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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Diário do Pará terá que readmitir e indenizar jornalistas

VENCEMOS! Uma vitória da categoria, dos trabalhadores. 


Foto: VENCEMOS! Uma vitória da categoria, dos trabalhadores. 

Neste Dia do Jornalista, 7 de abril, comemoramos a conquista dos trabalhadores. Os grevistas Adison Ferrera (Diário do Pará), Amanda Aguiar (Diário do Pará), Felipe Melo (Diário Online) e Cris Paiva (TV RBA) venceram a ação de reintegração e de danos morais contra o grupo RBA. 

A Justiça determinou a reintegração dos quatro jornalistas e o pagamento de R$ 30 mil a cada um por assédio moral. Os jornalistas foram demitidos na recepção da empresa, exatamente no primeiro dia útil após o término dos 45 dias de estabilidade firmados em acordo coletivo.

Nós, do coletivo de grevistas do Diário do Pará, Diário Online e TV RBA não podemos pensar em uma forma melhor de celebrar esta data do que com uma vitória. E esta será a primeira de muitas. O grupo RBA vem desde o final do prazo demitindo os grevistas, em um ato claro de retaliação. Até agora, dezesseis profissionais foram dispensados, maioria deles na recepção da empresa, em uma atitude que demonstra falta de respeito e assédio moral com os trabalhadores que exerceram o direito constitucional de greve. 

Celebramos esse momento e estamos conscientes de que é apenas o começo de muita luta pelos direitos da nossa categoria. Que esta vitória seja um sopro de ânimo naqueles que têm medo, e um aviso aos que retaliam e que se omitem diante da própria categoria. Somos todos Adison, Amanda, Felipe e Cris!

A luta continua!
Neste Dia do Jornalista, 7 de abril, comemoramos a conquista dos trabalhadores. Os grevistas Adison Ferrera (Diário do Pará), Amanda Aguiar (Diário do Pará), Felipe Melo (Diário Online) e Cris Paiva (TV RBA) venceram a ação de reintegração e de danos morais contra o grupo RBA [de propriedade da família Barbalho]*.

A Justiça determinou a reintegração dos quatro jornalistas e o pagamento de R$ 30 mil a cada um por assédio moral. 
Os jornalistas foram demitidos na recepção da empresa, exatamente no primeiro dia útil após o término dos 45 dias de estabilidade firmados em acordo coletivo.

Nós, do coletivo de grevistas do Diário do Pará, Diário Online e TV RBA não podemos pensar em uma forma melhor de celebrar esta data do que com uma vitória. E esta será a primeira de muitas. O grupo RBA vem desde o [fim da estabilidade da greve] demitindo os grevistas, em um ato claro de retaliação. Até agora, dezesseis profissionais foram dispensados, maioria deles na recepção da empresa, em uma atitude que demonstra falta de respeito e assédio moral com os trabalhadores que exerceram o direito constitucional de greve.

Celebramos esse momento e estamos conscientes de que é apenas o começo de muita luta pelos direitos da nossa categoria. Que esta vitória seja um sopro de ânimo naqueles que têm medo, e um aviso aos que retaliam e que se omitem diante da própria categoria. Somos todos Adison, Amanda, Felipe e Cris!

A luta contin
ua!
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*Colchetes são grifos do Além da Frase.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Direto do 36º Congresso da FENAJ - Entidade não luta porque tem rabo preso

Haja felicidade ao lado de Aldo Rebelo (PCdoB), Ministro dos Esportes. Do site do Sindjornal-AL
Por Felipe Melo*
 
Na abertura do 36º Congresso da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Fernando Collor de Melo (senador - PTB/AL] e Renan Calheiros (presidente do Senado - PMDB/AL) foram citados. 

Para a minha surpresa, foram elogiados e receberam um muito obrigado por patrocinarem o Congresso e ajudarem nas articulações. 

Ainda nas falas de abertura, o prefeito de Maceió Rui Soares Palmeira (PSDB) e o governador do  estado de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) tiveram espaço. 

Entre os financiadores do Congresso estão a Caixa Econômica Federal, a Petrobras, a Federação daa Indústrias de Alagoas, além do conglomerado de comunicação Gazeta, de propriedade de Collor, e outros do Estado. 

Agora vocês conseguem entender por que a Fenaj não enfrenta os governos e patrões da mídia para garantir melhores salários, segurança e trabalho digno para os jornalistas? 

Tem que mudar a direção desta entidade, assim como tem que mudar a direção do Sinjor-PA. 

É hora de Mudança Já! Sindicato é pra Lutar!
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Felipe Melo* é jornalista  e foi demitido por fazer greve do Grupo RBA, de propriedade da família Barbalho. Delegado ao 36º CONFENAJ

Atualizado às 17:41h, 04/04/2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Nana Queiroz, a jornalista que sentiu "na pele a fúria revelada pela pesquisa" do IPEA

Por Catraca Livre 

Depois de ler uma pesquisa mostrando que uma parte expressiva da população brasileira culpa as próprias mulheres pelo estupro, a jornalista Nana Queiroz lançou, pela internet, a campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada”.
 

Não podia imaginar duas coisas: 1) o sucesso, nas redes, de sua ideia; 2) nem que ela seria vítima de um estupro digital, tantos foram os ataques com ofensas e até ameaças.

nana
Foto: Divulgação da Campanha no Facebook
Veja seu depoimento:
 
“Acordei de uma noite mal dormida e perturbada. Adormeci ao som das notificações de meu Facebook e acordei com elas. Desde que começou o protesto online “Eu Não Mereço Ser Estuprada”, nesta sexta, às 20h, recebi incontáveis ofensas. 

Homens me escreveram dizendo que me estuprariam se me encontrassem na rua, outros, que eu “preciso mesmo é de um negão de 50 cm” ou “uma bela louça para lavar”. Se ainda duvidava um pouco da verdade por trás da pesquisa do Ipea, segundo a qual 65% dos brasileiros acreditam que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas, hoje acredito nela totalmente. Senti na pele a fúria revelada pela pesquisa.

Em algum momento hoje, depois que conseguir descansar um pouco, vou à Delegacia da Mulher denunciar as ameaças. Pior: vou delatar um sujeito, Cirilo Pinto, que não só confessou publicamente já ter cometido um estupro, mas afirmou que o faria novamente. Está aí o print screen da página dele, para quem duvidar. Espero que ele seja, ao menos, detido por incitar o estupro.
 
Centenas de perfis falsos foram criados e nosso evento bombardeado com frases machistas, pesquisas preconceituosas e montagens com fotos do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) com dizeres ofensivos. Uma imagem dele ilustrou até um evento criado para promover um estupro coletivo. 

Caro deputado, pense: o senhor se tornou o ídolo de pessoas que defendem o estupro. Não será a hora de pôr a mão na consciência ou no coração?"

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA não podem fechar os olhos para tamanha perseguição à jornalistas

Helder Barbalho (PMDB) e família seguem barbarizando com os jornalistas do Grupo RBA, afiliado da TV Bandeirantes. No finalzinho da semana passada, logo após postagem no Além da Frase (clique aqui para lê-la), demitiram mais dois excelentes profissionais, dentre eles Fábio Relvas, única e exclusivamente porque eles e 99% do Grupo ousaram se rebelar contra a moderna escravidão.

#JornalistaValeMais sem dúvida nenhuma!

Acompanhem o depoimento de Relvas no facebook:


A justificativa não convenceu. Trabalho no ramo há 9 anos, antes mesmo de iniciar o curso de jornalismo, e sei muito bem da minha capacidade, o que devo fazer na função. Tive trabalhos reconhecidos ao longo da minha jornada. O único motivo da minha saída é: Retaliação. Quero avisar que isso não vai me abalar e me orgulho muito em ter participado do momento histórico dos jornalistas de Belém. ‪#‎jornalistavalemais‬

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Família ficha suja não respeita direito de greve no PA


Helder Barbalho (PMDB), ex prefeito de Ananindeua, segundo município mais populoso do estado do Pará, e sua família são verdadeiros escravocratas. 

O Diário todo dia mostra a luta de tudo o quanto é categoria, mas em setembro passado ocorreu uma das mais lindas e maiores greves de jornalistas das últimas quatro décadas no país e justamente grupo de comunicação da da família: Diário do Pará, Diário Online e TV RBA. Era a fortíssima campanha #JornalistaValeMais, a qual recebeu apoio de uma infinidade de categorias e ativistas sociais de todo o país.

A greve eclodiu porque os jornalistas eram submetidos a condições de escravidão. Sem analogia. Escravidão mesmo. Senão vejam: um profissional formado (ou não) recebia menos que o piso da categoria, que em si é um verdadeiro descalabre: cerca de R$ 1.200,00. 

O presidente do grupo, Jader Filho, irmão de Helder, este candidato do PMDB ao governo do estado com o vice do PT, gasta isso (pasmem!) num almoço. 

Enquanto isso na redação do Grupo RBA não tinha cadeira para os repórteres fazerem suas atividades. Rolava rodízio para se sentar. 


Pior ainda: não tinha copo para água, café nunca houve; não tinha papel higiênico e nem sabonete; não tem até hoje colete a prova de balas para as equipes que cobrem a barbárie da insegurança pública no Pará, o segundo estado onde mais tem homicídios no país: 44 a cada grupo de 100 mil pessoas. 

Liberdade através da greve

Como resposta à grande aula de luta de classes que os jornalistas da Greve Diário do Pará e DOL deram, os patrões escravocratas se precipitaram e aplicaram uma clara política de caça aos grevistas, coisa que já é causa ganha na Justiça do Trabalho pelos paredistas. Basta ver a jurisprudência. Vão ter que engolir os valorosos e brilhantes jornalistas injustamente demitidos. 


É o mínimo!
Eles ajudaram em muito a tornar, como o próprio Grupo diz, o Diário um dos jornais mais premiados do país. 

Em que pese que lá sigam grandes operários da informação, o Diário do Pará teve uma vertiginosa queda na qualidade do seu produto. E para isto corroboram alguns fatores:

1 - Bons e tarimbados profissionais, já habituados a carga de exploração da empresa, não se produz da noite para o dia; nem que se fizesse dez Escolas Diário de Jornalismo no ano;


2 - A violência simbólica, econômica e social produzida dos processos de demissão em massa, causam evidentes transtornos psíquicos e físicos aos trabalhadores do Grupo RBA, o que por conseguinte acaba interferindo de forma objetiva na produção de todos aqueles que permanecem sob o fogo cruzado que emana da sala dos três porquinhos da Torre.

A certeza da vitória só se confirma a cada ato desesperado dos Barbalhos


Estão desesperados porque sabem que o povo do Pará, como de todo o Brasil e o mundo, não estão mais dispostos a viver nas condições em que vivemos e de forma igual, os poderosos, como a oligarquia dos Barbalho, Sarney, o tucanato do Pará a frente Simão Jatene e os traidores do PT não podem mais manter a situação como está.

Um espectro ronda a Amazônia. A mãe natureza ameaça derrubar as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Foi lá que começou a rebelião do mundo do trabalho no Brasil contra a moderna escravidão, o que incendiou de lutas todas as obras do PAC pelo país.


Em junho passado, a família Barbalho e a Oligarquia dos Maiorana sentiram a ira do povo que em frente da RBA chamava várias palavras de ordem que diziam "Jader, ladrão!", bem como "A verdade é dura: os Maiorana apoiaram a Ditadura!". 

Chegou a hora de todos os trabalhadores, desempregados, camponeses e juventude nos unirmos e ocuparmos as ruas contra a opressão, a corrupção e os desmandos de nossos governantes! 


A Primavera está chegando, e ela vem num Rio que diz:

‪#‎NãoVaiTerCopa‬!


#‎ForaTodosOsCorruptos‬!