quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Zenaldo é caso de polícia e de saúde pública

Ontem, no horário do almoço. Imagem: Facebook/Divulgação. 

Belém: Lixo hospitalar e sangue são jogados na calçada do PSM da 14


A internauta Mayra Araújo postou ontem, nas redes sociais [Facebook]*, imagem [acima]* mostrando o momento em que um líquido vermelho semelhante a sangue escorria pela calçada em frente ao necrotério do Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março. Supostamente, o sangue vinha de macas utilizadas para carregar cadáveres, após serem lavadas.

A imagem mostra que o sangue tomou parte da calçada, sob as vistas de crianças que passavam pelo local. Diante da denúncia, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) pediu a demissão do funcionário responsável pelo comportamento inadequado. Para piorar a situação, foram deixados no chão panos sujos, seringas, luvas e algodão do hospital. 

No final da tarde, devido à chuva, a mancha de sangue foi lavada do calçamento da travessa Bernal do Couto, via de acesso ao necrotério. No entanto, através do portão trancado, era possível ver três macas encostadas no muro. 

Flagrante

Segundo o texto postado nas redes sociais por Mayra, o flagrante do sangue escorrendo pela calçada aconteceu no horário do almoço, momento em que o fluxo de pessoas caminhando por ali é intenso.

“Cá estou eu indo para casa almoçar e quando passo próximo ao Pronto Socorro da 14 de Março, lateral que vem da Bernal do Couto, onde fica o ‘necrotério’, vi que alguns funcionários estavam lavando as macas onde ficam os defuntos, sendo que a água com sangue escorrendo pela calçada fica bem próximo de uma parada de ônibus, e o fluxo de pedestres é intenso, as pessoas tendo que desviar ou até mesmo pular (como está na foto) para que não encostasse na água suja de sangue”, publicou a internauta no Facebook.

Mayra escreveu também que não gosta de passar pelo local porque, segundo ela, é comum encontrar seringas e luvas espalhadas pelo chão, junto com o lixo hospitalar que fica armazenado ali próximo. Esses materiais estão, de fato, espalhados pela calçada, o que aumenta o risco de contaminação ou de acidentes para quem anda por ali.

A Secretaria Municipal de Saúde se manifestou por meio de nota, na qual explicou que a limpeza das macas dos prontos socorros é realizada por uma empresa terceirizada. 

Em função da denuncia, a secretaria informou que identificou o responsável pela lavagem inadequada dos equipamentos e solicitou a demissão do funcionário. Por telefone, a assessoria confirmou que o líquido que escorreu era sangue humano.

Sobre o lixo hospitalar espalhado na calçada, a Sesma foi procurada mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

*Grifo do Blog.

Brasileiro teve sorte de sair vivo, diz Independent lembrando Jean Charles

Um artigo publicado no jornal britânico 'The Independent' desta quarta-feira (21) afirma que o brasileiro David Miranda, que ficou detido em Londres no último domingo durante nove horas, teve sorte de voltar vivo para seu país.

O texto, assinado pelo comentarista político Matthew Norman, lembra a morte do eletricista Jean Charles de Menezes, em 2005, e diz que, há oito anos, brasileiros de passagem pela capital britânica eram vítimas de execuções 'patrocinadas pelo Estado'.

O comentarista qualifica como 'desgraça' o fato de que os agentes de segurança tenham detido e interrogado de maneira 'cretina' um estrangeiro que não era suspeito de terrorismo.  

Tirar o chapéu 

O texto diz que a 'aplicação cínica' da Lei Antiterror de 2000 teve o objetivo de amedrontar o companheiro de Miranda, o jornalista do jornal 'The Guardian' Glenn Greenwald, e outros jornalistas que desejam exercer sua profissão e o direito democrático de reportar. 

Ainda na avaliação de Norman, a detenção do brasileiro provocará um resultado completamente oposto ao desejado pela polícia. 

'A partir de agora, Greenwald vai publicar reportagens de forma muito mais agressiva e devemos tirar o chapéu para ele por isso'. 

'Se há algo que os jornalistas gostam, além de serem martirizados diante dos olhos do mundo, é serem desafiados frontalmente sobre o exercício legal de sua profissão'.

Fonte: ORM/G1
Foto: Reprodução/TV Globo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Somos todos Blacks Bloks

Cartolina diz tudo!
Concentração e reflexão para o 07 de setembro.

Vamos à luta pela verdadeira independência do Brasil!

Bala cega, mas não cala


SÉRGIO SILVA, fotógrafo que perdeu a visão do olho esquerdo após ser baleado pela Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo durante um protesto no mês de junho. 
Ele deu o recado no Dia Mundial da #Fotografia.

ELES NÃO IRÃO NOS CALAR!
A LUTA CONTINUA!

Fonte: Facebook.

Novo Ministro repete discurso do PT

Pela primeira vez opinando sobre o mensalão no plenário do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso disse que o caso não foi o maior escândalo político da história do país , mas o “mais investigado”.

O ministro, mais novo integrante da corte, foi indicado pela presidente Dilma Rousseff em maio deste ano e ontem defendeu um entendimento do caso semelhante ao do discurso do PT desde o início do escândalo, em 2005.

Ele foi enfático ao defender reformas do sistema político do país, mesma bandeira que Dilma e os petistas defendem como resposta à corrupção.

“[É] no mínimo questionável a afirmação de se tratar do maior escândalo político da história do país”, disse Barroso. “Sem margem de erro, é o [caso] que foi mais investigado de todos, seja pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pela imprensa.”

Para o ministro, o mensalão não foi um evento isolado na vida nacional, nem é cabível atribuir a corrupção a um determinado partido.

“Justamente ao contrário, ele se insere em uma tradição lamentável que vem de longe. Não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção. Não há corrupção melhor ou pior, dos nossos ou dos deles, não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada”, afirmou.

Ao elaborar esse argumento, o ministro defendeu a reforma política. Segundo ele, o mensalão significou “a condenação de um modelo político, aí incluídos o sistema eleitoral e o sistema partidário.” Para o ministro, “se não houver reforma política tudo vai acontecer de novo”, já que “o modelo brasileiro produz criminalização da política”.

Logo após os protestos de junho, que abalaram sua popularidade, a presidente Dilma propôs a convocação de um plebiscito para discussão da reforma política, como resposta à indignação das ruas.

A ideia do plebiscito foi rejeitada pela maioria dos líderes partidários no Congresso e naufagrou. A Câmara montou uma comissão para estudar o tema. Barroso disse ontem que a reforma tem de ser feita, com ou sem consulta popular, pelo Congresso.




Fonte: Folha de São Paulo, a partir do site da FENAPEF.

Sheik: um pequeno beijo para o homem, um enorme passo para o futebol brasileiro

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Não importa a orientação sexual do jogador. Não importa se a foto acima é apenas uma brincadeira entre amigos. Emerson Sheik rompeu a barreira da intolerância, um dos comportamentos mais marcantes do futebol brasileiro. O atacante zombou de todos aqueles que enxergam as relações amorosas tão inflexíveis quanto o 4-4-2 que o técnico insiste em escalar. Sheik, ao dar o “selinho” no amigo, namorado, parente, afim, deu uma voadora na hipocrisia hasteada por torcedores, dirigentes e até mesmo colegas de profissão.
Héteros e gays sempre jogaram no mesmo time, assim como o craque e o perna de pau. Mas nunca foi permitida qualquer manifestação que colocasse em dúvida a “masculinidade” dos jogadores. E formamos uma legião homofóbica que prega apelidos jocosos, expulsa jogadores, torna a discussão necessária em mais um retrocesso.
Na última vez que o assunto veio à tona, o desfecho foi desastroso. Uma declaração infeliz de um dirigente do time rival, e Richarlyson virou inimigo de torcedores do seu próprio clube. Deu entrevista para o Fantástico. Negou ser gay, como quem se defende de uma acusação. Apresentou às pressas uma namorada, capa de revista masculina, e o semblante de puro constrangimento. Um episódio que não trouxe qualquer evolução da mentalidade doentia de uma sociedade que entende o sexo como uma regra de 3.
E claro que já existem centenas de corintianos a pedir a saída de Sheik. Uma turba de imbecis a clamar palavras de ódio. Estão lá apenas para apontar o dedo e dizer quem tem o direito ou não de jogar no Corinthians. Ignoram a liberdade de expressão. Ignoram o respeito. Ignoram a Democracia Corintiana, a vanguarda de um clube absolutamente identificado com as massas populares. Covardes com ingresso numa mão e a estupidez na outra.
Mas ficam as réplicas sinceras de torcedores de dezenas de clubes, que aplaudiram o drible mais desconcertante da carreira do jogador. Emerson Sheik, que já colecionou páginas de jornais por adotar uma macaca e por se ver envolvido em denúncias de adulteração de documentos e contrabando de carros, hoje ganha todas as atenções por um simples gesto. O beijo. Algo tão comum e universal quanto o futebol.

Líder de comunidade quilombola é assassinado em Belém

O líder da comunidade Quilombola de Gurupá, em Cachoeira do Arari, na ilha do Marajó, Teodoro Alalor (de branco na foto abaixo), foi assassinado na madrugada do último domingo enquanto estava hospedado na casa de parentes no bairro da Cabanagem, em Belém. 

Foto: Arquivo pessoal.
Alalor, que já sofria diversas ameaças de morte por denunciar várias formas de expropriação que as comunidadades quilombolas da região de Gurupá sofriam, foi esfaqueado do lado esquerdo do peito por um homem que invadiu a casa e depois fugiu. Alalor resistiu por pouco tempo ao golpe e morreu no portão da residência.

Amigos de outras comunidades Quilombolas já fizeram a denúncia e preencheram o boletim de ocorrência do caso que foi registrado na delegacia do bairro da Cabanagem. A polícia dará início à investigação em breve.

Terceiro Encontro - O líder estava em belém para participar do Terceiro Encontro Estadual de Quilombolas do Pará  que acontece de 19 até o dia 22 de agosto, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Travessa Barão do Triunfo, 3151, bairro do Marco, na capital paraense. 

(Portal ORM)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Marajó: Relatos do horror em Anajás

Por Franssinete Florenzano, em seu blog:
 
Casos horripilantes estão acontecendo em Anajás. Na semana passada morreram três bebês no posto de saúde por falta de atendimento adequado. O último caso é particularmente medonho e teve seu desfecho na quarta-feira, dia 07. Uma mulher chamada Leila procurou o único posto de saúde com fortes dores de parto. E depois de cinco dias de muito sofrimento seus familiares suplicaram ao único médico do município, Bira Barbosa, conhecido como "Doutor Birão", que chamasse um avião para levar a grávida a uma maternidade onde houvesse recursos hospitalares para salvar a vida do bebê, mas o médico disse que não podia porque havia sido alertado pelo prefeito de que ele se recusaria a pagar frete de aeronaves por conta de que teria que economizar. Após discussão, o médico resolveu levar a parturiente para uma sala onde não havia a mínima estrutura para uma cirurgia, e lá mesmo fez uma cesariana e mandou uma enfermeira por o bebê morto no colo da mãe para que ela o amamentasse (!). 

Outro caso: uma mãe chegou desesperada no posto porque a sua filhinha de cinco anos havia engolido uma moeda. O médico não socorreu a criança e a mãe, em ato de desespero, se lançou no chão do corredor rogando a Deus que não levasse sua filha e então lhe veio a lembrança de meter o dedo na garganta da menina, que voltou a respirar. A mãe continuou pedindo a ajuda do médico Bira Barbosa, e ele disse que não podia fazer nada a não ser mandar a criança de barco até Breves, que fica a oito horas de viagem. A mãe implorou que ele chamasse o resgate do Corpo de Bombeiros de Belém, mas todos do posto se recusaram, dizendo que não era grave. 

Até quando vidas serão ceifadas, impunemente? Com a palavra o MP.
 
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Na mesma postagem anônimo disse:
 
O nome disso é mistanásia, a morte por causas sociais, decorrente de práticas políticas perversas e irresponsáveis que não determinam a tomada de medidas estruturais para resolver o grave problema que assola o nosso estado. Enquanto isso o nosso governador Jatene e o secretário Hélio Franco ficam fazendo mutirões como o que fizeram no Marajó, superfaturados e com claro objetivo político.O Pará cada vez pior em saúde, segurança e educação e esses sujeitos comprando a mídia para enganar a população.  

E Antônio José Soares comentou no facebook:
 
O que está acontecendo com a saúde no Marajó é caso de polícia. Não é só em Anajás, mas em todos os municípios. Os prefeitos esperam por um milagres e o povo permanece anestesiado. É hora, realmente, de ir para as ruas e fazer o que precisa ser feito...

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Obs.: A jornalista esclareceu que o médico não é o ex-deputado estadual de nome homônimo.

Legista do caso PC Farias diz que filho de PMs não cometeu suicídio


 
 A posição do corpo de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, encontrado morto na última segunda-feira (5), mostra que não houve suicídio e o garoto foi assassinado, diz o médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti. 

Sanguinetti é conhecido por ter refeito o laudo das mortes do casal Paulo Cesar Farias e Suzana Marcolino e por apontar que eles foram assassinados, em 1996. O legista também foi contratado pelas defesas do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, presos pela morte da menina Isabella Nardoni, e do goleiro Bruno, preso pelo suposto assassinato de Eliza Samudio.  

O corpo de Marcelo Eduardo foi encontrado junto aos dos pais, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, e a policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini, na casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O garoto é considerado, pela polícia, o único suspeito de ter matado os pais e também a avó, Benedita de Oliveira Bovo, 67, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, 55, encontradas mortas na casa ao lado.   

O legista analisou as fotografias da cena do crime e comentou o assunto no perfil dele no Facebook. Ele diz que a posição do corpo de Marcelo diz claramente que o garoto não foi o autor do tiro que o matou, pois a mão direita estava em cima do lado esquerdo da cabeça e o braço esquerdo, dobrado para trás, com a palma da mão esquerda aberta para cima. Segundo Sanguinetti, essa posição não é a de uma pessoa que se suicidou.  

— Não estou contestando o trabalho da Polícia de São Paulo, apenas estou apresentando a "linguagem do cadáver de Marcelo", onde diz claramente que não foi autor do tiro que o matou [sic]. 

Sanguinetti comenta também que seria impossível o menino, considerado canhoto pela polícia, disparar a arma com a mão esquerda e a mão direita ser encontrada na posição mostrada na foto, em cima do lado esquerdo da cabeça.

O legista explica que, para que o adolescente fosse o assassino, deveria ser constatada a presença de pólvora, chumbo, antimônio e bário nas mãos dele.    

— Como o tiro teria sido com arma apoiada, deveria haver também sangue e outros materiais orgânicos resultantes da explosão dos gases.

Fonte: http://brasilemundoissoebrasil.blogspot.com.br/2013/08/legista-do-caso-pc-farias-diz-que-filho.html



Caso Pesseghini: uma das maiores farsas da história da literatura policial no Brasil



Foto: William Volcov / Brazil Photo Press / Agência O Globo.
Por Edgar Horácio, no Facebook

São Paulo (SP) - Integrantes do grupo "Loucos Pela Paz", que acreditam na inocência do adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de assassinar a própria família e depois se matar na semana passada, realizam ato na Avenida Tiradentes, em frente ao quartel da Rota, região central de São Paulo, nesta segunda-feira (12).

Ainda no face, diz muito o comentário da psicóloga Vera Rodrigues:
"O menino prodígio teria manuseado arma profissional, daquelas que a pessoa leva um tranco, quando atira. 
Mas ele segurou os trancos, nem se abalou. Acertou todos na cabeça, sem erro. Exímio atirador. Nem precisou atirar de novo, para certificar-se que havia matado mesmo. E depois de matar a família, foi à escola. 
Não se pode reclamar que falta criatividade à polícia.".
 Chega de farsa! Justiça, já!

sábado, 10 de agosto de 2013

RJ: Câmara ocupada contra a máfia de vereadores governistas e empresários do transporte

Ocupação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Uma chance desperdiçada

A Câmara dos Vereadores parece não ter percebido que as coisas mudaram no Rio desde junho. Continuam fazendo a política miúda de interesses particulares e compadrio que executam desde sempre. Desta vez, a mobilização de grupos via redes sociais — inclusive militantes do PSOL, o partido do vereador Eliomar Coelho, autor do pedido da CPI dos Ônibus — virou uma incômoda realidade. E a ocupação está aí.

Por Gilberto Scofield Jr.

Quando o vereador Chiquinho Brazão (PMDB), eleito presidente da comissão, diz que não vai renunciar porque sua escolha foi legal, isso é apenas uma meia verdade. Pode até ser legal, mas está longe de ser legítima. Primeiro porque é praxe no Parlamento que o político que pede uma CPI seja seu líder, mesmo que de partido diferente do majoritário. Segundo, porque não faz o menor sentido que quatro vereadores da base de apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB) — Brazão, Professor Uóston (PMDB, escolhido relator da comissão), Jorginho da SOS (PMDB) e Renato Moura (PTC) — façam parte de um grupo de investigação quando sequer assinaram o pedido da CPI.

Na época do pedido de assinatura, enquanto as ruas do Rio ainda pediam o cancelamento na alta das tarifas, Brazão disse que a suspeita de cartelização do setor de ônibus era uma “questão periférica”. Uóston disse que a CPI tinha “pouca coisa para investigar". E Jorginho do SOS admitiu a este jornal que não tinha qualquer noção sobre transporte público: “Atualmente, faço parte das comissões de Urbanismo e Turismo. Até por isso, vou participar da CPI. O urbanismo e o turismo dependem do transporte para funcionar bem”.

A despeito da falta de transparência e de qualidade num setor tão importante para os cariocas, nenhum deles vê necessidade de investigar o setor. E se não viam necessidade, por que agora querem o comando da CPI? Porque não desejam que o PSOL comande um espetáculo cujo desfecho pode atingir de morte os próprios vereadores. A relação entre eles e as empresas de ônibus padece da mesma falta de transparência que há no setor. Muitos vereadores acham normalíssimo que as empresas coloquem ônibus à disposição de parlamentares para que eles realizem “ações sociais”. No emaranhado de doações para campanha via diretórios, há quem enxergue dinheiro dos ônibus, ainda que a Fetranspor negue que as empresas contribuam para campanhas.

No Tribunal de Contas do Município, 43 empresas são investigadas em relação à concorrência realizada em 2010 pela Secretaria municipal de Transportes. Na ocasião, os vencedores da primeira licitação da história do sistema de ônibus da cidade foram os mesmos grupos que já operavam há anos no setor. O prefeito considera isso um avanço, e há, de fato, mérito em, enfim, termos um setor licitado formalmente. Mas, de novo, faltou transparência no processo. Os empresários se reorganizaram em quatro consórcios — um para cada região do Rio —, mas até agora não explicaram que critérios usaram para agrupar empresas que são sócias e concorrentes entre si. E como este desenho pode estimular a competição e garantir a qualidade do serviço no setor.

No grupo de cerca de 50 manifestantes que invadiu a Câmara há um pouco de tudo, inclusive integrantes do PSOL que julgam estar ali, um ano antes das eleições, uma chance de turbinar o partido, que tem no deputado Marcelo Freixo um provável candidato a governador do estado. Mas erra o PMDB quando encara o caso da CPI dos Ônibus como um mero jogo político pequeno, no qual o partido parece ter se viciado. Não é. O transporte público é o grande nó das megalópoles ao redor do planeta. É especialmente crítico no Rio, cidade que vai receber grandes eventos internacionais.

Os ônibus são parte de um sistema de transporte vagabundo com um metrô que se limita a duas linhas, trens superlotados com estações caindo aos pedaços, barcas que quebram semana sim, outra também, e táxis descontrolados. A CPI é uma chance e tanto para dar transparência à ponta de um sistema que faz os cariocas sofrerem diariamente. Cabe aos vereadores não apequenarem a discussão.

Fonte: O Globo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Somos todos Carlos Latuff!

Velocidade permanente
(Júlio Miragaia)

Tua ordem destra
é uma ordem podre
tuas leis honestas
são de farda
e contra-liberdade
a tua democracia
é rouca
porca
uma doença venérea
os tempos porém
são de
homo-curiosos
de reultrapassar
o que ontem
era veloz
o movimento
forma
aceleradamente
um impossível
concreto
o inevitável
incerto

Carlos Latuff. Foto: Divulgação.
Um dos maiores e mais reconhecidos cartunistas do planeta, o brasileiro Carlos Latuff, está absurdamente sendo ameaçado de morte por perfis no facebook de policiais, de várias localidades do país.

Latuff, cartunista, que com sua arte desconcertou e conquistou o ódio do sionista e assassino governo do estado de Israel, bem como do Império Ianque (EUA); um dos mais celebrados defensores dos Direitos Humanos de toda a humanidade; por defender os direitos humanos com sua arte, está sendo covardemente ameaçado de morte.

Se Obama, NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos), Agência Brasileira de Informação (Abin), Polícia Federal (PF) e Polícias Civis, se realmente quiserem, podem dizer de onde partem e quem são os autores dessas desesperadas ameças.
Só se quiserem.
Nova Yorque: Cartoon "Gaza" de Latuff  é utilizado durante manifestação (Intl Day of Al-Quds). Foto: Bud Korotzer.
 

Latuff, você jamais estará só!!

Somos milhões de Latuff's em todo o mundo! 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Vandick Lima e Zeca Pirão: traidores do povo de Belém

Vereador Zeca Pirão (PMDB), péssimo como presidente do Clube do Remo, uma catástrofe como vereador. Hoje demonstrou que ele odeia a população e seus eleitores,  votando contra o Passe Livre.
Vereador Vandick Lima (PP), sofrível como presidente do Paysandu. O time infelizemente está na lanterna do Brasileirão. Nefasto como homem público. Se estivesse na CMB, votaria contra o Passe Livre.
Os vereadores Zeca Pirão (PMDB) e Vandick Lima (PP), presidentes de Remo e Paysandu, respectivamente, os quais são os Clubes de Futebol mais populares do estado do Pará e do Norte do país, demonstraram hoje a que senhores verdadeiramente eles servem. 

Foram eleitos pelo povo pobre e trabalhador; pelos apaixonados torcedores de seus clubes, mas que se viram traídos mais uma vez por seus representantes na Câmara Municipal. 

Posicionaram-se contra a proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município que cria o Passe Livre na Região Metropolitana de Belém para estudantes e trabalhadores desempregados. Pirão, de forma deslavada e absurda, disse que votou contra, pois trata-se de "politicagem do PSOL e do PSTU". Isto mesmo, caros leitores, chamou o louvável e essencial Passe Livre de "politicagem do PSOL e PSTU". Repetiu estas palavras incontáveis vezes hoje no plenário da Câmara.

Politicagem fazem vossas excelências, Zeca Pirão! Politicagem é dizer que defende o Passe Livre, e sem ter argumento pra se contrapor, vai para acusações levianas e descabidas. Vereador Pirão, ainda que "politicagem do PSOL e PSTU", seria a mais extraordinária e avançada "politicagem" na história de "polititicas" produzidas pelo legislativo de nossa capital.

Não merecem os votos e a torcida que têm

A qualidade do futebol regional, que no Campeonato Paraense ou na Copa do Brasil recebe para um RExPA (ou qualquer outro importante jogo) no meio da semana 40 mil pagantes no Mangeirão, não corresponde há muito ao peso do dinheiro maciço capitado, e mais, ao peso da paixão de umas das mais vibrantes, empolgantes e belas torcidas do país: a paraense.

Fui poucas vezes em um RExPA. Na verdade, fui poucas vezes aos estádios. Entrei mais em estádios e ginásios para shows, eventos religiosos, feiras, congressos estudantis e sindicais, do que para o que eles foram propriamente projetados: espetáculos esportivos. Contudo, assumo: nada se compara à magnífica sensação de estar em um estágio de futebol lotado!!! Em se tratando de Remo e Paysandu, então...! 
Gente, é algo indescritível!
Algo extraordinário!
Algo mágico!

Não esqueço da final do paraense ano passado (ou teria sido este ano?), cujo o público presente no Estádio Jornalista Edgar Augusto Proença (Mangueirão) superou o da final da Taça Guanabara na capital fluminense. A população de Belém é 4/5 vezes menor do que a do Rio. O que demonstra como o povo do Pará ama e leva a sério o futebol. A mesma coisa não se pode dizer dos dirigentes de Remo e Paysandu.

Os cartolas daqui são muito espertos. Espertos para tudo, menos para valorizar nossa apaixonada, e por eles, humilhada torcida. Dois políticos, um deles ex jogador de futebol, também presidem seus clubes. Estão assaz espertos para perceberem as "espertizes" do PSOL, mas em nenhum momento se dignificaram em realmente avaliar o significado e a amplitude do que seria para o futebol em particular, e os esportes em geral, a aprovação do passe livre e da redução da passagem em Belém.

Passe Livre pra ter direito de ver Remo,  Paysandu, e Tuna no Mangueirão, no Baenão ou na Curuzú!

Já houve um momento em minha vida que eu não tinha dinheiro nem para a meia passagem. Para economizar, eu nunca participava, infelizmente, das aulas de educação física, que na Escola Estadual Santa Maria de Belém do Grão Pará, naquela época, eram em horários opostos aos das aulas regulares. Imaginem, então, se eu teria para pagar ingresso "milionário" para um RExPA.?! Nunca na Amazônia! 

Existem jovens e velhos torcedores que são muito apaixonados, como já disse aqui; gente humilde e trabalhadora, que consegue economizar e pagar, mesmo que seu time não esteja fazendo boa campanha naquele momento, um ingresso para ir ao campo vê-lo ainda assim jogar. 
Existe também muita gente que vai e volta andando, de carona, grande parte de bicicleta e outros juntam-se em grupos, pulam roletas, tudo porque não conseguiram dinheiro para pagar a passagem do busão. 

É vergonhoso esses vereadores negarem para estudantes e desempregados um fundamental e constitucional direito! 
Direito tão importante, que garante o acesso a outros direitos como saúde e educação. 

Mas mais uma vez, com medidas anti-povo, Zeca Pirão (que se absteve  na votação) e Vandick Lima (que nem compareceu à votação), mostraram que estão mais preocupados com os exorbitantes e indignos lucros de meia dúzia de empresários e pouco se importando com os direitos da juventude e trabalhadores.

Atualizado às 02h13min, 08 de agosto de 2013.

CMB é um verdadeiro escárnio

Lendo o Dicionário, vejam a quantidade de sinônimos que se encontra para a palavra 'escárnio':

achincalhe motejo zombaria burla batota chasco dolo engano engazopaçâo fraude logro mistificação negaça tratantada debique caçoada deboche troça derrisao irrisão mofa desacato desacatamento descortesia desrespeito profanação irreverência desfrute chacota usufruto flauteio insulto achinca acometida afronta agressão bofetada contumélia descompostura desfeita doesto injúria insolência ofensa retaliação ultraje vitupério ludíbrio botão desprezo logro menosprezo depreciação desdém desestima menoscabo apodadura apodo chufa joguete judiaria momo risota troca momice tépido trejeito apupo ditério facécia galhofa gracejo laracha mangação mote remoque sarcasmo hilaridade bambochata brincadeira broma carnaval chança destampatório farra pandega partida reinação surriada trote âchihcalhb achincalhaçao achincalhamento apepinação ironia moca vaia ridiculização derrisão chalaça cachinada jogo jigajoga achincalhação escarnecimento casquinada zombar menospreza.

O sentimento que se apresenta neste momento na população e juventude de Belém é justamente este: a Câmara Municipal de Belém (CMB) promoveu o maior ESCÁRNIO, FARRA, ZOMBARIA, ACHINCALHE, RETALIAÇÃO contra o nosso penalizado povo. 

Em votação apertada, que negou o clamor das ruas e se chocou com estudos do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio Econômicos (DIEESE) que apontava que há condições de se reduzir as passagnes de ônibus e de se conceder o passe livre, os vereadores da base do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) promoveram um verdadeiro ato de vandalismo. Foram arbitrários, indignos, criminosos, e disseram NÃO à emenda do Passe Livre.

Veja a nome dos vereadores que são contra e os que são a favor do povo de Belém:

Imagem do Boletim de Votação Nominal da emenda do Passe Livre para estudantes e desempregados de Belém e Região Metropolitana, negada hoje pela maioria CORRUPTA da CMB.

Inimigos do povo que votaram "NÃO":

Abel Loureiro (DEM)
Antonio Rocha (PMDB)
Eduarda Louchard (PPS)
Elenilson Santos (PTdoB)
Gleisson Silva (PSB)
José Maria Dinely (PSC)
Josias Higino (PSB)
José Scaff Filho (PMDB)
Mauro Freitas (PSDC - Líder do governo)
Miguel Rodrigues (PRB)
Nehemias Valentin (PSDB)
Orlando Reis (PSD)
Paulo Queiroz (PSDB)
Pio Netto (PTB)
Prof. Elias (PPS)
Rildo Pessoa (PDT)
Wanderlan Quaresma (PMDB)
Zeca Pirão (PMDB)
 
A favor do povo - votaram "SIM":

Amaury Souza (PT)
Cleber Rabelo (PSTU)
Fernando Carneiro (PSOL)
Francisco Almeida (PSOL)
Igor Normando (PHS)
Iran Moraes (PT)
Ivanise Gasparim (PT)
Marinor Brito (PSOL)
Meg Barros (PSOL)
Moa Moraes (PC do B)
Raul Batista (PRB)
Sandra Batista (PCdoB)
Thiago Araújo (PPS)
Victor Cunha (PTB)

Parlamentares que não estavam na votação:

Luis Pereira (PR)
Paulo Bengtson (PTB)
Vandick Lima (PP)

VITÓRIA À VISTA

14 vereadores, liderados pelo PSOL, atenderam o clamor das ruas e votaram SIM ao passe livre. No entanto, não foi o suficiente. O signo que fica é o de que essa medida da bancada governista trata-se de uma grandiosa provocação ao Movimento Belém Livre e à população em geral. 
Foi mais gasolina nas mobilizações sociais, que de forma alguma diminuirão em todo o estado. 

O Passe Livre não saiu hoje, mas está na ordem do dia. Basta um pouco mais de pressão que o lograremos com certeza. 

A luta foi muito importante e conseguimos 14 votos a favor da Emenda; o que demonstra que a pressão fez, inclusive vereadores da base governista e que sempre apresentaram uma postura de direita (anti-povo) como Victor Cunha (PTB) e Pastor Raul (PRB) votarem a favor da demanda estudantil.

Hoje foi um dia bastante educativo para nossa luta. Está mais do que claro que não podemos dar nenhum passo atrás. Historicamente sabemos que nenhuma conquista vem de "mão beijada" e sem enfrentamentos. Vide as batalhas campais que se desenrolaram em Belém na década de 1990 pelo direito da meia passagem. Estamos no caminho certo. 

Com unidade e luta vamos conseguir mais essa vitória! 

Atualizado às 17h01min, 07/08/2013.