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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Polêmica: Neguinho diz que dinheiro sujo organizou o carnaval

por Ph Lima

A matéria abaixo, retirada do site do Estadão, nos chama à refletir sobre um dos maiores espetáculos da terra: o carnaval no Brasil. E mais especificamente o carioca. 

Após muitos questionamentos e críticas em torno do patrocínio da escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2015, o intérpetre da agremiação, Neguinho da Beija-flor, fez importante questionamento: qual a diferença entre a Beija-flor receber dinheiro do ditador da Guiné Equatorial ou a Portela receber dinheiro de Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro?
Nisso Neguinho tem razão: a Ditadura da Guiné não mata mais do que a Ditadura do Rio de Janeiro.

A matéria também revela uma triste realidade a qual Marcelo Freixo (dep. estadual - PSOL/RJ) apontou durante sua campanha para a prefeitura do Rio em 2012. Ela revela a relação entre o crime organizado, em especial a Milicia, com o samba. 


Historicamente isso se deu devido ao completo abandono cultural por parte do poder público a tudo que tinha origem preta. Essa confissão de Neguinho, só constata uma realidade que todo mundo sabe, mas poucos combatem com medo de impopularidade e de atacar interesses dos que lucram com nela


Mas é injustiça atacar o samba, ele é tão vítima da milícia quanto nós. As escolas em grande parte tem essa relação de promiscuidade com a milicia e o tráfico, porque são vítimas deles e da negligência de um governo do estado e de uma prefeitura a serviço de grupos criminosos e do crime organizado.


Ou seja, derrotar essa corja é fundamental para libertar nossa cultura preta das mãos da milícia!
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'Se hoje temos o maior espetáculo do planeta, agradeça à contravenção', diz Neguinho

por Lucas Azevedo, para o Estadão

Intérprete da escola de Samba Beija-Flor e um dos sambistas mais famosos do País, Neguinho da Beija-Flor afirmou que o dinheiro sujo organizou o Carnaval do Rio de Janeiro. A declaração foi dada ao vivo, por telefone, na manhã desta quinta-feira à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, do Grupo RBS. "Se não fosse a contravenção meter a mão no bolso, organizar, estaríamos ainda naquele negócio de arquibancada caindo, desfile terminando duas horas da tarde, cada escola desfilando duas, três horas e a hora que quer. E a coisa se organizou", afirmou. Em seguida, falou em tom irônico: "Se hoje temos o maior espetáculo audiovisual do planeta, agradeça à contravenção".
O cantor foi questionado sobre a polêmica que envolveu o título da Beija-Flor este ano, de que, ao comemorar a cultura africana, homenageou Guiné Equatorial, país que vive em uma ditadura há 35 anos. Neguinho minimizou o fato, dizendo que a Europa tem histórico de exploração de negros, mas que comumente é celebrada nos desfiles.
Sobre o fato de que a Beija-Flor teria recebido um patrocínio de R$ 10 milhões do governo do ditador Teodoro Obiang, Neguinho declarou não ter conhecimento, mas disparou: "Deixa falar. Deu mídia. Deixa falar". E emendou: "A Portela também teve um patrocínio muito forte. O governador do Rio de Janeiro, o Pezão, queria que a Portela ganhasse. Vai dizer que ele não fez investimento? O prefeito é portelense doente. Vai dizer que não colocaram dinheiro na Portela?".
Neguinho foi questionado em seguida sobre a contribuição de contraventores, como milicianos, donos de bancas do bicho e até de traficantes às escolas. Nesse momento, disse: "Se não fosse dinheiro da contravenção, hoje não teríamos o maior espetáculo audiovisual do planeta. Eu sou do tempo que desfile de escola de samba era a maior bagunça. Terminava duas, três horas da tarde. Chegou a contravenção e organizaram. Hoje eles batem no peito e dizem com o maior orgulho 'a maior festa audiovisual do planeta'. Agradeça à contravenção".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Babá: Um vereador explosivo

Babá (com camisa escrito 'Fora Bush'), durante protesto contra o estado sionista de nazi-sionista de Israel. 
por Franssinete Florenzano, para seu blog

O ex-deputado estadual* parauara João Batista Babá (PSol) promete esquentar ainda mais o verão do Rio de Janeiro, que já alcança temperaturas infernais. Caloroso por natureza, Babá, que transferiu seu domicílio eleitoral há anos, obteve cerca de 11 mil votos em 2012 e não conseguiu se eleger, mas a partir do próximo dia 2 de fevereiro ganhará dois anos de mandato de vereador no Rio, na vaga de Eliomar Coelho (PSol), que se elegeu deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Babá arrumou confusão em território carioca e ganhou notoriedade ao queimar a bandeira de Israel, em 2012, e agora promete tentar reativar a CPI dos Ônibus, destinada a apurar a existência de suposto cartel no setor. “O transporte no Rio é caótico e dominado por empresas. Seremos oposição intransigente.” Como se alguma vez tivesse transigido...

Babá é um dos fundadores do PSol, seu primeiro mandato foi como vereador em Belém, em 1989, e chegou a deputado federal em 1999, sempre pelo PT, partido que também ajudou a fundar e do qual foi expulso pelo ex-presidente Lula, em 2003, junto com Heloísa Helena e Luciana Genro, quando os três votaram contra a reforma da Previdência. O relator do seu processo de exclusão dos quadros petistas foi Delúbio Soares, Babá se diverte ao lembrar.

Um dia, estava no Largo da Carioca e um judeu passou me xingando de terrorista. Mas eu não sou: fiz aquele ato em defesa de um povo”, contou Babá, que se defende do ato radical de queimar a bandeira de Israel explicando que foi em repúdio ao massacre contra os palestinos. 

Quem conhece Babá sabe que vamos ter muitas notícias dele de agora em diante. Possivelmente em cadeia nacional.
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*João Batista Oliveira Araújo, o Babá, é Eng. Elétrico formado pelo Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), e Prof. MS da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi vereador de Belém, foi 2 vezes deputado estadual no Pará, 2 vezes deputado federal pelo Pará e agora assumirá uma vaga pelo PSOL na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro/RJ. (Grifo do Além da Frase.)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

RIO: Chega de ajuste e tarifaço

Com juventude e trabalhadores nas ruas, movimentos questionam os reajustes abusivos das passagens de barca, trem e ônibus

Rio - Milhares saem às ruas contra tarifaço. Foto: Luiza Azevedo

Para garantir o lucro dos empresários de ônibus, que financiam as campanhas eleitorais de políticos corruptos, Eduardo Paes (PMDB) aumentou o preço das passagens no Rio de R$ 3,00 para R$ 3,40. Da forma igual, o governador Pezão (PMDB) liberou o reajuste das Barcas e trens, o que gerou muita insatisfação na população.

Todos os dias enfrentamos um transporte precário, lotado e sem sem ar-condicionado, no calor de mais de 40º graus. A passagem aumenta e o serviço fica pior! 
Desde que assumiu, Paes já aumentou a passagem 38% a mais do que a inflação do período, mesmo contra as orientações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ), os quais apresentaram entendimento no final do ano passado, de que o preço das passagens não deveria exceder o valor de R$ 2,50.

Mas a população não está aceitando esse absurdo. Na última sexta-feira 3 mil pessoas saíram as ruas contra o aumento das tarifas para denunciar o assalto que é esse reajuste.


Estatizar os transportes para reduzir acidentes, a tarifa e aumentar empregos!

Todos os dias a população sente na pele a precarização dos transportes públicos! O mau-estado das composições, os trens lotados e os acidentes frequentes fazem parte da rotina da população que é obrigada a utilizar os serviços da Supervia. Os acidentes são cada vez mais comuns, o último deixou mais de 200 feridos. Mesmo a Supervia lucrando milhões se nega a cumprir uma resolução que determinava a instalação de um sistema automático de controle de trens em toda frota, o que poderia ter evitado o acidente. Isso só demonstra que a privatização do serviço não garantiu nenhuma melhoria no transporte.

A única forma de revertermos essa situação é lutando pela estatização do transporte público para termos tarifa zero e o sistema de transporte sob controle dos trabalhadores e usuários.


Nacionalizar a luta contra o aumento e os ajuste de Dilma-Levy

No país, prefeitos, governadores e a presidente Dilma tem jogado a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores e da juventude. O aumento das tarifas dos transportes, do preço dos alimentos, da tarifa de energia e a precarização dos serviços públicos são o "ajuste fiscal" de Dilma e Levy (Ministro da Fazenda), além disso, flexibilizam direitos como seguro desemprego, Auxílio doença e pensão por morte. Um verdadeiro ataque contra os trabalhadores para garantir o lucro dos banqueiros.

O ato contra o aumento das passagens é parte da luta da juventude contra o ajuste fiscal. É possível termos vitórias, mas para isso precisamos fortalecer as lutas em curso. A greve dos trabalhadores da Volks e as Iniciativas como a do DCE-Unirio de propor uma plenária dos DCEs e CAs/DAs do Rio para barrar o aumento e os ajustes são exemplos de como devemos enfrentar os ataques de governos e patrões. Somente massificando e nacionalizando os atos contra o aumento poderemos derrubar o tarifaço e o ajuste de Dilma-Levy.

Diante disso defendemos:

  • Contra o aumento das passagens de ônibus, trens e barcas!
  • Chega de caos e acidentes no transporte público! Pela estatização da Supervia! Pela estatização dos transportes públicos, sob controle dos trabalhadores e usuários, com tarifa-zero para toda população!
  • Derrotar o ajuste de Dilma-Levy.Contra a retirada de direitos.
  • Auditoria popular nas contas das empresas de transporte! Enquanto durar a auditoria redução para R$ 2,50! Suspender as isenções fiscais para a máfia do transporte!
  • Fim das restrições ao passe-livre secunda! Pelo direito ao passe-livre universitário! 
Fim da dupla-função nos ônibus! Todo apoio aos trabalhadores dos transportes 
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CONVITE:

Participe do nosso debate: "As lições das Jornadas de Junho na luta contra a tarifa e o ajuste"
Quinta-Feira, 22/01 às 18:00 - Av. Gomes Freire, 367, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Prefeito de Itaocara-RJ, do PSOL, responde a ataques de Garotinho


Gelsimar Gonzaga (PSOL),
prefeito de Iataocara-RJ
Resposta a Garotinho

No debate entre os candidatos ao governo do estado realizado ontem (02/09) pela Rede TV, o candidato Anthony Garotinho (PR), citou Itaocara e a mim. Disse: “(...) esquece que o prefeito pior avaliado do Estado, que saiu corrido da prefeitura e foi pedir ajuda para não ser cassado é o Prefeito de Itaocara, o único Prefeito do PSOL no Estado do Rio de Janeiro”. 

Diante disso, antes de mais nada, quero externar minha extrema felicidade em ver Garotinho se somando à revista Veja e aos podres poderes que ficam muitíssimo incomodados com o Governo do Povo em Itaocara. 

Governo uma cidade que tem apenas 50 milhões de reais de receita anual e ainda assim criamos o passe livre através de assembleia com a juventude no primeiro mês de governo; elegemos secretários em assembleia popular; aumentamos o salário e dobramos o número de médicos; o número de pessoas que recebem medicamentos; criamos o vale alimentação para os servidores e valorizamos o seu salário real; além de outras tantas obras e ações que melhoraram a vida do povo. Porém, nossa maior obra é governar contra a velha política e com participação popular, não aceitando “toma lá, dá cá” seja com quem for. Nossa relação com o parlamento, que no Brasil inteiro é uma relação corrupta, aqui é radicalmente diferente.


Dessas coisas Garotinho não entende muito, pois ele e sua família governam a rica cidade de Campos por anos e anos, e justamente por isso Campos amarga o último lugar da região sudeste nos índices de educação básica, sendo que apenas de royalties do petróleo, Campos recebe mais de 1 bilhão de reais por ano!


Dificuldades, temos sim. E muitas delas são responsabilidade justamente deste senhor que governou o Estado durante muitos anos.


Não sei quais as fontes de Garotinho sobre a avaliação do nosso governo, mas imagino se tratar dos mesmos que tentaram cassar nosso mandato com o grande argumento(!) de possíveis requerimentos não respondidos. Realmente, Garotinho, procuramos ajuda para não ser cassados, e procuramos centralmente junto ao povo que realizou manifestações em defesa do nosso mandato. Também procuramos a justiça comum que dentre outras coisas falou: "Não é razoável crer que os vereadores impetrados tenham tanta dificuldade em cumprir a Lei. Se lhes falta o conhecimento jurídico, devem se socorrer de quem o tenha, já que o ato em questão é de grande seriedade". Dr. Rodrigo Rocha de Jesus - Juiz da Comarca de Itaocara."


Essa é a decisão da Justiça de quando tentaram aplicar-me um golpe. Já você, Garotinho, é julgado e condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha.


Meus secretários, são garis, motoristas, professores e coveiros, já os seus, foram presos por serem chefes de milícia.


Essas são algumas de nossas diferenças. Porém, a maior delas é que Garotinho pertence a uma classe e eu a outra. Sou da classe trabalhadora, sindicalista lutador, que estou prefeito porque sempre enfrentei as elites da minha cidade e desse estado. 


A crítica de Garotinho soa como música para nossos ouvidos e nos dão a completa certeza de que estamos no caminho certo.

Gelsimar Gonzaga
Prefeito de Itaocara
PSOL

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Metalúrgicos do Estaleiro BRASA em greve contra a patronal e a burocracia sindical


Por Adolfo Santos*

A reconhecida combatividade dos trabalhadores metalúrgicos de Niterói/RJ não deixa de nos surpreender. Majoritariamente pertencentes às estratégicas empresas da indústria naval, ligadas à produção de navios e plataformas para a exploração do petróleo, esta importante categoria não para de lutar. Dois setores tem sido seus principais alvos. De um lado a patronal, que apesar dos suculentos contratos com o Estado brasileiro, sucateia os salários e impõe ritmos e condições de trabalho degradantes. De outro a burocracia sindical, há mais de 20 anos encastelada no sindicato e que mediante manobras legais vem prorrogando seu mandato, vencido há três anos, e ajudada por decisões judiciais vem protelando a realização de uma eleição democrática na certeza que será duramente derrotada.
Desta vez os protagonistas são os trabalhadores do estaleiro BRASA que, desde o dia 10 de abril, vêm paralisando suas atividades e realizando massivas manifestações de rua. O estopim do conflito foi o anuncio da empresa de que o pagamento da PLR - Participação nos Lucros e Resultados - seria de forma parcelada e que não reconhecia a Comissão de Fábrica, eleita pela base, como interlocutora dos trabalhadores nas negociações da Campanha Salarial, uma medida necessária para acabar com as reiteradas traições do sindicato.

Surpreendida frente à primeira paralisação com total acatamento da base e uma forte mobilização, a patronal fez um pequeno recuo e se comprometeu, frente à Comissão de Fábrica, a pagar até o dia 30 a PLR de forma integral e a abrir no dia seguinte uma discussão entre seu departamento jurídico e uma representação dos trabalhadores para avaliar um possível reconhecimento do novo organismo. Porém, na sexta feira, sob pretexto que os trabalhadores não poderiam continuar com a paralisação, a patronal rompeu o compromisso e não realizou a reunião prometida. Nesta jogada, claro, entrou o sindicato, quem fez correr uma nota onde a empresa o reconhecia como único interlocutor.

Um tiro no pé
O não reconhecimento da Comissão de Fábrica e a confirmação de manter o sindicato, com uma diretoria odiada pela base, como negociador da campanha salarial 2014, foi um verdadeiro tiro no pé. Na madrugada de segunda feira, na entrada do primeiro turno a assembleia de base foi categórica: manter a paralisação! Mas na tarde desse mesmo dia viria uma brutal resposta patronal com a intenção de quebrar o movimento: 14 cipeiros, entre os quais integrantes da Comissão de Fábrica, estavam demitidos por justa causa e os trabalhadores recebiam seu adiantamento com descontos que vão de R$ 300,00 até R$ 500,00 pelos dias parados, uma verdadeira ilegalidade, já que o adiantamento é por dias realmente trabalhados.

É importante salientar que o Estaleiro BRASA, de origem holandês, está associado à também holandesa SBM, a maior empresa do mundo especializada na construção de plataformas marítimas que por sua vez é a mesma envolvida nos escândalos de pagamentos de propina para a obtenção de contratos de aluguel de navios-plataforma para a exploração do pré-sal. Segundo a investigação produzida pela própria SBM na Holanda, funcionários da Petrobras teriam recebido pelo menos 30 milhões de dólares para favorecer contratos com a companhia holandesa. Um desses contratos, justamente, é para o armado da Plataforma Cidade de Ilhabela, que está sendo montada neste momento na Baia de Guanabara pelos operários em greve do Estaleiro Brasa. O valor deste contrato entre SBM/Brasa/Petrobrás passa dos 2 bilhões de reais. Será essa impunidade para corromper funcionários do alto escalão do governo o que encoraja esta multinacional a desrespeitar os direitos dos trabalhadores brasileiros?

Mas o BRASA não vai encontrar entre os operários a mesma moleza que obteve com os chefões da Petrobrás. A queda de braços não está resolvida. Numa nova assembleia realizada sob uma persistente chuva na manhã de terça feira 15, os trabalhadores votaram a greve o que significa que já não mais se ingressa para bater o ponto e a organização de base vai garantir a greve nos portões da empresa. O cumprimento desta medida radical começou a ser aplicada nesta quarta feira, no momento de fechar este jornal, com 100% de acatamento. A força e a continuidade da greve, serão fundamentais para obter uma vitória, para tanto é necessário o apoio e a solidariedade dos setores políticos e sindicais classistas e combativos. O SINTUFF, a Unidos pra Lutar, cipeiros e trabalhadores de outros estaleiros, companheiros da recente luta dos Garis, advogados do movimento e dirigentes do PSOL do Rio de Janeiro, já são parte desta luta. No decorrer dos dias, esperamos que novas organizações e personalidades políticas e sindicais venham a somar sua solidariedade.


CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE!

Enviar e-mail exigindo a solução do conflito com a reintegração dos demitidos, o não desconto dos dias parados e o reconhecimento da Comissão de Fábrica para:
Sinaval A/C: Estaleiro Brasa: sinaval@sinaval.org.br
Presidente do Sinaval Ariovaldo Santana da Rocha
MTE: Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Niterói
Titular: Albino Luiz da Silva Gaspar
E-mail: albino.gaspar@mte.gov.br
Substituto: Jorge Queiroz dos Reis
E-mail: jorge.reis@mte.gov.br
Com cópia para: jesseluz@ig.com.br
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*Adolfo Santos é militante da CST/PSOL - RJ

terça-feira, 15 de abril de 2014

Eduardo Paes (PMDB), através do GOE/Guarda Municipal, promove barbárie no Rio

Parece o Iraque ou a Palestina, mas é uma criança da Favela da Telerj/Oi sofrendo com os efeitos do spray de pimenta, dos gases tóxicos e do terror de ser despejado há quatro dias e não ter onde dormir. Foto: Rio na Rua
 
Para atender a escusos, bandidescos e assassinos interesses dos amigos proprietários da Telerj/Oi, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro/RJ, promove o descomunal vandalismo de despejar 6 mil famílias, que novamente sofreram com a forma como as elites tratam a questão social no país: como caso de polícia. Uma covardia sem precedentes. 


GUARDA MUNICIPAL AGE COM TRUCULÊNCIA NO RIO

por Ivan Valente*, no facebook

Há cerca de uma hora, na tentativa de calar protesto dos expulsos da Favela da Telerj no Rio de Janeiro, quando fechavam, de forma pacífica, uma das vias da Av. Presidente Vargas, o Grupamento de Operações Especiais (GOE), da Guarda Municipal começou a empurrar os manifestantes, que encurralados resistiram com pedras.

Bombas de gás foram lançadas de dentro do prédio da prefeitura e spray de pimenta usado indiscriminadamente, inclusive em crianças. Houve correria e desespero. Muitas crianças passam mal sob efeito das bombas e spray. Um manifestante foi espancado e detido. Não se sabe ainda para onde foi levado.

A negociação entre os representantes dos moradores da favelinha da Telerj – que foram brutalmente expulsos na última sexta-feira, e a prefeitura, ainda não chegou ao fim.

O Mandato do Dep Ivan Valente repudia toda e qualquer violência policial e se solidariza com todo povo carioca.

#DireitoàMoradia
#NãoàViolênciaPolicial

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 *Ivan Valente é deputado federal (PSOL/SP).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Chico Alencar comenta

O Globo foi obrigado a recuar. Depois de atacar e acusar baseando-se em factóides, o jornal teve que publicar hoje [ontem] a resposta do Marcelo Freixo. 

A publicação do artigo do Marcelo é uma vitória de todos que se mobilizaram para denunciar a campanha absurda que estava acontecendo, com claro intuito de manchar sua história. 

As nossas redes - digitais, políticas e afetivas - se mostraram fortes. Isso não apaga, no entanto, o dano causado pela postura irresponsável de parte da imprensa. Nosso repúdio permanece. Assim como permanece - e se fortalece! - nossa luta.
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Artigo do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), publicado nesta terça, 18, no jornal O Globo:

Clique aqui para ler com melhor definição

O Globo foi derrotado e publicou resposta de Freixo (PSOL)

 A exaltação de um factoide

Por Marcelo Freixo, para O Globo

Pela terceira vez em menos de uma semana, O GLOBO me cita em seus editoriais. As diferenças do texto publicado ontem em relação aos demais são o tom menos arrogante e o alvo. Após a péssima repercussão das tentativas de associar a morte do cinegrafista Santiago Andrade a mim, o jornal assume postura mais cuidadosa, até porque o objetivo é explicar a cobertura da tragédia aos seus leitores.


Estranho é O GLOBO não demonstrar tamanho ímpeto editorial quando o assunto é, por exemplo, a comprovada ligação entre o ex-governador em exercício Sérgio Cabral e o empreiteiro Fernando Cavendish. Quantos editoriais foram dedicados ao fato de a empresa de advocacia da primeira-dama, Adriana Ancelmo, ter contratos com concessionárias estaduais? Quantos textos foram escritos sobre as relações entre o governador e Eike Batista?

Vamos fazer uma rápida retrospectiva. No editorial do dia 12 de fevereiro, o jornal me trata como inimigo da democracia. Achei interessante o grupo tocar no assunto. Afinal, no próximo 1º de abril, o golpe militar completa 50 anos e a empresa deve ter histórias palpitantes para contar.

Dois dias depois, o jornal afirma que meu gabinete tem comprovada proximidade com os black blocs. Comprovada proximidade? Creio que o manual de redação do grupo é mais criterioso do que levam a crer seus editoriais. A comoção provocada pela morte do cinegrafista Santiago Andrade não pode ser usada como instrumento de difamação.

Depois de tanta ferocidade, O GLOBO tenta justificar a série de matérias produzidas, com grande destaque, sobre a minha suposta ligação com os responsáveis pelo assassinato de Santiago. Num tom professoral e oportunamente sóbrio, o editorial “O dever de um jornal”, publicado ontem, se arrisca em novos malabarismos.

Primeiro, O GLOBO tenta justificar a manchete do dia 10 de fevereiro, que alardeia minha relação com os acusados, lembrando que a conversa telefônica entre o advogado Jonas Tadeu Nunes e a ativista Elisa Quadros foi registrada na 17ª DP (São Cristóvão). Logo, a existência do documento baseado num “disse me disse” seria suficiente para que uma denúncia grave como esta fosse divulgada. Tudo bem, se o argumento parece tão óbvio ululante e irrefutável para o grupo, por que os jornais “Folha de S.Paulo” e “O Dia”, por exemplo, não se comportaram da mesma forma e nada escreveram sobre o episódio? Então, a postura é, sim, controversa.

O tal Termo de Declaração registrado na delegacia foi produzido de forma irresponsável por um advogado extremamente suspeito e divulgado com destaque, no mínimo, inconsequente. Vejam que estranho: a conversa que suscitou as acusações ocorreu entre Jonas Tadeu Nunes e Elisa Quadros, como o próprio advogado disse, mas o documento foi assinado pelo estagiário Marcelo Mattoso. Além disso, o delegado Maurício Luciano não teve acesso ao conteúdo da conversa. Por que ele não passou o telefone ao delegado? Por que não pôs a ligação no viva-voz? Ou seja, o Termo de Declaração, grande “prova” do GLOBO, é frágil por ter sido produzido sem qualquer cuidado.

Até aquele momento, ainda não sabíamos que Jonas Tadeu Nunes já fora condenado por danos morais, enriquecimento sem justificativa, e danos morais e materiais em três processos distintos — não vi O GLOBO destacar isso durante a cobertura. Apesar disso, sua atitude, naquele dia 9 de fevereiro, é digna de estranheza. Jonas Tadeu Nunes não agiu como advogado nem como defensor dos interesses de seu cliente ao pegar o Termo de Declaração, imediatamente após o seu registro, e entregar nas mãos de uma repórter da TV Globo.

Por que O GLOBO não se interessa tanto pela conduta tão controversa e suspeita do advogado, como o faz quando ele dirige acusações sem provas contra mim? Enquanto veículos e colunistas de outros jornais, como Jânio de Freitas, da “Folha de S.Paulo”, acham tudo muito estranho, Jonas Tadeu Nunes reina sob os holofotes globais e leiloa informações. Quando acusa, o advogado recebe mais destaque que o delegado, responsável pelo inquérito.

O autor do editorial mente ao escrever que eu afirmei não saber de nada ao ser procurado por Artur, da equipe de produção da emissora, naquele mesmo dia. Em momento algum neguei ter falado com Elisa Quadros ao telefone. Ela me ligou exclusivamente para relatar que temia a possibilidade de Fábio Raposo ser torturado no presídio. Eu falei que isso não aconteceria e desliguei. Sou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e dezenas de pessoas me procuram para fazer denúncias.

Também não criei obstáculos para dar entrevista. Pelo contrário, dar entrevistas é o que mais tenho feito nestes últimos dias. Só pedi que o tal documento me fosse encaminhado antes. Afinal, não posso falar sobre algo cujo conteúdo desconheço. O jornal cumpriu sua obrigação de me ouvir, mas foi leviano ao publicar uma manchete baseada em “provas” extremamente frágeis. No fim da chamada de capa, o fatal: “O parlamentar nega.”

O GLOBO insiste em dizer que foi imparcial e comedido ao tratar do assunto durante a semana. Não foi. Basta ler os editoriais publicados e citados aqui. Como não havia provas e mais informações para me associar a esta tragédia, os ataques saíram dos espaços de notícia para os de Opinião. Não me acho acima do bem e do mal, como insinuou o jornal, numa tentativa de desqualificar minha indignação. Mas não vou titubear em defender minha trajetória ante acusações estapafúrdias.

Agora, o jornal tenta se esconder sob o manto da “missão jornalística” para justificar o noticiário desmedido e leviano dirigido contra mim e o PSOL. O papel nobre que O GLOBO atribuiu a si mesmo ontem, numa linguagem tão prudente, é mais uma tentativa de subestimar a inteligência de seus leitores.

Se não houvesse tanta indignação social e manifestações de solidariedade a mim — inclusive de jornalistas da própria Rede Globo —, essa autocrítica mambembe sequer teria sido feita. Pedir desculpas é um gesto que exige grandeza.


Publicado n'O Globo ontem, 18 de fevereiro de 2014, página 17.