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sábado, 5 de agosto de 2017
Do rádio à Irituia. Wladimir Costa em nove minutos
Alguns perfis nas redes sociais repercutiram esta semana um evento social que contaria com a participação do deputado federal Wladimir Costa (SD-PA). Oportunidade para testar sua popularidade na ressaca de ter sido um dos mais bizarros protagonistas da sessão ao vivo que salvou Michel Temer de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.
O fato é que muitos desses perfis passaram a dizer que era a "hora de dar o troco." De que "ninguém tem que ir na festa" promovida pelo deputado. Concordamos com eles. É necessário repudiar Costa. E o povo de Irituia, cidade do nordeste do estado, cerca de 160 KM de Belém, está muito certo.
Wladimir Costa é uma figura de sangue real. A real quadrilha de vorazes aves de rapina. Sangue de assaltante de cofre público.
Hoje é um dos donos de grande sistema de rádio e televisão no Pará. Aprendeu muito bem com seu professor, Jader Fontenelle Barbalho (ex governador e atual senador pelo PMDB- PA), quando foi eleito pela primeira vez em 2002. Pelo PMDB. Cargo que ocupa até hoje, mesmo que cassado.
Começou sua carreira na rádio Rauland FM, capital paraense, sede no largo do Centro Arquitetônico de Nazaré. Apresentava um programa que tinha grande audiência. O Chamada Geral acordava com a cidade. Das 5 às 7h. Utilizava esse gogó instridente e parecia falar grosso com políticos e todo mundo.
Por várias vezes ele reperia no radio que nunca entraria na política. Que tinha nojo. Falou mal de Jader. De deus e todo mundo. Até que lhe calassem. Há várias histórias sobre isso. Tem deputado federal que o processa até hoje, por denúncias supostamente infundadas do período em que foi perfeito de Belém. Trata-se de Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).
O Edmilson, na época tinha (1997-2004), como dizia o povo, tinha língua presa. Mas falava e fala por horas esquecidas. Contudo quem queimou a língua foi Wladimir Costa. Caiu no colo do líder do PMDB no estado.
Aproveitaram-se mutuamente. Embarcaram na onda. Wlad surfo na audiência e começou a fazer o que muitos fazem: extorsão. E assim foi se fazendo como radialista. No lado A e lado B.
Como deputado, executou o que de melhor sabe fazer: politicagem, assistencialismo, tráfico de influência. Tudo embalado, já nesse tempo, pelo seu primeiro grande empreendimento: a Banda Wlad e um complexo de trios elétricos.
Vários trios, galpões e propriedades espalhadas por todo estado. De concessionária a restaurante, passando por um motel que em breve será inaugurado na Perimetral, Marco, Belém. O radialista sabe que o povo até aumenta, mas nunca inventa. Onde tem fogo, tem fumaça.
Banda Wlad. Merengue. Lavagem de dinheiro, poderia deduzir-se?
Não importa. Wlad arrastava povo.
Bordão de sua primeira campanha era "vai ter muita onda em Brasília".
Um pingo d'água incomoda mais do que ele.
Campeão de faltas. Sumiu 80% das vezes do "trabalho". Um cínico, propriamente.
Cortejado, se fez.
Dançou com todo mundo. PMDB dos Barbalhos, quando então deu um loop na sua vida e nas comunicações. Com o governo do PT de Ana Júlia Carepa, Cláudio Puty e Paulo Rocha, de empregado virou patrão. Nas redações dono e doutor. Imagine.
Quem dá mais? Abandonou o padrinho, deixou o PMDB e foi para o SD do arque corrupto, "meu presidente", escarrou em horario nobre naquela fatídica sessão. Foi apoiar o candidato do PSDB. Outro dr. Economista, professor da UFPA, prof. Simão Robson Jatene. Ser que como ninguém sabe fazer uma negociata. Foi com Jader que ele aprendeu.
E então o músico Simão impediu a reeleição de Ana Júlia. Estave ele a fazer discursos por todo o estado em cima de trios do Wlad, no tempo que podia, regado a banda Wlad. Churrasquinho. Por baixo dos panos 50 reais, gasolina no posto do filho e amigos, cesta basica. A fome com a vontade de comer.
Até hoje o asno oferece festas de graça, regada a churrasquinho de gato, em eventos, como o programado para esta noite em Irituia/PA. Onde pretende comemorar o aniversário de uma de suas rádios, a Nativa FM.
Eleito pelo Solidariedade para o 4° mandato em 2014, Wladimir Costa descobriu cedo a fórmula do sucesso. Panis et circenses. Mas nem na Roma Antiga e nem em lugar algum se faz uma farra dessas sem verba pública "legal", imoral, e/ou sem roubar e desviar muita grana dos cofres públicos.
Para isso se conta com empresas, governo do estado, prefeituras e o governo Federal (exemplo são as fartas emendas de junho/julho passados).
Mas a máscara caiu. O que parecia uma tatuagem para o resto da vida: a certeza da impunidade e arroubo, se acabou.
Ao ir ao fundo do poço nas últimas semanas, exagerado de escárnio, ao ajudar a salvar Temer, Wlad pode ter declarado o fim de seu rebolado.
Depende do povo. A força hoje está com Iriruia/PA! Mas precisa ir além. Wlad tem que ser definitivamente cassado, investigado, suas empresas estatizadas e ele severamentr punido por todos os crimes que já cometeu!
Força, Irituia!
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Wladimir Costa monopoliza a bizarrice na Câmara na votação sobre denúncia de Temer
Deputado do Solidariedade, que tatuou nome de Temer no ombro, protagoniza espetáculo de exibicionismo e joga a seriedade de uma votação dessa magnitude no lixo
por Felipe Betim, para o El País
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| Foto: Evaristo Sá (AFP) |
A inédita votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados já tem um triste protagonista: o deputado Wladimir Costa, do Solidariedade. O protagonismo, neste caso, se deve às cenas bizarras que brasileiras e brasileiros, que se chocaram com os discursos vazios dos parlamentares durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff no ano passado, voltaram a assistir nesta quarta-feira pela televisão, mesmo antes da votação da denúncia.
Em alguns momentos, Costa monopolizou a bizarrice. Ao proferir um exaltado discurso para orientar a bancada de seu partido, o deputado do Pará defendeu a rejeição da denúncia contra Temer exclamando: "Nós, deputados da base do Governo Temer, temos moral para derrubar esses falsos moralistas e incompetentes (...) Tenham vergonha na cara! O Temer é um homem ético, transparente, tem preparo e hombridade. Vocês podem se preparar para chorar hoje no muro das lamentações", gritou e gesticulou, diante de um Jean Wyllys (PSOL) às gargalhadas. Costa também bateu no ombro ao defender o presidente. "Quem é Temer mostra a cara e até tatua o nome aqui no ombro", gritou Costa, que garante que no Pará o mandatário tem "80% de popularidade". Ao retomar o microfone para proferir seu voto, mais uma vez gritou: "Abaixo o Datafolha, abaixo o Ibope! Temer é um homem decente, preparado, honesto! Meu voto é sim!"
A tatuagem mencionada por Costa foi exibida no começo desta semana por ele mesmo: uma bandeira do Brasil e palavra "Temer" em seu ombro. Ele garante que gastou 1.200 reais e que o desenho é definitivo, mas já há tatuadores experientes dizendo que é temporário. Seja como for, utilizou as redes sociais para se justificar: "Eu não sou hipócrita". Nesta quarta, deputados da oposição foram ao microfone durante a fala de Costa para pedir que mostrasse o desenho. Ele foi inspiração inclusive para os adesivos que parlamentares colaram seus ombros com a frase "Fora Temer".
Sobre esses deputados da oposição, de partidos como o PT, PC do B, REDE e PSOL, Costa disse, como de costume, que formam parte de "organizações criminosas" — até que levou uma bronca do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Depois de seu discurso, o deputado do Solidariedade se comportou como aluno de primário, enchendo dois pixulecos do ex-presidente Lula para, durante os discursos da oposição, bater um no outro e fazer barulho. Até que os deputados petistas Valmir Prascidelli e Carlos Zarattini o empurraram e rasgaram, a dentadas, um dos bonecos. Nesse momento, com a confusão instalada na Câmara, a oposição começou a jogar dinheiro falso para o alto — as cédulas foram levadas em uma mala de dinheiro, em referência a Rodrigo Rocha Loures, ex-parlamentar e homem de confiança de Temer acusado de receber 500.000 reais em nome do presidente.
Costa acusa os partidos da oposição mas também tem telhado de vidro. Ele foi julgado pelo Tribunal Regional do Pará por abuso de poder econômico, devido à suspeita de arrecadação e gastos ilícitos em sua campanha de 2014. Em julho de 2016 teve seu mandato cassado, uma vez que a Corte concluiu que o parlamentar não registrou mais de 400.000 reais de gastos. A decisão final precisa ser confirmada agora pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Meses antes da decisão, Costa já havia protagonizado na Câmara outro show de horrores em uma sessão decisiva: a votação sobre a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, também comparou os políticos petistas com os chefes do crime organizado e, em seguida, soltou uma frase de efeito: “O que Lula e Dilma fazem é um verdadeiro tiro de morte no coração, na alma do povo brasileiro”, gritou. De repente, disparou uma pistola de confetes coloridos.
O parlamentar está longe de ser alguém exemplar. Foi um dos que mais faltou a sessões em 2015, segundo o jornal Extra: de 125, compareceu a apenas 20. Quando aparece, puxa os holofotes para si e protagoniza momentos patéticos. Costa sintetiza toda a bizarrice que tomou o Congresso Nacional depois que a máscara de muitos de seus representantes corruptos caiu.
Wlad é uma vergonha: Deputado é flagrado pedindo para uma mulher ‘mostrar a bunda’ durante votação
O fotógrafo Lula Marques registrou conversas de Whatsapp do deputado que tatuou o nome de Temer no braço direito.
por Rafael Bruza, para o Independente
O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) teve conversas de Whatsapp registradas e divulgadas pelo fotógrafo Lula Marques nesta quarta-feira (02). Segundo o fotógrafo, que compartilhou as imagens no Facebook, o deputado conversou no Whatsapp durante “boa parte da sessão” em que se discutia a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Câmara dos Deputados. O parlamentar apareceu na imprensa essa semana por tatuar o nome de Michel Temer no braço direito, em sinal de apoio ao presidente. Em uma das conversas divulgadas, Wladimir Costa deixa uma mulher constrangida ao pedir que ela “mostre a bunda”.
“Mostra a bunda, mostra. Afinal, não são suas profissões que a destacam como mulher, é sua bunda. Vai lá, põe aí garota”, disse o deputado para um perfil de Whatsapp chamado M. Melo.
“Fátima Bernardes, Sonia Abrão, Marília Gabriela, Mariza Godói são elogiadas, respeitadas e até desejadas pelas suas capacidades técnicas e não por um par de bunda, já bastante banalizada por todo o Tapajós do decano shortinho preto, que reveza com o vermelhinho, já bastante desbotado pelos anos”, diz o deputado.
A mulher responde: “Você poderia perder seu valioso tempo com coisas mais interessantes. rs #sóAcho”.
O fotógrafo Lula Marques já flagrou conversa do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com o filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) em fevereiro.
Em outro momento da conversa, M. Melo tem postura diferente com o deputado.
“Teria sido bem melhor se eu tivesse ficado quieta. #desculpas Esquece isso! Fica bem”, afirma em mensagem.
“Tá”, responde o Wladimir Costa. “Boa noite para vocês, afinal ele mora quase dentro da tua casa”.
Wladimir Costa votou a favor de Michel Temer nesta quarta-feira (02). Durante a tarde, na sessão, ele fez um discurso que gerou confusão entre os parlamentares.
Outra conversa
Falando com outra mulher, ainda durante a sessão dedicada à denúncia da PGR contra Michel Temer, o deputado recebe a seguinte mensagem: “Então vá lá tirar onda com outra. Não tenho estômago para isso. #Chato!”, escreve a uma mulher identificada como “Aneissa Show”.
“Suas ausências e várias invenções pra me abandonar ai, hoje sei de tudo com provas, mas enfim, se estás mais feliz com eles siga em frente, prefiro ser ultra-seletivo e modelo como um ser monogâmico”, escreve o deputado.
Deputado da tatuagem
Wladimir Costa apareceu na imprensa esta semana ao dizer que fez uma tatuagem definitiva do presidente Michel Temer no braço direito. Um tatuador de Brasília, que trabalha no estúdio citado inicialmente pelo deputado, disse que não fez a tatuagem e contrariou o parlamentar ao afirmar que a arte era de hena – provisória, não permanente como Costa havia declarado.
O deputado prometeu expor a tatuagem durante seu voto sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não mostrou o braço.
Em junho Wladimir Costa ficou conhecido por relatar como costuma pedir cargos e verbas ao presidente da República com “cara de coitadinho”.
Ele é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), desde 2010, por supostamente abrigar funcionários fantasma em seu gabinete em julho do ano passado.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará também chegou a determinar, por decisão unânime, a cassação de seu mandato. O parlamentar foi condenado por uso de caixa 2 e por ter omitido o gasto de R$ 410 mil na prestação de contas de sua campanha eleitoral em 2014.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Wlad aprendeu bem com seu mestre Jader Barbalho: é o maior gazeteiro do Congresso
A atual legislatura nem acabou e as excelências já conseguiram quebrar uma marca do período anterior: entre fevereiro de 2011 e julho passado, foram 6.063 ausências sem justificativa nas sessões plenárias da Câmara, 14% a mais do que as computadas de 2007 a 2010
por Naira Trindade, para o Congresso em Foco
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| Wladimir Costa (D) é o deputado mais ausente desde 2007 |
O número da gazeta na legislatura presidida primeiramente por Marco Maia (PT-RS) e depois por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) já é 14% maior do que a anterior. Na contramão, o percentual de dias de sessões deliberativas está 14% menor. Levantamento do Correio mostra que os congressistas tiveram 422 dias de sessões, de 2007 a 2010, contra 360 de 2011 a 31 de julho deste ano. A defasagem é de 62 dias de atividades no plenário. Em ritmo mais lento devido às eleições, a expectativa é de que os congressistas se reúnam apenas 24 dias para apreciar projetos nos cinco meses que antecedem o fim do mandato. Além da Copa do Mundo, a das Confederações, em 2013, também interferiu na redução do expediente do Congresso.
Líder do ranking de faltosos por duas legislaturas seguidas, o deputado Wladimir Costa (PSD-PA) deixou de comparecer às sessões por 160 dias desde 2011, quando assumiu o terceiro mandato consecutivo na Câmara. Se levado em consideração o número máximo de 12 sessões por mês, o deputado teria faltado a 13 meses de atividades no plenário. Em 79 ocasiões, a Câmara abonou as faltas, aceitando as justificativas apresentadas. Em casos de abono, não é descontado nenhum valor do salário. As outras 81 faltas, porém, permanecem sem explicação, como consta no Portal da Transparência da Câmara.
De 2007 a 2010, o deputado faltou 106 vezes sem razão justificada, e outras 24 com motivos abonados. Nas duas legislaturas, Wladimir Costa deixou de comparecer a 290 dias de sessões deliberativas — quando são apreciadas matérias.
O deputado paraense também não compareceu à Câmara no esforço concentrado da semana passada. Essas faltas, porém, nem foram abordadas no levantamento. A assessoria de imprensa dele alegou que o deputado tinha “assuntos a tratar” no Pará, onde faz campanha para tentar se reeleger. Em relação às faltas anteriores, a assessoria informou que devem ter relação com a cirurgia na coluna à qual o parlamentar se submeteu em 2010, mas não foram apresentados atestados médicos.
A Câmara estabelece uma série de situações para abonar as faltas: ausências por problemas de saúde, missão oficial no país ou no exterior, atendimento de obrigação político-partidária, licença-maternidade, licença-paternidade, acidente e falecimento de pessoa da família até o segundo grau civil.
O segundo mais faltoso desta legislatura é Sandro Mabel (PMDB-GO). Dos 360 dias de sessões, o parlamentar deixou de comparecer a 126 — 56 com razões justificadas à Casa e 70 sem motivo. No quarto mandato, Sandro Mabel contestou o número registrado no Portal da Transparência da Câmara. Depois, justificou que poderiam ser faltas contabilizadas nas sessões de quinta-feira, quando alegou deixar Brasília pela manhã para cumprir compromissos em Goiás.
“Contato com o povo”
Terceiro na lista, Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deixou de comparecer a 91 dias de sessões. Das ausências, 34 foram justificadas, contra 57 sem razão publicada no site da Câmara. “Quando há reuniões que não tenho afinidade, fico no estado, onde tenho contato com o povo”, explicou Andrada. “Este é um ano de eleições, e o deputado tem a obrigação de ter contato com o povo. O homem público, neste momento, tem mais compromisso com a eleição do que com a vida parlamentar porque a eleição vai definir o destino do Brasil”, defendeu o parlamentar, que estava em Minas Gerais durante o esforço concentrado.
Quarto no ranking de mais faltosos (veja arte), o deputado José Priante (PMDB-PA) alegou, por meio de assessoria de imprensa, não entender por que havia ausências registradas no Portal da Transparência da Câmara, pois ele teria uma legislatura “muito ativa”.
Os congressistas Zé Vieira (Pros-MA), Odílio Balbinotti (PMDB-PR) e Dalva Figueiredo (PT-AP), também citados na lista, não retornaram às ligações da reportagem. Já os ex-deputados Clóvis Fecury e (DEM-MA) e Suely Santana (PR-RJ) não foram localizados.
Acúmulos sucessivos
O número de faltas dos deputados em sessões é diferente do número de dias de atividades deliberativas no plenário. Em um único dia, pode haver mais de uma sessão, a ordinária e a extraordinária. Se o deputado falta a um dia de trabalho, logo, pode acumular duas faltas. De 2007 a 2010, a Câmara marcou 37.615 ausências de congressistas em sessões. Delas, 32.278 receberam justificativas, enquanto 5.337 não tiveram as desculpas aceitas. Nesse período, 640 parlamentares passaram pela Casa. O número é alterado por causa dos suplentes. Já na atual legislatura, a Câmara computou 31.779 ausências totais. Dessas, 25.732 foram abonadas. As outras 6.063 não foram justificadas. De 2011 até julho deste ano, 669 deputados participaram, em algum momento, das atividades da Casa.
“Este é um ano de eleições. O homem público, neste momento, tem mais compromisso com a eleição do que com a vida parlamentar”
Bonifácio de Andrada, deputado do PSDB-MG
Punição só no papel
O artigo 55 da Constituição estabelece que o parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões ordinárias fica passível de perder o mandato. Na prática, porém, esse dispositivo só foi aplicado de maneira rigorosa em duas ocasiões, ambas em 1989, quando os deputados Felipe Cheidde, de São Paulo, e Mário Bouchardet, de Minas Gerais, foram cassados por faltas. Depois disso, o expediente de encontrar justificativas para as ausências tem garantido aos parlamentares a manutenção dos seus mandatos.
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