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domingo, 18 de fevereiro de 2018
A esquerda brasileira no labirinto do PT
Adolfo Santos e Diego Vitello – Dirigentes nacionais da CST-PSOL
O julgamento do ex-presidente Lula tem enfiado amplos setores da esquerda num verdadeiro labirinto. Prisioneiros da propaganda do lulopetismo e seus aliados, estes grupos políticos se perdem em justificativas, explicações, acusações e propostas estapafúrdias. Nenhuma delas conduz ao caminho para superar uma direção que traiu os interesses da classe trabalhadora, quando é imperioso construir uma saída frente a uma das maiores crises política, econômica e social da história recente do Brasil. Escrevemos este texto para aportar ao debate apresentado pelo PT e pela maioria das correntes do PSOL em defesa de Lula e contra sua condenação por fatos relacionados com a corrupção.
Nestes dias assistimos fatos concretos que ajudam a compreender melhor esta discussão. As mobilizações convocadas em apoio de Lula demonstraram mais indiferença que interesse por parte da população trabalhadora em relação ao processo do julgamento. Os atos do dia 23/01 em Porto Alegre e 24/01 em São Paulo, onde o PT, a CUT, a CTB e o MTST jogaram toda a força de seus aparatos, não moveram nenhuma parcela expressiva da classe trabalhadora, que não compactua com a corrupção desenfreada deste regime em decomposição. No ato não estiveram presentes os batalhões pesados do operariado com fortes colunas de metalúrgicos, bancários, carteiros, petroleiros ou trabalhadores do transporte. Pelo contrário, a maioria dos atos era composta de militantes de organizações que se alinha
ram ao campo lulista.
Felizmente, algumas organizações da esquerda, dirigentes políticos e sindicais e principalmente importantes setores da base da classe trabalhadora e também do próprio PSOL, de diferentes categorias e da juventude, resistem à lógica do “mal menor” e às mais diversas acusações, por não nos alinharmos com a defesa de Lula e seu projeto. São muitas as opiniões que circulam em documentos, jornais e nas redes que manifestam a rejeição a defender a principal figura do PT das acusações de corrupção. Como parte desses setores, que não aceitam livrar a cara dos que se integraram a este regime podre, a CST publicou vários artigos, colocando claramente que os crimes de corrupção devem ser investigados, os culpados punidos e seus bens confiscados. Lula e a direção histórica do PT são parte desses esquemas de propinas, desvios de dinheiro público e enriquecimento ilícito. Por isso entendemos que não é tarefa da esquerda consequente a defesa de Lula, nem de outros tantos envolvidos em corrupção.
Pois disso se trata. O ex-presidente Lula não está sendo acusado nem julgado por perseguição política, por apoiar a ocupação de terras, por desapropriar prédios e entregar-los aos sem teto, por romper com o sistema financeiro, por confiscar os bens dos empresários que inflacionam os preços ou que sonegam impostos ou por desobediência civil. Em qualquer caso de uma condenação dessas, a CST estaria de forma incondicional na defesa de Lula ou de qualquer outro. Mas infelizmente, não se trata disso. Lula, à cabeça de seu partido, integrou-se ao regime burguês decadente que governa nosso país. Seguiu os passos dos governos que o antecederam e que sempre denunciamos, e integrou-se aos esquemas de corrupção.
“A opção de Lula e da cúpula petista de aderir ao projeto de submissão imperialista, converteu as velhas lideranças de esquerda em capachos do sistema financeiro, do agronegócio e das multinacionais e levou inevitavelmente a utilizar os mesmos esquemas e os mesmos métodos corruptos dos governos e regimes anteriores […] O PT e a maioria de seus dirigentes e parlamentares financiaram suas campanhas graças às contribuições de madeireiros, bicheiros, multinacionais e banqueiros… Cabia-lhes, depois pagar a conta, lembrando o velho ditado que diz: quem paga a banda, escolhe a música”Do artigo: “Corrupção e neoliberalismo”, publicado pelo mandato do deputado federal Babá, PSOL/RJ, em agosto de 2005.
Lula e o PT são parte do processo de corrupção sistêmica no Brasil
É consenso entre a maioria das organizações de esquerda que no Brasil existe um processo de corrupção sistêmica. Grosso modo, o sistema político para os maiores partidos (PMDB, PT, PSDB, PP, etc.) funciona assim: as grandes empresas, como é o caso da Odebrecht, OAS, JBS, Itau e outras, financiam campanhas políticas milionárias, de candidatos de diferentes legendas. Terminado o pleito, os vencedores, através do executivo e do legislativo, passam a defender os projetos de interesse dessas empresas, seja com projetos de lei, concessão de obras e serviços públicos. As empreiteiras, umas das que mais financiam as campanhas, são favorecidas com obras superfaturadas, que lhes permitem altíssimos lucros e um generoso excedente para destinar ao financiamento dos partidos e políticos de forma individual. As obras da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 foram uma verdadeira farra com o dinheiro público que beneficiou empresários e políticos, Sérgio Cabral, que sempre foi aliado de Lula, é o melhor exemplo disso. Se pesquisarmos o financiamento eleitoral do PT, do PMDB, ou do PSDB, veremos que esses partidos e seus dirigentes, se beneficiaram fartamente dos dinheiros das empreiteiras. Os que defendem Lula, e portanto negam que esteja envolvido nos esquemas de corrupção, entendem que o PT e seus dirigentes não são parte da corrupção sistêmica em nosso país?
Além disso, sob pretexto da “governabilidade”, e a troca de apoio aos seus projetos, o partido no governo, distribui cargos para seus “aliados” que passam a controlar pequenos “feudos”, como ministérios, secretarias, direção de estatais, desde as quais comandam fortes esquemas de desvio de dinheiro. É só lembrar as fotos do apartamento alugado para guardar malas, caixas e pacotes desbordando dinheiro desviado por Geddel Vieira Lima, queridinho nos governos de Lula, Dilma e Temer, onde ocupou importantes cargos. Escândalos de corrupção como Mensalão, Petrolão e o Trensalão do tucanato de São Paulo, se enquadram nesse tipo de corrupção, que é o mais comum. O PT não foi o inventor destes esquemas, mas os adotou e os expandiu.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Delcídio apresentou provas de encontros com Lula, diz Janot
| Lula foi denunciado pelo procurador-geral da República ao Supremo |
O senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) entregou à Procuradoria-Geral da República uma série de documentos que, segundo ele, comprovam seu encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tramar contra a Operação Lava Jato.
Lula foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por obstrução à Justiça.
O procurador também pediu a inclusão do petista no inquérito que investiga dezenas de políticos por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras.
Delcídio relatou ao Ministério Público Federal que foi chamado por Lula em meados de maio de 2015, em São Paulo, para "tratar da necessidade de se evitar que Nestor Cerveró fizesse acordo de colaboração premiada".
Segundo o senador, Lula o teria incumbido de "viabilizar a compra do silêncio de Nestor" para proteger o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
Janot anotou em manifestação ao STF: "A respeito desse fato, há diversos outros elementos, tais como e-mail com comprovante de agendamento da reunião entre Lula e Delcídio no Instituto Lula, no dia 8 de maio de 2015; comprovantes de deslocamento efetivo do senador para São Paulo compatível com esta data; outros documentos que atestam diversas outras reuniões entre Lula e Delcídio no período coincidente às negociatas envolvendo o silêncio de Nestor Cerveró, além de registros de diversas conversas telefônicas mantidas entre Lula e (o pecuarista) José Carlos Bumlai e entre este e Delcídio", afirma o procurador-geral da República.
STF RECEBE DENÚNCIA CONTRA LULA E DILMA
Delcídio afirmou que o filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, pagou R$ 250 mil à família de Cerveró, "por interferência de Lula". De acordo com o senador, Lula "pediu expressamente" a Delcídio que ajudasse Bumlai, amigo do petista.
O ex-líder do governo contou em delação premiada que o ex-presidente tinha "especial preocupação" com a situação de José Carlos Bumlai porque eles ficaram muito próximos durante a primeira campanha de Lula à Presidência da República.
Segundo o senador, "Bumlai se tornou o grande conselheiro de Lula, com forte influência em diversos negócios do governo, além de ter sido avalista de um empréstimo milionário obtido pelo PT junto ao Banco Schahin e de ter ajudado a construir, estruturar e organizar o Instituto Lula, entre outros".
O procurador-geral da República ainda levou em consideração, no pedido de aditamento à denúncia contra Delcídio, as gravações captadas por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró.
Em novembro de 2015, foi entregue por Bernardo Cerveró à Procuradoria-Geral da Republica um áudio "revelador da grande trama criminosa envolvendo a obstrução da presente investigação, por meio da compra do silêncio de Nestor Cerveró".
"A partir daí as investigações ganharam novos contornos e se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Mauricio Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e a André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida nos Autos 4170/STF", afirma Janot.
"Os depoimentos de Nestor Cerveró deixam evidente que a intenção dos articuladores do silêncio de Nestor era esconder fatos ilícitos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai, André Esteves, Delcídio Amaral, além de outras pessoas que possivelmente também integram a organização criminosa objeto deste inquérito."
Outro Lado
A assessoria de Lula diz que a peça apresentada por Janor "indica apenas suposições e hipóteses sem qualquer valor de prova". "Trata-se de uma antecipação de juízo, ofensiva e inaceitável, com base unicamente na palavra de um criminoso."
Segundo a defesa, o ex-presidente não participou "nem direta nem indiretamente" de qualquer dos fatos investigados na Operação Lava Jato.
"Nos últimos anos, Lula é alvo de verdadeira devassa. Suas atividades, palestras, viagens, contas bancárias, absolutamente tudo foi investigado, e nada foi encontrado de ilegal ou irregular", afirma em nota. "O ex-presidente Lula não deve e não teme investigações."
A defesa de André Esteves reiterou que ele não cometeu nenhuma irregularidade. Já a assessoria do senador Delcídio informou que ele não irá comentar o assunto no momento.
(Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/05/04/delcidio-entregou-elementos-que-incriminam-lula-diz-janot.htm)
terça-feira, 12 de abril de 2016
Caixa dois: Zenaldo Coutinho está na Lava Jato
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| Honoráveis bandidos do PSDB: senadores Flexa Ribeiro, Aécio Neves e o prefeito Zenaldo Coutinho. |
A denúncia é extensa e o esquema teve origem no governo de Minas Gerais. O provável operador era o Secretário de Estado de Governo, Danilo Costa, o qual enviou os documentos aqui publicados para o senador Aécio Neves (PSDB), o qual teria se encarregado da partilha do milionário recurso aos seus correligionários, dentre eles o prefeito Zenaldo.
O fato é que até hoje nem o ex presidente do TSE e tampouco o Ministério Público do Estado do Pará e Ministério Público Federal responderam acerca dessas graves denúncias. Elas precisam ser apuradas de forma enérgica. Principalmente porque Belém, o estado e o país vivem uma profunda crise política e econômica, as quais resultam das administrações e ações corruptas desses governantes.
O esquecimento é o que alimenta, muitas das vezes, a impunidade. O blog Além da Frase está atento a esses desmandos e aberto a sociedade para impulsionar suas demandas. Seguiremos cobrando de forma enérgica a punição e a saída de todos os corruptos, tenham foro privilegiado ou não! Pois lugar de bandido é na cadeia!
Acompanhem abaixo a matéria completa e os documentos comprobatórios do esquema de caixa dois.
Foi assim que Aécio levantou R$ 166 milhões para 2012-2014?
O Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.
No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.
O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.
A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos - principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.
Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.
Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.
Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.
Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, "ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas".
A Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.
Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.
O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.
O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:
| Zena Zenaldo aqui! |
Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.
Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro, datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.
Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.
Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?
Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que à cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto....
Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos.
Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.
Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?
Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que à cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto....
Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos.
terça-feira, 5 de abril de 2016
A conexão ABC
O juiz Sérgio Moro decidirá, hoje, se prorrogará por mais cinco dias a prisão temporária do ex-secretário-geral do PT, Sílvio Pereira.Ele foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira da semana passada, na 27ª fase da Operação Lava-Jato, denominada Carbono 14. Outros indiciados ou investigados também foram presos.
Silvinho sustentou no seu depoimento que recebeu o dinheiro – de baixo valor e apenas de duas empreiteiras– sob investigação por serviços prestados a campanhas eleitorais, para si e para outros, como motoristas. Mas não reconheceu parte dos pagamentos identificados pela Lava-Jato,
Ele refutou o suposto repasse de uma “mesada” recebida do esquema de corrupção na Petrobrás, segundo seus advogados , que deram informações sobre o conteúdo das declarações que seu cliente fez, ontem, ao ser interrogado em Curitiba.
O petista também negou participação na negociação de repasse de seis milhões de reais a Ronan Maria Pinto, empresário do setor de transporte público em Santo André, no ABC paulista. Ronan, que também foi preso, teria recebido dinheiro desviado da Petrobrás pelo PT em 2004.
O dinheiro foi retirado via empréstimo fraudulento feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai no Banco Schahin, num total de R$ 12 milhões. Igualmente preso, Bumlai é amigo do ex-presidente Lula.
Para renovar a prisão, o juiz Sérgio moro terá que apresentar provas consistentes para sustentar as alegações utilizadas no mandado original. Vai estabelecer o nexo entre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e a organização criminosa que desviava dinheiro da Petrobrás para políticos, executivos e intermediários das negociatas.
Fora Dilma, Lula, Temer, Renan, Cunha e Aécio! Fora todos!
Investigação e punição para os políticos da lista da Odebrecht!
No dia 23/03 foram divulgadas as listas da Odebrecht contendo nomes de mais de 200 políticos, superando duas dezenas de partidos, beneficiados por doações de campanha. As maiores siglas lideram a lista. PT, PSDB e PMDB, junto com os nomes de Aécio, Mercadante, Romero Jucá, Luiz Marinho, Eduardo Paes, Sarney, Lindbergh, Manuela D’Ávila. Isso mostra como os grandes partidos, os maiores políticos e a linha sucessória da república estão envolvidos nos esquemas das empresas. Dilma, Temer, Renan, Cunha, Aécio, governadores e prefeitos, estão todos juntos com a Odebrecht. Essa é a falsa democracia em que vivemos. Uma república de empreiteiras, bancos e empresários, onde o financiamento de campanha serve para obter licitações, verbas e apoio.
Por isso exigimos a mais ampla investigação de tudo e de todos, doa a quem doer: políticos, empresários e empresas. Queremos a punição rigorosa dos corruptos. Discordamos do sigilo sobre o caso imposto pelo Juiz Sergio Moro e exigimos da Justiça a divulgação de todos os dados, planilhas, escutas telefônicas, mensagens, anotações e delações. Propomos a abertura do sigilo bancário, fiscal, telefônico, contábil de todos os investigados. Mas para conquistarmos essas propostas devemos retomar as ruas, protestar e realizar mobilizações.
Entendemos que mesmo as doações empresariais, registradas e legais, devem ser debatidas nesse momento. Se as doações são legais ou ilegais não muda o fato de que é errado receber doações de empreiteiras e outras empresas, diretamente ou por intermediários. Sempre fomos contra as contribuições de empresas e empresários nas campanhas eleitorais.
Não podemos defender o PT como se fosse um mal menor
O PT é o principal partido no poder, que governou o país na última década em parceria com o PMDB. É atualmente o principal beneficiado pelas empreiteiras. O pior é que utiliza esse mecanismo ilícito, em benefício próprio e de suas siglas, para obter mais fatias do poder e aprovar projetos de ajuste fiscal e privatizações, nada diferente do PSDB. Agora o novo ataque do governo Dilma e governadores é um pacote fiscal para tentar massacrar os servidores públicos.
Esse debate é importante porque vários dirigentes da esquerda participaram do ato do dia 18/3 e com seu prestigio ajudaram a convencer a muitos/as ativistas a participarem honestamente do ato “pela democracia e contra o golpe”, sendo que na realidade o ato do dia 18 era em defesa do governo Dilma, de Lula e do PT. Em seguida a US e RZ do PSOL e correntes da esquerda psolista (como a Insurgência e o MES), o MTST, o PCB, decidiram realizar uma manifestação no dia 24/03 com a mesma política. Acreditamos que o chamado pela “defesa da democracia”, na realidade se resume à defesa do mandato de Dilma e a defesa de Lula. Trata-se de um erro político grave justamente quando Dilma retoma o pacote fiscal e listas da Odebrecht são divulgadas. As manifestações do dia 24/3 foram fracas. Porém o mais importante é que foram atos lulistas e governistas, tanto que o Presidente do PT, Rui Falcão, esteve no caminhão de som em São Paulo, falando contra o suposto “golpe”. O que os dirigentes do PT chamam de golpe é o impeachment de Dilma e as investigações da Lava Jato sobre Lula. Dois problemas que vão se agravar com o aprofundamento da crise com o PMDB do Vice Michel Temer, a desintegração de sua base “aliada no congresso” e a incapacidade de abafar as investigações da polícia federal. O que eles chamam de golpe é na verdade a ruptura das massas com o governo Dilma, levando Lula e o PT para o “volume morto”.
O papel da esquerda não é o de sustentar Dilma e Lula. Na verdade deve ser o de construir uma alternativa contra os petistas e tucanos. Por isso, foi um erro construir atos que tentam reanimar o governo que idealizou e sancionou a lei antiterrorismo.
1º de Abril | Ocupar as ruas pelo Fora Todos!
A esquerda anticapitalista e os movimentos combativos devem apoiar as lutas e greves, a exemplo da forte greve dos profissionais da educação da rede estadual do Rio de Janeiro. Luta que unifica várias categorias e os estudantes secundaristas.
Outra tarefa é a busca da unidade dos que desejam construir um terceiro campo. Uma primeira iniciativa, nesse ano, para começar a unificar as organizações que desejam construir essa saída pela esquerda, será o dia 1º de abril. Essa manifestação, convocada pelo Espaço de Unidade e Ação, será um primeiro passo para começar a construir um embrião de polo alternativo ao PT e ao PSDB. Construiremos essa manifestação de vanguarda, no sentido de buscar unificar as organizações que estão pelo Fora Todos. Todos os que querem colocar para Fora Dilma, Lula, Temer, Cunha, Renan e Aécio.
25/03/16 | Comitê Executivo da CST-PSOL
Um poema sobre Belo Monte
por Júlio Miragaia*
Dentre as inúmeras acusações de corrupção, propina e irregularidades, apresentadas na delação premiada do senador Delcídio Amaral, ex-líder do governo Dilma no congresso nacional, está a questão da usina hidrelétrica de Belo Monte.
A denúncia, homologada na última terça-feira, dia 15,como parte do acordo para abrandar a pena de Delcídio, trata de fraudes no processo de leilão da usina e na compra de equipamentos para a obra. As maracutaias geraram uma quantia que pode chegar em 20 milhões de reais em contribuições ilícitas para as campanhas do PT e PMDB.
Sobre a trágica situação, posto aqui um poema que publiquei um tempo atrás sobre a tragédia chamada Belo Monte.
Memorial do Fruto Migratório II
Trouxe
Nos seus braços
De desenvolvimento
O rio da morte.
Nos seus braços
De desenvolvimento
O rio da morte.
Floresceu
Alojamentos,
Cimento
E casa de turbina.
Alojamentos,
Cimento
E casa de turbina.
Trouxe,
Acelerado
E forte,
O rio do lucro.
Acelerado
E forte,
O rio do lucro.
E garimpou
No empreendimento
Frutos de rapina.
No empreendimento
Frutos de rapina.
Trabalhou,
Aceleradamente,
O rio da usina.
Aceleradamente,
O rio da usina.
E Trouxe,
Nos braços
De desenvolvimento,
Um sol de Hiroshima.
Nos braços
De desenvolvimento,
Um sol de Hiroshima.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Baiano concorda com delação premiada e pode demolir Eduardo Cunha e parte do PMDB
O acordo com a PGR prevê, pelo menos, outro anexos aonde ele detalhará sua participação no esquema da Petrobras. O lobista deve continuar preso na Polícia Federal até novembro.
De acordo com o consultor e delator Julio Camargo, Baiano é “sócio oculto” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e teria recebido propinas de US$ 10 milhões pelos contratos dos navios-sondas. Desses, US$ 5 milhões teria ido para Cunha. O presidente da Câmara nega a acusação.
Baiano passou a quarta-feira prestando depoimentos na sede da Polícia Federal em Curitiba. A reportagem apurou que o operador já falou sobre três dos oito anexos inicialmente previstos no acordo. Entre os temas acordados, está a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. E a participação de políticos ligados ao PMDB no esquema.
Durante os dois meses de negociações para colaborar com a Justiça, Baiano adiantou aos investigadores de que o pagamento de propina relativas a refinaria americana não seu deu em 2006, quando a Petrobras comprou 50% da refinaria da Astra Oil. E, sim, durante as negociações para compra dos outros 50% da empresa a partir de 2008.
O acordo de Baiano pode alavancar outra colaboração emperrada na PGR: a do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
O acordo de Baiano pode alavancar outra colaboração emperrada na PGR: a do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
Isso porque Baiano não soube explicar em detalhes como as negociações para a aprovação de Pasadena foram feitas internamente na Petrobras. Cerveró se comprometeu a entregar dados de como dirigentes da estatal participaram do esquema montando para a compra de Pasadena.
Fernando Baiano é apontado pelo doleiro Alberto Youssef e outros colaboradores como o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras. Teria sido ele o operador de propinas do principal partido da base aliada do governo Dilma.
Fernando Baiano é apontado pelo doleiro Alberto Youssef e outros colaboradores como o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras. Teria sido ele o operador de propinas do principal partido da base aliada do governo Dilma.
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Fonte: http://br29.com.br/baiano-fecha-delacao-premiada-e-pode-demolir-eduardo-cunha-e-parte-do-pmdb/sexta-feira, 10 de julho de 2015
Dilma anuncia programa que corta dos trabalhadores para garantir o lucro dos patrões
Os patrões, para manter sua taxa de lucro, podem reduzir em até 30% o salário de seus funcionários, reduzindo também a jornada de trabalho. Destes 30% que serão descontados dos salários, 15% serão pagos pelo governo através dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
O programa de Dilma nada mais é do que descarregar a crise econômica nas costas da classe trabalhadora, reduzindo os salários para manter os altos lucros dos patrões. Nos últimos anos, programas do governo federal serviram para aumentar de forma absurda o lucro patronal. Somente com a redução do IPI, a indústria automobilística deixou de pagar R$16 bilhões em impostos, enquanto enviaram para suas matrizes uma quantia de R$51,2 bilhões.
Força Sindical, CUT e patronal em defesa do programa de Dilma
As centrais sindicais que tem defendido diversas medidas do ajuste fiscal contra os trabalhadores parabenizaram o governo pelo programa que diminui salários, dando a entender de que está é a única maneira de defender os empregos dos trabalhadores.
O primeiro secretário da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, declarou: “o dia a dia dos sindicatos têm sido lutar para conseguir lay-off ou férias coletivas. (...) Então, esse programa vem em boa hora.” A CUT foi ainda mais longe. Na capa do Jornal Tribuna Metalúrgica, órgão de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, coloca estampado “Vitória dos Trabalhadores!”. Ontem em Brasília, o presidente do Sindicato, vinculado à CUT, declarou: “Lutamos pelo PPE com dedicação, suor e muito trabalho de convencimento.”.
Assim como as centrais sindicais, a patronal através da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) declarou apoio ao Programa. Seu presidente disse que o Programa “vai trazer segurança jurídica para as montadoras” e que “o programa é vantajoso para as empresas, os trabalhadores e o governo”.
Ao invés de defenderem a redução do absurdo lucro dos patrões, os dirigentes da CUT e da Força Sindical estão ao lado da Associação Patronal defendendo a redução dos salários operários e a manutenção da alta taxa de lucro do empresariado.
Essa aliança espúria da burocracia sindical com os patrões acaba de ser revelada também na operação Lava-Jato, onde o dono da empreiteira UTC revelou que sua empresa doava volumosas quantias de dinheiro para candidatos a deputado vinculados à CUT e a Força Sindical para que estes “evitassem” as greves nas obras de sua empresa! Um verdadeiro escândalo que mostra como os burocratas sindicais no Brasil estão estritamente vinculados aos interesses patronais.
Seguir o exemplo dos operários da Mercedes: rejeitar o PPE em cada assembleia
Na própria base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no dia 2 de julho, em votações realizadas em todos os turnos da Mercedes de São Bernardo, os operários disseram não por ampla maioria ao acordo negociado e defendido pelo sindicato e pela patronal. O acordo rejeitado pelos operários previa uma redução de 20% da jornada e 10% no salário dos trabalhadores.
Esse exemplo vindo do ABC paulista, coração da classe operária industrial brasileira, deve ser seguido. Desta região operária tem vindo importantes exemplos de luta como a vitoriosa greve dos operários da Volks no início deste ano que reverteu 800 demissões. Ou então, o aguerrido acampamento dos operários demitidos na Mercedes. As fortes paralisações nos dias 15 de abril e 29 de maio, dias nacionais de lutas que marcaram a situação nacional. É este avanço da luta dos operários do ABC, que já contagia outras regiões do Brasil, que a burocracia sindical, em acordo com os patrões e o governo do PT/PMDB, quer barrar com esse PPE. Não devemos aceitar pagar pela crise econômica criada pelos patrões, que agora querem baixar nossos salários junto com o governo petista e a burocracia sindical.
Programa para defender os empregos e salários
É preciso sim defender os empregos. Não podemos aceitar nenhuma demissão. As empresas que lucraram centenas de bilhões nos últimos anos agora querem descarregar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. Por isso defendemos:
- Nenhuma demissão!
- Redução da jornada de trabalho sem redução do salário!
- Reajuste salarial automático toda vez que a inflação chegar aos 3%!
- Que as empresas que demitem e/ou fecham e as empreiteiras que desviaram dinheiro publico para corrupção sejam expropriadas pelo governo e colocadas a funcionar sob controle dos trabalhadores!
- Que os patrões paguem pela crise capitalista!
- Construir uma greve geral para derrotar o ajuste fiscal de Dilma/Levy!
Fonte: http://cstpsol.com
sábado, 4 de julho de 2015
Lula Mente! Não existe frente de esquerda com corruptos e neoliberais
2- Lula e Dilma comandam o país desde 2003 e são responsáveis pelo declínio do nível de vida das massas e pela corrupção federal. O modelo Lulista esgotou-se, como se nota nas explosões sociais e no desejo de mudança que está no ar, principalmente, após a jornada de junho de 2013. A falência do PT se explica por sua própria política, rejeitada nas urnas em outubro. Diante do agravamento da crise geral do país a saída de Lula/Dilma foi aprofundar a guinada à direita com a política neoliberal e alianças com os partidos reacionários. O ajuste fiscal segue as medidas do FMI retirando direitos, arrochando salários e canalizando o orçamento para o pagamento da dívida. Sem falar das contrarreformas, privatizações e outros ataques contra os trabalhadores e o povo. Nada diferente da “era FHC”.
3- Com essas declarações Lula pretende desviar o foco da operação Lava-Jato, cujas delações o afetam junto com Dilma, Mercadante, Dirceu, Ministros, prefeitos, além de políticos do PMDB, PSB e PSDB. Algo devastador para as instituições burguesas da velha republica de 1988. Por outro lado, os Lulistas possuem objetivos eleitorais. Com mais ou menos discursos críticos, o centro é preparar a candidatura de Lula em 2018 por meio de uma “frente”. O objetivo é salvar a própria pele e manter os cargos.
A tarefa da verdadeira esquerda é enterrar a política de Lula e do PT
4- Infelizmente há um setor conciliador da esquerda participando das reuniões da “Frente Popular”. O senador Randolfe Rodrigues informa no seu blog: “líderes como o ex-governador Tarso Genro (PT), o ex-presidente do PSB Roberto Amaral... os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e os deputados Alessandro Molon (PT-RJ) e Glauber Braga (PSB-RJ) decidiram redigir carta-manifesto com os principais pontos da agenda que a frente pretende apresentar à sociedade”. Embora o grupo negue vinculo com Lula, Tarso encontrará o ex-presidente dia 07/07. Pela imprensa soubemos que representantes do mandato de Ivan Valente do PSOL-SP e Leo Lince do PSOL-RJ participaram de reunião articulada por João Pedro Stedile do MST, Rui Falcão presidente do PT, Jandira Feghali e Renato Rabelo do PCdoB.
5- Essa “Frente” não é de esquerda. Visa combater a suposta “onda conservadora”, construir alternativas capitalistas a austeridade radical e é tão ampla que tenta incluir Bresser Pereira, ex-ministro de FHC e Claudio Lembo, ex-governador de São Paulo. É a orientação do congresso do PT: “O programa de reformas estruturais pressupõe a construção de uma frente democrática e popular, de partidos e movimentos sociais, do mundo da cultura e do trabalho”. Tudo para “a constituição de uma nova coalizão, orgânica e plural”, pois a frente burguesa que sustentou Lula e Dilma desintegrou-se. Algo importante é que Lula e o PT-RS têm como programa uma crítica radical contra a operação Lava-Jato. Nuances sobre o papel do PMDB e aspectos da política econômica não mudam o caráter da estratégia: reivindicar os 12 anos “democráticos e populares” e construir uma saída através do modo petista de fazer política. Aí mora a inconsequência de Tarso, do PT, dos dirigentes da CUT, da CTB, e dos políticos da “frente popular” para combater o que eles dizem criticar, a exemplo do ajuste fiscal. Por sua relação com o Planalto e o regime político, todos atuaram para evitar que o dia 29/05 se transformasse numa greve geral contra o ajuste fiscal de Dilma, Aécio, PT e PSDB.
6- Lula e Tarso pretendem se colar na boa imagem da esquerda para se reciclarem. Com orgulho, a página do PT no dia 30/06 noticiava uma “frente de esquerda” agrupando PT, PCdoB, as direções da CUT, UNE e setores do PSOL e do MTST. Uma manobra conservadora que Lula defende desde janeiro para impedir que surjam e/ou se fortaleçam lideranças e organismos políticos e sociais integralmente independentes, vocalizando os interesses dos setores operários e explorados que estão nas ruas, nos piquetes, nas ocupações desde junho de 2013. Para impedir que surjam novos atores políticos de esquerda com peso eleitoral de massas, conforme o que ocorre na Europa diante do declínio da velha socialdemocracia e da direita.
7- Um dos eixos dessa orientação é domesticar a esquerda, em especial o PSOL, partido com peso de massas em algumas cidades, como o Rio de Janeiro. Local onde o PT desapareceu após sua aliança incondicional com o PMDB de Cabral e Eduardo Cunha. Cidade epicentro da greve das universidades e dos servidores federais. No caso da direção do MTST, que lidera um movimento de massas em São Paulo, trata-se de manter uma boa proximidade garantindo que esse movimento não questione radicalmente a totalidade da política e do programa do governo Dilma e dos governistas.
Construir uma verdadeira frente de esquerda, classista e combativa!
8- A executiva do PSOL-RJ acerta ao afirmar que “o discurso em favor de uma suposta frente de esquerda não pode servir para ocultar quem aplica diretamente o ajuste sobre o povo brasileiro: Dilma, o PT e seu maior dirigente, Lula”. Algo que a resolução de conjuntura do Diretório Nacional do PSOL de 16/05 já assinalava: “O PSOL fortalecerá as lutas em curso que acumulem para o fortalecimento de uma alternativa política dos trabalhadores... Essa alternativa, portanto, se constrói como oposição de esquerda programática aos projetos de retorno de Lula e sua estratégia de reciclar o projeto do PT, visando domesticar os setores combativos”.
9- A tarefa da verdadeira esquerda é não cair em nenhuma manobra. Nosso papel é enterrar de vez a traição do PT e seu programa conservador, construindo uma alternativa de massas contra o ajuste fiscal de Dilma e do PSDB. Foi para isso que fundamos o PSOL em 2004, construímos a campanha de Luciana Genro em 2014 combatendo a falsa polarização entre Dilma, Aécio/Marina e lutamos com os educadores em greve contra os governadores Tucanos nos últimos meses. Agora, devemos fortalecer a greve das universidades federais, batalhando pela greve geral do conjunto dos servidores, lutando pela vitória dos trabalhadores. Com esse fim construiremos a unidade na luta com qualquer um, independente da sigla que cada ativista ou organização reivindica.
10- Nós da CST-PSOL defendemos uma verdadeira frente de esquerda, classista e combativa em oposição de esquerda ao governo Dilma e ao PT. Uma frente social e política com o PSTU, PCB, PCR, a CSP-CONLUTAS, a INTERSINDICAL, a esquerda da UNE e ANEL, dentre outros agrupamentos. Entendemos que o MTST deve compor essa frente, abandonado de vez qualquer vínculo com o campo Lulista. Para, nas lutas e nas eleições, apresentar um programa alternativo que barre o ajuste fiscal e lute pelo fim das demissões, por aumento de salários, melhores condições de trabalho e o fim da repressão às lutas. Para suspender o pagamento da dívida, destinando esses recursos para as áreas sociais e um efetivo plano de moradia popular; combater a corrupção com a prisão e expropriação dos bens dos políticos e empreiteiros envolvidos nos esquemas da Lava-Jato e nos esquemas ilícitos do Metro de São Paulo; barrar a contrarreforma política de Eduardo Cunha e impedir a redução da maioridade penal. Por uma Petrobras 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores, dentre outras bandeiras.
Fonte: CST-PSOL (Corrente Socialista dos Trabalhadores – Tendência do PSOL)
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