Mostrando postagens com marcador Cametá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cametá. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de outubro de 2017

Helder Barbalho leva ovada em Cametá

Foto da solenidade minutos antes da ovada. Fonte: Facebook.
Na manhã deste sábado (21/10), quando o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), assinava convênio com a prefeitura de Cametá/PA, dirigida pelo prefeito igualmente denunciado e condenado por falcatruas na justiça,  Waldoli Valente (DEM), para a suposta construção do cais da cidade, uma ativista do movimento estudantil conhecida como Ana Paula, atirou dois ovos certeiros no nefasto ministro. Um pegou no rosto e outro no peito. Pelo ato, Ana Paula foi detida pelos seguranças e está presa na delegacia de polícia.

A atitude da manifestante é mais do que justificada. É reflexo de uma população que não aguenta mais tanto fisiologismo e politicagem de dirigentes rodeados de suspeitas e denúncias de corrupção.
Rapidamente a informação do protesto tomou as redes sociais.

Ainda não conseguimos fotos do valoroso instante em que o facínora foi alvejado. Mas temos o texto (divulgado no Facebook) do professor Dr. da Universidade Federal do Pará (campus de Cametá), Marcel Padinha, que fala muito sobre a revolta desse povo indignado com a podridão das instituições, com a corrupção generalizada, bem como da solidariedade correta que devemos ter pela coragem da jovem Ana Paula:

Não foi uma ovada na cara, foi um grito de indignação de milhões de brasileiros que não aguentam mais viver em um país onde a sociedade é quem come o resto dos ratos; Não foi um protesto isolado, foi um manifesto nacional de todos aqueles que têm vergonha na cara e que não mais aceitam serem governados por bandidos; Não foi um ato sem cabimento, mas sim uma resposta a um governo sem cabimento algum. Não foi só um FORA TEMER, foi um FORA fanáticos, FORA homofóbicos, um FORA  ruralistas sonegadores e assassinos, foi um FORA  rentistas, foi um FORA aos cortes de direitos sociais há muito conquistados, em síntese... foi um FORA Fascistas!!!

Obrigado Ana Paula 😊

terça-feira, 1 de setembro de 2015

No mês de outubro

Todo segundo domingo de outubro ocorre o Círio de Nazaré. Milhões de pessoas nas ruas. Com fé ou sem fé. O fato é que todo mundo se vê tocado ou envolvido pela romaria. 

E romaria pode remeter a Maria ou Roma. As duas coisas. E quem tem boca vai à Roma. Quem tem boca ou não se delícia com um número sem fim de gostos, cheiros, cores e sons que acompanham esses festejos. Durante, antes e depois desse dia do senhor de outubro, que em Belém é dedicado à mãe: Maria de Nazaré. 

Quinze dias de festas. Coisas que tem em todo arraial. Roda gigante, maçã do amor, pescaria, frituras, gorduras, comidas típicas, terços, produtos artesanais e religiosos. Mas com milhões de pessoas, casas e hotéis lotados com gente da capital, interior e outras regiões do país e até mesmo do estrangeiro, o que não poderia faltar são motivos para distintas atividades, o outro lado de toda festividade religiosa: o lado profano. 

E que delícia de lado! Auto do Círio, Palhaços Trovadores, Vacas Profanas, Chiquita, Cordão do Peixe Boi, Círio Fluvial, peças, festas, bares e teatros burbulhando em todos os cantos da cidade. 
Afinal, como diria Elói Iglesias (cantor e ícone gay do Pará) no filme As Filhas da Chuiquita: antes de mais nada "o Círio é gente, gente, gente, muita gente". E gente gosta de ser feliz. 

Em busca da felicidade e de mais algumas gotas de bebida, Maria interveio e Jesus fez seu primeiro milagre. Água em vinho. Felicidade. 

O Círio Fluvial sem dúvida é um belo capítulo a parte. Antes dele, na sexta, tinha o baile de Cametá. Geralmente era no Marista ou na sede social do Clube do Remo. Banda Caferana, Banda Halley, Kim Marquês, Mestre Cupijó e Banda. Mestre Cupijó arrebentada com seus mambos, sambas de cacete, siriás. A felicidade era tanta, que quando o Mestre tocava eu já nem mais lembrava. Lembro, isso sim, que sempre tinha meus irmãos, parentes e amigos. 

Certa vez, de lá, fui rolando e quando vi estava no Bar do Parque. Eram umas cinco e meia. Pedi a última. Encontro um primo que mora "pras Zoropa". Pavulagem grande. Estávamos atrasados para pegar o Rodrigues Alves. A romaria fluvial sai as 7 de Icoaraci. A gente as 6 do Palmeiraço.

Hoje, vou no Amazon Norte ou Cidade de Santarém. Tem tudo para todos os gostos. Como no Rodrigues Alves e navios alugados para a arquidiocese e turistas em geral: reza, comida e felicidade. 

No meu caso, ano passado já cheguei feliz. O Círio é fé, corda, romarias, mas também uma cadeia de eventos, curtições, festas, encontros, a "marvada" da felicidade. Estava em alguma festa. Para não chegar em casa e perder horário, resolvi chegar logo cedo. No navio tomei um banho e vesti a camisa do propósito.

Para alguns a romaria fluvial é passeio, para uns fé. Por 30 reais você tem café da manhã, missa e no terceiro andar, felicidade. Muita felicidade. E viva nossa senhora de Nazaré!
----

P.S.: Felicidade pode se encontrar na água, no vinho, nas coisas simples da vida. E o Círio é só um capítulo a parte. Um capítulo com milhões de possibilidades. Que o diga a Turma da Mônica e seus criadores, que vieram de outras bandas fazer censura com jornalista paraora. Com censura e intolerância o Círio não combina.