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terça-feira, 15 de abril de 2014

Eduardo Paes (PMDB), através do GOE/Guarda Municipal, promove barbárie no Rio

Parece o Iraque ou a Palestina, mas é uma criança da Favela da Telerj/Oi sofrendo com os efeitos do spray de pimenta, dos gases tóxicos e do terror de ser despejado há quatro dias e não ter onde dormir. Foto: Rio na Rua
 
Para atender a escusos, bandidescos e assassinos interesses dos amigos proprietários da Telerj/Oi, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro/RJ, promove o descomunal vandalismo de despejar 6 mil famílias, que novamente sofreram com a forma como as elites tratam a questão social no país: como caso de polícia. Uma covardia sem precedentes. 


GUARDA MUNICIPAL AGE COM TRUCULÊNCIA NO RIO

por Ivan Valente*, no facebook

Há cerca de uma hora, na tentativa de calar protesto dos expulsos da Favela da Telerj no Rio de Janeiro, quando fechavam, de forma pacífica, uma das vias da Av. Presidente Vargas, o Grupamento de Operações Especiais (GOE), da Guarda Municipal começou a empurrar os manifestantes, que encurralados resistiram com pedras.

Bombas de gás foram lançadas de dentro do prédio da prefeitura e spray de pimenta usado indiscriminadamente, inclusive em crianças. Houve correria e desespero. Muitas crianças passam mal sob efeito das bombas e spray. Um manifestante foi espancado e detido. Não se sabe ainda para onde foi levado.

A negociação entre os representantes dos moradores da favelinha da Telerj – que foram brutalmente expulsos na última sexta-feira, e a prefeitura, ainda não chegou ao fim.

O Mandato do Dep Ivan Valente repudia toda e qualquer violência policial e se solidariza com todo povo carioca.

#DireitoàMoradia
#NãoàViolênciaPolicial

 _____________________

 *Ivan Valente é deputado federal (PSOL/SP).

terça-feira, 25 de março de 2014

Empresas pressionam para acabar com a privacidade, a liberdade e a neutralidade na rede

Apesar de toda a pressão sobre ele, o Marco Civil da Internet ainda tem um texto razoável que garante a privacidade, liberdade e neutralidade da rede; porém, as empresas de telecomunicações como a Claro, Vivo, Oi, Tim, Globo... empresas que tem conteúdo na internet, têm interesse em acabar com a neutralidade da rede. 

O interesse é econômico para maximizar os lucros. O que acontece: se eu sou um "Zé Ninguém" e eu tenho o meu blog, e se quero que as pessoas acessem meu conteúdo com mais velocidade, eu preciso pagar mais. Se eu não tenho como pagar, sou alijado do meu direito à comunicação. 

Ganha-se de todos os lados: porque cobra-se pelo serviço e também porque despolitiza as pessoas, retirando-lhes o direito de expressão, de organização política através dos meios digitais, de furar o bloqueio do sistema político que é muito blindado. 

O Marco Civil foi colocado em pauta no momento em que há um problema na base aliada do governo. O principal partido da base aliada é o PMDB, que está na vice-presidência da República e nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. 

O PMDB é o grande porta-voz das empresas de telecomunicações e, querendo mais espaço no governo e mais espaço nos palanques das eleições de 2014, decidiu obstruir a votação do Marco Civil ou votar de acordo com o que as telecomunicações querem, destruindo, portanto, os princípios de neutralidade, privacidade e liberdade! http://youtu.be/GPPNI83PA4s

Faltam poucas horas para a votação do Marco Civil da Internet. Assine e compartilhe: http://bit.ly/salveainternet 

#EuQueroMarcoCivil  

(ASCOM)

Apesar de toda a pressão sobre ele, o Marco Civil da Internet ainda tem um texto razoável que garante a privacidade, liberdade e neutralidade da rede; porém, as empresas de telecomunicações como a Claro, Vivo, Oi, Tim, Globo... empresas que tem conteúdo na internet, têm interesse em acabar com a neutralidade da rede.

O interesse é econômico para maximizar os lucros. O que acontece: se eu sou um "Zé Ninguém" e eu tenho o meu blog, e se quero que as pessoas acessem meu conteúdo com mais velocidade, eu preciso pagar mais. Se eu não tenho como pagar, sou alijado do meu direito à comunicação.

 Ganha-se de todos os lados: porque cobra-se pelo serviço e também porque despolitiza as pessoas, retirando-lhes o direito de expressão, de organização política através dos meios digitais, de furar o bloqueio do sistema político que é muito blindado.

O Marco Civil foi colocado em pauta no momento em que há um problema na base aliada do governo. O principal partido da base aliada é o PMDB, que está na vice-presidência da República e nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

O PMDB é o grande porta-voz das empresas de telecomunicações e, querendo mais espaço no governo e mais espaço nos palanques das eleições de 2014, decidiu obstruir a votação do Marco Civil ou votar de acordo com o que as telecomunicações querem, destruindo, portanto, os princípios de neutralidade, privacidade e liberdade! http://youtu.be/GPPNI83PA4s

Faltam poucas horas para a votação do Marco Civil da Internet.

Assine e compartilhe: http://bit.ly/salveainternet
 
‪#‎EuQueroMarcoCivil‬
 
  Fonte: ASCOM Dep. Fed. Jean Wyllys (PSOL/RJ)

Oi, Tim, Claro, Vivo, Globo e deputados vendidos querem acabar com a Internet livre no Brasil



Marco Civil da Internet: e eu com isso?

Entenda o que muda na sua vida com a aprovação deste projeto

*Por Pedro Ekman, na CartaCapital

Nas próximas horas, uma batalha decisiva pelos seus direitos na internet será travada no Congresso Nacional. O Marco Civil da Internet (PL 2126/2011) será votado de forma pioneira no Brasil, definindo as regras de um jogo que está sendo debatido e disputado em todo o mundo.

De onde veio isso?

Esse não é um projeto só do governo brasileiro, ele foi construído coletivamente definindo direitos e deveres dos cidadãos e empresas na internet. O enorme esforço de diversos setores da sociedade deu forma ao projeto com o maior consenso possível para a garantia dos principais direitos civis na internet.

1 — LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O que acontece hoje?

Hoje, o que você escreve na rede pode ser eliminado sem qualquer chance de defesa. A velha e boa censura, que aterrorizou o país durante a ditadura militar, é uma prática corrente na internet, com a diferença que não é mais necessário um órgão especializado do Estado autoritário para se retirar textos, imagens, vídeos e qualquer tipo de conteúdo do ar. Basta um telefonema, ou um email de quem não queira ver o conteúdo divulgado.

A falta de leis que se refiram à internet cria uma insegurança jurídica para os sites que hospedam os conteúdos e, com o receio de serem responsabilizados pelo que foi publicado pelos seus clientes como se fossem eles mesmos os responsáveis, simplesmente retiram o conteúdo do ar.

Isso faz, por exemplo, com que prefeitos que não gostam de críticas ameacem processar por difamação um provedor que hospeda um blog. Ou que corporações da indústria cultural notifiquem o youtube para retirada de conteúdos que utilizem obras protegidas por direito autoral.
E eu com isso?

Você pode pensar: “Mas é justo que sejam punidos difamadores ou quem o usa indevidamente obras protegidas de propriedade intelectual privada”. Talvez, mas a pergunta é: “Quem decide isso?” Quem disse que o uso era realmente indevido? Quem disse quer se tratava de difamação, e não apenas de uma crítica ou denúncia?

Essa decisão não pode ser tomada unilateralmente nem pelo denunciante, nem pelo denunciado. Por isso, as democracias modernas inventaram um sistema para tentar resolver essa questão que se chama sistema judiciário, colocando a responsabilidade da decisão na mão de um juiz.

Como não há lei na internet, políticos e corporações se valem do risco econômico que os sites estão sujeitos e, com simples notificações, criem uma indústria de censura automática na rede, sem respeitar qualquer processo legal, ou dar o direito de defesa a quem produziu e divulgou os conteúdos questionados. Você perde liberdade para se expressar na rede e de se informar pelo que foi censurado!

E o que muda com a aprovação do Marco Civil da Internet?

O artigo 20 do Projeto de lei 2126/2011 retira a responsabilidade dos sites sobre os conteúdos gerados por terceiros, acabando com a insegurança jurídica e com a desculpa utilizada para a censura automática.
E quem joga contra?

A pressão da Rede Globo conseguiu criar no Marco Civil uma exceção para esta regra, ao definir que, para conteúdos com direito autoral, serão tratados especificamente na Lei de Direito Autoral, o que mantém a situação atual para esses tipos de conteúdo até que a lei seja reformada.
Com isso, a Globo seguirá censurando o debate acerca de sua obra na internet, mas os outros tipos de conteúdos passam a ter uma garantia legal contra a censura automática.

2 — PRIVACIDADE

O que acontece hoje?

A privacidade se transformou, literalmente, em uma mercadoria na internet. Geralmente, nos diversos serviços gratuitos que podem ser utilizados na rede, o produto a ser comercializado é o próprio internauta na forma dos seus dados mais íntimos.

Plataformas como Google e Facebook utilizam suas informações pessoais, os dados gerados pelo seu comportamento, tais como buscas, avaliações positivas e negativas de conteúdos existentes e o próprio conteúdo da sua comunicação para vender para empresas interessadas no seu padrão de consumo, ou mesmo para fornecer a governos que estejam monitorando a movimentação política de seu país ou de outros.

O ex-agente da NSA, Edward Snowden, revelou ao mundo que a agência de espionagem estadunidense monitorava a comunicação privada de cidadãos de forma massiva e não apenas em investigações pontuais. Snowden também revelou que a espionagem contava com a colaboração de empresas de tecnologia e infraestrutura.

E eu com isso?

A lógica da privacidade como mercadoria compromete a própria liberdade de expressão. Sem regras de proteção da privacidade, estamos vulneráveis ao humor de um Estado autoritário, vigilante e aos interesses privados das empresas. Quanto vale o acesso aos dados dos seus exames médicos? E do seu histórico contábil? Suas preferências políticas, sexuais e culturais?

E o que muda com a aprovação do Marco Civil da Internet?

O Marco Civil estabelece uma série de proteções a nossa privacidade na internet. O artigo 7 define que as fotos e textos que você excluiu há muito tempo do Orkut e que pensa terem sido apagados com a sua saída desta rede social, finalmente terão que ser efetivamente excluídos com a aprovação da lei.

O marco civil não impede a espionagem americana, mas coloca na ilegalidade a cooperação entre empresas e governos no monitoramento massivo. A lei também não impedirá Google e Facebook de venderem nossas informações, mas define que isso deve ser autorizado de forma livre, expressa e informada. Isso sim impede que as empresas de telecomunicação guardem os dados de tudo o que fazemos na rede.

E quem joga contra?

As bancadas policialescas do Congresso Nacional conseguiram a inclusão do artigo 16 ao projeto. Este artigo define o armazenamento obrigatório de tudo que se fizer em determinados sites para fins de investigação policial.

Esta inclusão vai de encontro a todo espírito de proteção da privacidade ao estabelecer a vigilância em massa. Inverte o preceito constitucional da presunção de inocência, onde todos passam a ser considerados culpados até que provem o contrário.

3 — NEUTRALIDADE DE REDE

O que acontece hoje?

Este é o ponto de maior polêmica entre sociedade civil e empresas de telecomunicações. Com a aprovação da neutralidade de rede como um princípio, as empresas donas dos cabos por onde trafegam os pacotes de dados ficam impedidas de favorecer esse ou aquele serviço, esse ou aquele produto no tráfego.

Basicamente, todo conteúdo deve trafegar da mesma forma, com a mesma qualidade. Essa definição é importantíssima para garantir que a internet se mantenha como um meio democrático, onde todos têm as mesmas condições de falar e ganhar repercussão.

Ter uma rede neutra é definir que o dono da estrada não pode definir que veículos podem andar mais rápidos e quais tem que enfrentar um congestionamento.

Se nossas estradas não fossem neutras em relação a quem viaja por elas, existiriam uma larga pista para quem pagasse mais e um pista estrita para quem não tivesse dinheiro.

Ou ainda a administradora da estrada poderia definir, em um acordo comercial com montadoras, que algumas marcas de automóveis passam sem pagar pedágio, enquanto as outras são obrigadas a pagar.

Como não existem leis obrigando a neutralidade na rede de internet, hoje as estradas digitais são administradas de forma assimétrica por quem controla os cabos.

E eu com isso?

Sem uma rede neutra, você não tem como saber se o serviço que usa está ruim por um motivo técnico, ou por um acordo comercial que você desconhece.

Você não tem como saber se o serviço de voz do Skype está ruim por que a Microsoft (dona do Skype) não paga a NET para passar os seus produtos pela rede.

Sem neutralidade, a internet pode ser vendida como uma TV a cabo e você perde dos dois lados.

O seu site não será tão visto na internet quanto o de uma corporação transnacional que poderá pagar por isso. Além disso, você não encontrará os conteúdos pelos quais não puder pagar. Perde-se dos dois lados e quem controla a infraestrutura ganha dos dois lados.

E o que muda com a aprovação do Marco Civil da Internet?

O artigo 9 no marco civil diz, claramente, que a empresa de infraestrutura deverá “tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação”. Ou seja, deve ser neutra em relação ao que passa nos seus cabos vendendo apenas capacidade de tráfego sem interferir no tráfego em si.
E quem joga contra?

As empresas de telecomunicação, mais conhecidas como Vivo/Telefônica, Claro/Embratel, TIM e Oi, são as principais opositoras, pois querem poder negociar de todos os lados do balcão e impor condições assimétricas para o consumidor.

Essas empresas depositam no deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) suas esperanças de obstruir o projeto de lei que as obriga respeitar direitos civis na rede.

O QUE PODE SER FEITO?

Para fortalecer a luta em defesa de um Marco Civil da Internet, que seja capaz de estabelecer, democraticamente, princípios, direitos e deveres para o uso da Internet, ativistas e organizações da sociedade civil organizaram uma agenda intensa de mobilizações para os próximos dias:

Assine a petição on line: http://www.avaaz.org/po/o_fim_da_internet_livre_gg/?mmc

*Do Coletivo Intervozes

Deputados podem acabar com a liberdade de expressão na Internet - Diga NÃO!

As teles [e deputados corruptos]* estão querendo limitar seu
acesso a sites e aplicativos de Internet

Empresas de telecomunicação [teles]* como Globo, Oi, Vivo, Tim e Claro estão pressionando os deputados para ter o poder de dizer o que você pode e não pode ver na internet, dependendo de quanto você e os diferentes sites e aplicativos estiverem dispostos a pagar.

Esta decisão está sendo tomada agora, através de negociações a portas fechadas. O voto dos deputados poderá acontecer já nos próximos dias. Só será possível reverter a situação se milhares de cidadãos mostrarem aos deputados que quem tentar destruir a Internet vai comprar uma briga com a sociedade.
Não temos tempo a perder. É a hora de usar a Internet para salvar a Internet!

Deixe seu nome e email no formulário no link abaxo, e nossa equipe mandará um email em seu nome diretamente a todos os deputados que estão participando das negociações neste momento.

http://salveainternet.meurio.org.br/#share

A depender deste deputado e das empresas de telecomunicação, em breve a internet não será mais livre.

Eduardo Cunha é o lacaio mor das empresas de telecomunicações.
O responsável por tentar acabar com a neutralidade da rede na Câmara é o deputado federal Eduardo Cunha do PMDB/RJ. Ex-presidente da Telerj durante o governo Collor, Cunha tem relações íntimas com as teles e utiliza sua influência como líder de partido para convencer outros deputados a impedir que a rede continue sendo neutra.
*Grifo do Além da Frase