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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

FASUBRA - Manifesto de militantes, ativistas e dirigentes grevistas



Base grevista se rebela contra a direção da FASUBRA Unificar quem se manifestou contra o desmonte! Dia 10/11 começou a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades. Uma reação diante dos ataques de Temer ao funcionalismo: PL 116 das demissões, reformas da Previdência e trabalhista, ameaça à carreira, aumento da alíquota do PSS, a EC 95 que congelou os investimentos, além da corrupção. O exemplo da UERJ, com ameaça de fechamento e privatização, levou a categoria à certeza que não tinha outra saída.

Mesmo sem os demais Servidores Públicos Federais (SPFs) na greve, e com sucessivas traições das centrais, os servidores atingiram 40 universidades paralisadas e realizaram uma marcha a Brasília. Um forte piquete no Ministério do Planejamento que obrigou o secretário e Rodrigo Maia a receber a FASUBRA e demais entidades. Este processo oxigenou a greve e mostrou que era possível fazer o governo recuar. O governo em crise política podia ser derrotado e derrubado.

Por isso, a categoria participou ativamente das manifestações do dia 5/12 mesmo com o desmonte da direção da CUT e Força Sindical. No entanto, esta disposição de luta precisou se contrapor à política da direção majoritária na FASUBRA. A direção era contra a greve e fez tudo para acabar com o movimento na plenária nacional de setembro, a direção majoritária mostrou que seu único intuito era unicamente adiar o congresso da FASUBRA. Utilizou “um calendário de luta” que não foi organizado. Já na plenária de 22/10, convocada para deflagrar a greve, a maioria da direção propôs apenas “estado de greve”.

Na direção da FASUBRA, apenas o COMBATE propôs greve imediata, e a força das assembleias obrigou o recuo da direção, que teve de marcar greve para 10/11. Apenas a DS-PT foi contra a greve na plenária. Porém, mesmo com a decisão da plenária, a maioria da direção atuou na base para evitar a greve, com discursos derrotistas ou ameaças de corte de ponto. Algumas entidades sequer entraram na greve. Outras demoravam semanas pra fazer assembleia. Para derrotar esse movimento contra a greve, foi decisiva a assembleia da UFRJ, cuja base passou por cima da direção lulista recentemente eleita no SINTUFRJ e decidiu entrar em greve, fortalecendo o movimento que cresceu até atingir as 40 bases.

Desde o início houve especulações sobre o “fim da greve” até que no dia 05/12 ele foi decretado: enquanto as bases realizavam piquetes e passeatas como parte do dia nacional de luta contra a reforma da previdência, a direção da FASUBRA passou o dia inteiro confabulando o fim da greve, aprovando essa linha no CNG. O desmonte da FASUBRA se encaixava na traição das centrais (CUT, Força, UGT). Na reunião do CNG, a delegação da UFRJ liderou a oposição juntamente com a delegação do SINTUFF, encaminhando contra o desmonte.

A categoria se manifestou contra a traição e manteve a greve Revoltada contra o inexplicável desmonte da greve, as assembleias de base foram desacatando a ordem do CNG. O CLG e a Assembleia da UFRJ foram os primeiros. No mesmo sentido se posicionou o SINTUFF e a Assembleia da UFF, bem como UFRRJ, UNIRIO, UFRGS, UFAM, UFPA, UnB, UFBA, UFU, UFMG, totalizando 31 universidades contra a orientação da direção. Apenas 8 suspenderam a greve. A direção manobrou os dados e não queria divulgar os resultados, numa atitude burocrática.

A pá de cal, que selou a derrota da direção, foi a emblemática Assembleia da UnB, onde estavam os dirigentes da FASUBRA (incluindo dois coordenadores gerais) e do sindicato (da gestão anterior e da que recém começava). A categoria decidiu manter a greve. Mesmo assim, no dia 15/12, num CNG convocado às pressas, a maioria da direção desconsiderou as assembleias de base e decretou novamente o fim da greve. E simplesmente extinguiu o CNG no mesmo dia. Na ocasião novamente os ativistas da UFRJ, do SINTUFF e da UnB foram contrários ao desmonte.

O Manifesto pela Continuidade da Greve agrupou os ativistas classistas Diante de tamanho recuo na cúpula da Federação, a greve tende a terminar antes do recesso parlamentar. Infelizmente os setores da esquerda, com os quais montamos uma chapa no último congresso, foram a parte mais ativa desse desmonte. Os companheiros do SONHAR E LUTAR, coletivo impulsionado pelo MAIS, foram as lideranças desse recuo em parceria com os lulistas. Na greve de 2016, essa direção majoritária da FASUBRA, já havia errado ao acabar com a greve antes da votação da PEC 55.

Fica evidente que não são capazes de encaminhar as lutas da categoria. Em contraponto a essa linha, surgiu um MANIFESTO pela manutenção da greve, agrupando militantes da UFRJ, UFF, Unirio, UFRRJ, UFPA, UFRA, UFRGS, UFAL, UFRPE, UFPE, UFAM, UFU, UnB, a direção do SINTUFF e o COMBATE. É preciso que cada uma das 31 assembleias de base se manifestem e ajudem a construir uma nova direção democrática, classista e combativa para nossa Federação. E nesse sentido temos que organizar os descontentes que se rebelaram nas assembleias e se agruparam ao redor do MANIFESTO pela continuidade da greve, realizando reuniões e produzindo um novo manifesto.

Temos que organizar um movimento alternativo, de oposição de esquerda, na FASUBRA. Exigir plenária nacional da FASUBRA na primeira quinzena de janeiro! Junto aos representantes do CNG e dos CLG's que não se curvaram, da Assembleia da UFRJ, Unirio e UFF propomos rejeitar o desmonte e desacatar a orientação de retorno ao trabalho no dia 19/12. Com a UFRJ propomos seguir a greve até dia 22 (último dia antes do recesso parlamentar) e, diante do desmonte exigimos uma plenária nacional da FASUBRA nos dias 13 e 14/01 para realizar um balanço da greve e organizar a luta por nossas pautas e contra a reforma da previdência em 2018.

A proposta de plenária da FASUBRA no início de janeiro já foi aprovada na UFRJ, UFF, Unirio e UFU. Assim podemos reagrupar as 31 assembléia de base e os lutadores para as novas batalhas.

Manifeste-se você também!

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Unificar e massificar a greve

O EIXO TEM QUE SER UNIFICAR E MASSIFICAR A GREVE DOS SERVIDORES E NÃO DIVIDIR A CATEGORIA COM DEBATE DO ÍNDICE!

Estamos em um momento importante da greve do funcionalismo público federal, que vem se potencializando com a manutenção da greve de categorias importantes como as das universidades, do judiciário e INSS e de novas adesões como FIOCRUZ e CONDSEF, que iniciou a greve dia 27/07.

Essa insatisfação dos servidores é fruto da crise política e econômica que se acirra a cada dia devido à escolha do governo do PT/PMDB - de Dilma/Temer - de aplicar um duro ajuste fiscal contra os trabalhadores. Uma política compartilhada também pelos governadores tucanos e os partidos da ordem como PCdoB, PSDB, DEM, PTB, etc. Essa ampla insatisfação da base é o combustível que mostra que a greve tem potencial. Além disso, a ampla maioria do povo já não suporta mais o arrocho salarial enquanto vê todos os principais políticos do país envolvidos em escândalos de corrupção.

A greve, portanto, tem um grande potencial para se generalizar em direção a uma greve unificada ao estilo de 2012. O que poderia ser um pólo real para construção de um campo operário e popular contra a falsa polarização PT X PSDB.

Neste sentido, vemos como incorreto que o eixo da greve seja debater um novo índice diante de um impasse nas negociações. Essa proposta foi rejeitada no CNG da FASUBRA e pela maior parte das forças de esquerda que conformaram a chapa que foi vitoriosa no último congresso da Federação. Ou seja, longe de ser um eixo que ajuda “unificar”, ele nos divide. Não podemos polarizar as assembléias de base com esse eixo às vésperas de uma nova marcha unificada como tem ocorrido atualmente. Por isso, nós defendemos manter o índice de 27,3%. A política dos companheiros do Base/PSTU de insistir no índice de 19% não está acompanhada de uma política para fortalecer a greve onde ela está mais forte, que é nos técnico-administrativos. E o verdadeiro debate dentro do Fórum dos SPF’s é sobre a caracterização e as perspectivas da greve, pois a maior parte das direções, inclusive da esquerda, avaliam que não é possível ampliar mais e é hora de preparar um recuo. Os companheiros do BASE/PSTU revelam esse debate claramente quando dizem que sem uma contraproposta seremos “mais uma vez derrotados economicamente”. Discordamos. O que pode garantir a unidade dos servidores é o aprofundamento da unidade da greve por meio de efetivos comandos unificados de greve em todo país e em Brasília, preparando melhor as ações unificadas da greve, diferente do que vem ocorrendo até agora.

Avaliamos que a greve tem potencial, o grande problema é a política das direções. Os governistas da Condsef fazem mil e uma manobras para impedir a greve. Por isso, cabe à esquerda, sobretudo os companheiros da Conlutas e Intersindical que dirigem a Fasubra, Andes e Sinasefe, unificar e ter políticas para ajudar a massificar a greve. A conjuntura nos favorece e muito para ampliar, unificar e massificar a greve. Não podemos ter como centro conseguir arrancar migalhas e nem ter pautas corporativas, o que está em jogo é a aplicação do famigerado ajuste econômico.

Neste sentido devemos apostar que a greve se nacionalize e ganhe apoio popular. Para isso devemos ter calendários unificados, que aponte atos nas estados. Cabe aos companheiros da Conlutas, Intersindical, MTST, ANEL, Esquerda da UNE e os partidos de esquerda, como PSOL, PSTU e PCB fortalecer essa greve.


Fonte: CST/PSOL