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sexta-feira, 4 de abril de 2014

OAB pode pedir impeachment de Jatene

Vasconcelos: "O governador merece menos 10"
Em entrevista na tarde desta sexta, 04, ao programa Barra Pesada da TV RBA de Marabá-PA (afiliada à Rede Bandeirantes), retransmitida para todo o estado através das emissoras de propriedade da família do senador Jader Barbalho (PMDB), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA) Jarbas Vasconcelos, revelou que o órgão poderá entrar "com pedido de impeachment do governador Simão Jatene [PSDB] com base na Lei de Execuções Penais”. A OAB/PA está em Marabá para acompanhar as ações dos órgãos de segurança em relação a mais um bárbaro assassinato de advogado em função de seu ofício.

Jarbas Vasconcelos enfatizou que “Segundo o CNJ [Conselho Nacional de Justiça], a polícia só consegue registrar a metade do número de homicídios no Pará.”. Esta situação é alarmante e revela um quadro de guerra civil não declarada em todas as regiões do Pará. 

Vasconcelos, referindo-se ainda sobre relatório do CNJ, disse que “o Pará é o 3º estado mais violento do país”. Segundo ele há uma grande subnotificação: “Se em Marabá a SEGUP [Secretaria de Estado de Segurança Pública] diz que ocorrem 100 homicídios a cada 100 mil habitantes, na realidade ocorrem 200 a cada 100 mil”.

A Região Metropolitana de Belém seguramente está mais violenta que a grande São Paulo, proporcionalmente. Belém figura como a décima mais violenta do mundo, segundo o cálculo 100 homicídios por 100 mil habitantes. Por aqui, apenas não se queima ônibus, mas todos os dias ocorrem uma média de 9 homicídios. 

Segundo informações no site da Federação dos Policiais Federais (FENAPEF), no Brasil se mata mais do que em todos os países em guerra. 

Indagado pelo apresentador do programa sobre que nota merecia a política de segurança pública do governador Simão Jatene, o presidente da Ordem respondeu: "O governador merece menos 10 pontos. Seu governo é uma catástrofe. Não obstante os homicídios, todos os dias fogem detentos no estado. Vide a situação da Heleno Fragoso", asseverou referindo-se à falta de infraestrutura e segurança nas casas penais do Pará.

Reestruturar as polícias é urgente e necessário
 
As nossas polícias são as que mais matam no mundo. Realidade que levou o governo tucano de São Paulo a criar gratificação para os PMs que matassem menos. 

Segundo a BBC Brasil, “Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari, divulgados em dezembro de 2011”. Corrobora com isto matéria de O Globo de 03 de novembro de 2013, a qual aponta que a polícia mata cerca de 5 pessoas por dia no país. Leia aqui: http://oglobo.globo.com/pais/policia-mata-cinco-pessoas-por-dia-no-brasil-10669947 

Tramita desde o ano passado no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de nº 51, que é essencial para se por fim à carnificina realizada por agentes públicos de segurança, fundamentalmente porque ela desmilitariza as PMs, dentre outras importantes providências que visam acabar com a anarquia que existe hoje no sistema de segurança pública em todo país. Unificará as informações, criará as polícias municipais e carreira única na Polícia Federal, acabando com os privilégios e a função desnecessária do delegado.

Saiba mais sobre a PEC 51:
http://alemdafrase.blogspot.com.br/2014/03/caso-claudia-ferreira-baleada-arrastada.html

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA não podem fechar os olhos para tamanha perseguição à jornalistas

Helder Barbalho (PMDB) e família seguem barbarizando com os jornalistas do Grupo RBA, afiliado da TV Bandeirantes. No finalzinho da semana passada, logo após postagem no Além da Frase (clique aqui para lê-la), demitiram mais dois excelentes profissionais, dentre eles Fábio Relvas, única e exclusivamente porque eles e 99% do Grupo ousaram se rebelar contra a moderna escravidão.

#JornalistaValeMais sem dúvida nenhuma!

Acompanhem o depoimento de Relvas no facebook:


A justificativa não convenceu. Trabalho no ramo há 9 anos, antes mesmo de iniciar o curso de jornalismo, e sei muito bem da minha capacidade, o que devo fazer na função. Tive trabalhos reconhecidos ao longo da minha jornada. O único motivo da minha saída é: Retaliação. Quero avisar que isso não vai me abalar e me orgulho muito em ter participado do momento histórico dos jornalistas de Belém. ‪#‎jornalistavalemais‬

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Família ficha suja não respeita direito de greve no PA


Helder Barbalho (PMDB), ex prefeito de Ananindeua, segundo município mais populoso do estado do Pará, e sua família são verdadeiros escravocratas. 

O Diário todo dia mostra a luta de tudo o quanto é categoria, mas em setembro passado ocorreu uma das mais lindas e maiores greves de jornalistas das últimas quatro décadas no país e justamente grupo de comunicação da da família: Diário do Pará, Diário Online e TV RBA. Era a fortíssima campanha #JornalistaValeMais, a qual recebeu apoio de uma infinidade de categorias e ativistas sociais de todo o país.

A greve eclodiu porque os jornalistas eram submetidos a condições de escravidão. Sem analogia. Escravidão mesmo. Senão vejam: um profissional formado (ou não) recebia menos que o piso da categoria, que em si é um verdadeiro descalabre: cerca de R$ 1.200,00. 

O presidente do grupo, Jader Filho, irmão de Helder, este candidato do PMDB ao governo do estado com o vice do PT, gasta isso (pasmem!) num almoço. 

Enquanto isso na redação do Grupo RBA não tinha cadeira para os repórteres fazerem suas atividades. Rolava rodízio para se sentar. 


Pior ainda: não tinha copo para água, café nunca houve; não tinha papel higiênico e nem sabonete; não tem até hoje colete a prova de balas para as equipes que cobrem a barbárie da insegurança pública no Pará, o segundo estado onde mais tem homicídios no país: 44 a cada grupo de 100 mil pessoas. 

Liberdade através da greve

Como resposta à grande aula de luta de classes que os jornalistas da Greve Diário do Pará e DOL deram, os patrões escravocratas se precipitaram e aplicaram uma clara política de caça aos grevistas, coisa que já é causa ganha na Justiça do Trabalho pelos paredistas. Basta ver a jurisprudência. Vão ter que engolir os valorosos e brilhantes jornalistas injustamente demitidos. 


É o mínimo!
Eles ajudaram em muito a tornar, como o próprio Grupo diz, o Diário um dos jornais mais premiados do país. 

Em que pese que lá sigam grandes operários da informação, o Diário do Pará teve uma vertiginosa queda na qualidade do seu produto. E para isto corroboram alguns fatores:

1 - Bons e tarimbados profissionais, já habituados a carga de exploração da empresa, não se produz da noite para o dia; nem que se fizesse dez Escolas Diário de Jornalismo no ano;


2 - A violência simbólica, econômica e social produzida dos processos de demissão em massa, causam evidentes transtornos psíquicos e físicos aos trabalhadores do Grupo RBA, o que por conseguinte acaba interferindo de forma objetiva na produção de todos aqueles que permanecem sob o fogo cruzado que emana da sala dos três porquinhos da Torre.

A certeza da vitória só se confirma a cada ato desesperado dos Barbalhos


Estão desesperados porque sabem que o povo do Pará, como de todo o Brasil e o mundo, não estão mais dispostos a viver nas condições em que vivemos e de forma igual, os poderosos, como a oligarquia dos Barbalho, Sarney, o tucanato do Pará a frente Simão Jatene e os traidores do PT não podem mais manter a situação como está.

Um espectro ronda a Amazônia. A mãe natureza ameaça derrubar as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Foi lá que começou a rebelião do mundo do trabalho no Brasil contra a moderna escravidão, o que incendiou de lutas todas as obras do PAC pelo país.


Em junho passado, a família Barbalho e a Oligarquia dos Maiorana sentiram a ira do povo que em frente da RBA chamava várias palavras de ordem que diziam "Jader, ladrão!", bem como "A verdade é dura: os Maiorana apoiaram a Ditadura!". 

Chegou a hora de todos os trabalhadores, desempregados, camponeses e juventude nos unirmos e ocuparmos as ruas contra a opressão, a corrupção e os desmandos de nossos governantes! 


A Primavera está chegando, e ela vem num Rio que diz:

‪#‎NãoVaiTerCopa‬!


#‎ForaTodosOsCorruptos‬!