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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Ghouta de esperança

Um print da destruição promovida por Assad contra o povo de Ghouta
"Hoje começou uma operação de resgate de 29 pessoas em estado crítico em Ghouta, após vários meses de negativas do governo Assad. O genocida Assad mantém, desde 2013, o cerco a cidade de Ghouta, próximo a Damasco, um reduto que ainda é controlado pelos rebeldes. 400 mil pessoas sofrem com este criminoso cerco, os mais afetados são as crianças, onde a desnutrição severa atinge cerca 12% das crianças menores de 5 anos. Assad prefere destruir a Síria e o povo sírio a entregar o poder. A Síria tem que ser livre e justa, sem as patas de Assad, Estado Islâmico, Putin, Trump, de países imperialistas e dos governos árabes capachos. Pela autodeterminação nacional ao povo curdo!"
(Taílson Silva, professor de Geografia)

Saiba mais em site de Portugal:

http://pt.euronews.com/2017/12/27/comecou-operacao-de-salvamento-humanitario-na-regiao-de-ghouta-oriental?utm_term=Autofeed&utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1514363733

domingo, 6 de setembro de 2015

A Síria é aqui


por Marcel Padinha

Tô aqui pensando em um monte de coisas... em um monte de ações que poderiam e podem ser tomadas para barrar essa barbárie. Mas... acima de tudo estou pensando na força que tem uma imagem... na força da mídia. E ao mesmo tempo na força da imagem de uma criança morta. Por tudo que uma criança representa ou achamos que possa representar. Falo isso, porque vivi e vivo Belo Monte.

O lugar no Brasil onde há pelo menos 04 anos mais se vitima mulheres no Brasil, crianças e adolescentes inclusive.

Altamira enterrou há alguns meses os corpos de 04 pessoas, uma delas criança de 09 anos. Estava desaparecida durante meses. Foi encontrado seu corpo...

Estuprada e morta. Estuprada e assassinada em um lugar que se tornou completamente estranho para ela.  A cidade onde viveu seus nove anos, a cidade onde por costume brincava na rua... o holocausto do mundo está na esquina.

A geopolítica do mundo é o nosso quintal. Há um mês cinco jovens foram assassinados cruelmente pela polícia em Altamira... que nunca negou o crime, inclusive.

Isso não circulou, não virou imagem... Não era na porta da Europa.

Hoje, em virtude da política de remoção das famílias atingidas por Belo Monte, trocam-se casas, ruas e vizinhos...  Em uma palavra: trocam-se vidas e dignidade por verdadeiros campos de refugiados dos grandes projetos feitos pelo governo em parceria siamesa junto as grandes empreiteiras....

Tô aqui pensando em nossas crianças... em nossos jovens.... em nossos lugares de existência e dignidade.

Estou aqui pensando que só a luta muda a vida para melhor.
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*Marcel Padinha é professor da Faculdade de Geografia da UFPA