um feriado. A onda de crimes e boatos acabou chegando ao Centro de Fortaleza e aos bairros nobres, e finalmente a imprensa local e nacional começou a registrar o movimento, muito mais pelas suas consequências do que pelas suas causas.

É marcante entre os grevistas um perfil jovem, com alta escolarização e pouca tradição de lutas. São oriundos dos últimos concursos públicos, portanto ainda com pouco tempo de disciplina militar. Alguns participaram do movimento estudantil, mas é um setor muito minoritário. São cabos, soldados e alguns capitães, ou seja, as baixas patentes. Como todas as lutas recentes, já incorporaram a Internet como espaço de batalha, com divulgação de notícias por blogs, Facebook e chamados pelo YouTube.

A maior parte se move devido às péssimas condições salariais (um soldado em início de carreira ganha menos que 2 salários mínimos) e de trabalho. Submetidos à hierarquia militar, policiais e bombeiros não possuem jornada de trabalho fixa e direitos trabalhistas básicos assegurados às categorias civis. Estima-se em 14 mil o efetivo de policias e bombeiros do Ceará, a maior parte deste está parado.

Viva as esposas dos bombeiros e PM's, que estão na vanguarda desta luta!
Outra característica marcante da greve é a participação decisiva de esposas. As mulheres tem exercido um papel fundamental na greve. Elas são a face visível do movimento, pois não escondem o rosto e muitas vezes são as responsáveis pelas declarações públicas do movimento. No dia 31, várias delegacias de Fortaleza pararam a partir da iniciativa delas que promoveram trancamentos. No mesmo dia, os caminhões do Batalhão de Cavalaria, que se deslocaria para reforçar os efetivos que não aderiram à paralisação, tiveram seus pneus furados por um grupo de mulheres.
Devido à proibição de sindicalização, as associações de cabos e soldados organizam e intermedeiam as mobilizações: ASPRAMECE (Associação de Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros) e APROSPEC (Associação dos Profissionais de Segurança Pública).

As entidades tem recebido apoio de sindicatos e de alguns partidos de esquerda. Em Fortaleza, PSTU e PSOL lançaram notas de apoio ao movimento. O PT não tem atuado como partido na greve, provavelmente devido ao fato de ser base aliada do governador Cid Gomes.

Um grupo de professores que foi duramente reprimido pela Tropa de Choque na greve recente da categoria organizou uma visita de apoio aos grevistas instalados no batalhão da 6ª Companhia. Motoristas de ônibus estão recolhendo a frota devido à falta de segurança e em solidariedade. As negociações seguem sem resultados. As próximas horas prometem ser decisivas. A anistia dos grevistas acabou se tornando o ponto central do movimento. Policiais Civis realizarão assembleias às 18h e podem também aderirem à greve. Sindicatos estão organizando atos de apoio.

*Observação: Esta matéria foi publicada originalmente no Diário Liberdade.

Duciomar não é Deus, mas ouviu as prece$ da Andrade Gutierrez

Olhem a que nível chega a roubalheira do dinheiro público praticada pela Prefeitura de Belém:
Mensagem cifrada: anúncio publicado nos classificados do Tem indicaria a vencedora da licitação da PMB (Diário do Pará)
Na mensagem cifrada acima, pode-se entender por DC: Duciomar Costa; por AG: Andrade Gutierrez, e por PB: Prefeitura de Belém.

É claro que a Prefeitura negará autoria do anúncio, mas aqui ninguém comeu caroço de pupunha!!
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Do Blog Belém, apartir do Diário do Pará:

Jogo de cartas marcadas na licitação de ônibus rápido

A construtora Andrade Gutierrez foi a única empresa a apresentar proposta na concorrência pública internacional da prefeitura de Belém para implantação do projeto de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, da sigla em inglês), obra de R$ 430 milhões já aprovada pela Câmara Municipal e prevista para durar dois anos. Esse projeto prevê que ônibus sobre canaletas, com capacidade para 250 passageiros, percorram os corredores de tráfego das avenidas Augusto Montenegro e Almirante Barroso, indo até a estação final, no bairro de São Brás. Várias empresas que iriam participar do edital deixaram de apresentar suas propostas, como forma de protesto, denunciando que o edital foi direcionado para beneficiar apenas uma. O edital começou com 19 empresas. Só restou a Andrade Gutierrez.

Não foi à toa que no dia 27 passado, terça-feira, ao tomar conhecimento por uma fonte de que a concorrência era um jogo de cartas marcadas, o DIÁRIO publicou um anúncio no caderno de classificados Tem! que é uma mensagem cifrada, adiantando quem seria a eleita. O texto do anúncio, intitulado “Por uma Graça Alcançada”, dizia: “A fé alavanca as grandes obras do Senhor. DC ouviu tuas preces. AG, és a vencedora. Juntos, agora, multiplicaremos o pão nosso de cada dia. Feliz 02/01/2012. PB”.

Após a abertura de quatro alentados volumes e suas cópias, entregues por Edson Evangelista Marinho Filho e Edivaldo Corrêa Carvalho, representantes da construtora Andrade Gutierrez presentes no auditório da Secretaria Municipal de Administração (Semad), a presidente da Comissão de Licitação da prefeitura, Suely Costa Lima de Melo, anunciou que o trabalho estava suspenso para “análise criteriosa” dos documentos de habilitação.

A partir daí, ninguém tinha mais nada a fazer no pequeno auditório, onde havia apenas outros quatro representantes de empresas que desistiram da estranha licitação, a não ser observar a exaustiva rubrica, página por página, feita por integrantes da Comissão, nas mais de 1.500 laudas da massaroca apresentada pela construtora paulista. O DIÁRIO ainda fez uma provocação, indagando a uma das servidoras da Comissão se a Andrade Gutierrez podia ser considerada vencedora da concorrência. “Não, ainda vamos analisar a proposta”, respondeu Eunice Kikuchi.

Segundo ela, o ritual da Comissão de Licitação, durante a “análise” terá a participação de técnicos que serão chamados para tirar qualquer dúvida. Feito isso, o resultado da habilitação será publicado no Diário Oficial. A data da reabertura da licitação será informada posteriormente à empresa, para apresentação de proposta técnica e habilitação de preços. É óbvio, contudo, que sendo a única participante da concorrência, a Andrade Gutierrez poderá, se quiser, oferecer preço até superior à cotação de mercado, já que não há outras empresas para apresentar “menor preço”, como exige o edital da licitação.

NA JUSTIÇA

Aliás, a denúncia de que o edital era viciado e feito sob medida para beneficiar a construtora causou revolta entre as concorrentes e foi parar na Justiça, na véspera do Natal. A empresa Estacon Engenharia ingressou com mandado de segurança, alegando que o edital apresentava diversas irregularidades, como omissão da fonte de recursos e de apresentação da prova de capacidade técnica dos profissionais e das empresas concorrentes, além da falta de estudos e do relatório de impacto ambiental no projeto. A juíza do plantão, Margui Gaspar Bittencourt, concedeu a liminar, mandando suspender a apresentação e abertura das propostas.

No dia 30, sexta-feira, o recurso da prefeitura contra a decisão da juíza caiu nas mãos, em forma de agravo de instrumento, da desembargadora Dahil Paraense. Ela assumiu o plantão apenas por um dia, substituindo na escala a desembargadora Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, que precisou fazer uma viagem. Dahil Paraense, porém, nem se deteve na análise sucinta do caso. Despachou ainda na sexta-feira, acolhendo o recurso da prefeitura para cassar a liminar de Margui Bittencourt. No sábado, Maria de Nazaré dos Santos assumiu o plantão.

Empresa não responde a denúncias

O prefeito Duciomar Costa, que tanto reclamou no decorrer da semana de “interesses privados”, acusando-os de estarem conspirando contra “600 mil pessoas”, provou mais uma vez que consegue vencer todas as demandas.

Ainda que seu projeto,surgido do nada e desconhecido da população, seja denunciado à Justiça por empresários, por claramente beneficiar uma das maiores construtoras da América Latina.

Um representante da Andrade Gutierrez que participou da abertura dos envelopes da empresa no auditório da Comissão de Licitação saiu apressado do local sem falar com o DIÁRIO, a quem tinha prometido comentar o edital e a acusação de favorecimento das concorrentes. Uma empresa que presta assessoria de imprensa à construtora em São Paulo foi contatada no final da tarde de ontem para ouvir a versão da empresa. Quatro perguntas foram enviadas por e-mail.

Mas até o fechamento da edição as respostas não haviam chegado. A assessora explicou que estava difícil, devido ao adiantado da hora, localizar algum diretor da empresa. (Diário do Pará)