Mostrando postagens com marcador Trump. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trump. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Ghouta de esperança

Um print da destruição promovida por Assad contra o povo de Ghouta
"Hoje começou uma operação de resgate de 29 pessoas em estado crítico em Ghouta, após vários meses de negativas do governo Assad. O genocida Assad mantém, desde 2013, o cerco a cidade de Ghouta, próximo a Damasco, um reduto que ainda é controlado pelos rebeldes. 400 mil pessoas sofrem com este criminoso cerco, os mais afetados são as crianças, onde a desnutrição severa atinge cerca 12% das crianças menores de 5 anos. Assad prefere destruir a Síria e o povo sírio a entregar o poder. A Síria tem que ser livre e justa, sem as patas de Assad, Estado Islâmico, Putin, Trump, de países imperialistas e dos governos árabes capachos. Pela autodeterminação nacional ao povo curdo!"
(Taílson Silva, professor de Geografia)

Saiba mais em site de Portugal:

http://pt.euronews.com/2017/12/27/comecou-operacao-de-salvamento-humanitario-na-regiao-de-ghouta-oriental?utm_term=Autofeed&utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1514363733

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O que significa a ocupação de Jerusalém?

por Miguel Lamas – UIT-QI

A ordem de Trump de transferir a embaixada ianque para Jerusalém respalda a pretensão israelense de apropriar-se de toda a cidade histórica, de profunda significação cultural e religiosa, e termina de desmontar a farsa da suposta “paz” baseada nos dois Estados (Israel e Palestina).

No tratado de Oslo de 1992, Yasser Arafat, o histórico dirigente palestino (falecido em 2004, envenenado por serviços de Israel) aceitou a ideia de um futuro Estado palestino localizado nos territórios de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental (os territórios ocupados por Israel em 1967), que representam um conjunto de apenas 22% do território histórico palestino, e de reconhecer Israel em suas fronteiras anteriores a 1967, que ocupavam 78% da Palestina histórica. Um ponto importante desse acordo foi que Palestina conservaria a metade oriental de Jerusalém. Grande parte do povo palestino aceitou esse acordo, ainda perdendo muito, com a esperança de que por fim haveria paz. Porém o acordo foi uma armadilha.

Israel, com apoio imperialista, jamais aceitou na prática nenhum direito palestino a um Estado próprio, nem sequer nesses pequenos territórios. Colonizou Gaza e Cisjordânia com 400.000 colonos sionistas, ocupando as melhores terras e ficando com 95% das fontes de água e se adonou também da maior parte de Jerusalém Oriental. Ergueu um muro que está cercando os territórios habitados por 3 milhões de palestinos removendo-lhes 48% do escassos territórios que lhes sobrava, que está em sua maior parte ocupado militarmente por Israel.

Como se isso já não bastasse, periodicamente Israel lhes destrói suas fontes de água, arrancam suas oliveiras, base de sua economia agrícola, e bombardeia centrais elétricas e universidades. Em vários oportunidades bombardeou a pequena Faixa de Gaza e a submeteu a um bloqueio durante anos, afundando sua população no desemprego e na fome. Hoje já há outros 6 milhões de palestinos com seus filhos, netos e bisnetos refugiados em diversos países do Oriente Médio.
***
Traduzido por Lucas Andrade – CST-PSOL

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nova York: "Foda-se a supremacia branca", entoaram centenas de estudantes contra Trump

“No ban. No registry. Fuck white supremacy!”: os secundaristas tomaram as ruas de NY contra Trump

Protesto contra Trump nas ruas de Nova York. Foto: Molly Crabaplle
por Eduardo Protázio, para o site da Juventude Vamos à Luta
“Nenhuma proibição. Nenhum registro. Foda-se a supremacia branca!”, “Nenhum ser humano jamais será ilegal!”… Essas e outras palavras de ordem e cantos eram entoados por milhares de jovens, amplamente estudantes de diversas escolas de Nova York no último dia oito (clique aqui para assistir vídeo), numa contundente resposta ao republicano Donald Trump e sua política nacionalista, anti-imigração, racista, cuja uma das maiores expressões é a ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano que estabelece a construção de um muro em 3200 kilômetros na fronteira México-EUA, dando sequência aos 1000 km de muro da vergonha construídos pela gestão do democrata Bill Clinton. 
Dentre outras ações, defende a ampliação e modernização do poderio militar genocida, prática já aplicada anteriormente por Bush e Obama, afora as práticas de tortura que pretende estabelecer no país. Um regresso!
Sem dúvidas o dia 8/2 foi uma resposta necessária. Tal como tem se dado desde a sua vitória eleitoral, passando pelo dia da posse e os seguintes, com grandiosas manifestações pelo mundo inteiro, centrada em uma pauta que se estende às reivindicações em defesa dos direitos humanos em geral, especificamente a pauta das mulheres, do movimento negro e LGBT, bandeiras erguidas majoritariamente por jovens.
Juntar os explorados e oprimidos do mundo numa onda contra Trump e o imperialismo!
Aproveitar o 8 de março e unificar as lutas contra os governos! 
É fundamental que todos estes setores já em luta contra o novo chefe-imperialista convoquem o conjunto da classe trabalhadora para uma forte luta unificada, para que não se iludam e se mobilizem contra as mentiras feitas durante a campanha eleitoral. O magnata dizia que atuará ao lado dos trabalhadores na garantia do emprego, por exemplo, quando na realidade, por trás de sua máscara, servirá aos interesses daqueles com quem sempre esteve abraçado, os agentes do mercado financeiro, os banqueiros e multinacionais de Wall Street, conforme apontará a reforma tributária que brevemente será anunciada.
No último dia 13 dezenas de milhares de mexicanos saíram às ruas, num grandioso movimento contra o Muro e a anti-imigração, que ficou tido como a unificação do México, o que foi extremamente importante. Este fato serve como mais um belo exemplo de que as mobilizações precisam se intensificar e crescer, diante de um programa de esquerda, contra a opressão e os ataques dos governos, para cada vez mais abalar as estruturas do governo Trump e seus agentes imperialistas.
Por tudo isso é que está sendo organizada uma poderosa manifestação em todo o mundo, aproveitando o dia internacional de luta das mulheres, para se organizar uma paralisação internacional das trabalhadoras e trabalhadores, atingindo diretamente os que lhes superexploram. Diversos artistas, ativistas sociais e organizações políticas estão impulsionando este chamado. Devemos ampliá-lo.
É preciso exigir aqui no Brasil que as maiores centrais sindicais, como a CUT, CTB, Força Sindical, bem como as direções das entidades estudantis, da UNE, UBES etc., convoquem e construam esta paralisação nas categorias em que atuam. Ainda no Brasil, o dia 8 será um importante preparativo para o dia 15/2, este último sendo chamado como um dia de luta e paralisação nacional contra Temer e toda crise social a que passa o país. Portanto, é imprescindível que os setores da esquerda combativa, como CSP-CONLUTAS e Intersindical somem-se neste chamado, e convoquem paralisação nos dias 8 e 15 de março. Nenhum passo para trás, a juventude mostra o caminho.
****
Eduardo Protázio é poeta, escritor, estudante de Letras da Universidade do Estado do Pará (UEPA), militante da Juventude Vamos à Luta e colunista do Além da Frase.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Donald Trump: O 11 de setembro, a mídia islamofobica e o crescimento da xenofobia.


por Tailson Silva

Uma semana após chegar à Casa Branca, Trump assinou o decreto "Proteger a Nação da entrada de terroristas estrangeiros nos Estados Unidos", que prevê a suspensão total, durante 120 dias, do programa de admissão de refugiados, assim como o congelamento, por três meses, da entrada no país de pessoas provenientes de sete países muçulmanos: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

Numa entrevista ao canal Christian Broadcasting Network, Trump disse que dará prioridade na solicitação de refúgio a cristãos sírios. A preferência aos cristãos e a exclusão dos muçulmanos é uma medida de caráter discriminatória contra os povos que professam religiões não ocidentais, baseada no orientalismo moderno (islamofobia) e no choque de civilizações.

Para o intelectual palestino Edward Said "a relação entre Ocidente e o Oriente é uma relação de poder, de dominação, de graus variáveis de uma hegemonia complexa. O orientalismo, não foi, portanto, apenas o resultado de ocupações militares. Foi principalmente um investimento continuado que criou um sistema de conhecimento sobre o Oriente, uma rede aceita para filtrar o Oriente na consciência ocidental, assim como o mesmo investimento multiplicou - na verdade, tornou verdadeiramente produtivas - as afirmações que transitam do Orientalismo para a cultura em geral."

Segundo o cientista político norte-americano Samuel Huntington a teoria do choque de civilizações discute que as identidades culturais e religiosas dos povos serão as principais fontes de conflito no mundo pós Guerra Fria. Para Huntington os conflitos de grandes proporções não sucederão entre as classes sociais e sim entre os povos pertencentes a diferentes entidades culturais e religiosas.

Os confrontos e disputas religiosas, ideológicas e políticas constantes entre as civilizações ocidentais e islâmicas, ocorrem pelo fato das mesmas serem as únicas a possuirem desígnios de desenvolvimento e ambições universalistas. Uma teoria que prega a supremacia da sociedade ocidental sobre os povos do oriente.

Com o atentado em 11 de setembro de 2001, a burguesia ocidental em conjunto com a imprensa ocidental precisavam justificar a política belicista do novo século americano de George W. Bush sobre o oriente médio. Ou seja, foram as teorias do orientalismo e do choque de civilizações que construíram os consensos que permitem e legitimam as atrocidades americanas no Oriente Médio, em busca do saque das riquezas desses países e da estabilidade pró yankee na região. Da mesma forma se dá com o Estado de Israel, formado por uma ideologia ocidental: o sionismo, para impor a colonização da palestina histórica. Israel serve-se da teoria orientalista, para submeter de maneira brutal os palestinos dentro e fora do seu território.

A partir de 2001, a imprensa ocidental criou em nossas cabeças um modelo idealizado dos árabes durante o último ciclo de invasões americanas no Oriente Médio: O árabe ou muçulmano como terrorista! Toda semana as notícias que envolvem o mundo árabe ou muçulmano retratam de forma descriminatória os povos desses países com um forte teor orientalista que nos rementem a ideia de povos atrasados, fanáticos religiosos e terroristas. Fantasia vestida em cada palestino que resiste contra a agressão sionista.

A islamofobia ganhou novos contornos com os recentes atentados terroristas de autoria de grupos jihadistas na Europa. Assim como, com a explosão de conflitos políticos e territoriais no norte da África e no oriente médio, que produziriam a maior leva de refugiados no mundo desde a 2° Guerra Mundial: 65 milhões em 2016 segundo a ONU. Toda semana milhares de mortes no mediterrâneo e a imprensa ocidental fazendo vista grossa sobre o crescimento das barreiras (muros) e das políticas anti-imigração por parte dos governos da Europa.

Nunca se posicionando de forma contundente contra as políticas destes governos, ao passo que a cada ataque terrorista, destilava rios de xenofobia e de islamofobia, o que paulatinamente foi produzindo condições ideológicas para o crescimento entre a população, das idéias reacionárias da extrema direita e do nacionalismo europeu, norte-americano e ocidental. Processo que ajudou a levar Trump a Casa Branca e que de repente assusta a imprensa orientalista ocidental.

Será uma preocupação de fato ou será uma oposição fake para tentar conter os ânimos dos lutadores do planeta, numa estratégia de preservar estrutura capitalista mundial? Nossa resposta a islamofobia, ao orientalismo, ao choque de civilizações e a xenofobia deve ser a solidariedade e a exigência aos governos europeus e do mundo, do fim das fronteiras, das deportações e a garantia de legalização aos refugiados e imigrantes, que querem reconstruir suas vidas em qualquer parte do nosso mundo!
****

Tailson Silva é professor de Geografia da rede pública e militante da CST/PSOL.