sábado, 1 de outubro de 2011

Belo Monte: Raoni desabafa na ONU


No dia 30 de setembro, o grande líder indígena dos Kayapó, Raoni Metyktire, esteve na Organização dos Estados Americanos (ONU) para falar sobre as ameaças às terras do seu povo. Ele disse que a bacia do rio Xigu está contaminada e envenenada pelas plantações de soja e pela pecuária e que se opõe firmemente à construção de barragens na Amazônia, como Belo Monte.  Confira o vídeo


video

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Obras de hidrelétrica no Teles Pires são embargadas por Sema e MPE

De Sinop - Alexandre Alves

Obras de hidrelétrica no Teles Pires são embargadas por Sema e MPE
As obras de construção da Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Colíder, que estavam sendo feitas no rio Teles Pires, em Colíder (650 km de Cuiabá), foram embargadas, ontem, e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pelo empreendimento, multada em R$ 1,2 milhão, em virtude do não cumprimento de recomendações feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Os promotores de Justiça Hellen Uliam Kuriki e Marcelo Caetano Vacchiano acompanharam o superintendente de fiscalização da Sema, Paulo Ferreira Serbija Filho, para uma inspeção no canteiro de obras da Usina. De acordo com os promotores, a empresa também não estava cumprindo decisão judicial que suspendeu a construção, no mês de agosto, por ausência de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Já a suspensão do licenciamento foi realizada pela Sema no dia 13 de setembro após constatação de que a Copel não atendeu as determinações administrativas e a notificação recomendatória do MPE.

"A Copel foi notificada para sanar dezenas de irregularidades nas áreas de engenharia e meio ambiente, incluindo a execução e implementação do PGRS. Entre as irregularidades detectadas está a ausência de comprovação, por parte da Copel, de acordos com os proprietários das áreas que serão alagadas, contratação de profissionais sem "Anotação de Responsabilidade Técnica" responsáveis pela execução dos Programas Básicos Ambientais que, por seu turno, não possuem cronogramas de execução", afirmou o promotor de Justiça, Marcelo Caetano Vacchiano, por meio da assessoria de comunicação do MPE.

Segundo ele, a notificação recomendatória que embasou a decisão de suspensão das obras demonstra que a geração dos mais de 8 mil empregos diretos e indiretos na região, previstos nos estudos ambientais, acarretará diversos impactos negativos. "Esses impactos serão observados nas áreas ambiental, social, econômica, urbanística, infância e juventude, educação, saúde e segurança pública, já que não foram eficazmente previstos e não estão sendo monitorados e trabalhados pelo empreendedor, o que lhe competia".

Os promotores ressaltaram que os municípios de Colíder e Nova Canaã do Norte não estão suficientemente aparelhados para receberem tamanho fluxo populacional. "Os responsáveis pela Copel não estão apoiando tecnicamente as prefeituras municipais no enfrentamento dos impactos sociais. Ao contrário do que preveem os estudos, a Copel não está priorizando a contratação de mão de obra local, assim como não cumpre as normas de contratação por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine)", ressaltou a promotora de Justiça Hellen Ulliam Kuriki.

Ela afirmou, ainda, que embora conste no procedimento de licenciamento que o empreendedor deva acatar as solicitações das prefeituras municipais e assumir os impactos que a execução das obras resultarão nos serviços públicos, a Copel não vem prestando nenhum auxílio aos municípios impactados.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Obras_de_hidreletrica_no_Teles_Pires_sao_embargadas_por_Sema_e_MPE&id=206485

Jornal da ditabranda desqualifica a Comissão da Verdade

Por Celso Lungaretti em 25/09/2011

A Folha de S. Paulo se tornou cautelosa com seus editoriais reacionários, depois que alguns deles tiveram o efeito de devastadores bumerangues — o da  ditabranda, p. ex., foi um dos mais piores tiros pela culatra que um jornal já deu.

Então, para ajudar seus antigos parceiros a se livrarem do merecido opróbrio, como já se livraram da merecida prisão, o Grupo Folhaagora recorre a uma enrolação um tantinho mais sofisticada para desqualificar a Comissão da Verdade:

…Não cabe a um organismo indicado pelo Executivo (…) estabelecer ‘a Verdade’, com ‘V’ maiúsculo, neste ou em qualquer assunto que seja.

…É irrealista supor que, no exíguo prazo de dois anos, uma comissão de 7 membros e 14 auxiliares, como estabelece o projeto, venha a levantar todos os casos de violação aos direitos humanos.

Em que medida (…) estariam contemplados representantes e defensores do próprio regime militar? Sua presença, não é exagerado supor, traria dificuldades e entraves ao trabalho da comissão. Sua ausência, por outro lado, abriria o flanco a acusações de parcialidade nas investigações.
A Comissão da Verdade cumpriria melhor seu papel, a rigor, se estabelecesse as condições mais amplas possíveis para o acesso dos cidadãos a documentos do período.
Investigações independentes, feitas por organizações, pesquisadores e jornalistas sem vínculos com o Estado, constituem no melhor mecanismo para se chegar mais próximo de um ideal nunca definitivo, a verdade histórica. Esta não é monopólio de nenhum colegiado oficial, por mais imparcial que seja.
RACIONÁLIA INFAME


Esta racionália infame parte do pressuposto de que haveria duas versões em pé de igualdade, a serem levadas  imparcialmente em conta: a dos torturados e a dos torturadores. É a tese do DEM, partido que remonta à antiga Arena, avalista de atrocidades e genocídios.

No entanto, a civilização adota critérios bem diferentes. Começando pela ONU, que recomenda aos países saídos de ditaduras a apuração rigorosa dos crimes cometidos pelos déspotas e seus esbirros, a punição exemplar dos responsáveis, a indenização das vítimas e a criação de mecanismos institucionais que dificultem a recaída nas trevas.


O Brasil, a rigor, não fez nem metade da lição de casa.

Concedeu reparações aos torturados, lesionados fisica e psicologicamente, estuprados, prejudicados em sua carreira e em todas as esferas de sua vida. Mesmo assim, sob uma enxurrada de ataques falaciosos das  viúvas da ditadura, de seus discípulos e dos seus bobos úteis.

A apuração dos crimes só se deu em termos de reconhecimento e quantificação de direitos gerados para as vítimas ou seus herdeiros, por meio das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos.

Punido, nem o pior dos carrascos foi. Zero. Com a omissão do Executivo e do Legislativo.

E com a cumplicidade da mais alta corte do País, que produziu em abril/2010 uma das decisões mais escabrosas de sua História, fazendo lembrar os juristas franceses da República de Vichy, que colaboravam com os nazistas (vide o ótimo filme de Costa Gravas,Seção Especial de Justiça).

Os antídotos ao golpismo também foram descurados. Tanto que a caserna continua sendo até hoje uma espécie de quarto poder e apita mais do que os outros três em determinados assuntos — como o de passarmos ou não a limpo o festival de horrores dos anos de chumbo.

Seu veto à revogação da anistia que os verdugos concederam previamente a si próprios em 1979 garantiu a impunidade eterna das bestas-feras do arbítrio. E sua resistência ao resgate e exposição da verdade é que está levando aos contorcionismos ridículos e concessões absurdas que marcam a gestação da Comissão respectiva.

A saída da ditadura pela porta dos fundos em 1985, mediante conluio da oposição com situacionistas que abandonaram a canoa furada para se manterem no poder (Sarney à frente), impediu que houvesse uma verdadeira redemocratização do País e nos legou a situação anômala que nos faz motivo de pilhérias no mundo civilizado. Estamos sendo os últimos e os mais tímidos no acerto das contas do passado infame.


ÚLTIMA CHANCE


Comissão da Verdade, que em suas linhas mestras fui dos primeiros a defender, é o última chance de deixarmos estabelecido, como veredito oficial do Estado brasileiro, o repúdio ao golpismo, à ditadura, ao estupro dos direitos humanos.

Caso contrário, os totalitários continuarão podendo alegar impunemente que em 1964 foi dado um contragolpe preventivo e que ambos os lados cometeram excessos equivalentes durante os anos de chumbo.


E nada vai impedir que se batizem ruas e praças com os nomes de sérgio paranhos fleury, emílio garrastazu médici e outros que tais (as minúsculas são intencionais).

É discutível que se consiga avançar muito, com mais de um quarto de século de atraso e depois da diligente destruição de arquivos por parte de quem tinha esqueletos no armário, no esclarecimento de episódios ainda obscuros.

Mas, apenas reunir o que já se apurou numa espécie de balanço final do período já dará aos democratas um trunfo poderoso nos embates políticos do presente e do futuro.

Pois, a esta altura, só nos resta tentarmos criar anticorpos, para que nunca mais o Brasil mergulhe nas trevas da tirania e da barbárie.


Nem isto o jornal da  ditabranda admite.


Fonte: http://www.consciencia.net/jornal-da-ditabranda-desqualifica-a-comissao-da-verdade/

Bolivia: El gobierno del MAS declara la guerra al movimiento indígena y popular

Violentísima represión a la marcha indígena.
Por La Protesta (Bolivia) 

Declaración de La Protesta ante la represión violenta contra la marcha indígena

Sorpresivamente a las 17.30 del domingo la policía enviada por el gobierno de Evo Morales comenzó una violenta represión con gases, balines y palazos contra los marchistas indígenas que aguardaban desde hace días poder pasar y continuar su marcha hacia La Paz. Los primeros reportes hablan de muchos heridos y detenidos.

La marcha había sido bloqueada por grupos enviados por el MAS con dinamita y por la policía, supuestamente, según decían, para “evitar enfrentamientos”.

El ataque fue premeditado, sorpresivo y feroz. En medio de una nube de gases lacrimógenos, que afectaban también a mujeres y niños de la marcha pacífica, quitándole sus cámaras a los reporteros, avanzaron gran cantidad de policías (según informaciones el contingente original de 400 policías había sido reforzado), procedieron a detención masiva de marchistas a los que subían en buses y enviaban a San Borja (a 45 minutos de bus).

Ya está demostrado, podemos esperar absolutamente cualquier atropello, cualquier mentira y engaño, cualquier acción represiva, tratando de hacer aparecer como víctima al gobierno del MAS. Una vez más el supuesto “diálogo” encarado por el gobierno fue una burla, y esta vez, además una trampa provocación para iniciar la represión.

Como una maniobra distractiva a la acción represiva, el presidente había invitado a los 20 dirigentes de la marcha indígena a dialogar en la Casa de Gobierno a la noche del domingo. ¡Una burla!

La provocación de ayer 24 de septiembre

El sábado 24 de septiembre el ministro Sacha Llorenti, el canciller David Choquehuanca y todos los medios oficiales acusaron a los marchistas indígenas de “secuestrar” al canciller y al viceministro Cesar Navarro. También afirmaronn que había 4 policías heridos “por flechas”, y que la marcha fue infiltrada por un “grupo violento”, refiriéndose a gente que fue a dar su apoyo a los marchistas. Sin siquiera algo de sentido del ridículo, el gobierno afirmó que va a llevar a la OEA una denuncia internacional (¡Como si se tratara de una invasión del país por alguna potencia extranjera!).

El dirigente de la CONAMAQ, Rafaél Quispe, que es parte de la marcha, nos cuenta lo sucedido:
“Rafael Quispe, aseguró la tarde de este sábado que nunca secuestraron al canciller David Choquehuanca y que la autoridad gubernamental decidió acompañar la marcha en defensa del Territorio Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS) de manera voluntaria.

“Hemos tenido la reunión del comité de la marcha, el diálogo se ha retomado y se ha decidido continuar en Quiquibey en un acuerdo entre (la comisión gubernamental) y nosotros; pero (el Canciller Choquehuanca) dijo que estén los colonizadores y nosotros dijimos que no porque el Estado tiene que atender las demandas de (los marchistas), luego (nos) dijo que iba a comunicar para que se desbloqueen en el puente de San Lorenzo. “(Entonces) respondimos que ya son más de 40 días de marcha y que íbamos a continuar, en ese momento él indicó muy bien, entonces acompañaré la marcha”, afirmó Quispe.

“Agregó que nadie secuestró a la comitiva gubernamental y que estuvieron conversando en aymara con el Canciller, quien posteriormente habría ido a hacer gestiones ante los colonizadores para que continúe la caminata.

“Indicó que pasaron tres barricadas de policías y que ahora se encuentran a la espera de que los colonizadores levanten el bloqueo en el puente, para luego dirigirse hasta Quiquibey a fin de seguir con el diálogo con el Ejecutivo.

“Hasta este momento la marcha por el TIPNIS es completamente pacífica y la autoridad gubernamental fue a conversar con los colonos para dar vía libre a la caminata y el diálogo va a continuar en Quiquibey, puntualizó Quispe, en comunicación con la Red Erbol”.

La otra gran mentira es la de que hay policías “heridos con flechas” según dijeron, que ayer a la mañana era uno sólo, según comunicados oficiales, y a la noche del sábado ya eran 3. Afirmamos categóricamente según diversos corresponsales en la marcha, no hubo un ataque con flechas ni con ninguna otra arma contra los policías. Hubo empujones y, puede ser que algunos golpes aislados, porque la marcha se puso en marcha, con el canciller y atravesó el cordón policial. El único herido que reportaron ayer al medio día, fue un policía que se cayó y se golpeo la boca (ellos dicen que recibió “un flechazo en la boca”).

Este choque fue consecuencia de un bloqueo policial ilegal impuesto por el gobierno. Es decir, que la violencia fue ejercida por el gobierno contra los marchistas. Había indignación, totalmente comprensible, y determinación de continuar la marcha. La policía en lugar de replegarse, mantuvo la barricada policial provocando el choque que, repetimos, fue básicamente de empujones y forcejeos.

Los hechos de hoy

Aun se están desarrollando. Es muy posible que alguno de los jueces sometidos que tiene el gobierno haya ordenado la detención de marchistas, a los que el gobierno acusó falsamente de “secuestro” y “ataque a la policía”. En cualquier caso, como queda dicho, es una falsedad total y una provocación montada por el gobierno. 

Los que deberían ir presos son los funcionarios oficiales desde el presidente hasta el ministro Sacha Llorenti por violar todas las garantías constitucionales y mandar apalear a su pueblo y precisamente a los indígenas, tantos siglos oprimidos y apaleados, antes por la derecha racista, hoy por el gobierno de Evo que se comporta igual que la derecha racista.

Capataz de las transnacionales

La dirigente guaraní Justa Cabrera denunció a Evo como represor y lo comparó con los capataces que apaleaban a los esclavos guaraníes en su infancia, incluyendo a sus padres. Justa Cabrera dijo que Evo era “capataz de las transnacionales”. Evo apalea a los indígenas con el objetivo claro de favorecer a las transnacionales petroleras Petrobrás, Repsol, Total, Petroandina, todas las cuales ya tienen áreas prometidas por el gobierno dentro del TIPNIS. Este es uno de los principales motivos por el que el gobierno dijo que “si o sí” harán la carretera por el TIPNIS, pese a la manifiesta oposición de sus habitantes indígenas, que además son propietarios legales del TIPNIS porque es tierra comunitaria de origen, propiedad colectiva reconocida por la Constitución de 1994 y por la actual CPE.

¡Movilización nacional y huelga general en apoyo a marcha indígena!

Ahora más que nunca hay que redoblar la solidaridad. Distintas organizaciones están llevando adelante bloqueos y movilizaciones de solidaridad. La Central Obrera Boliviana ha convocado en un ampliado nacional, a propuesta de Jaime Solares y la COD de Oruro, a un paro nacional para el próximo miércoles 28. Centrales Obreras Departamentales, cuya conducción antes apoyaba al gobierno como la de Cochabamba, resolvieron también en ampliado, llamar a la huelga. Se han realizado grandes movilizaciones en Santa Cruz, Cochabamba y La Paz. 

¡Hay que redoblar la movilización con marchas, bloqueos y vigilias en todas las ciudades!
¡Libertad a todos los presos!
¡Retiro inmediato del bloqueo policial y masista!
¡Viva la marcha indígena!
¡No a la carretera por el Tipnis!
¡Miércoles 28 huelga general y gran jornada de movilización en solidaridad con el Tipnis!


Bolívia: Evo Morales é um traidor, assassino e inimigo dos trabalhores e indígenas

FÓRUM SOCIAL PAN-AMAZÔNICO (FSPA)
 
NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA A MARCHA INDIGENA EM DEFESA DO TIPNIS
 
O Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA), coletivo composto por mais de 50 organizações e movimentos sociais do Brasil, Peru, Estado Plurinacional de Equador, Estado Plurinacional de Bolívia, Colômbia, República Bolivariana da Venezuela, República Cooperativa da Guiana, Suriname e Guiana, repudia veementemente a violenta, covarde e brutal agressão que as forças policiais bolivianas cometeram contra os indígenas do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).
Há mais de 40 dias estes indígenas encontram-se marchando em defesa de seu território, ameaçado pelo governo boliviano e pela empreiteira brasileira OAS, que querem construir uma rodovia que passará por dentro daquele parque sem o consentimento das comunidades que o habitam. A intenção dos manifestantes é ir de Trinidad até La Paz, exigir que o presidente Evo Morales escute as populações que serão impactadas.
Não é de hoje que governos latino-americanos servem para implementar as agendas das grandes corporações, nacionais e internacionais, sem se preocupar com o que pensam ou sofrem os povos, em especial, os povos indígenas. Em nome de um desenvolvimento que já destruiu mais de um terço de todos os recursos naturais do planeta, destroem-se florestas, rios, vidas.
Reafirmamos que o direito dos povos originários de manterem suas culturas, suas identidades e seus territórios é sagrado. Povos indígenas e quilombolas devem ter suas terras demarcadas e juntamente com as comunidades tradicionais ter reconhecidos seus direitos à autonomia e ao autogoverno sem que isto signifique separatismo ou cisão do território nacional. Isto significa que nenhum projeto pode ser implantado sem o prévio consentimento das comunidades que vivem nestes territórios. Somos contra mega-projetos que alteram a geografia, destroem o meio-ambiente, desalojam populações, afogam culturas, gerando miséria e sofrimento. Somos contra o agronegócio e modelos que exploram a terra com o intuito de lucro. Defendemos o direito inalienável de todos os seres humanos de viverem em paz, com saúde, educação, moradia e todas as garantias para desenvolverem plenamente suas potencialidades.
O que aconteceu no dia 25 de setembro não pode ser de forma nenhuma aceito. Nada justifica a violência que irmãos e irmãs indígenas sofreram. Certamente todos os abusos e autoritarismos serão mundialmente denunciados.
Exigimos que todas as mulheres e homens presos sejam imediatamente libertados. Que nenhum deles seja processado por ter se defendido dos violentos ataques que sofreram. Que nenhum deles seja criminalizado por lutar pela justiça, pela igualdade, por uma forma de viver que não leve ao fim do planeta.
O FSPA está ao lado de todos aqueles que lutam por um TIPNIS livre da opressão e ganância do capital. Esta luta não pode e não deve ser interrompida.
 
VIVA O TIPNIS LIVRE!
VIVA A PAN-AMAZÔNIA LIVRE!
 
Belém, 26 de setembro de 2011
 
 COMITÊ DE ARTICULAÇÃO DO FSPA

sábado, 24 de setembro de 2011

Povos do planeta levantai-vos contra Belo Monte: um chamado em defesa da vida e do planeta!

Todos à Altamira!!!

Seminário Mundial contra Belo Monte acontece em Altamira

TERRITÓRIOS, AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA: A LUTA CONTRA OS GRANDES PROJETOS HIDRELÉTRICOS NA BACIA DO XINGU
Falo assim sem tristeza,
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
Outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida,
Ração dividida ao sol
E nossa vera cruz,
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
(Fragmento da canção “O que foi feito deverá”)

Atendendo ao chamado dos povos do Xingu, em especial dos pescadores que, sem ter respostas do governo querem saber o que realmente acontecerá com suas vidas, com a vida da floresta, com a vida do rio se a usina de Belo Monte for construída, diversas organizações, movimentos sociais, fóruns e indivíduos se reuniram para construir um grande seminário mundial denominado “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”.
Este seminário objetivará, a luz dos estudos e pesquisas científicas já realizadas, mas também a partir das experiências concretas vivenciadas na região, discutir com estudantes, trabalhadores das áreas rurais e urbanas, especialistas, juristas, com os povos da Amazônia e do mundo, os impactos e problemas ambientais, sociais, econômicos, políticos e culturais, entre outros, que decorrerão de Belo Monte.
O seminário será realizado de 25 a 27 de outubro de 2011, na cidade de Altamira/PA, esperando-se a participação de pessoas de todo o Brasil, e de diversos outros países do mundo.
A forma de inscrição, orientações sobre alojamento, alimentação, transporte, programação do evento, bem como outras informações serão disponibilizadas até o final deste mês de setembro.
Outros outubros sempre virão, mas, antes do próximo terminar, todos os povos do mundo estarão na Amazônia, estarão em Altamira, estarão no Xingu, defendendo as pessoas, a floresta, os rios e a vida.
comitexinguvivo@hotmail.com

Da série Barbáries de Belo Monte: Dilma e Norte Energia S/A, especialistas da roubalheira

Norte Energia toma terra de ribeirinhos à força sem pagar pela área e parte da produção

Após recusar uma proposta rebaixada de valores que não contemplavam as principais plantações do lote, a família de Maria das Graças Militão e Sebastião Pereira foi expulsa de suas terras.
[Publicado em 16 de setembro de 2011 no site do Xingu Vivo.]

Por Xingu Vivo.
A Norte Energia (Nesa), concessionária responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, desapropriou, através de ordem judicial, mais uma propriedade na área de construção do canteiro de obras da barragem, às margens do Rio Xingu, destruindo a casa da família e depositando o valor da indenização em juízo no Banco da Amazônia.

Após recusar uma proposta rebaixada de valores que não contemplavam as principais plantações do lote, a família de Maria das Graças Militão e Sebastião Pereira foi expulsa de suas terras. O casal, que tem quatro filhos, era dono do lote há 8 anos. “Quando chegamos aqui, era só mato”, conta Sebastião. “Aí eu e meu filho abrimos tudo e começamos a plantar, a montar o barraco na beira do rio”, continua. Na época, seu filho Jefferson tinha 13 anos. E do mato surgiram 16 mil pés de cacau, 50 mil de açaí, 24 mil de banana, além de milhares de pés de mamão, abacaxi, macaxeira e diversas outras culturas.

Além das plantações, seu Sebastião conserva floresta em 3/4 de seu território. “Nunca quis mexer”, explica.  “A gente tem 4 alqueires de cacau, o resto é tudo mato. O resto é [faz as contas]…  38 alqueires de mata virgem. Mais de um lote e meio de reserva”. Segundo ele, a Norte Energia não incorporou a floresta nas indenizações.

Negociação

Segundo dona Graça, a primeira proposta de indenização, feita verbalmente pela Nesa, foi de que seriam pagos 120 reais por cada pé de cacau plantado em sua propriedade. Contudo, no laudo de avaliação entregue em 23 de fevereiro deste ano, o valor praticado era de 96,93 reais por pé. O cacau, somado às diversas outras plantações e às benfeitorias, totalizava pouco mais de 1 milhão de reais.

No entanto, a versão final do acordo – já rebaixada, porque ignorava plantações como o açaí e a floresta protegida (3/4 do território) – era muito diferente desta. O valor do pé de cacau, de 96,93 reais, caiu para 12,31 reais – e a indenização pela plantação caiu para R$ 240 mil. A justificativa para a redução do preço era de que as sementes usadas no plantio do cacau não eram as fornecidas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Dona Graça, então, juntou os documentos que provavam, sim, que as sementes eram da “ceprac” – pronúncia regional.

Propriedade

Então, surgiu um novo problema. A Nesa informou que não pagaria a indenização referente à terra, pois existia um documento duplicado de propriedade daquele terreno, e o proprietário do documento duplicado havia deixado uma dívida no Banco da Amazônia (Basa). “Isso é comum em Altamira e aqui na região”, explica a coordenadora do Movimento Xingu Vivo, Antonia Melo. “Já teve até cartório que fechou na cidade, por conta de emitir documentos falsos de propriedade”.

Mas, mesmo em posse de todos os documentos que provavam a compra e a propriedade da terra, não houve mudança no acordo proposto. Seu Sebastião e a família decidiram, então, que não aceitariam uma indenização. “Minha vida é trabalhar. Eu sempre fui assim”, diz. “O mundo parece que tá meio atravessado. Não tô contente com essa coisa aqui não. Você trabalha pra ter as coisas, aí o cara vem aqui jogar a gente pra fora, como se isso aqui fosse terra grilada. Eu comprei, eu paguei, tenho escritura. Pra que o cartório fez a escritura? Pra que o Incra fez documento?”, desabafa.

No último dia 6 de setembro, por ordens da Nesa e da Justiça, a polícia foi à propriedade de dona Graça e seu Sebastião, destruiu a casa sem a presença dos proprietários e levou seus pertences a Altamira. No momento, seu Sebastião estava na roça de cacau, e acha que isto o salvou de ser levado também.

Para Dona Graça, a família está sendo perseguida pela Norte Energia. “Eu já fiz até um B.O. contra o advogado da empresa ”.  Ela se refere ao advogado  e  gerente de assuntos fundiários da companhia, dr. Arlindo Gomes de Miranda – figura non-grata por onde passa. “Eu sempre discuti com ele, porque eu nunca quis barragem, a gente nunca pediu isso aqui. E ainda tratam a gente como lixo, como obstáculo”, expõe. “Sabe como ele me respondia? Dizia que ia passar aqui em cima com trator de esteira, se a gente aceitasse ou não”.

“A gente sabe que tem muita coisa errada”, conta Jefferson. “Tem muito beradeiro que aceitou qualquer valor por causa dessa pressão, porque ficou com medo de não receber nada. Eles não pagaram o açaí de ninguém”, explica.

Apesar da brutalidade sofrida, seu Sebastião e a família não deixaram de trabalhar no lote. Continuam produzindo. “Eu não vou sair daqui. Tô trabalhando igual, apesar da preocupação. Tem muito cacau pra colher e tenho que me preparar pro ano que vem. Não sei ficar parado. Se eu ficar parado, vou começar a pensar em besteira”.

Abaixo, veja depoimento de seu Sebastião:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por um PSOL classista, de luta e democrático

Apresentação da tese Indignados ao 3º Congresso Nacional do PSOL, na plenária municipal, dia 15/09/11 em Belém do Pará.


Em defesa do PSOL das origens!




"Um, dois, três, quatro, cinco, mil, cresce Indignados, em todo Brasil!!"

"PSOL de luta, é pra valer, Sem a Marina e o PCdoB!"

Rumo à frente de esquerda e social do PSOL-PSTU-PCB.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caiu o ditador Kadafi! Todo poder às milícias! Fora ingerências do imperialismo! Avançar na Democracia!

Do blog do Miragaia:


Todo poder às milícias populares na Líbia! Fora intervenção imperialista!


Por Miguel Ángel Hernández*

Desde que o povo tunisiano se alçou contra a ditadura pró-imperialista de Ben Alí um poderoso processo revolucionário se pôs em marcha em todo o Mahgreb e Oriente Médio, colocando em xeque ditaduras e monarquias da região. Com a queda do ditador Mubarak no Egito, a revolução dá um salto importante e cambaleia ainda mais o maltratado poder do imperialismo, em pleno processo de retirada do Iraque e Afeganistão. Protestos massivos e insurrecionais populares explodem em Bahrein, Yêmen, Jordânia, Síria e Líbia. A maioria das organizações operárias e de esquerda árabes se colocam do lado dos povos em luta e defendem suas demandas. Em todo esse processo só o chavismo e uma parte do estalinismo se atrevem a colocar-se do lado das ditaduras. Por essa razão o debate sobre as revoluções árabes, e particularmente sobre a revolução líbia adquire muita importância na Venezuela.

Kadafi, um lacaio do imperialismo


Recordemos que a primeira reação de Chávez ante a explosão revolucionária foi consultar aos ditadores da Líbia e Síria sobre a situação regional. No caso do Egito incluso até um chamado a canalizar as demandas populares pela via da institucionalização da ditadura. Uma posição reacionária em toda sua linha. Assim como Chávez, o ditador líbio Muammar Kadafi condenou os levantes populares na Tunísia e Egito dizendo que o povo devia esperar pela realização de eleições nesses países para resolver suas exigências. Evidentemente, os chefes dos estados burgueses são alérgicos a revolução. Não tardou em eclodir a revolução na Líbia e as manifestações populares foram reprimidas com brutalidade pela ditadura. Houve avaria do aparato repressivo e administrativo do Estado líbio, o qual passou a uma guerra civil. Esta é a origem do conflito que esta semana alcança seu ponto culminante nas ruas de Trípoli e Sirte.


É preciso esclarecer uma vez mais que Kadafi não é o “Simón Bolívar da África”, como o batizara Chávez ao condecorá-lo com uma réplica da espada de El Libertador em Caracas. Mas sim o “Calígula da Líbia”, um ditador enlouquecido que abandonou suas posições independentes dos anos 70 e 80 para dar um giro na última década e entregar seu país as transnacionais imperialistas. Além de desnacionalizar o petróleo e o gás, deu as costas para a luta palestina, cooperou com a “luta contra o terrorismo” dos ianques e converteu seu país em um campo de concentração de imigrantes africanos detidos em sua rota para a Europa. Tantos méritos contrarrevolucionários acumulou que em poucos anos se converteu em sócio de notórios direitistas europeus como Berlusconi, Blair, Zapatero e Sarkozy. Até Condolezza Rice, a assassina dos povos afegão e iraquiano o visitou em Trípoli.

Revolução Popular ou invasão?


A continuidade que guarda a revolução líbia com o conjunto do processo revolucionário árabe é inocultável. A mobilização popular nesse país africano eclode ao mesmo tempo que em quase todo o mundo árabe, estimulado pelo triunfo popular na Tunísia e também com as mesmas consignas sociais e políticas que no resto dos países da região que são sacudidos pela chamada “primavera árabe”. Desde reivindicações políticas de caráter democrático como a liberação dos presos políticos, a liberdade para organizar sindicatos, grêmios independentes e partidos políticos, até reivindicações sociais como distribuição de renda mais igualitária, contra o desemprego, contra o alto custo dos alimentos. Certamente um quadro que não corresponde em nada a caricatura divulgada pelo governo venezuelano o qual sustenta que a revolta líbia não seria uma genuína insurreição popular e sim obra de “mercenários a serviço do imperialismo”, cujo propósito seria “entregar o petróleo líbio as transnacionais.



A atual ministra venezuelana da juventude Mary Pili Hernández, entrevistou em primeiro de março deste ano através da Unión Radio, o correspondente Reed Lindsay, da Telesur, que deixou um contundente testemunho acerca do caráter popular e anti-imperialista do levante popular na Líbia. Disse Lindsay: “Há provas contundentes de que o governo de Kadafi ordenou a suas forças de segurança disparar nos manifestantes desarmados e disparar para matar... O que nos perguntamos é por que o presidente da Venezuela apoia a este governo de Muamar Kadafi? É algo que nos perguntamos em vários lados, por que o presidente venezuelano e outros mandatários da América Latina que estão a favor dos processos sociais estariam apoiando a um ditador que dispara contra seu próprio povo. (Os rebeldes) Não querem a intervenção dos EUA, dizem que morrerão lutando contra a ditadura de Kadafi ou contra os EUA... Os mesmo protagonistas da rebelião dizem que não tem nada haver com os EUA, não querem nada com a Europa. É algo muito importante destacar porque aqui se veem pessoas de todas as classes sociais, trabalhadores profissionais, médicos, engenheiros, mulheres, crianças, é sem dúvida uma rebelião popular”.



Esse testemunho retrata de maneira impecável o sentimento do povo insurreto, que esperava contar com o apoio dos governos latino-americanos que dizem ser “anti-imperialistas”. Mas ao invés disso encontraram um Chávez que apoia e segue apoiando de maneira incondicional o ditador pró-imperialista Kadafi. Não se pode perder de vista que as mesmas massas que se levantaram em fevereiro e tomaram armas, são as que seguem combatendo hoje. Esse esclarecimento é necessário tendo em vista que algumas organizações de esquerda sustentam que o caráter da rebelião líbia mudou e desapareceu todo elemento progressivo nela a partir da intervenção imperialista. Por acaso a intervenção imperialista fez desaparecer aos combatentes líbios ou esvaziou suas motivações originais? Claro que não, mas tal é a versão sustentada por algumas organizações que inclusive se reivindicam marxistas, todo um lamentável exemplo de sectarismo e esquematismo.



Os revolucionários estão obrigados a ir além de uma superficial e falsa identificação entre os movimentos de massas e suas direções. Desta maneira, por exemplo, respaldamos a luta do povo hondurenho contra o golpe de estado e exigimos a restituição das liberdades democráticas nesse país e acompanhamos a reivindicação de que fosse restituído a presidência Manuel Zelaya, apesar de que sabemos que Zelaya é um terratenente liberal a quem não apoiamos politicamente em absoluto. Também lutamos nas ruas em 13 de abril de 2002 para derrotar o golpe fascista sem que nos impedisse o fazê-lo o programa nacionalista burguês de Chávez, que não compartilhamos. Igualmente na Líbia chamamos a apoiar a luta do povo que se alçou contra a ditadura, sem confiar na direção do Conselho Nacional de Transição (CNT) e rechaçando rotundamente a intervenção imperialista da OTAN.

A intervenção imperialista e o petróleo líbio


Os socialistas revolucionários rechaçam clara e contundentemente, desde o primeiro momento a intervenção imperialista na Líbia, pois esta tem um propósito contra revolucionário. Não poderia ser de outra maneira. No entanto, é importante desmontar as mentiras daqueles que apoiam a Kadafi com o argumento de que o imperialismo quer apoderar-se do petróleo líbio. Em sua coluna de opinião “Reflexões”, de 4 de março deste ano, o próprio Fidel Castro retrata a Kadafi como um aliado do imperialismo que se encarregou de privatizar o petróleo e as mais importantes empresas públicas:



"É um fato irrefutável que as relações entre EUA e seus aliados da OTAN com a Líbia nos últimos anos eram excelentes, antes de surgir a rebelião no Egito e na Tunísia. Nos encontros de alto nível entre Líbia e os dirigente da OTAN nenhum destes tinha problemas com Gaddafi. O país era uma fonte segura de abastecimento de petróleo de alta qualidade, gás e inclusive potássio. Os problemas surgidos entre eles durante as primeiras décadas haviam sido superados. Abriram-se ao investimento estrangeiro setores estratégicos como a produção e distribuição do petróleo. A privatização alcançou a muitas empresas públicas. O Fundo Monetário Internacional exerceu seu beatificado papel na implementação destas operações. Como é lógico, Aznar esteve cheio de elogios a Gaddafi e depois Blair, Berlusconi, Sarkozy, Zapatero e até o meu amigo o rei da Espanha desfilaram diante do olhar de zombação do líder líbio. Estavam felizes".


Longe de permitir o imperialismo de apoderar-se dos recursos que Kadafi já havia entregado, a rebelião líbia envolve perdas substanciais para as multinacionais: a produção petroleira das empresas imperialistas na Líbia não voltará ao nível de 1,6 milhões de barris diários, índice da taxa de produção antes da rebelião, mas até dentro de dois ou três anos segundo as estimativas mais otimistas. E isso é no caso de que o governo que suceda Kadafi mantenha em pé os contratos assinados pelo ditador.



Vai contra toda lógica o argumento de que a rebelião foi fabricada pelo imperialismo para “apoderar-se do petróleo”. A este argumento falacioso se somam outros como o de que Kadafi se converte em anti-imperialista devido aos bombardeios da OTAN e que os mesmos bombardeios convertem as milícias rebeldes na infantaria da OTAN.


Temos visto que estamos diante de uma rebelião popular genuína, que objetivamente afeta os negócios imperialistas que tem um conteúdo subjetivo anti-imperialista. A isto devemos acrescentar que na agenda do povo rebelde se encontra a nacionalização do petróleo.



Tal como explicava em fevereiro o jornalista Robert Dreyfuss, diário inglês, The Nation: "Com Bahrein, a base da presença militar dos EUA no Golfo Pérsico sendo sacudido e as sementes da rebelião no Kwait, a rebelião na Líbia poderia provocar o ressurgimento do nacionalismo árabe que aponta ao controle dos recursos petroleiros no Oriente Médio. Com Trípoli, a capital Líbia em chamas e Bengasi e a maior parte do leste líbio já nas mãos dos rebeldes, há informações de que as propriedades de ENI e outras empresas petroleiras que operam na Líbia poderiam ser nacionalizadas por um novo governo".


Esses relatórios dos territórios libertados pelos rebeldes criaram um enorme nervosismo nos governos europeus e ianque. Além de descartar que a intervenção fosse para “apoderar-se do petróleo líbio”, também podemos dispor das desculpas cínicas apresentadas na resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, acerca da “proteção a população civil”. O sentido da intervenção imperialista foi evitar dois cenários catastróficos para os interesses das multinacionais: o primeiro uma guerra prolongada que impediria a normalização a médio prazo dos negócios que anteriormente garantira a ditadura de Kadafi; o segundo cenário muito pior é de uma revolução triunfante que sob o impulso avassalador das milícias populares nacionalizaria o petróleo e terminaria com a era de entreguismo aberta por Kadafi. Enquanto a forma da intervenção, valendo-se de bombardeios e não de uma invasão terrestre, esta tem haver com dois elementos muito importantes: o rechaço aberto nas filas rebeldes a presença invasora e o debilitamento político, econômico e militar do imperialismo, que atravessa uma aguda crise econômica, instabilidade social em seus próprios países e vem de derrotas no Iraque e Afeganistão.

Abaixo a ingerência imperialista, todo poder as milícias populares


A evolução da guerra civil líbia na última semana indica que é iminente a destruição das forças da ditadura e a queda do kadafismo. No entanto, a revolução não termina com a saída do ditador. Se aprofundará a luta interna nas fileiras rebeldes pelo destino que terá a revolução. A direção do Conselho Nacional de Transição (CNT) está conformada pela oposição burguesa e por ex-funcionários do regime de Kadafi e buscam manter as relações com o imperialismo e os mesmos termos de entreguismo que caracterizaram a ditadura. Eles tem claramente muitos combatentes, tal como demonstra o seguinte testemunho de um correspondente militante nas filas rebeldes, no mês de junho:“Em nosso grupo temos claro que se a direita chegasse a tomar o controle , junto as tropas da OTAN, quando terminar esta batalha, seria o começo de outra. Este sentimento está muito arraigado nos companheiros é que aqui sabemos na linha de fogo nem um só desses ex-funcionários que saem na mídia. Nenhum deles está com seu corpo enfrentando-se com as tropas kadafistas...”


Ante a queda da ditadura pró-imperialista por parte do povo, é necessário que os revolucionários se solidarizem com o povo rebelde, denunciando sem nenhuma ambiguidade que as intenções do CNT serão de sequestrar e congelar a revolução, pactuar com o imperialismo e impedir que se materializem as reivindicações democráticas, sociais e econômicas e anti-imperialistas do povo combatente que heroicamente terminou com o pesadelo kadafista. Propomos claramente que quem deve governar são as milícias populares, que são necessárias as mais amplas liberdades de organização sindical e partidária para os trabalhadores e o povo, dissolução da guarda pretoriana da ditadura e desenvolver um júri popular para seus chefes. Controle absoluto por parte do estado dos recursos petroleiros e gasíferos, entregues as multinacionais imperialistas pela ditadura e colocar essa indústria nas mãos dos trabalhadores e técnicos; repatriar as reservas internacionais que Kadafi entregou aos países europeus e desconhecer as dívidas adquiridas por este com a banca internacional.


Como dizem muitos combatentes líbios, o fim da batalha contra Kadafi é o começo de outra batalha, desta vez contra a ingerência imperialista e a política conciliadora e negociadora do CNT. O caminho dos revolucionários é seguir apoiando a justa luta do povo líbio, para que seu exemplo se estenda a Bahrein, Yêmen, Marrocos, Síria e o resto do mundo árabe.
 
* Secretário Geral do partido Unidad Socialista de Izquierda (Venezuela).

Fonte: http://rubrapauta.blogspot.com/2011/08/todo-poder-as-milicias-populares-na.html
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Caiu o ditador Kadafi! Todo poder às milícias populares! Fora ingerências do imperialismo!!
Expropriação das empresas de petróleo a serviço da população!
Controle da produção na mão dos trabalhadores e trabalhadoras!
Avançar com a democracia!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ato Mundial contra a barragem de Belo Monte

20/08/2011 - Belém, Pará, Brasil


Estive presente nessa manifestação para repudiar a intenção vergonhosa e criminosa do governo Dilma Roussef (PT/PMDB), de seus amigos empreiteiros e da Vale de destruírem a Amazônia através das famigeradas usinas hidroelétricas, principalmente no Pará onde querem construir Belo Monte no rio Xingu e outras tantas nos rios Teles Pires e Tapajós.

Se levadas adiante, essas usinas não ameaçam apenas os peixes, vegetais e microorganismos da floresta amazônia, mas fundamentalmente vários povos e toda uma cultura. Além de que, seus impactos negativos, através de catástrofes naturais (como a que se abateu este ano na região serrana do Rio de Janeiro) que reverberarão em todo o país e planeta.

Como os operários das obras das UHE's de Jirau e Santo Antônio no rio Madeira em Rondônia, que já sofrem na pela a exploração e descaso de trabalharem quase ou mesmo em situação de escravidão, e que por isso se rebelaram e paralizaram por dezenas de dias essas construções, temos que seguir seus exemplos de luta e impedir que esse morticínio avance, pois está provado que índios serão atingidos e terão que deixar suas moradas devido a Belo Monte, mas o judiciário corrompido nada faz! 

Com esses atos mundiais e os protestos de hoje (22/08/2011)  em vários países, deixamos um recado ao governo e assassinos aliados de plantão: Belo Monte não passará, porque apenas começamos!!!

"Não mate a mata seu moço
Deus Tupã disse que não!
Defenderemos o verde
Com arcos e flexas,
Tacapes na mão!"

#PareBeloMonte!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

Manifestações contra Belo Monte pelo Brasil

Manifestação contra Belo Monte reúne mil pessoas em São Paulo
O índio Olavo Wapichana, de Roraima, durante protesto contra a construção da Usina de Belo Monte. Foto Antônio Cruz/Agência Brasil
Além do protesto no Masp, na cidade paulistana, ativistas programaram eventos em Belém, Brasília, no Rio de Janeiro e em mais 11 cidades

São Paulo – Debaixo de chuva, cerca de mil pessoas participaram ontem (20), na Avenida Paulista, de manifestação contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. O cálculo é da Polícia Militar. Os organizadores do protesto, porém, estimam em mais de 2 mil o número de pessoas presentes ao protesto.

Com cartazes, faixas e gritos, os manifestantes reivindicaram a paralisação imediata da obra. Ambientalistas e índios do região do Xingu defenderam, inclusive, a ocupação do canteiro de obras da usina, no Pará. “Belo Monte é injusta, suja e burra”, disse Clarissa Beretz, do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, integrante da organização do ato. “O governo quer enfiar a usina goela abaixo”, acrescentou.
 
O cacique Megaron Txucarranãe, da etnia Kayapó, reclamou que o governo não tem ouvido os pedidos da comunidade indígena. “A barragem vai prejudicar os índios. O governo não escuta, nem respeita os índios.”

A manifestação começou por volta das 14h30, ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Escoltados pela polícia, os manifestantes seguiram pela Avenida Paulista até a Rua Bela Cintra, onde ocuparam todas as pistas por cerca de meia hora, impedindo a circulação dos carros.
Os manifestantes queimaram um boneco de palha e disseram: “Para Belo Monte ou paramos o Brasil”. Depois, foram para a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde protestaram contra as concessões dadas pelo órgão para o início das obras da usina. Por volta das 17h30, colaram cartazes na porta do instituto e encerraram o ato.
 
Além de São Paulo, os ativistas programaram manifestações em Belém, Brasília, no Rio de Janeiro e em mais 11 cidades. Segundo os movimentos sociais, haverá manifestações também na próxima segunda-feira (22) em cerca de 20 cidades em 16 países - entre eles, os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, a Noruega, o Irã, a Turquia e a Austrália. Os protestos serão em frente às embaixadas e consulados brasileiros.


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Protesto contra Belo Monte reúne manifestantes em frente ao Congresso

Brasília – Sob forte calor e baixa umidade do ar, cerca de 100 pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional, para protestar contra a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A mobilização, que juntou indígenas e defensores do meio ambiente, faz parte de um conjunto de manifestações que ocorreram em outras cidades brasileiras no Dia Internacional da Ação em Defesa da Amazônia.
No encontro, que durou cerca de duas horas, os manifestantes fizeram meditação e dançaram seguindo o índio Olavo Wapichana, de Roraima, hoje estudante de engenharia florestal na Universidade de Brasília (UnB). “Estamos aqui para mostrar o que a gente quer”, disse Olavo, ressaltando que toda obra que afeta áreas de proteção, como as terras indígenas no caso de Belo Monte, são preocupantes.

Olavo Wapichana reclama que os indígenas não foram ouvidos e critica a autorização dada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) durante o licenciamento ambiental da obra. “Fizeram isso sem a nossa permissão”, salienta. “Agora, é necessário que o governo e o mundo nos escutem.”

O historiador Leandro Cruz, que também participou da manifestação em Brasília, diz que os indígenas estão dispostos a resistir à construção da obra. Cruz lembrou que, além da retirada das populações tradicionais, há a questão dos efeitos que a chegada de milhares de trabalhadores poderá gerar na região.

Para ele, o empreendimento “não é vantajoso” para o país, porque destrói o meio ambiente, elimina recursos naturais, dos quais não se sabe o “potencial bioquímico” para a fabricação de fármacos, e dizima a cultura “ancestral” de povos da floresta. Apesar dos riscos, o historiador diz que a sociedade brasileira ainda não tomou conhecimento do impacto que a obra causará. “É uma luta bem difícil”, admite.

O projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte surgiu na década de 1970. Somente em 2010, o governo federal autorizou a obra – quando o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu a licença prévia para o empreendimento.

Em junho deste ano, o Ibama liberou a licença de instalação quando anunciou que o projeto final da hidrelétrica teve o volume de escavação reduzido em 77 milhões de metros cúbicos (43% do previsto) e que o consórcio Norte Energia, responsável pela obra, deverá investir recursos de compensação em saúde, educação, saneamento e segurança pública nas cidades de Altamira e Vitória do Xingu, no Pará.
 
Protestos contra a construção de Belo Monte também deverão ocorrer no exterior. Segundo os movimentos Brasil pela Vida nas Florestas e Xingu Vivo para Sempre e a Frente Pró-Xingu, haverá protestos na próxima segunda-feira (22) nos Estados Unidos, na Alemanha, na Inglaterra, na Noruega, no Irã, na Turquia e na Austrália, entre outros países.
 
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2011/08/20/interna_brasil,266377/protesto-contra-belo-monte-reune-manifestantes-em-frente-ao-congresso.shtml

Fora governo genocida de Kadhafi! Viva a resistência líbia!!

População de Benghazi celebra avanço das forças rebeldes em Trípoli, na noite de domingo …

Confrontos em Trípoli já deixam 1.300 mortos em 24 horas, diz regime líbio

Por Filippo Monteforte - AFP
 
O porta-voz do regime líbio afirmou neste domingo à noite que 1.300 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas em Trípoli, classificando os combates de "verdadeira tragédia".

"Em 24 horas, 1.300 pessoas foram mortas em Trípoli", disse Mussa Ibrahim, durante uma entrevista coletiva à imprensa, indicando que "seu regime permanece forte e que milhares de voluntários e soldados estão preparados para lutar".
 
Violentos combates foram registrados na noite deste domingo em Trípoli após o ataque efetuado pelos rebeldes ao bastião do regime, mas o coronel Muamar Kadhafi, ainda combativo, prometeu resistir e sair vitorioso da batalha.

"Temos um líder (o coronel Kadhafi) que vai nos conduzir à paz (...) e vocês não podem privar os líbios dela", acrescentou Ibrahim.

De acordo com um correspondente da AFP, os rebeldes, que chegavam principalmente pelo mar, foram recebidos com alegria pelos moradores de alguns bairros da capital.

O fim de Muamar Kadhafi está "próximo", considerou neste domingo à noite o governo britânico, após a entrada dos rebeldes em Trípoli.
Pouco antes, a Otan havia indicado que o regime de Kadhafi está prestes a "desabar", informando que não participa da ofensiva dos rebeldes líbios em Trípoli.