terça-feira, 5 de abril de 2016

Em defesa de Luciana Genro e do PSOL radical


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A companheira Luciana Genro está sendo atacada pelos governistas nas redes sociais. Luciana incomoda a cúpula palaciana por desconstruir, pela esquerda, as teses que permitiram o ato petista de 18/03. A companheira demonstra que não há um golpe em curso, questiona o “fica Dilma” e a continuidade do atual mandato presidencial, coloca-se contra o impeachment e propõe eleições gerais. Além de defender um terceiro campo alternativo ao PT, PMDB e PSDB.
A postagem de Breno Altman mostra o desespero dos governistas
Desesperado pelo questionamento da frente única formada entre setores da direção do PSOL com os governistas, o jornalista Breno Altman, diretor do site Opera Mundi, publicou uma mensagem onde sugere a eliminação física de Luciana Genro. Altman enaltece o assassinato de Leon Trotsky em 1940, crime cometido a mando de Stalin, e sugere que esse mesmo expediente seja utilizado contra Luciana e obviamente contra toda oposição de esquerda que está contra Dilma e contra os tucanos. Isso demonstra todo o autoritarismo dos governistas, revelando que a propaganda “Contra o golpe e em defesa de democracia” não passa de um estelionato. Que democracia é essa onde se elimina quem pensa diferente? onde o modelo é o stalinismo que perseguia e assassinava a oposição? O discurso contra o “golpe” é instrumentalizado para camuflar a defesa do mandato de Dilma e combater o aprofundamento das investigações sobre Lula.
É bom que se diga que Breno Altman é um dos principais ideólogos do governismo, criador da propaganda em “defesa de legalidade democrática”, amigo de Jose Dirceu e Lula. O nome de Altman foi citado nos depoimentos de Alberto Youssef junto à Policia Federal e em depoimentos da contadora desse doleiro na CPI da Petrobras. Talvez esse seja o motivo para sua convocação à uma cruzada para salvar o PT, abafar investigações, prolongar o mandato de Dilma e tenta dar fôlego à falsa democracia em que vivemos, a velha republica burguesa: uma ditadura de classe onde tudo é decidido por quem financia os partidos e os políticos: as empreiteiras, bancos, multinacionais e o agronegócio. Uma “democracia” cuja carta magna é a lista da Odebrechet.
Exigimos que a executiva nacional reveja sua votação e se solidarize com Luciana. Chamamos a todas as organizações de esquerda, aos sindicatos e oposições classistas, a todos os movimentos sociais combativos, às entidades democráticas a serem solidárias com Luciana Genro e repudiar a declaração de Breno Altman. Repudiar qualquer enaltecimento dos crimes cometidos pela burocracia stalinista, cuja ação tirou a vida de Leon Trotsky, um dirigente da revolução Russa, que nunca se vendeu, nem se corrompeu. É preciso seguir o exemplo do diretório do PSOL RJ que já votou resolução sobre o tema e do deputado federal Chico Alencar que se posicionou nesse sentido.
Em defesa do PSOL fundacional
Infelizmente, a campanha dos governistas contra Luciana é alimentada pela atual maioria do Partido, centralmente a US. Eles acabam de votar uma resolução na executiva nacional, juntamente com a bancada federal, “desautorizando” Luciana. Uma medida que visa desgastá-la como figura pública e tenta desmoralizar as posições que ela defende. E é bom que se diga que a executiva nacional deliberou isso de forma ilegítima, por meio de um grupo de whatsapp. Luciana, nas redes sociais e na entrevista à Folha de São Paulo deixa claro de que fala em seu próprio nome ou em nome de sua tendência, algo que o estatuto lhe permite. Na mesma executiva nacional, também circularam ameaças visando “disciplinar” nossa corrente, a CST, e “centralizar” o mandato do companheiro Babá, outro dos que integram o time dos radicais que ajudaram a fundar o PSOL junto com Luciana.
Ocorre que hoje o PSOL está aparelhado por um grupo, a US, que utilizou de uma maioria artificial no último congresso para se perpetuar no controle do partido. Tudo para colocá-lo na defesa do mandato de Dilma e de Lula. Tanto é assim que os parlamentares e dirigentes que atuam ao lado do PT e de Dilma não são “desautorizados” ou “disciplinados”. No dia 18/03, Freixo, Tarcísio, Milton Temer, Cid Benjamin, Brizola Neto e Glauber Braga subiram no palanque do PT, juntamente com Lindbergh Farias no Rio de Janeiro sendo que Lindberg traiu os trabalhadores logo no inicio do governo do PT votando a favor da privatização da previdência dos servidores e hoje aparece na lista da odebrechet e sobre isso a maioria da direção se cala. Esse dirigentes e parlamentares sequer informaram sua atitude para as instâncias partidárias. Mesmo assim foram elogiados na última nota da executiva nacional. Texto imposto sem debate, sem reunião presencial, por meio de “votação” num grupo de whatsapp.
Tudo está de cabeça para baixo, tudo é o oposto do que deveria ser. O PSOL foi criado como um partido de esquerda amplo e nasceu para combater a traição do PT, tentando construir uma alternativa à falência do Lulismo. Isso aconteceu no início do governo Lula, quando este implementou os primeiros ataques contra os servidores federais e o povo trabalhador. Tivemos coragem de enfrentar o PT mesmo no auge da popularidade de Lula. Hoje, em meio à maior crise do PT, a US transforma o PSOL em uma sublegenda do Lulismo, e está feliz ao lado de Rui Falcão, Lindbergh, Jandira, os burocratas do PT e do PCdoB, tanto que defende abertamente coligação com os petistas numa importante cidade como Belém.
É hora da base se rebelar em todo país e buscar tomar os rumos do partido em suas mãos. É preciso convocar plenária de base deliberativa para definir a política do partido. Estamos com Luciana Genro, combatendo contra a orientação de linha auxiliar do governismo, conforme a própria companheira afirma em recente texto nas redes sociais: “Eu não aceito cumprir o papel de linha auxiliar do PT. Quando respondi ao Aécio em um debate presidencial – linha auxiliar do PT uma ova – fui aplaudida por TODO o PSOL. Pois na campanha não fomos linha auxiliar do PT e nem da direita. Denunciamos que a briga entre ‘o sujo e o mal lavado’ não era nossa e que tínhamos a tarefa de construir um terceiro campo”.
Precisamos de um bloco dos que não são linha auxiliar
É preciso construir um campo de todos os que não são linha auxiliar, de todos os que não defendem a continuidade do mandato de Dilma, de todos os que não acham que estamos num “golpe”, nem estão com Temer e os tucanos. E isso deve ocorrer apesar de nossas divergências sobre as saídas, como no caso da proposta de eleições gerais. Uma proposta que nós da CST não defendemos. Não achamos que o mecanismo por excelência que legitima ou deslegitima um governo é a urna: o que legitima um governo é se responde aos interesses da maioria da população trabalhadora. Nossa aposta é outra. No desenvolvimento e radicalização das mobilizações sociais pelo Fora Dilma, Temer, Cunha, Renan e Aécio! Fora Todos! Nossa aposta é em direção a uma nova e superior jornada de junho e não em direção a depositar o voto na urna.
Apesar dessa divergência, entendemos que esse campo unitário dos que não estão no “fica Dilma” e nem com a velha direita tucana é o mais importante. Ele divide águas com os governistas e com os setores da esquerda que cedem às pressões do PT e dos Lulistas. O ato do 1º de abril será um importante encontro das várias correntes, dirigentes e parlamentares que não são linha auxiliar. Esse campo deve apostar na continuidade das manifestações como a do dia 1º de abril e na construção unitária da mobilização social contra tudo isso que está aí, contra o PT, PMDB e o PSDB. Um campo das organizações que apostam no aprofundamento da luta e da mobilização, que desejam fortalecer greves como a dos professores do Rio de Janeiro. Um campo para discutir coletivamente a melhor saída para o país do ponto de vista dos interesses dos explorados e oprimidos.

Abaixo a Lei Antiterrorismo da Dilma e do Congresso Nacional

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No dia 28 de março de 1968 o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado pelo regime militar. Edson e outros estudantes faziam uma manifestação contra o aumento do preço da refeição no Calabouço, o restaurante estudantil do Rio e foram reprimidos com o uso de armas de fogo que matou Edson e Benedito Frazão. Os estudantes, temendo que a polícia sumisse com o corpo, o levou em passeata até a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e velório se estendeu até o dia 2 de abril na Candelária, marcando uma grande jornada de mobilização no país contra o regime.
Às vésperas dos 48 anos da morte de Edson Luís e diante de uma forte jornada de lutas dos estudantes secundaristas no RJ unificada a greve dos profissionais de educação, Dilma sancionou a Lei Antiterrorismo do Congresso Nacional. Enquanto isso, Dilma, Lula e o PT utilizam a retórica da “defesa da democracia contra o golpe” para atrair jovens ativistas para a defesa de seu governo. Mas o fato é que se o país estivesse mesmo diante de um golpe eles seriam responsáveis pelas medidas para calar os movimentos sociais, trabalhadores e jovens em luta. A Lei Antiterrorismo permite endurecer situações que ocorrem no país como a perseguição e assassinato de lutadores na cidade e no campo, de lideranças das greves, do uso da Força Nacional de Segurança para reprimir protestos e tantos outros exemplos.
Por isso, a luta em defesa da democracia para lutar contra o ajuste, demissões e cortes na educação e saúde passa por derrotar Dilma e sua política de criminalização dos movimentos sociais. O mesmo vale para os governos tucanos e pmdebistas que estão bastante satisfeitos com esta Lei. Por isso, também defendemos que a democracia real se faz com a ação direta do povo nas ruas: quem elegeu, pode tirar e o povo deve se mobilizar para colocar para fora Dilma, Temer, Cunha, Renan, Lula e Aécio e todos os inimigos dos movimentos sociais!
Edson Luís, quem grita, vive contigo!

Fora Dilma, Lula, Temer, Renan, Cunha e Aécio! Fora todos!

Investigação e punição para os políticos da lista da Odebrecht!

OdebrechtLista
No dia 23/03 foram divulgadas as listas da Odebrecht contendo nomes de mais de 200 políticos, superando duas dezenas de partidos, beneficiados por doações de campanha. As maiores siglas lideram a lista. PT, PSDB e PMDB, junto com os nomes de Aécio, Mercadante, Romero Jucá, Luiz Marinho, Eduardo Paes, Sarney, Lindbergh, Manuela D’Ávila. Isso mostra como os grandes partidos, os maiores políticos e a linha sucessória da república estão envolvidos nos esquemas das empresas. Dilma, Temer, Renan, Cunha, Aécio, governadores e prefeitos, estão todos juntos com a Odebrecht. Essa é a falsa democracia em que vivemos. Uma república de empreiteiras, bancos e empresários, onde o financiamento de campanha serve para obter licitações, verbas e apoio.
Por isso exigimos a mais ampla investigação de tudo e de todos, doa a quem doer: políticos, empresários e empresas. Queremos a punição rigorosa dos corruptos. Discordamos do sigilo sobre o caso imposto pelo Juiz Sergio Moro e exigimos da Justiça a divulgação de todos os dados, planilhas, escutas telefônicas, mensagens, anotações e delações. Propomos a abertura do sigilo bancário, fiscal, telefônico, contábil de todos os investigados. Mas para conquistarmos essas propostas devemos retomar as ruas, protestar e realizar mobilizações.
Entendemos que mesmo as doações empresariais, registradas e legais, devem ser debatidas nesse momento. Se as doações são legais ou ilegais não muda o fato de que é errado receber doações de empreiteiras e outras empresas, diretamente ou por intermediários. Sempre fomos contra as contribuições de empresas e empresários nas campanhas eleitorais.
Não podemos defender o PT como se fosse um mal menor
O PT é o principal partido no poder, que governou o país na última década em parceria com o PMDB. É atualmente o principal beneficiado pelas empreiteiras. O pior é que utiliza esse mecanismo ilícito, em benefício próprio e de suas siglas, para obter mais fatias do poder e aprovar projetos de ajuste fiscal e privatizações, nada diferente do PSDB. Agora o novo ataque do governo Dilma e governadores é um pacote fiscal para tentar massacrar os servidores públicos.
Esse debate é importante porque vários dirigentes da esquerda participaram do ato do dia 18/3 e com seu prestigio ajudaram a convencer a muitos/as ativistas a participarem honestamente do ato “pela democracia e contra o golpe”, sendo que na realidade o ato do dia 18 era em defesa do governo Dilma, de Lula e do PT. Em seguida a US e RZ do PSOL e correntes da esquerda psolista (como a Insurgência e o MES), o MTST, o PCB, decidiram realizar uma manifestação no dia 24/03 com a mesma política. Acreditamos que o chamado pela “defesa da democracia”, na realidade se resume à defesa do mandato de Dilma e a defesa de Lula. Trata-se de um erro político grave justamente quando Dilma retoma o pacote fiscal e listas da Odebrecht são divulgadas. As manifestações do dia 24/3 foram fracas. Porém o mais importante é que foram atos lulistas e governistas, tanto que o Presidente do PT, Rui Falcão, esteve no caminhão de som em São Paulo, falando contra o suposto “golpe”. O que os dirigentes do PT chamam de golpe é o impeachment de Dilma e as investigações da Lava Jato sobre Lula. Dois problemas que vão se agravar com o aprofundamento da crise com o PMDB do Vice Michel Temer, a desintegração de sua base “aliada no congresso” e a incapacidade de abafar as investigações da polícia federal. O que eles chamam de golpe é na verdade a ruptura das massas com o governo Dilma, levando Lula e o PT para o “volume morto”.
O papel da esquerda não é o de sustentar Dilma e Lula. Na verdade deve ser o de construir uma alternativa contra os petistas e tucanos. Por isso, foi um erro construir atos que tentam reanimar o governo que idealizou e sancionou a lei antiterrorismo.
1º de Abril | Ocupar as ruas pelo Fora Todos!
A esquerda anticapitalista e os movimentos combativos devem apoiar as lutas e greves, a exemplo da forte greve dos profissionais da educação da rede estadual do Rio de Janeiro. Luta que unifica várias categorias e os estudantes secundaristas.
Outra tarefa é a busca da unidade dos que desejam construir um terceiro campo. Uma primeira iniciativa, nesse ano, para começar a unificar as organizações que desejam construir essa saída pela esquerda, será o dia 1º de abril. Essa manifestação, convocada pelo Espaço de Unidade e Ação, será um primeiro passo para começar a construir um embrião de polo alternativo ao PT e ao PSDB. Construiremos essa manifestação de vanguarda, no sentido de buscar unificar as organizações que estão pelo Fora Todos. Todos os que querem colocar para Fora Dilma, Lula, Temer, Cunha, Renan e Aécio.
25/03/16 | Comitê Executivo da CST-PSOL

Um poema sobre Belo Monte

por Júlio Miragaia*


Dentre as inúmeras acusações de corrupção, propina e irregularidades, apresentadas na delação premiada do senador Delcídio Amaral, ex-líder do governo Dilma no congresso nacional, está a questão da usina hidrelétrica de Belo Monte.
A denúncia, homologada na última terça-feira, dia 15,como parte do acordo para abrandar a pena de Delcídio, trata de fraudes no processo de leilão da usina e na compra de equipamentos para a obra. As maracutaias geraram uma quantia que pode chegar em 20 milhões de reais em contribuições ilícitas para as campanhas do PT e PMDB.
Sobre a trágica situação, posto aqui um poema que publiquei um tempo atrás sobre a tragédia chamada Belo Monte.
Memorial do Fruto Migratório II
Trouxe
Nos seus braços
De desenvolvimento
O rio da morte.
Floresceu
Alojamentos,
Cimento
E casa de turbina.
Trouxe,
Acelerado
E forte,
O rio do lucro.
E garimpou
No empreendimento
Frutos de rapina.
Trabalhou,
Aceleradamente,
O rio da usina.
E Trouxe,
Nos braços
De desenvolvimento,
Um sol de Hiroshima. 
bm 3
*Júlio Miragaia edita o blog Outras Pauta.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Dilma e Jader querem privatizar a BR 316 e instalar pedágios

Unidos pela privataria.
Na última terça-feira, 8, o Ministério dos Trasportes publicou no Diário Oficial da União o autorizo de estudos para a duplicação da BR 316. O pedido foi feito ainda em 2014 pelo senador Jader Barbalho (PMDB). Inicialmente poderia parecer algo benéfico, contudo onde tem Jader, os dois pés atrás é mais do que recomendável.

A notícia foi comemorada pelo parlamentar e foi destaque nos veículos de comunicação de sua propriedade. O Diário do Pará assim destacou a notícia dia 09 de março: "Mais recentemente, por meio de ofício endereçado diretamente à presidente Dilma Rousseff, no início deste ano, o senador solicitou, ao governo federal, a inclusão da BR-316 no Programa Nacional de Desestatização (PND) e no Programa de Investimento em Logística (PIL). Este último prevê, por sinal, uma série de ações para desenvolver e integrar os modais de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e hidroviário, dentro do moderno conceito de multimodalidade que o senador vem defendendo obsessivamente para integrar as diferentes regiões do Estado.".

Eis o x da questão! Trata-se de solicitação de estudo para viabilidade técnica das duplicação da BR 316 em um trecho de cerca de 200 KM (de Castanhal a Capanema) que será incluso no temerário Programa Nacional de Desestatização, eufemismo grosseiro para privatização. Esta sim é a verdadeira obsessão do ex governador Barbalho. 

O Pará tem um dos piores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a quarta cesta básica mais cara do país. Esta semana a imprensa divulgou que o estado é o segundo que mais perdeu postos de trabalho na indústria. A economia do Pará nunca esteve tão fragilizada e a concentração de renda tão alta, no entanto, o que vislumbram as elites? Transferir a conta dessa crise para a população. 

Com a duplicação da BR, cujo argumento seria salvar vidas e reduzir o número de acidentes na "região mais movimentada do Pará", o que Jader e o governo Dilma (PT-PMDB) pretendem é instalar uma série de postos de pedágio, privatizando o direito, sagrado na Constituição Federal (1998), de ir e vir da população.

O que resta é saber se os paraenses estão dispostos a mais esse ato de lesa pátria, pois dinheiro dos cofres públicos, como do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), serão utilizados para esse gigantesco investimento, para que no final, a estrada, toda duplicada e pavimentada, seja entregue "de mão beijada" a algum grupo econômico ligado aos políticos interessados nesse pleito.

O sinal de alerta está ligado. Ou a população se apodera dessa traquinagem ou todo mundo vai saber o quanto dói no bolso ter que dar um pulo aqui do lado.

Relação do Santander com a UNICAMP: o problema está apenas na carteirinha?

A relação entre o público e o privado

Devemos começar refletindo sobre porquê as carteirinhas (registro de aluno, ou RA) da Unicamp têm hoje essa vinculação com o Santander. Sobre pra quê um banco faz esse tipo de convênio com uma universidade pública, e qual o seu interesse real para com uma instituição de ensino público. Não é novidade, e mesmo os que se declaram a favor do “RA-Santander” concordam que o banco tem como objetivo o lucro. Porém, muitos acreditam no discurso enganoso do reitor e do banco, de que a “parceria” pode ser proveitosa “para todos”, onde os estudantes concorreriam a bolsas de estudo que serviriam de apoio à pesquisa científica. E isso não é nem de longe verdade.
Propaganda da política privatista disfarçada de apoio à pesquisa científica
Nas palavras do reitor José Tadeu e do diretor-geral do Santander Universidades, Jamil Hannouche, na Unicamp em 2014, o convênio com o banco “ajuda a fortalecer a pesquisa da Universidade”. Com este argumento, o reitor tenta fazer crescer a aceitação da política privatista entre os estudantes. Não é diferente do discurso da implementação da EBSERH feito por reitores de outras universidades, onde as “Organizações Sociais” (OSs), que são privadas, buscam administrar os Hospitais Universitários lucrando com o trabalho gratuito dos estudantes, restringindo a autonomia universitária para realização de projetos de pesquisa e extensão.
Os dois principais programas de bolsa oferecidos pelo banco são falaciosos. Os programas “TOP” e o “Fórmula Santander” iludem os universitários. Para o “TOP China“, as três semanas de viagem com tudo pago são para assistir um irrelevante curso chamado “China e Brasil, um resumo de Política, Economia e Cultura”. Uma viagem para a China, somente para ver um “resumo”. O caso do “TOP España” é mais intrigante. O estágio de três semanas se trata de um curso de espanhol fast-food.
Já o “Fórmula Santander” obriga os estudantes a disputarem migalhas. Em um universo de mais de 18 mil estudantes de graduação da Unicamp, apenas três foram escolhidos em 2015. Enquanto isso, esse ano 3.320 mil calouros e calouras não tiveram a opção senão carregar a logotipo do banco nos seus RAs, e nem sequer sabem quais de seus dados pessoais foram divulgados ao banco.
A verdadeira relação dos bancos com a Educação Pública
O Santander, na posição de quarto maior banco do país, e os seus semelhantes, Itaú, Bradesco, dentre outros bancos e fundos de investimento, batemrecordes de lucro no Brasil em plena crise, vindo grande parte do pagamento dos juros de títulos da dívida pública, que a cada ano chegam a 47% do PIB, consumindo quase R$ 1 trilhão por ano do orçamento público. Sendo que, a educação e saúde recebem juntas apenas 8%. O Brasil entrou de vez na crise econômica mundial. O Governo Dilma (PT) aplica um ajuste fiscal que demite os trabalhadores e retira direitos, promete a volta CPMF, que é uma tributação sobre todas as movimentações bancárias, e quer fazer uma nova Reforma da Previdência.
Em 2015, o governo do PT cortou R$ 10,5 bilhões do orçamento da Educação, nada menos que 20% de todo o recurso da área; Saúde, Transportes e Ciência também foram gravemente afetados. Agora em 2016, as mesmas áreas tiveram ainda mais cortes federais bilionários. O ajuste aplicado também pelo governador Alckmin (PSDB) diretamente sobre a Unicamp, USP e Unesp soma R$ 457 milhões nos dois anos. Todo esse ajuste sempre para garantir o lucro dos banqueiros, como o Santander. Não é a toa que esse ano Dilma vetou a emenda no Projeto do Plano Plurianual (PPA), proposta do PSOL, que previa a realização de auditoria da dívida pública com participação da sociedade civil.
Resumindo: na prática, o investimento do banco nas bolsas serve apenas para sua própria propaganda e não acrescenta em nada para o desenvolvimento acadêmico e conhecimento científico dos estudantes. A política privatista que a reitoria, governo Dilma e Alckmin apresentam não é a solução dos problemas. A Educação tem que ser um direito público, assegurado pelo governo, e não são os bancos que devem realizar programas e projetos para a universidade pública. O conhecimento produzido na Unicamp não pode estar a serviço dos interesses dos bancos, mas sim da maioria da sociedade que é a classe trabalhadora, que é quem mais precisa do conhecimento.
É através dos juros e da dívida pública que os banqueiros lucram. É com a miséria e a exploração do povo trabalhador e da juventude. Se não pagássemos metade do PIB para esses bancos, poderíamos dobrar o orçamento da Educação, Saúde, Saneamento e outras áreas de relevância. Só com a auditoria e suspensão da Dívida Pública conseguiremos ter universidades públicas de qualidade, assistência estudantil para todos, a garantia dos estudos de iniciação científica.
Seguir mobilizando os estudantes para garantir o caráter público da universidade
No retorno das aulas de 2016 os estudantes da UNICAMP foram surpreendidos com o logo do Santander em seus RAs. Isso gerou bastante indignação, e logo o DCE organizou um catracaço no Bandejão. Estivemos no ato e achamos uma atividade bastante importante, mas vemos a necessidade de que se façam debates, atividades, panfletagens para que os estudantes e os CAs ampliem o debate sobre o que há por trás das “parcerias” do reitor. Assim, fortalecendo o debate e a argumentação, cada vez mais estudantes tomarão consciência da importância de se mobilizar em defesa do caráter público da UNICAMP.
É necessário seguir o exemplo de luta do catracaço! É com mobilização que podemos barrar a política privatista da reitoria e do governo, contra as parcerias que são impostas para servir não a maioria da sociedade, mas a bancos e grandes empresas. É lutando contra o ajuste fiscal de Dilma e Alckmin que conseguiremos mais verbas para a UNICAMP.

Ato do 8 de março em SP | Defensores de Dilma e Lula agridem mulheres que criticam o governo, mas não calam a primavera feminista

Estudante da USP e ativista do Vamos à Luta no momento em que é agredida por petistas decadentes. Foto: O Globo
Os atos do 8 de março tinham uma importância fundamental no país inteiro de levar pras ruas as pautas das mulheres, principalmente das mulheres trabalhadoras, frente a uma situação de crise econômica, cortes de verbas das áreas sociais, aumento da inflação, demissões, retirada de direitos, medidas aplicadas pelos governos de todos os partidos da ordem, do PT ao PSDB. Somado a isso, a questão da crise do zika vírus e do surto dos casos de microcefalia deixando mais claro a necessidade da legalização do aborto, que o PT, após 13 anos no governo, segue se negando a implementar.
Nesse sentido, o ato do 8 de março aqui em São Paulo, construído de uma forma unitária por diversas organizações, partidos e militantes independentes, tinha como eixos: defesa da autonomia e da liberdade das mulheres, pela legalização do aborto, contra o ajuste fiscal e a reforma da previdência, por democracia pra lutar e pelo fim da violência contra as mulheres. Esse foi acúmulo que se construiu nas reuniões de organização do 8.
O governismo sequestrou a pauta do ato
Após os fatos da delação premiada do Delcídio Amaral e a operação da Polícia Federal na casa de Lula, as mulheres governistas passaram a convocar o 8 de março com um outro eixo, em defesa do Lula e da Dilma. Mais uma vez jogaram no lixo a defesa das mulheres para defender nossos inimigos.
No sábado anterior ao ato, a CUT divulgou uma nota que colocava o 8 de março no calendário dos atos em defesa do Lula. A secretaria de mulheres do PT divulgou uma arte convocatória do ato das mulheres com os dizeres “Somos todas Jararacas”. Ou seja, desde antes já estava claro que o governismo queria transformar o nosso ato numa defesa do governo, de Lula e do PT.
O que ficou claro na concentração do ato no MASP foi que o PT e o PCdoB sequestraram o ato, colocando uma faixa com os dizeres “Somos todas Dilma” na frente do ato, com vários cartazes e faixas espalhados em defesa do Lula e da Dilma, controlando o carro de som, cantando palavras de ordem “não vai ter golpe”, e vaiando a fala de uma companheira do PSOL que falou que o ato não era pra debater o golpe e sim a pauta das mulheres.
A política e as agressões governistas geram a divisão
Quando a companheira Silvia Ferraro, ligada à CSP-Conlutas, fez sua fala denunciando que a presidente Dilma ataca os direitos das mulheres e chamando o Fora Todos, as mulheres do PT e PCdoB tentaram arrancar o microfone pra que ela não terminasse fala, e ela e outras companheiras do PSOL tiveram que descer escoltadas do caminhão de som. Embaixo, as mulheres governistas jogavam copos e garrafas de água e tentavam acertar com bandeiras. A companheira da juventude Vamos à Luta (CST-PSOL) e estudante de Letras da USP, Priscila Guedes, também foi agredida por mulheres e homens dos setores governistas.
As agressões verbais e físicas dos governistas do PT e PCdoB contra diversas mulheres do campo de oposição de esquerda ao governo não nos calaram e nos intimidaram. Lutamos e mostramos que defenderemos de todas as formas possíveis nosso direito democrático de denunciar o governo inimigo das mulheres trabalhadoras.
Aos defensores de Dilma e Lula não restam argumentos para a defesa do indefensável, já que este governo arrebenta com os direitos das mulheres, não pauta a legalização do aborto e agora quer realizar uma nova reforma da previdência para nos atacar ainda mais.
Precisamos tirar as conclusões deste episódio. As correntes governistas estão há muitos meses com um eixo claro, que é a defesa deste governo traidor. Não à toa, os principais atos que constroem são “contra o impeachment” e um suposto “golpe”. Isso tudo se acentuou após o “intocável” Lula ter sido denunciado pelas relações espúrias que mantém com as empreiteiras.
Após as agressões e a política governista no 8 de março não pode restar dúvidas dos verdadeiros interesses por trás dos atos que estão sendo chamados para os dias 18 e 31. Serão mais duas manifestações em defesa de Lula e Dilma e por isso não servem para apontar uma saída para as mulheres e o conjunto da classe trabalhadora. É evidente que para as mulheres lutadoras este não é o caminho, pois a governabilidade de Dilma que os governistas tanto defendem, hoje significa mais facilidades para aplicar o ajuste fiscal e atacar nossos direitos.
Mais de 3 mil mulheres marcham sem o governismo e fortalecem a luta por um campo alternativo da classe trabalhadora
Diversas organizações, partidos políticos, como nós da CST-Psol, PSTU, PCB, entre outros, coletivos feministas e de juventude, como Juntas e Rua, estudantes da USP, secundaristas das ocupações das escolas, independentes saímos em ato próprio pela Paulista até à Praça Oswaldo Cruz para colocar nas ruas as pautas das mulheres e denunciar todos os governos que atacam os nossos direitos. Nosso ato foi muito vitorioso, pois reuniu mais de 3 mil pessoas que mostraram que temos um lado claro que é o das lutas e greves das mulheres trabalhadoras, como a que hoje é protagonizada pelas professoras do Rio de Janeiro, e que não vamos marchar pra defender um governo que ataca os nossos direitos para garantir o lucro dos banqueiros e empresários.
A primavera feminista segue nas ruas e precisamos avançar pra construir uma verdadeira alternativa de oposição aos petistas e tucanos, que aponte uma saída pela esquerda pras milhares de mulheres combativas e lutadoras que não se venderam e seguem mobilizadas pra defender nossas pautas.
Fonte: http://cstpsol.com/home/index.php/2016/03/09/ato-do-8-de-marco-em-sp-defensores-de-dilma-e-lula-agridem-mulheres-que-criticam-o-governo-mas-nao-calam-a-primavera-feminista/

Nem 13/03 com PSDB, Nem 31/03 com PT! Fora Todos! Fora Dilma, Temer, Cunha e Aécio! Construir um terceiro ato da esquerda em março

Na última sexta-feira, 04/03, a Policia Federal levou o ex-presidente Lula para depor em meio a 24ª fase da operação Lava-jato. Em meio à crise política que vivemos, fica evidente que Lula e Dilma governam com os mesmos métodos corruptos do PSDB ou do PMDB. O PT se tornou instrumento das empreiteiras, dos banqueiros e do agronegócio.
Ao mesmo tempo que roubam as estatais para financiar campanhas eleitorais e enriquecer, eles aplicam medidas amargas contra o povo. O ajuste fiscal de Dilma aumenta o desemprego, o arrocho salarial, o desmonte das escolas e com epidemias como o Zika, fica mais evidente a debilidade da saúde no país. Agora, o governo Dilma anunciou um pacote que pode cancelar o aumento dos servidores e prepara uma reforma na previdência para retirar direitos. Além de articular com José Serra (PSDB) a entrega do Pré-Sal e mais desmontes na Petrobras.
Os trabalhadores e a juventude estão revoltados. Por isso ocorrem protestos em vários estados. Atualmente o maior exemplo desse enfrentamento é a forte greve da educação do Rio de Janeiro, que acaba de realizar uma manifestação unificada com os secundaristas e outras categorias. Esse é o caminho! Coordenar as lutas e construir uma greve geral para barrar os ataques e a corrupção.
Chega de ajuste e corrupção! Construir uma alternativa da esquerda, contra PT e PSDB!
Dilma, Lula e o PT não têm moral para seguir governando, pois são repudiados pelos trabalhadores e jovens. Defendemos que essa indignação se transforme em ações de rua, greves e ocupações para acabar com o governo do PT. Porém o Congresso Nacional de Cunha e Renan não possui legitimidade para realizar um impeachment. Principalmente quando o presidente da Câmara é réu na lava jato e o vice Michel Temer compartilha com Dilma o ajuste e a corrupção. Por outro lado criticamos a proposta de novas eleições, feita por Aécio, que visa o retorno do PSDB para a presidência da república. É preciso construir uma saída dos trabalhadores e do povo, organizada pela esquerda e os educadores, secundaristas, operários e sem-teto em luta.
Que o PSOL, a CSP-CONLUTAS e demais organizações da esquerda convoquem uma manifestação nacional!
O PSDB, juntamente com outros partidos, convoca uma manifestação pelo impeachment no dia 13/03. Sabemos que muitos trabalhadores começaram a ver essa manifestação como um canal para protestar contra Lula e Dilma. No entanto alertamos que essa atividade não é uma alternativa para expressar nossa indignação.  Esse ato é liderado por Aécio, Cunha, Bolsonaro, Caiado e outros empresários.  Eles querem voltar para o poder e manter o ajuste fiscal e o roubo nas estatais, como fazem em São Paulo.
O PT, juntamente com as direções da CUT, UNE e MST, convoca uma manifestação em defesa de Lula e Dilma para o dia 31/03. O PT quer manter tudo como está, para seguir governando contra o povo. Algo absurdo que deve ser repudiado. Infelizmente muitos setores da esquerda estão construindo essa manifestação governista, caso do MTST e da direção da US-PSOL, o que é um erro.
Está nas mãos do PSOL, da CSP-CONLUTAS, liderar a organização de uma reunião nacional com o PSTU, PCB, PCR, a INTERSINDICAL, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, o SEPE/RJ, o SINTEPP (Pará), sindicatos independentes e comando de greve para debater uma agenda para combater a crise e batalhar por uma greve geral.
Nossa tarefa imediata é a construção de uma terceira manifestação, alternativa ao dia 13/03 do PSDB e ao 31/03 do PT. Nós da CST-PSOL apresentamos essa proposta de um terceiro ato nacional nas reuniões em que estivemos. Infelizmente não obtivemos o apoio das demais organizações da esquerda. Seguimos chamado a unidade para construir uma manifestação alternativa. Esperamos que essas direções reavaliem sua postura e construam essa atividade nacional unificada.
Defendemos a necessidade de lutar por um Governo de Esquerda, dos Trabalhadores e do Povo para aplicar um plano econômico contra as demissões, por reposição das perdas salarias e redução da jornada sem redução do salário. Por um plano de obras públicas, de reconstrução dos serviços estatais e de investimento nas áreas sociais custeado pela suspensão do pagamento da dívida externa e interna. Por congelamento das tarifas e estatização dos transportes com tarifa zero pra população. Para punir os corruptos, estatizando as empreiteiras envolvidas na Lava-jato, transformando a Petrobras em uma empresa 100% estatal e sob controle dos trabalhadores.
Executivo Nacional da CST-PSOL (Corrente Socialista dos Trabalhadores – Tendência do PSOL)

terça-feira, 8 de março de 2016

Incêndio no Colégio Universo: tragédia anunciada


O que se viveu hoje no Colégio Universo "Kids" em Belém do Pará é a expressão do que melhor a ganância capitalista produz: destruição e tragédia.

Por volta das 09h da manhã desta terça-feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, pais e responsáveis chegavam desesperados de todos as partes da Região Metropolitana de Belém para apanhar seus filhos. Um incêndio de grandes proporções, conforme comprova o vídeo conseguido pelo blog, atingiu a cantina da escola.

Ao ver o desespero das crianças e adolescentes no vídeo, a gente tem ideia da gravidade do sinistro e mais, do tamanho da irresponsabilidade e crimes cometidos pelos mantenedores do Colégio Universo. 

1) Crianças e adolescentes do ensino fundamental, bem como os funcionários, correm apavorados e aos berros por todos os pátios e dependências da escola na tentativa de fugir das imensas labaredas. A falta de qualquer preparo da equipe de funcionários é evidente.

2) As crianças do pré escolar e da creche, assim como seus professores, na impossibilidade e na ausência de saídas de emergências, foram obrigados a recorrer a um portão (que estava fechado) que fica por trás da escola e dá acesso à Igreja Presbiteriana. Felizmente um funcionário da Igreja, ao ouvir gritos de socorro e choro de crianças, correu para ver o que era e prontamente abriu o portão.

Uma mãe nos informou que a escola precariza muito as condições de trabalho dos funcionários e que explora sobremaneira seus professores. Uma sala de aula tem dezenas de crianaças e apenas dois profissionais. Encontramos na porta da escola um professor chorando ao entregar um aluno para sua mãe. Chorava porque ficou desesperado ao ver muitas crianças em condição de vulnerabilidade e poucos profissionais para orientá-los, ajudá-los e protegê-los.

Tragédia anunciada

Enviado pelo WhatsApp/DOL
Essa não foi a primeira vez que isso aconteceu. Segundo pais, professores e responsáveis ouvidos pelo blog, ano passado a tragédia poderia ter sido maior, na ocasião em que toda a escola ficou impregnada de gás butano que vazava da mesma cantina que hoje fora consumida pelo fogo.

Segundo um professor, que por motivos óbvios vamos preservar a identidade, "a escola nunca criou um plano de contenção ou de evacuação da escola em caso de tragédias como essa". Na escola, que têm centenas de alunos de diversas séries da educação básica e ensino fundamental, não existem bombeiros civis e até hoje nenhum funcionário fora treinado em caso de sinistros como o ocorrido.

Nas imagens (que tem a duração de pouco mais de um minuto), que são revoltantes e fortes, fica claro que, se haviam equipamentos para fazer o combate das chamas, nenhuma extintor fora usado. Na verdade o que se vê é o desespero humano que faz a gente lembrar imediamente do bárbaro incêndio que vitimou quase trezentos jovens na boate Kiss, em Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul.

Relação promíscua, sede de lucro, morte

O ano passado assistimos estupefatos as tenebrosas cenas de pacientes sendo retirados em macas pelas janelas do maior  Hospital de Pronto Socorro Municipal da região Norte do país, o PSM Mário Pinotti, em decorrência de um  incêndio, que também era uma tragédia anunciada.

O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) tinha conhecimento das péssimas condições de infraestrutura e segurança do prédio do PSM. Inclusive, em virtude de denúncias feitas pela Associação dos Servidores da Saúde do Município de Belém (ASSESMUB), o Ministério Público Federal, através de uma de suas promotorias, havia feito Termo de Ajustamento de Conduta obrigando a Prefeitura de Belém a promover reformas e garantir condições mínimas que impedissem que um sinistro se precipitasse ali.

Ciente dos problemas e em vez de resolvê-los, Zenaldo Coutinho fraudou junto a três bombeiros militares uma inspeção do PSM e liberaram o uso do espaço de forma irresponsável. Por conta do incêndio, das 3 mortes e das fraudes, Zenaldo e os militares respondem criminalmente na Justiça (civil e Militar).

Novamente um incêndio acomete um estabelecimento que já mativera próximas relações com o tucanato paraense. O ano passado, foi necessário o Ministério Público do Estado agir para impedir que o governador Simão Jatene (PSDB), através da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), contratasse o Grupo Universo para a oferta de aulas de reforço para alunos das escolas públicas. Essa nada idônea atividade levaria dos cofres públicos a estratosférica soma de cerca de R$ 15 milhões de reais.

Como o lucro é o que define as atitudes/ações do empresário da educação, a ética, o denodo, o zelo e o respeito para com a coisa pública e para com a vida das pessoas ficam em segundo e terceiro planos.

Omissão e crime

 O Além da Frase esteve na escola e um funcionário da equipe técnico-pedagógica nos informou que um Boletim de Ocorrência foi feito e que uma equipe do Corpo de Bombeiros Militares do Pará se encontra no estabelecimento fazendo perícia das dependências da escola que foram consumidas pelo incêndio. As aulas foram suspensas por tempo indeterminado ou até que se conclua a reforma do espaço e se tenha uma resposta das autoridades.

Acreditamos que pais e responsáveis exijam todos os esclarecimentos possíveis, realizem assembleias, mas acima de tudo cobrem na justiça a criminalização dos diretores (donos) do Grupo Universo, que desde o ano passado, sabedores do vazamento de gás butano na cantina que hoje ardeu em chamas, nada ou pouco fizeram para evitar que esse terror se abatesse sobre a vida de familiares e alunos que viveram um terrível trauma.

Das autoridades, esperamos rigor nas apurações, mas que acima de tudo o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e demais órgãos competentes façam seus trabalhos e um verdadeiro mutirão de averiguação das condições de segurança dos estabelecimentos de ensino ou não de todo o estado, sejam eles, públicos ou particulares. Só assim, as famílias terão tranquilidade e as pessoas poderão desenvolver seus ofícios sem o medo de uma tragédia desse porte.

CUIDADOS

Toda a atenção dos pais e responsáveis nesse momento é fundamental. Como se vê das imagens, o incêndio produziu muita fumaça, e certamente, com a queima de produtos tóxicos. A fumaça é altamente nociva para o corpo humano. Nas crianças pode produzir efeitos devastadores.

As autoridades médicas indicam que em casos como esse, que se redobre os cuidados e a atenção junto às vítimas, pois os problemas advindos da inalação da fumaça só se manifestam em cerca de 2 a 3 dias depois. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dilma e Manescky querem privatizar 'Barros Barreto' e 'Betina'

Discussão sobre a EBSERH. Fazendo a fala, Newton Lima, presidente.
Em meio a epidemia de zika, chykungunia e dengue, ante uma das maiores crises na saúde pública nacional, a pauta no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e Betina Ferro de Souza (HUBFS) centros de excelências em salvar vidas e que pertencem a Universidade Federal do Pará, é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

A EBSERH é uma criação dos governos do PT, que segue a lógica dos governos tucanos e os do PMDB. A matemática é simples. Eles sucateiam os serviços públicos, não realizam concursos e apresentam as Organizações Sociais (OS's) como salvadoras da pátria. A EBSERH é uma delas.

Dilma (PT), Jatene e Zenaldo (ambos do PSDB) são governos que impulsionam esse tipo de organizações. No papel elas parecem legais. Na prática, nos inquéritos e ações penais que burbulham pelo país, são organizações criminosas. Todo mundo viu o recente escândalo de uma OS no Rio de Janeiro. Controlava dois hospitais municipais entregues pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB). Os proprietários estão presos pelo desvio de cerca de 46 MILHÕES DE REAIS. Ainda que suas ligações com o prefeito sejam evidentes e os indícios de caixa 2 e corrupção passiva latentes, nada aconteceu até o momento com o nefasto alcaide.

Os governos corruptos fazem um verdadeiro "toma lá da cá" com os corruptores nas OS's (além de bancos, empreiteiras, etc.). Uma mórbida marcha que conta com a conivência do judiciário e a cumplicidade dos parlamentos.

Referências
O HUJBB é referência nacional em doenças tropicais e regional em HIV/AIDS, além de oferecer dezenas de serviços e especialidades, que vão da saúde bucal à nutrição, formando profissionais e pesquisadores em saúde e produzindo saber público na Amazônia.  O HUBFS é referência regional em otorrinolaringologia e oftalmologia.

Em que pese todo o sucateamento e os sucessivos cortes de verbas promovidos pelo reitor Carlos Maneschy e pela presidenta Dilma Rousseff, o HUJBB e o HUBFS são hopitais fundamentais para a saúde da sociedade e para a formação de qualidade dos alunos e pesquisadores da maior universidade pública do Norte/Nordeste do país.

Ameça
Tudo isso está ameaçado pela EBSERH. O presidente da empresa, Newton Lima, que é condenado na justiça por improbidade administrativa, está neste momento no auditório do HUJBB tentando enfiar "goela abaixo" esta privataria assassina.

Sugundo o diretor da Federação dos Servidores das Universidades Federais (FASUBRA) e da tendência sindical Combate, Pedro Rosa, "as experiências com a EBSERH são trágicas". Para exemplicar, ele cita o caso de dois estados: o hospital universitário da Universidade Federal do Ceará, onde a empresa "desativou 50% dos leitos e de forma criminosa praticamente extinguiu os transplantes".  Em MG foram canceladas as cirurgias no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triangulo Mineiro (HC-UFMT).

Resistência
Na UFPA há resistência por parte do corpo administrativo, comunidade discente e docente. De acordo com Zila Camarão, servidora do "Barros" e diretora do Sindicato dos Servidores das Instituições Federais de Ensino Superior do Pará (SINDTIFES-PA), a "EBSERH representa uma grave ameaça para saúde pública no estado. Os leitos fecharão, serviços ficarão mais precarizados, os alunos das universidades particulares serão favorecidos e centenas de funcionários da FADESP [Fundação de Amapara à Pesquisa/UFPA] serão demitidos".

Sem dúvida que a adesão (ou não) do HUJBB e Bettina Ferro de Souza a EBSERH é uma questão de saúde pública e demanda uma reposta urgente de toda a sociedade. Não há como se permitir a privatização de dois hospitais públicos dessa relevância e grandeza!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A privatização da orla de Belém

Há cerca de um mês, o presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), Parsifal Pontes, afilhado político do senador Jader Barbalho (PMDB), anunciou em entrevista ao jornalista Mauro Bonna no Programa Argumento (TV RBA, de propriedade de Jader), que está em "processo avançado de estudo" a privatização de toda a área da CDP em Belém. 

Sobre isso vale a leitura do artigo (abaixo) do jornalista Carlos Mendes, que não fala dessa assombrosa proposta de Pontes, mas me remeteu de imediato a ela. Segundo o presidente da companhia, que é uma autarquia federal ligada ao Ministério dos Transportes, "só tem interesse dos investidores, caso a privatização seja de todo o espaço e imóveis que compõe os metros quadrados que vai da Escadinha do Cais do Porto até o armazém 8 (Av. Marechal Hermes). 

Aliado a proposta do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) e governador Simão Jatene (PSDB), que pretendem "gourmertizar" o Ver-O-Peso, tranformando-o em um shopping center da gastronomia, artesanato, etc., esses projetos representam verdadeiros atentados ao direitos dos moradores de Belém sob sua própria cidade. Há tempos que Belém está fechada para o rio. Seu povo enclausurado por empreendimentos privados que o impedem de usufruir de seus quilômetros de orla. É chegada a hora da sociedade problematizar essas questões e responder com mobilização para reverter esse processo de assalto ao patrimônio natural, social e cultural da quatrocentona Belém do Pará.

Os "donos" da orla de Belém. E nós

por Carlos Mendes

Um local excelente, para a logística militar. O inimigo estaria de frente para a cidade e seria um alvo fácil de ser combatido. O capitão português Francisco Caldeira Castelo Branco, ao fundar Belém, tinha na cabeça a estratégia de defesa da cidade  em caso de ataque por conquistadores franceses, holandeses e espanhóis. O que ele não imaginava, porém, é que, 400 anos depois, a orla que ele tanto queria proteger, para permitir que o morador da cidade visualizasse o inimigo da Baía do Guajará ou do Rio Guamá, fosse tomada de assalto por empresas, madeireiras, portos clandestinos e até prédios de 40 andares. 
Pois é isto a que foi reduzida a orla da capital, hoje literalmente privatizada nas barbas do Poder Público - ou com a conivência deste. Não cabe jogar a culpa pelo fato aos colonizadores portugueses. Fomos nós mesmos, nativos ou por adoção, os dilapidadores do patrimônio natural que herdamos. A possibilidade de contemplação da bela paisagem nos foi roubada e nós, moradores, nada fizemos contra isso.
A ocupação da orla por grandes empresas é ilegal e imoral. Não possui nenhuma sustentação jurídica. Ou seja, tudo poderia ser derrubado e os invasores obrigados a indenizar o Município. Um estudo feito e publicado em livro em 2005 pelo geógrafo e professor Saint-Clair Trindade Jr. em parceria com Marcos Alexandre P. da Silva em forma de coletânea de artigos, intitulado 'Belém: a cidade e o rio na Amazônia', desnuda o problema.

Os números dessa ocupação desordenada impressionam: uso residencial (em geral, são residências de pessoas de baixo poder aquisitivo): 4,23%; industrial (principalmente indústrias madeireiras, mas também outras como castanha, bebida etc): 12,26%; comercial (atacado e varejo, principalmente): 34,67%; recreação, lazer e turismo (seriam, aqui, bares, restaurantes, espaços de lazer etc): 4,23%; serviços (aqui seriam sobretudo estações hidroviárias de passageiros): 20,51%; institucional (o campus da Universidade Federal do Pará é um exemplo significativo, e positivo, dessa ocupação): 4,65%; feiras e mercados (alguns exemplos bem conhecidos são o Porto da Palha, Ver-o-Peso, Feira do Açaí etc): 1,90%; misto: 33%; aglomerados multifuncionais: 2,96%; subutilizado ou não utilizado: 8, 67%; outros: 3,59%. Eis a distribuição do espaço na orla de Belém.

Não tem sentido viver na Amazônia sem poder contemplar o rio, receber no rosto a brisa que sopra da baía do Guajará e do rio Guamá. A expropriação dos espaços públicos foi tão grande e impune que algumas empresas avançam com seus portos sobre a baía, como faz o Grupo Chibatão, de Manaus, localizado na rodovia Artur Bernardes. Tudo sem que o Serviço de Patrimônio da União (SPU) ou a prefeitura de Belém movam uma palha sequer.

Já passou da hora de se fazer alguma coisa. A campanha eleitoral para prefeito de Belém vai começar. Mas, por favor, sem demagogia, promessas que não podem ser cumpridas, ou arroubos de candidatos em busca de votos. A ocupação ilegal da orla está na pauta.

O blog Ver-o-Fato será implacável na cobrança. A orla precisa ser devolvida ao verdadeiro dono: o morador de Belém.     
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Carlos Mendes edita o blog Ver-o-Fato

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Zenaldo privatiza rota fluvial Belém-Icoaraci

Com a logo da Prefeitura Municipal de Belém. Fonte: página da Expresso Tapajós no Facebook

O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) colocou uma lancha catamarã da empresa Tapajós Expresso (imagem) ao incrível preço de R$ 10,00 para o breve trajeto de Belém - Icoaraci. 
Um crime desavergonhado de quem odeia o povo pobre e trabalhador, assim como de quem despreza o transporte público e a mobilidade ribeirinha-urbana.
Lembro da propaganda do Zenazenaldo aí. Vocês também lembram. Tinha aquela bonita computação gráfica feita pela galera do Orly que mostrava a promessa: lanchas velozes, a preços da tarifa metropolitana, portanto 2,70, entre Belém, Icoaraci, Mosqueiro, Cotijuba...
Tudo mentira! O "Papudinho" era tarado por Doca. O Zenaldo é tarado por privatização.
Adora fuder e propriamente tacar fogo no público, como fez com o maior hospital de pronto socorro municipal da Amazônia, para agradar meia dúzia de empresários e amigos financiadores de campanha. 
Morra o povo, é o que ele no âmago e íntimo diz. Nem precisa ir no fundo do poço para ver isso. Está visível como o mosquito transmissor da zica, dengue e chykungunha que está espalhado no lixo que Zenaldo transformou a cidade.
Nos 400 anos de Belém oficial da prefeitura, Zenaldo levou uma mijada. 
Senão literal, no estridente coro das vaias. Não foi o primeiro e não será o último.
Aqui a elite já mandou jogar merda em jornalista. Assim como aqui o povo já cortou a cabeça de governador. 
Um dia a poesia se arrebenta, as pedras rolam e tudo que é sólido se desmancha no ar.
Bom dia, Belém!
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P.S.: Na página da Tapajós Expresso, o texto diz que o serviço é "Em parceria com a Prefeitura Municipal".
Bem que o Ministério Público Estadual ou a sofrível Câmara Municipal de Belém poderiam investigar que " parceria" é essa que atenta contra o direito de ir e vir e mobilidade da população de Belém, que está em claro flagrante contra a legislação vigente acerca do transporte público de massa em Belém do Pará.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sobre a difícil tarefa de "ganhar na mega sena"

Há três anos, a amiga e companheira de lutas, sonhos e conquistas, Samantha Caldas, escreveu esse texto sobre oo vestibular e sua relação (ou falta) com os jovens da periferia. 
Só hoje ele apareceu na minha linha do tempo no Facebook. Como a conheço, percebi que não era atual. Mas na verdade é atualíssimo. Desgraçadamente atual. Porque as mazelas, a crise social, política e econômica permanecem. Como permanecem o anseio de mudanças e de se vencer os obstáculos da vida, como o vestibular.
Novamente a juventude, principalmente, espera ansiosa a saída do listão. Novamente estamos na torcida.
Assim, decido abrir os trabalhos do Além da Frase de 2016 com este lindo e vivaz texto.
Boa leitura!

O jovem de periferia e a luta do vestibular
por Samantha Caldas

"Para eles, passar no vestibular é como ganhar na mega-sena" diz pesquisa feita com jovens da periferia de belém.
Eu não sabia o que escrever, ainda não sei.
Não é fácil lhe dar com essa mistura de sentimentos. Estou muito Feliz pelos que passaram. E muito triste pelos que não conseguiram. Me lembro bem do post que fiz no dia da prova do enem, alertei que não seria fácil, não pelo grau de dificuldade, mas pelo papel que cumpre o vestibular. Esse método vergonhoso de avaliação e segregação, um perfeito funil social. Quero dizer que ao longo dos meus 2 anos militando em secundaristas acompanhei muito de perto todo o sofrimento e batalha desses meninos e meninas que lutam por mais essa oportunidade, e que nem sempre conseguem.
Aos que passaram, quero dar os meus parabéns, pela sorte que tiveram e pela grande vitória, e dizer que a luta continua, que é apenas o início, ainda temos muitas batalhas a travar.
Aos que não passaram, parabenizo por terem lutado, e pela vitória de não serem parte do percentual alarmante de jovens que se quer conseguem chegar ao ensino médio. A esses eu deixo o forte abraço. Não vou dizer "ano que vem tem mais", mas sim: A luta continua! Por que isso que vocês fazem todos os dias: acordar cedo (tomar ou não café da manhã), pegar ônibus lotado, ir pra uma escola que na maioria das vezes não oferece as minimas condições para uma educação de qualidade, ficar direto, nem sempre comer, correr para o cursinho, passar a noite estudando e nas horas vagas ainda pensar "Preciso ajudar financeiramente meus pais em casa" Isso tudo, é uma grande batalha, uma batalha não só por um vestibular, mas por perspectivas, enfrentando não só os concorrentes, mas a logica dessa sociedade. Sociedade que é suja, desigual, injusta. O vestibular não divide vencedores e perdedores, inteligentes e burros. Não! Ele apenas divide, por que é impossível avaliar em um dia se as pessoas são capazes ou não .Todos vocês deveriam ter acesso a uma universidade pública e de qualidade. Todos deveriam ter essa oportunidade! E nós devemos continuar lutar por isso, por uma universidade realmente para todos.
Então, meus caros, para quem passou e para quem não passou, é hora de lutar, seja dentro ou fora da universidade.
Aos meus meninos e meninas do Vamos à Luta, deixo o meu abraço, e eu vou estar com vocês seja qual for a batalha. O importante é não desistir e lutar.
Vamos à Luta!
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Samantha Caldas é enfermeira e mestranda do CCBS/UEPA.