quarta-feira, 16 de junho de 2010

Guerra dos coronéis, por Lúcio Flávio Pinto

Lendo a entrevista no post abaixo, do jornalisa Palmério Dória, lembrei de brilhantíssimo artigo do jornalista Lúcio Flávio Pinto, no seu Jornal Pessoal (2ª quinzena de nov. de 2009), o qual refere-se ao lançamento de Honoráveis Bandidos na sede do Sindicato dos Bancários no Maranhão, e o qual virou um palco de guerra. Por isso resolvi postá-lo, pois Lúcio Flávio é Lúcio Flávio. Por exemplo, se ele não fala, jamais saberia que Glauber Rocha, o da "câmera na mão e muitas idéias na cabeça" tinha feito uns "bicos" para o nascente coronel maranhense.
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A corrida eleitoral já está nas ruas do Maranhão, antes do que em qualquer outro lugar do Brasil. Pelo jeito, de olho no futuro, as lideranças políticas estão dispostas a recorrer a métodos do passado. Para ganhar de qualquer maneira.

Sempre o último no Brasil na hora de medir a qualidade de vida da população, o Maranhão saiu na frente de todos na corrida para a eleição de 2010. Essa liderança se materializou no dia 4, no auditório do sindicato estadual dos bancários. O palco foi montado para o lançamento do livro Honoráveis Bandidos: um retrato do Brasil na era Sarney, dos jornalistas Palmério Dória e Mylton Severiano, que reconstitui criticamente a biografia do mais destacado político vivo (e de todos os t empos) do Maranhão, o atual do presidente do Senado, José Sarney, do PMDB. Mas o cenário acabou se transformando num campo de batalha entre partidários e adversários do ex-governador.

O que podia se reduzir a um episódio da política provinciana adquiriu dimensão nacional graças à grande repercussão imediata através da internet. As cenas de selvageria e primitivismo acabaram sendo ecoadas pela grande imprensa, não apenas em função de sua importância intrínseca, como fato jornalístico, mas em função dos interesses específicos de cada órgão da mídia nacional. Com maior ou menor ênfase, informações mais completas ou parciais, a cobertura colocou o Maranhão na linha de partida da próxima corrida eleitoral, que agitará o Brasil de Norte a Sul. Não na posição de expectativa, mas já na função de protagonista.

As imagens gravadas durantes os incidentes, desencadeados quando o jornalista paraense Palmério Dória mal começava a ler um texto de apresentação do seu livro, publicado em São Paulo pela Geração Editorial, de outro jornalista (este, paulista), Luiz Fernando Emediato. O episódio não durou mais do que um minuto. Um grupo de 15 (ou 12) pessoas, sobretudo jovens, começou a gritar palavras de ordens, abrir faixas e atirar exemplares de um livreto, “Corrupção - Navalhados Bandidos”, sobre a prisão de alguns membros dos grupos políticos dos ex-governadores Jackson Lago e José Reinaldo Tavares durante a Operação Navalha, desencadeada pela Polícia Federal em 2007. Em seguida atiraram ovos e uma torta contra a platéia e a mesa dos convidados e anfitriões da noitada. Logo foram escorraçados aos empurrões, tapas e cadeiradas. A fuga foi às pressas. O grupo, liderado pela presidente da Federação dos Estudantes do Maranhão, Ana Paula Ribeiro, paradoxalmente aluna do curso de direito, não parecia preparado para reação tão pronta e decidida.

Os organizadores do lançamento do livro, porém, devem ter incluído nas suas providências a eventualidade de um ataque dos defensores de Sarney, duramente criticado no livro, mesmo que esse ato pudesse ter (como teve) efeito justamente contrário ao pretendido: divulgar ainda mais o livro. Os promotores da noite de autógrafos contrataram alguns robustos seguranças, decisivos para isolar os manifestantes e rapidamente retirá-los do recinto. Várias outras pessoas presentes envergavam blusas de cor preta com dizeres promocionais do livro. Sinais mais do que evidentes de que, se não houve um entendimento prévio com os autores e editores da publicação, ela foi aproveitada como instrumento de antecipação da campanha eleitoral no Maranhão.

A antecipação, porém, não pode ser classificada como rigoroso vanguardismo político, muitíssimo pelo contrário. Dos cinco minutos de duração do vídeo, que logo chegou à rede mundial de computadores, se podiam extrair exemplos dos mais atrasados costumes políticos do país - e que estão bem longe de serem exclusividade do Maranhão. O grupo que hostilizou o lançamento não estava no local numa manifestação espontânea, nem seus integrantes eram apenas (ou sobretudo) líderes estudantis. A maioria tem emprego público no Estado, comandado pela filha do senador, Roseana Sarney, ou junto a aliados da família.

Era mais uma evidência de um componente da política estudantil que, não sendo exatamente novo, foi agravado pelo volume de dinheiro que passou a circular - como nunca antes - por esse segmento da formação de lideranças. O lulismo alargou as fontes de financiamento das entidades estudantis, minando (ou mesmo destruindo) seu fundamento ideológico, político ou cultural. Ser líder estudantil se tornou um negócio, às vezes bem rentável (como ser dirigente sindical ou de organizações civis supostamente não-governamentais).

Outro elemento de primitivismo cívico e político é a personificação do poder. Claro que não há causa, por mais nobre e mobilizadora que seja, sem alguém de carne e osso para empunhar a bandeira. O problema é que a personalização cresceu de forma vertiginosa, enquanto o conteúdo da divergência definhou. Sarney é personagem do topo da política maranhense desde 1966, mas nunca, como hoje, foi tão demonizado, mais do que ao ocupar a presidência da república.

Intérpretes (e, certamente, seus parceiros) atribuem essa radicalização à aliança entre o soba maranhense e Lula. O objetivo último da ofensiva contra Sarney seria atingir por tabela (mas de forma incisiva) o presidente popular, que incomoda as elites, em especial o PSDB. Várias delas, que antes conviviam com Sarney ou mesmo o consideravam seu par, agora o anatematizam.

Há fatos sob esse discurso, mas não muitos, nem substanciais. Sem dúvida, há esses inimigos por cálculo, melífluos, que utilizam argumentos éticos e morais para embrulhar seus interesses pessoais. Essa litigância de má-fé, contudo, não define a essência da questão. Talvez por ser interlocutor e conselheiro do presidente da república, com mando no governo do Maranhão, no Senado e em vários outros escaninhos dos três poderes, Sarney se julgou poderoso o suficiente para se exceder e cometer erros primários, como se fosse inatingível ou inimputável.

Um exemplo pequeno, mas de alto significado simbólico, foi o que ele deu através da Fundação José Sarney. A pretexto de ter um lugar e uma instituição para reunir seus documentos presidenciais, ele privatizou um monumento público de São Luís, o Convento das Mercês, de grande valor arquitetônico e histórico, e o transformou numa fonte de receita pessoal, para uso exclusivo e sem controle. O abuso, porém, acabou provocando o interesse e a interferência de órgãos públicos, quando a torrente de transferência de verbas públicas se acentuou.

O resultado é que Sarney precisou encerrar às pressas as ativides da fundação, devolver o prédio público e fazer o que estava ao seu alcance para sepultar o mais rápido possível essa mácula. Ela faz pensar numa situação parecida, quando, em 1971, o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fraudou a data (tornando-a retroativa) da doação dos seus documentos para a biblioteca que seria constituída com seu nome e assim usufruir os benefícios da redução de imposto de renda (quase 500 mil dólares em quatro anos), que já então haviam sido bastante restringidos.

A sucessão de excessos e erros que Sarney cometeu desnudou sua imagem, revelando a truculência dos seus métodos ou a audácia da sua ingerência sobre os negócios públicos - do Maranhão e do país. Expôs suas fraquezas como adversário e suas inconveniências enquanto aliado. Apresentou-se como judas ideal para ser malhado, um boi de piranha, um espantalho dos males locais e nacionais.

No vídeo exibido pela internet, tão paéticas quanto as cenas da agressão do grupo recrutado para bagunçar o lançamento do livro foram as imagens do congraçamento dos principais líderes políticos maranhenses, todos de oposição, presentes ao ato (incluindo políticos do PT maranhense, sob a camisa de força do lulismo). Dentre eles, dois ex-governadores, o recém-derrotado Jackson Lago, principal adversário dos Sarney, e José Reinaldo Tavares, cria da família até que o choque de interesses entre os grupos que se lançam ao butim público gerou fricção pessoal, que levou ao rompimento, sem nenhum motivo de relevância a fundamentar a dissidência. Lago tentará vol tar ao governo em 2010 pelo PDT, a despeito de sua aparência física debilitada, e Reinaldo quer ser um dos novos senadores, pelo PSB. Mas o que representam de verdadeiramente novo para o Maranhão?

Nada. Não passam da outra face de Sarney, face que o próprio Sarney já foi (e da qual, hoje, é uma farsa). Em 1966 ele deu o último golpe na maior de todas as oligarquias políticas que havia no Estado, do sagaz e decidido Vitorino Freire. Para comemorar a façanha, contratou um documentário com ninguém menos do que Gláuber Rocha, o gênio do Cinema Novo. Com seus 10 minutos de duração, o filme é um primor - e não apenas da arte de fazer um filme com pouco no bolso (mas não tão pouco assim: sempre há mecenas atrás de um intelectual de aluguel, ainda mais quando dotado de um título que lhe serve de habeas corpus preventivo), muitas idéias na cabeça e uma câmera na mão.

Com sua boa estampa a servir de cenário para suas palavras de compromisso, Sarney aparece no filme a atacar as bases do velho Maranhão da pobreza e do anacronismo: os delegados de polícia, que mantêm o povo submisso, impõem a violência e reprimem os inimigos até a destruição; e os coletores de renda, que atarracham os pobres e aplicam os rigores da lei aos que, não sendo “da casa”, não se beneficiam de suas exceções convenientes.

Sugestivamente, no seu discurso de posse, lido diante de uma massa humana compacta em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo, Sarney cita o marquês de Pombal. Na associação, procura destacar o iluminismo do dirigente sem se dar conta da sua própria condição de déspota. Num lugar tão destituído de meios, como o Maranhão e arredores, não há escapatória: as mudanças só podem ser promovidas se à frente delas estiver um déspota, dotado, porém, de esclarecimento, de luzes; na forma de um programa, de uma diretriz, de uma esperança.

A do governador eleito de 1966 era o paredão de concreto construído sobre o leito do rio Parnaíba, a hidrelétrica de Boa Esperança, a dizer quase tudo pelo seu próprio nome: a esperança de mudar a realidade ultrajante do seu Estado (e do vizinho Piauí) através da oferta de energia abundante. Desde então, se houve um setor sobre o qual José Sarney mais imprimiu sua influência, independentemente da posição na hierarquia do poder em que estivesse, esse setor foi o da energia. Boa Esperança entrou em atividade e o Maranhão continuou o mesmo. Depois veio Tucuruí, no vizinho do outro lado, o Pará, onde também dá as cartas (como no Amapá, que lhe deu o mandato de s enador, já impossível na terra natal). O Maranhão continuou o mesmo?

Pelo lado do desenvolvimento humano, um pouco pior até. Mas não é o mesmo do ponto de vista da sua imagem, do seu perfil. As imagens captadas por Gláuber Rocha em 1966 não cabem no Maranhão de 2009 porque a realidade física é muito diferente. A capital, engordada de uma forma sem paralelo, é maior e mais complexa, como núcleo e vetor de um processo econômico dinâmico. O maior trem de carga do mundo despeja seu espólio de riquezas naturais, extraídas das minas de Carajás, no Pará, no porto da ponta da Madeira, que é o segundo terminal de drenagem de recursos naturais do Brasil, dos maiores do planeta.

São Luís abriga um dos maiores complexos industriais de alumina e alumínio do mundo, comandado há 30 anos por duas grandes multinacionais, que mandam sua produção para fora e lançam sobre a ilha 43 mil toneladas de material tóxico. Está em andamento em Bacabeira o projeto de uma das maiores refinarias de petróleo do país, que só não parece cair do céu porque emitirá em sua direção 10% a mais desses vapores venenosos. Sem que o povo maranhense tenha a possibilidade de meditar e decidir sobre essas maravilhas da economia, que podem também assumir a forma de presentes de grego.

No seu quase meio século de hegemonia política, como poucas na história brasileira, José Sarney pode alegar que contribuiu com seu despotismo esclarecido para a primeira realidade. Não pode negar que sua participação foi decisiva para a segunda, que se expande como ameba, sugerindo que, da maravilha da economia, pouco sobra para o habitante do Estado empobrecido. Se o saldo da trajetória política do sátrapa maranhense é altamente negativa, como registra o livro dos dois jornalistas, sem aprofundar a história nem expô-la em sua amplitude, não há motivo para esperar que seus adversários e inimigos, como os que estiveram no dia do lançamento de Honoráveis Bandidos, possam oferecer alternativa real ao próprio Sarney, dos quais ou são herdeiros ou são a outra face da mesma moeda. O Maranhão, é verdade, saiu na frente na corrida eleitoral. Mas em direção ao passado, não ao futuro.

LFP @ novembro 15, 2009

Entrevista – O Brasil dos “Honoráveis Bandidos”

Honoráveis está na lista dos livros mais vendidos do país

Uma história de arrepiar os cabelos. Você consegue visualizar o próprio conde Drácula como presidente do Senado? Palmério Dória, 60 anos, um dos jornalistas mais respeitados do país, 40 anos de profissão, que já passou por Rede Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Caros Amigos e Revista Sexy, em seu recente lançamento literário – ‘Honoráveis Bandidos’ – conta com riqueza de detalhes os segredos dos bastidores sobre enriquecimento e tomada do poder regional do clã Sarney no Maranhão. O sucesso de vendas foi uma surpresa; o livro chegou à 4ª obra de não-ficção mais vendida do país. O grande milagre? Não ter sido embargada pela ‘máfia de toga’. Em entrevista à Única, ele – que não mede palavras – compara a saga dos personagens mais corruptos do país a dos vampiros da vida real. Aqueles seres insaciáveis – e imortais – viciados em dinheiro público. José, patriarca, é o próprio Herodes. Roseana, a filha, representa a figura lendária de Ana Jansen. Quem paga é a população oprimida e empobrecida. “É assombroso vê-lo (o presidente Lula) fazendo um pacto com os vampiros”. E nesse balaio de personagens Dória cita o ex-governador mato-grossense Dante de Oliveira. O bate-papo foi emocionante, um filme realmente se passa pela cabeça. De terror.

Única – Por que escrever sobre José Sarney?

Dória – Muito me admira não ter sido lançado nenhum outro livro sobre ele no ano passado, afinal, JS foi a personalidade de 2009. Completou 50 anos de vida política e é um personagem natural da história brasileira. Havia inclusive um movimento de ‘limpeza’ da biografia dele, com publicação de biografia, autobiografia e cinebiografia engatilhados, mas que foram transferidos para este ano devido aos escândalos. Em abril ele completa 80 anos de vida.

Única – Não é a primeira vez que o senhor se interessa em publicar livros ou artigos sobre ele…

Dória – Como repórter de geral (me considero assim) sempre busco assuntos de interesse do leitor. Além disso, o José Sarney deve muito ao país. Não pode passar para a história como um democrata, como ele deseja. O Estado do Maranhão é o maior exportador de gente do Brasil, os garimpeiros do Suriname, que o digam. A corrupção e o loteamento das terras provocaram a chacina dos sem-terra em Eldorado dos Carajás. As crianças morrem de desnutrição. No contexto de influência desse homem poderoso nomear parentes é ‘fichinha’.

Única – Quanto tempo levou para reunir as informações do livro?

Dória – Sessenta anos (risos). A última reportagem que escrevi foi justamente sobre a posse dele (Sarney) pela terceira vez à presidência do Senado. Nessa época, o filho mais velho, o Fernandinho, estava encrencado. E talvez por isso ele aceitou a disputa. Deu um golpe no Judiciário e conseguiu recolocar a filha (Roseana) no governo, agora livrar a cara do filho da prisão era mais complicado que comprar o pessoal ‘da beca’, algo que já faz há muito tempo.

Única – De que maneira ‘Honoráveis Bandidos’ tomou forma?

Dória – Busco me orientar pelo método onírico-dialético, que é ir atrás do que está na cara, mas os jornalistas deram para fugir do óbvio. Agora método não existe, como repórter, o fundamental é um pouco de sorte: encontrar as pessoas certas, os livros certos e o enfoque certo no tempo certo. Mais que isso seria aprofundar demais coisas muito simples.

Única – Como o senhor avalia essa ligação do Sarney com o presidente Lula?

Dória – Que fique bem claro, sou apartidário. Não é crítica e sim constatação: Lula governa, mas quem manda é Sarney. Já denunciava esse ‘esquemão’ desde 2002, com o livro Candidata que Virou Picolé. Os personagens são os mesmos, aqueles seres insaciáveis, que nós pessoas comuns não entendemos por que tais homens precisam acumular tanto capital e poder, podemos dizer que são viciados em grana, em dinheiro público. São os vampiros da vida real. E o ex-governador Dante de Oliveira era um deles.

Única – Já que o senhor tocou nesse assunto, a família do ex-governador de Mato Grosso já anunciou na imprensa local que irá processá-lo…

Dória – Esse é um problema deles, se isso lhes cabe, que façam. Fui muitas vezes processado, mas jamais nenhum desses ‘ofendidos’ logrou êxito no seu intento. O que Thelma, viúva do Dante, está tentando fazer é ‘agrandar’ a memória do marido que foi uma das grandes promessas não cumpridas. Ele se amiudou politicamente e a população do Estado entendeu, tanto que Dante não conseguiu emplacar para senador em 2002. Não adianta tapar o sol com a peneira.

Única – Mas a deputada Thelma reclama por não ter sido procurada pelo senhor.

Dória – Não procurei, nem vou procurar. Essas pessoas são ouvidas prioritariamente, como se diz, são ‘mimoseadas’ pela imprensa de Cuiabá e do Brasil. O outro lado para os poderosos é livrar a cara deles. Mas quem não sabe sobre a força da grana da família Oliveira? Como se justificam as fazendas, haras, a espantosa fortuna que surgiu do nada e que eles têm a burrice de exibir por aí? Eu já cumpri meu papel. Não sou eu quem tem de investigar, nem rastrear. Quanto à família, que eles se virem para provar a origem da ‘bufunfa’.

Única – O senhor fazia ideia da repercussão do seu livro?

Dória – Realmente foi um espanto. O mais milagroso é ele não ter sido embargado. Meus agradecimentos são para Sarney, um viciado em dinheiro público, que me presenteou com a história. Não tenho nada contra ele, mas contra o que fez ao Maranhão. JS é o próprio Herodes. A filha Roseana é Ana Jansen (lendária mulher que viveu em São Luís no século 19, uma das mais poderosas personalidades provincianas famosa por suas crueldades com seus escravos e ditatorial no trato até com as autoridades).

Única – Mudam-se os cenários, mas os personagens continuam os mesmos, é desanimador…

Dória – Podemos comparar esses seres insaciáveis aos vampiros. Hoje temos muitos livros e filmes fazendo sucesso sobre o tema. É isso mesmo, eles não morrem nunca e continuam no poder indefinidamente. Mas não vejo outro caminho para mudar o rumo da história a não ser através da política, é necessária, é uma atividade que admiro muito, mas realmente não é fácil.

Única – E o quadro para as próximas eleições presidenciáveis?

Dória – Meu impasse está nas soluções trazidas pelas alternativas. De um lado temos o governo Lula, que conseguiu criar a ‘mendicância organizada’ e de alguma forma conseguiu, transferiu renda para as populações mais carentes. Agora, assombroso foi vê-lo fazendo um pacto com os ‘vampiros’. A desculpa sempre é a governabilidade, mas ainda assim é assustador, pois vai contra todos os sonhos dele. Do outro lado, o que temos? A turma do José Serra, que não tem compromisso nenhum com a população pobre.

Única – O senhor escreve livros do ‘contra’, e não é fácil fazer isso em momento em que os juízes têm proibido inclusive a circulação de matérias e até mandado prender blogueiros.

Dória – Sim, sempre a máfia de toga interferindo. Para piorar, o poder de ação da Polícia Federal e o Ministério Público também estão sendo cerceados. Não é por acaso, e todo mundo sabe. Agora o fato de a grande mídia não cumprir bem seu papel também se explica pelas inúmeras concessões de tevês e rádios nas mãos de ‘coronéis’ e políticos corruptos (como ACM no governo FHC).

Fonte: Revista Única

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dom Cappio apóia a pré-candidatura de Plínio Arruda Sampaio

Plínio retoma viagens pelo país e visita RJ e Belém



A agenda do pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL será cheia nessa semana. Na quarta- feira (16 de junho), Plínio Arruda Sampaio vai ao Rio de Janeiro participar da atividade “MST : Organização Criminosa ou Movimento Social ?”, no auditório 71 da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro – Rua São Francisco Xavier 524- Maracanã), a partir das 18 horas.

Em 17 de junho, Plínio viaja a Belém do Pará, onde participa do Seminário de Programa da região Norte. Sob o título “Um programa socialista, ecológico e popular para o Brasil”, o objetivo do encontro é discutir os principais pontos que serão apresentados no programa do PSOL para a presidência. Já ocorreram os seminários das regiões centro-oeste, nordeste e sul. Na sexta, 18, prestigiará um jantar promovido pelo diretório municipal do PSOL em São Caetano, para formalizar a pré-candidatura à reeleição do deputado federal Ivan Valente.

E no sábado, 19, acontece, com a presença de Plínio, a Convenção Estadual do PSOL de São Paulo e o Seminário de Programa de Governo que contará com mesas de debate sobre economia, educação, reforma agrária e urbana.

Fonte: http://pliniopresidente.com/2010/06/plinio-retoma-viagens-pelo-pais-e-visita-rj-e-belem/#more-3139

segunda-feira, 14 de junho de 2010

RJ: ameaçado de morte, deputado do PSOL usa internet para fazer campanha

Marcelo Freixo: "a internet vai me ajudar a chegar onde não posso ir"
........................Foto: Divulgação

Por Priscila Tieppo

O espaço virtual vem tendo muitos usos nas campanhas eleitorais deste ano, seja como ferramenta de interação, seja como divulgação. Mas chama a atenção o caso do deputado estadual e candidato a reeleição Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro: ele só terá esta alternativa para fazer chegar sua campanha a certas áreas do Estado.

Jurado de morte após comandar na Assembleia Legislativa local a CPI das Milícias, o pré-candidato do Psol explorará as diversas mídias sociais para interagir com o público e divulgar suas ideias em lugares onde correria riscos se aparecer em pessoa. "Tem algumas áreas, como Campo Grande e boa parte do Jacarepaguá, em que eu não posso estar e nem ter militantes, então esta vai ser a forma de chegar a eles", afirmou.

As ameaças surgiram depois que o relatório final da CPI das Milícias - o nome é usado para identificar grupos criminosos que atuam em diversas comunidades do Rio, oferecendo proteção aos moradores por meio da violência e da extorsão -, apresentado em dezembro de 2008, enumerou 800 pessoas citadas em denúncias e 226 acusados de envolvimento direto com esses grupos paramilitares, que se instalaram em cerca de 170 comunidades - mapeadas pela investigação, que durou cinco meses.

Além de agregar policiais militares e integrantes das Forças Armadas, as milícias também tinham braços no governo, de acordo com o relatório da CPI. Entre eles, foram indiciados os vereadores Nadinho de Rio das Pedras (DEM), Luiz André Deco (PR), Josivaldo Francisco da Cruz (DEM) e Cristiano Girão Matias (PTC). Alguns representantes políticos destes grupos criminosos foram presos. Em 2009, o deputado estadual Natalino José Guimarães (PMDB) e o seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho (DEM), foram condenados a 10 anos e 6 meses de prisão.

Depois do fim da CPI, a Segurança Pública estadual identificou mais de um plano para assassinar autoridades públicas que investigavam o caso. Sob ameaça, estão, por exemplo, o deputado Freixo, o delegado de Polícia Civil Vinicius George de Oliveira e o delegado de Polícia Civil Marcus Neves.

O receio é tanto que, para fazer visitas pessoalmente, até nas áreas em que ele pode ir, o deputado só caminhará com seguranças ao redor. "Só posso sair acompanhado de escolta armada", disse. E isso assusta os eleitores? "Sim, assusta a mim também. Porque não fiz nada de errado, só fiz o meu papel".

Na web, Freixo também terá um desafio: fazer com que as pessoas acessem seu site e busquem este conteúdo enquanto navegam. Mas isso não o desanima. "É o único meio que eu terei e hoje a rede está muito difundida, inclusive nas classes mais baixas. Por isso, divulgaremos intensamente o site no nosso pouco tempo na TV", disse, referindo-se à propaganda eleitoral.

Para que suas propostas no novo mandato sejam conhecidas, o deputado utiliza as mídias sociais para se comunicar e acredita que elas o ajudarão bastante. "Temos um Twitter e vamos trabalhar com listas de e-mail, Facebook, entre outros. No site, as pessoas poderão fazer doação pra campanha e acompanhar vídeos e matérias", afirmou.

"Cala Boca, Galvão" vira notícia no El País

A Globo até que tentou responder abrindo mais espaço e tentando prestigiar de toda a forma o seu principal locutor. Mas a ementa tem saído pior que o soneto, pois a prórpia emissora contirbui para o achincalhe geral contra o lastimável Galvão: no Programa Central da Copa de ontem, eles mostraram toda a desenvolta ridicularidade de Galvão dançando ao som de Shakira na abertura do mundial. Por isso tudo, CALA BOCA GALVÃO!!!
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Piada sobre Galvão Bueno vira notícia no El País

O site do El País, um dos principais jornais espanhóis, trouxe na edição desta segunda-feira (14) a grande repercussão sobre a frase "Cala a boca, Galvão"! que tem liderado os Trending Topics mundiais no Twitter. Segundo o site, várias pessoas tem confundido a expressão. Umas relacionam o "Cala boca, Galvão!" como o novo vídeo produzido pela cantora Lady Gaga enquanto outros, associam à preservação de uma espécie de pássaro, realizada pelo Instituto Galvão.

No texto da notícia é explicada a brincadeira brasileira com o apresentador global e os detalhes sobre a confusão.

BRASIL
No Brasil, o "Cala Boca, Galvão!" já virou a maior piada da Copa do Mundo da África do Sul. Três dias depois, desde que a tag entrou pela primeira vez no Trending Topic mundial do Twitter, ela ainda não saiu do topo. Pedro Bial, chegou a defender o colega de TV Globo, fato que só aumentou a polêmica. Hoje, o 'Cala Boca Galvão' continua firme e forte em primeiro dos 10 assuntos mais comentados.

Fonte: Diana Verbicaro, Diário Online

sábado, 12 de junho de 2010

¿Cuál es la solidaridad internacional que requiere el pueblo venezolano?



Por Simón Rodríguez Porras*
Respuesta a Fernando Buen Abad

El profesor mexicano Fernando Buen Abad ha escrito un artículo en el que llama a una "movilización comunicacional mundial" en apoyo al gobierno venezolano y concretamente llamando a votar por el PSUV en las venideras elecciones. Además de falsificar la realidad cuando dice que Venezuela avanza hacia una economía planificada, o al asegurar que a pesar de la crisis capitalista Venezuela sostiene su crecimiento económico, Buen Abad quiere convencernos de que si votamos por Diosdado Cabello, Francisco Arias Cárdenas, Yelitza Santaella, y demás candidatos del PSUV, estaremos haciendo un aporte inmenso a la revolución mundial. Buen Abad considera que semejante campaña sería un ejemplo de internacionalismo.

El internacionalismo revolucionario no tiene nada que ver con brindar apoyo político a gobiernos burgueses. Esta es sólo una de las manipulaciones que el chavismo hace de la terminología revolucionaria, apropiándosela para sus propios fines.

No, el proceso revolucionario venezolano no se beneficiaría en lo absoluto de la campaña que propone Buen Abad. Lo que el pueblo venezolano requiere es la solidaridad verdaderamente internacionalista de las organizaciones populares y obreras. Que de otras latitudes lluevan expresiones de repudio al sicariato que está diezmando a la vanguardia obrera en Aragua, y que se exija al gobierno que acabe con la impunidad de la que gozan los asesinos. Necesitamos que los trabajadores, estudiantes, e intelectuales de Latinoamérica emplacen al gobierno venezolano a respetar el pago del salario mínimo en Cavim, Vtelca, PDV Gas, y otras empresas estatales en las que se somete a los trabajadores a condiciones laborales semiesclavistas. Que se exija una verdadera reforma agraria y que cese la criminalización de los campesinos que ocupan tierras (según el colectivo Misión Boves, van más de 1500 campesinos con procesos judiciales por luchar por tierras). Que se pronuncien por la liberación de Sabino Romero y por la autodemarcación de tierras yukpa, barí, y wayúu. Que condenen la criminalización de la protesta y la huelga.

Sería un verdadero aporte que quienes se preocupan por la suerte del proceso venezolano fijen posición sobre el culto a la personalidad y el burocratismo; que denuncien el plan de ajuste capitalista del gobierno, que incluye devaluación del 100%, aumento del IVA, liberación de precios de alimentos, así como numerosas ventajas y concesiones a la banca comercial y el empresariado.

Eso sí sería apoyar efectivamente las dignas luchas del pueblo revolucionario de Venezuela.
Quienes han visitado nuestro país y han tenido la honestidad para ver la realidad detrás de la propaganda del gobierno y de la derecha opositora, saben que no estamos ante un gobierno revolucionario en tránsito al socialismo, sino ante un gobierno nacionalista-burgués que cada vez se derechiza más.

No hay duda para nadie en Venezuela de que estamos en una economía capitalista. La prensa reaccionaria hace publicidad a Chávez hablando de las "expropiaciones" y las "nacionalizaciones" del gobierno, cuando lo más preciso sería hablar de compras de acciones y de la constitución de empresas mixtas. Cualquier gobierno burgués puede comprar acciones en empresas, y a nadie se le ocurriría llamar "revolucionarios" a los primeros gobiernos de Alan García y Carlos Andrés Pérez, quienes también realizaron estatizaciones sin dejar de ser reaccionarios y burgueses. No hay ninguna ruptura con la burguesía ni con la economía capitalista cuando se realizan estas transacciones "a precio de mercado". No es posible comprar el camino al socialismo, o "usar los dólares del imperialismo para construir el socialismo", como decía el FSLN en los 70 y parece repetir Chávez hoy.

Para que una medida tenga carácter de transición al socialismo, tiene que cambiar la correlación de fuerzas entre las clases a favor de los explotados, tiene que formar parte de la lucha de los trabajadores y el pueblo por liquidar el poder burgués y la explotación. Nada en las medidas gubernamentales apunta a un proceso semejante. Todo lo contrario.

Hay que considerar que, mientras se gastan más de 20 mil millones de dólares en compras de empresas, se está desnacionalizando la industria petrolera, al convertir en copropietarias del subsuelo venezolano a la Chevron (promotora de la invasión a Irak y destructora de la amazonía ecuatoriana), a Mitsibushi (responsable de crímenes contra los trabajadores automotrices en Anzoátegui), a Repsol (también ecocida y patrocinante de dictaduras), a BP (responsable del desastre del Golfo de México), y otras transnacionales. Estas empresas no creen aquello de que el socialismo está a la vuelta de la esquina, sus planes son a largo plazo, y gozan de contratos por 40 años. Cuando Chávez le pide a los representantes de Chevron que medien para que Obama visite Venezuela, le propina una bofetada a los miles de venezolanos que han combatido al golpismo y al imperialismo en estos años.

En muchos países hay conflictos fuertes interburgueses. El hecho de que Fedecámaras esté en contra de Chávez no es ninguna credencial socialista, si al mismo tiempo la banca, Cisneros, Vollmer, y otros sectores burgueses mantienen sólidas alianzas con el gobierno. Amenazar a Polar y al mismo tiempo proponerle alianzas a Central Madeirense, es un ejemplo del método del gobierno: presionar a la oposición burguesa y afianzar lazos con el empresariado dispuesto a subordinarse políticamente.

En definitiva, para ejercer el internacionalismo y apoyar las luchas de los trabajadores, los campesinos, los estudiantes, y las comunidades populares de Venezuela, hay que apoyar el proceso de creciente independencia de clase y a las organizaciones que juegan un papel importante en ese proceso, hay que expresar simpatía por el auge de las protestas populares ante las promesas gubernamentales incumplidas, hay que denunciar al gobierno cuando aplica medidas regresivas, que cercenan los derechos democráticos, o cuando realiza ajustes económicos que golpean a las mayorías empobrecidas. Esto es lo que dicta la verdadera solidaridad de clase.

* Simón Rodríguez Porras es militante de la Unidad Socialista de Izquierda y candidato suplente a diputado por el circuito 3 del estado Mérida por la tarjeta del PPT.

Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte

Plínio do PSOL condena a construção de Belo Monte

Continua a capanha nacional e internacional contra os assassinatos na Venezuela


Por: Laclase.info

Más de 100 organizaciones e individualidades ya se han adherido
La campaña contra el sicariato iniciada por distintas organizaciones sindicales y populares, a raíz del asesinato de Jerry Díaz, directivo del sindicato de Manpa-Higiénico, integrante de la UNETE de Aragua, sigue logrando nuevas adhesiones tanto nacionales como internacionales. Más de 100 organizaciones e individualidades de Venezuela, Argentina, Brasil, Bolivia, España, Honduras, Nicaragua, Costa Rica, República Dominicana, Perú, Estados Unidos, Francia y México, ya han manifestado su voluntad de adherirse a esta campaña por la vida y contra la impunidad.

Como ya es sabido, en los últimos años se ha venido produciendo una escalada de asesinatos de dirigentes sindicales en distintas zonas del país, pero que tiene como epicentro más evidente al estado Aragua.

En noviembre del 2008, fueron asesinados Richard Gallardo, presidente de la UNETE de Aragua, Luis Hernández, secretario general del sindicato de la Pepsi Cola en dicho estado y Carlos Requena, delegado de Prevención de la empresa Produvisa. Previamente habían caído víctimas de este método, los sindicalistas Luis Delgado, Ramiro Ponce, y Edraas Vásquez, en el mismo estado.

También en Cumaná fue asesinado Argenis Vásquez del sindicato de Toyota, y Francisco Ferreira, delegado de Prevención de Sidetur en Valencia.

Aún las autoridades judiciales y el Ministerio Público no se han pronunciado con relación al asesinato de Jerry Díaz. Sin duda, la impunidad y el silencio de los organismos llamados a investigar estos casos, es el caldo de cultivo para que se inicie una espiral de violencia que puede convertir al sicariato en el método para resolver las diferencias políticas y sindicales.

A continuación presentamos el texto completo del pronunciamiento a través del cual se lanza la campaña, con todas las firmas que lo respaldan hasta ahora. Esperamos nuevos pronunciamientos y adhesiones a nuestra campaña contra el sicariato y por el esclarecimiento de estos horrendos crímenes:

CAMPAÑA CONTRA EL SICARIATO

Los abajo firmantes repudiamos el accionar del sicariato que ha cobrado la vida de otro dirigente sindical, esta vez se trata de Jerry Díaz, secretario de Propaganda del sindicato de la empresa Manpa-Higiénicos, ubicada en el estado Aragua, asesinado el pasado domingo 25 de abril. Este no es un caso aislado, en esa misma entidad fueron asesinados Richard Gallardo, presidente de la UNETE de Aragua, y Luis Hernández y Carlos Requena, miembros de la coordinación regional de dicha organización sindical, así como también los sindicalistas Luis Delgado, Ramiro Ponce, y Edraas Vásquez. En el estado Sucre fue asesinado el dirigente obrero Argenis Vázquez, directivo del sindicato de Toyota, y Francisco Ferreira, delegado de Prevención de la empresa Sidetur, ubicada en Valencia, entre otros casos.

Alertamos que es necesario detener estos crímenes y terminar con la impunidad que mantiene libres a sus autores intelectuales y materiales. De no lograrse esto se corre el riesgo de que se instauren en Venezuela la violencia y el sicariato como métodos de dirimir las diferencias políticas y sindicales, cercenándose de esta forma las libertades democráticas.

Reclamamos al gobierno nacional, al Ministro del Interior, a la Fiscalía General , a la Defensoría del Pueblo, y a las autoridades judiciales, que se investigue y castigue a los responsables intelectuales y materiales de estos crímenes aberrantes.

Firmas:

Venezuela


Provea
Tomás Sánchez, diputado a la Asamblea Nacional
Nataly Vásquez, dirigente social, ex diputada a la Asamblea Legislativa del estado Miranda
Gonzalo Gómez, militante del PSUV, coordinador de Aporrea.org
Douglas Bravo, dirigente de Tercer Camino/Ruptura/PRV
Francisco Prada Barazarte, dirigente de Tercer Camino/Ruptura/PRV
Julio Fandiño, dirigente de Tercer Camino/Ruptura/PRV
Lusbi Portillo, coordinador general de la Sociedad Homo et Natura
Luis González, Radio Ecos 93.9 FM (Mérida)
Patricio Silva
Gerardo Sosa, secretario general de Sindicato de Obreros de la ULA
Félix Martínez, secretario general de Singetram (Mitsubishi)
Vladimir Aguilar, profesor de la Universidad de Los Andes (ULA) y director del Cepsal
Liccia Romero, profesora de la ULA
Eberth Cardoza, profesor de la ULA
Juan Carlos La Rosa, Sociedad Homo et Natura
Manuel Sutherland, Asociación Latinoamericana de Economía Marxista
Carmen Pulido, presidenta del Centro de Estudiantes de Medios Audiovisuales de la ULA
Marielsa López, doctora en Educación, consultora en materia educativa
Nelly Arenas, socióloga, profesora jubilada Cendes, Universidad Central de Venezuela
Jacqueline Richter, profesora de la escuela de Derecho de la UCV
Maria Eugenia Talavera, profesora Universidad Simón Bolívar
Humberto García Larralde, profesor jubilado UCV, representante profesoral Consejo Universitario
Consuelo Iranzo, socióloga, profesora del Centro de Estudios del Desarrollo (Cendes), UCV
Alfredo Caraballo, sociólogo, profesor jubilado de escuela de Sociología, UCV
Felipe Pacheco, Ingeniero/Profesor IUTLV-Directivo del Colegio de Ingenieros ARAGUA
Antonio Espinoza, Ingeniero/Profesor IUTLV - Directivo de Sindicato de Profesores IUTLV
Eduardo Solórzano, médico Veterinario UCV/Profesor IUTLV- Dirigente Nacional PASO a la Nueva Democracia
Richard Cabrera, Ing. Agronomo - Ex dirigente estudiantil UCV
Pedro León, Topógrafo - Dirigente Nacional PASO a la Nueva Democracia
Sixto Hernández, Dirigente sindical Obreros de UCV ARAGUA
José Luis Parada, Delegado de Seguridad Empresas POLAR-Cojedes
Mayari Betancourt, Representante estudiantil UNA-Cojedes
Edith Rivero, Médico Veterinario UCV/Profesora UNERG
Fabricio Briceño, ex delegado estudiantil Consejo Universitario UCV
Ricardo Verenzuela, Lic. Artes/UCV - Profesor UNEARTE
Vladimir Villegas, Periodista. Ex Secretario General del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa, Ex Palarmentario Nacional, conductor Programa Vespertino en Unión Radio
Williams Echeverría, Presidente del Colegio Nacional de Periodistas
José Gregorio Salazar, Periodista, Presidente del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa, Miembro de la Federación Internacional de Periodistas
Mario Villegas, Periodista, Ex Secretario General del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa
Francisco Iturraspe, Abogado, Director de Postgrado de Derecho del Trabajo UCV
César Luis Barreto, Abogado, Ex Inspector del Trabajo de Caracas, Prof. UCV y USM, Ex Asesor Jurídico Sindicato Nacional Trabajadores Administración de Justicia, Sindicato Pepsi Cola Caracas
Mercedes Valentina Mancini, Abogada, Ex Consultora Jurídica del Ministerio del Poder Popular para la Planificación, Ex Asesora Jurídica Sindicato Metro de Caracas
Rafael Alfonso Guzmán, Ex Presidente de la extinta Corte Suprema de Justicia, Prof. Emérito Derecho del Trabajo UCV, Jurisconsulto Derecho del Trabajo
Hermánn Vásquez, Ex Juez Superior 3° de Caracas, Prof. UCV y Universidad Vargas
Luis Oquendo Rotondaro, Ex Juez de Primera Instancia del Trabajo de Caracas, Prof.UCV, Universidad Metropolitana y Universidad Marítina
Alexis Febres Chacoa, Ex Juez de Primera Instancia del Trabajo de Caracas
Rocco Otello, Ex Juez de Primera Instancia del Niño, Niña y Adolescentes en Los Teques, Estado Miranda.
Gloria Martínez de Bolívar, Ex Juez de Primera Instancia del Niño, Niña y Adolescente en Caracas
Laerte Texeira, Miembro del Comité Ejecutivo de la Central Sindical de las Américas
Esperanza Hermida, Ex Presidenta Sindicato Nacional de Trabajadores Administración de Justicia, ex miembro Comité Ejecutivo de la Central Sindical de las América
Argenis Acuña, Ex Presidente Sindicato Nacional de Trabajadores Administración de Justicia
Capítulo Venezolano de la Plataforma Interamericana de Derechos Humanos, Democracia y Desarrollo
Periódico El Libertario
Mirtha Durand R., comunicadora social
Alejandro Mendible Z. historiador, profesor UCV
Yamila Mérida D., antropóloga
Carlos Mascareño, ingeniero, profesor UCV
Nora Ovelar, educadora, profesora UCV
Adícea Castillo, profesora, Centro de Estudios de la Mujer-UCV
Héctor Silva Michelena, exdecano FACES-UCV
Luis Salas Rodríguez, sociólogo, investigador, editor del blog: www.surversion.wordpress.com
Osmary Escalona, Combate Obrero, dirigente sindical Barquisimeto estado Lara
Carlos Novo, profesor de UPEL-Instituto Pedagógico de Caracas, ex-presidente de la Federación de Estudiantes Universitarios de Venezuela (periodo 1998-2000)
Oswaldo Pacheco, PASO a la Nueva Democracia
Cristóbal Rodríguez, profesor de la Universidad de Los Andes
Partido Revolucionario de los Trabajadores
Diana Cordero, Insurrectas y Punto
Antonio Rafael Tineo Bello, profesor de la ULA
Mabel Mundó, profesora Cendes/UCV
Manuel Cedeño Berrueta, traductor, Caracas
Olga Porras, profesora ULA
Centro de Medios Independientes de Venezuela (Indymedia)
Pastora Medina, diputada Asamblea Nacional, Venezuela
Movimiento Solidaridad Laboral, Orlando Chirino, Rodrigo Penso, Pedro Rondón, Pedro Arturo Moreno, Frolián Barrios, Manuel Delfino, Luis Irausquin, Oscar Moreno, Bogar Pérez
Liga de los Trabajadores por el Socialismo (LTS)
Mario Peralta, profesor ULA
Raquel Barrios, militante del PSUV
Dario Gómez, profesor de historia, exdirigente estudiantil Upel
Frente Clsista Argimiro Gabaldón, Barquisimeto, estado Lara
Genny Castillo, Coalición de Trabajadores y Trabajadoras Telecom Venezuela C.A.
Francisco Elías Prada-Angela Rodríguez Torres, Red horizontal Ojos Ilegales
Liceo Bolivariano Simón Rodríguez
Carlos J. Acosta lo
Colectivo Utópicos y Alternativos
Edgar Alexander Sira Montiel, estudiante de sistemas de calidad y ambiente UPAEB, estado Lara
Ninoska Lazo García
José Javier León, docente de la Universidad Bolivariana de Venezuela
José Javier Franco
Andrés Rodríguez, estudiante de Estudios Políticos de la UCV
Oriana Rodríguez, estudiante de la UCV
Gender Salazar, Colectivo DespiertaMente!
Milena Frontado, Lic. Biología Pura
Miguelangel Arteaga
Frente del Sector Marítimo para la Construcción del Socialismo
Fresia Ipinza, Anticorrupción Interpelación Popular Organizada (AIPO)
José María Cadenas, psicólogo, profesor jubilado de la UCV
Unidad Socialista de los Trabajadores (UST)
Jenny Farías de Estefany, periodista, docente universitaria
Héctor Lucena, coordinador de Mención Estudios del Trabajo,
Luis Fuenmayor Toro, expresidente de Apucv y exrector de la UCV
Carlos Genatios, exministro de Ciencia y Tecnología, profesor de la UCV
Luz Mely Reyes, periodista, Ultimas Noticias
Luis Carlos Silva, ingeniero
Salvador Navarrete, médico
Margarita López Maya, historiadora, profesora UCV
Camilo Arcaya, doctor en Fiolosofía
Luis Lander, profesor Faces/UCV
Clavel Rangel Jiménez, periodista de la fuente laboral, Correo del Caroní
Mauricio Phelan, profesor, coordinador académico FACES-UCV
Jessie Blanco, profesora, coordinadora de Comisión de Investigación, escuela de Sociología-UCV
Maritza Martínez, profesora, jefa de departamento de Análisis Histórico, escuela de Sociología-UCV
Irama la Rosa, profesora, coordinadora de Comisión de Extensión, Sociología, UCV
Colectivo Pueblo Rebelde, estado Apure
Freiman Páez García, diputado regional estado Apure, militante del PSUV
Angel Taioli, representante estudiantil en Consejo de Escuela de Sociología, UCV
Emerson Cabañas, presidente del Centro de Estudiante de Sociología, UCV
Colectivo Socialismo Revolucionario
Consejo de la Escuela de Sociología de la UCV
María Gabriela Colmenares, profesora de la UCV
Mariella Rosso

Argentina

Juan Carlos Coral, ex diputado nacional -mandato cumplido- 2. Marcelo Parrilli, diputado Ciudad de Buenos Aires
Liliana Olivero, diputada provincia de Córdoba
Eduardo Lucita, EDI-Economistas de Izquierda
Aldo Casas, Herramienta-FDDS
Vilma Ripoll, MST-Nueva Izquierda
Gustavo Funes, PCR-Partido Comunista Revolucionario
Osvaldo Barros, Asociación Ex Detenidos Desaparecidos
Norberto Señor, ATE-Gran Buenos Aires Sur-Lomas de Zamora 10. David Rey, Corriente Socialista El Militante
Pablo Goodbar, Agrupación Semilla Ramírez-UBA-Universidad de Buenos Aires
Juan Michli, PCT-Partido Comunista de los Trabajadores
Eduardo Sartelli, Razón y Revolución
Oscar Kuperman, PRCm/l
Ricardo Properzi y Víctor Quiroga, FOS-Frente Obrero y Socialista
Jerónimo Altschuler, FOL-Frente de Organizaciones en Lucha 17. Christian Castillo y José Montes, PTS-Partido de los Trabajadores Socialistas
Myriam Bregman, Centro de Profesionales por los Derechos Humanos-Ceprodh
Héctor “Chino” Heberling, Dirección Nacional Nuevo MAS - Roberto Sáenz y Roberto Ramírez (Corriente Socialismo o Barbarie Internacional)
Guillermo Silva, Jorge Ayala, Delegados FATE-Sindicato del Neumático
Andrea Salmini, Kiko Vignoles, Comisión Interna Prensa Diario Crónica
Marina Alonso, Congresal SUTEBA Agrupación Carlos Fuentealba
Walter Espinoza, Delegado Frigorífico Ecocarnes
Silvana Piñeyrúa, Delegada Hospital Garrahan
Ernesto Aldana, Frente de Trabajadores Combativos-FTC
Martín González, Agrupación Juvenil Ya Basta!!
Leonardo Sinistri, Abogados Laboralistas de Izquierda
Inés Zadunaiski, Agrupación de Género Las Rojas
Daniel Rodríguez, A la izquierda del dial Programa de radio
Rodolfo Onesti, Periódico Socialismo o Barbarie
José Castillo y Juan Carlos Giordano, dirigentes nacionales Izquierda Socialista
Rubén “Pollo” Sobrero y Edgardo Reynoso, Comisión de Reclamos Cuerpo de Delegados ferroviarios TBA-Sarmiento
Angélica Lagunas, Comisión directiva docentes ATEN Capital-Neuquén por la Minoría
Paula Alfaro y Oscar Fernández, Congresales SUTEBA Lomas DE Zamora
Liliana Duarte, Daniel Ferraro, Marcelo Alderete y Stella Duarte, Delegados SUTEBA Lomas de Zamora
Isabel Guzmán, Tribunal de disciplina Ctera-Delegada docente SUTEBA General Sarmiento
Graciela Calderón y Olga Ortigoza, Comisión Directiva SUTEBA-La Matanza por la Minoría
José Guzmán, Familiares Víctimas de Cromañón-AVISAR
Armando Aligia, Prosecretario Gremial Seccional Bariloche ATE-Delegado General Junta interna ATE Centro Atómico Bariloche
Víctor Garay, Delegado Hospital Francés
Aldo Videla, Comisión Directiva Unión Obrera Gráfica-Córdoba
Mónica Méndez, Comisión Directiva Nacional FESPROSA-Federación de Profesionales de la Salud Argentina
María Isabel Giordano, Delegada Hospital Córdoba-ATE
Cecilia Vázquez, Comisión Directiva-Asoc. Gremial Docente-Medicina-UBA
Horacio Menchaca, Delegado Publicidad-Bs. As.
Viviana Carranza, Nelsa Bou Abdo, Héctor Maldonado y Pablo Lopreiato, Congresales por la oposición Foetra-Telefónicos-Bs. As.
Pedro Cuchallo, Secretario General Seccional 28 de Octubre de AOMA- Córdoba
Eduardo Paredes, Vocal Comisión directiva Luz y Fuerza Laboulaye-Córdoba
Otto Giachero, Delegado escolar y departamental UEPC-Córdoba
Julio Cabrera, Delegado escolar UEPC y Secretario de Salubridad Laboral CTA-San Francisco-Córdoba
Marcela Martín, Delegada ATE y Secretaria General CTA Punilla
Carlos Freytes Bazan, Delegado ATE-Córdoba
Patricia Parola, Delegada escolar UEPC
Mariano Soria, Delegado escolar UEPC
Carolina Goicochea, dirigente sindical docente, La Rioja, Argentina
Horacio Pavón, dirigente sindical estatal, La Rioja, Argentina
Alejandro Lipcovich, presidente de la Federación de Estudiantes de la Universidad de Buenos Aires (Fuba)
Partido Obrero, Jorge Altamira, Néstor Pitrola y Marcelo Ramal
Claudia Ferrero, abogada, miembro de Apel (Asociación de Profesionales en Lucha)
Manuel Martínez, Socialismo Libertario
Andrea Fabiana Joaquín, auxiliar de escuela, La Plata
Mesa Ejecutiva y Representativa (presidentes de Centros de Estudiantes) de la Federación Universitaria de Buenos Aires (Fuba)

Bolivia

Martín Camacho, Socialismo o Barbarie
Carlos Rojas, Agrupación la Protesta
Walter Molinedo, Bloque de Juntas Vecinales Revolucionarias de El Alto

Brasil

Sindicato dos Trabalhadores Universidade Federal Fluminense (Río de Janeiro)
Sindicato dos Trabalhadores no Servicio Público Federal do Estado do Pará, Pará
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua, Marituba Benevides e Santa Izabel do Pará, Pará
Antonio Carlos Soler Praxis, Brasil
Plinio Arruda Sampaio, candidato del PSOL a la Presidencia de la República
Milton Temer, candidato al Senado por el PSOL, Río de Janeiro
Babá, ex diputado federal, dirección nacional del PSOL
Renatinho, Vereador de Niterói PSOL Río de Janeiro
Paulo Eduardo Gomes, exvereador de Nitéroi , PSOL, Río de Janeiro
Sindicato dos Trabalhadores Quimicos de Sao Jose e Regiao Sao Paulo
Raul Marcelo, Deputado Estadual PSOL - São Paulo
Fernando Silva (Tostão), Executiva Nacional PSOL

Costa Rica

Víctor Artavia y Esteban Fernández, PST

Cuba

Armando Chaguaceda, www.havanatimes.org

España

José Rodríguez, Delegado Seat, CCOO
Pepe López, Sindicalistas Solidarios UGT
Juan José López y Andrés Lava Navarro, Sindicato del Metal UGT
Rosa Reche Barralhiera y Mireia Augusto Carballo, Delegada Sindicato de la Limpieza CCOO
Olga Carballo Fernández, Sindicato de Limpieza CCOO
Pedro García, Rafael Sánchez García y Eufrasio Benavente Valderrábano, C.N.T
Miguel Expósito Jove y Jordi Expósito Gómez, C.N.T-AIT
Néstor Plana, Mercedes Torres, Serguei Carrascosa Cervilla y Ester Luna, Partido Comunista de España -marxista-leninista- 9. Zaida Morales Gallego, Pablo Craviotto, Roger Estella LLargués y Ernesto Arce, Izquierda Solidaridad y Acción de Barcelona
Clase contra clase

Estados Unidos

Guerry Hoddersen, Freedom Socialist Party

Francia

José Bustos, Ni calco ni copia, Saint Egreve
Ramate Keita, Socialismo o Barbarie

Honduras

Carlos Amaya, (Partido Socialista de los Trabajadores)

México

Luis K'Fong, codirector de la revista La Gota
Abraham Guzmán de Blas, secretario general del Sindicato Ünico de Trabajadores de la Universidad Autónoma de la ciudad de México (Sutuacm)

Nicaragua

Comité Obrero de Nicaragua

Perú

Hugo Blanco, histórico dirigente del campesinado peruano
Yásser Gómez, periodista, editor de Mariátegui, La revista de las ideas
Enrique Fernández Chacón, ex diputado nacional, dirigente de Uníos en la Lucha

República Dominicana

Herminio Galvan, coordinador nacional del grupo Multitud
Dendy Landela, Comité por el Desarrollo de Licey.
Elias Gomez, Coordinador del Comité juvenil de Navarrete, Santiago
Andres López, presidente de la junta de Vecinos en Liceo Santiago
Antonio Reinoso, presidente de la Juntas de vecinos de los Reyes, Santiago
Felix M. Mena, dirigente de Frente de Lucha Popular(FLUP) de Navarrete, Santiago
Juan Nuñez, profesor, dirigente en Santiago del Movimiento Independiente Unidad y Cambio-Miuca y del Partido Comunista del Trabajo
Luis Manuel Cabrera, presidente en funciones del Frente Estudiantil Socialista Democrático-FESD en el CURSA-UASD, Santiago
Genaro Rodriguez, Ex director del CURSA-UASD, Santiago
Humberto Peralta, Director del CURSA-UASD, Santiago ,
Victor Romano, director de educacion continua del CURSA-UASD, Santiago
Yolanda Santana y Candida Santana de la Coordinacion General de la Coordinadora de Mujeres del Cibao
Raquel Rivera de la direccion del Comite Hermanas Mirabal
Magdalena Cepin del Comite Unidos por los Derechos de la Mujer (CUDEM)
Leticia Martinez, secretaria de la de la Coordinadora de Mujeres del Cibao (CMC)

Enviar adhesiones a: laclase.info@gmail.com o a dateconfuria@gmail.com

“Diferença de classe” no SUS viola a Constituição

Escrito por Valdevir Both
26-Mai-2010

No processo constituinte de 1988, criamos no Brasil um sistema público de saúde (o SUS) para realizar uma ampla reforma da saúde no país. Um dos grandes sonhos de então, era transformar a saúde em um direito de todos, para acabar com a exclusão de grande número de pessoas do acesso à saúde, especialmente as mais pobres. O máximo a eles permitido era o acesso às "Casas de Caridade", que deles exigia um humilhante atestado de pobreza.

Lamentavelmente, e para a surpresa da sociedade brasileira, vinte anos depois da criação do SUS (Sistema Único de Saúde), parece que nos arrependemos do feito e "queremos" lhe tirar a essência, que é a universalização. Refiro-me aqui, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou procedente a ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que institui a chamada "diferença de classe". Ela permite que o cidadão pague uma diferença (quarto, médico, exames, medicamentos) e tenha um atendimento fora do padrão oferecido pelo SUS. Em outros termos, legaliza uma prática que já estava vigente, mas proibida.

Atuando longos anos na área da saúde, percebo a resistência do Cremers em implantar o SUS. Portanto, parece não haver nenhuma surpresa na ação movida. Obviamente, seria injusto se aduzisse esta prática a todos os indivíduos médicos. No entanto, a surpresa veio da mais alta corte de justiça do país, que em nome do argumento da "liberdade de escolha do paciente", da "ampliação dos serviços do SUS" (que até agora não entendi a que se referem) aceitou a utilização desta prática, que fere de morte o preceito constitucional da saúde como direito de todos. Explico-me!

Esta decisão do Supremo fortalece duas filas, dois tipos de atendimento. Um para os que podem pagar e outro para os que não podem pagar, os pobres. Aos primeiros, um atendimento digno; aos últimos, uma pequena cesta básica, um mínimo em nome do "possível", mesmo que isso lhe custe sofrimento ou até a morte.

A gravidade é que essa prática desconsidera o conteúdo fundamental dos direitos humanos, que exige que a política pública não faça nenhuma distinção entre as pessoas na efetivação dos seus direitos. O fato já me leva a imaginar sua triste conseqüência, a dizer, cidadãos, completamente fragilizados em seus leitos, e rodeados por seus próximos, precisando negociar com o complexo hospitalar a continuidade do seu direito mais básico, o direito à vida.

Ao invés de o STF se posicionar favoravelmente à ação que institui a "diferença de classe", deveria exigir dos entes federados a implantação plena do SUS, estendendo o atendimento digno a todos, e não somente aos que podem pagar.

Afinal, se todos são sujeitos de direitos, por que para um grupo apenas o mínimo? Eis que urge fazer cumprir o que reza a Constituição em seu artigo 196: ‘A saúde é direito de todos e dever do Estado’!

Valdevir Both é diretor geral do CEAP e professor do IFIBE.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O PSTU é o responsável pelo impasse na construção da Nova Central


UNIDOS POR UMA CENTRAL SINDICAL E POPULAR

O PSTU é o responsável pelo impasse na construção da Nova Central
Fonte: Coordenação da Unidos Pra Lutar

Ao longo deste ano, correntes, movimentos e dirigentes sindicais trilharam o importante caminho da unidade necessária para o objetivo de superar a falta de uma direção classista e autônoma para a classe trabalhadora, órfã com a cooptação da CUT pelo governo.

Com esse espírito concordamos em convocar o Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT) que foi precedido de seminários e assembléias em todo país.

A conjuntura de construção do CONCLAT, rumo a uma nova Central, é diferente da que vivemos na fundação da CUT. Aquela foi de grande mobilização, que deu origem a milhares de novos dirigentes, num processo de organização sindical de massas. Hoje, apesar de importantes lutas, não vivemos um ascenso generalizado.

Esta análise é fundamental na atual reorganização do movimento. A falta da pressão do ascenso exige que deva primar o critério unitário, de consenso e esforço para integrar todos os setores e movimentos que participam e não a simples disputa de aparatos onde quem tem uma maioria circunstancial impõe sua política para “anexar” os demais setores.


O PSTU é o responsável pelo impasse na construção da Nova Central

Somente com esta compreensão o CONCLAT poderia dar o passo qualitativo da fundação, efetiva, de uma nova central, classista autônoma e democrática. A UNIDOS PRA LUTAR defendeu que, para aprovar questões como concepção, estrutura e funcionamento, deveríamos utilizar um critério de, no mínimo, dois terços (2/3).

Alertamos desde o mês de abril, nas reuniões da Comissão de Reorganização e nos debates sobre o Estatuto, que essa deveria ser sua forma de funcionamento, pois, já no Seminário de novembro, ficou nítido o problema em relação a esses temas, os quais paralisaram os seminários, e quase colocaram em risco a realização do CONCLAT. Reafirmamos essa posição em nossa Tese e na proposta de Regimento do Congresso.

Os companheiros da Intersindical tiveram a mesma preocupação e apresentaram a proposta de votação em dois turnos. Coerentes com a lógica de um primeiro congresso.

Infelizmente, o PSTU, nessa oportunidade, priorizou a disputa de forças e o método de rolo compressor, sem a sensibilidade do momento e a verdadeira necessidade de construir com todos. Ao seguir dessa forma durante todo o Congresso, como resultado obteve a retirada de cerca de 40% dos delegados que não aceitaram o ultimatismo imposto, desconsiderando as posições de quase metade do Congresso.

O PSTU claramente centralizou seus esforços na disputa de aparato, fato comprovado durante o CONCLAT, que pouco debateu sobre programa, calendário de lutas, fortalecimento das oposições, coordenação das mobilizações que enfrentam os governos e os patrões. Isso se refletiu nos grupos de discussão onde o centro de suas preocupações não foi escutar a base das categorias, suas demandas e preparar as campanhas salariais.

Dois fatos demonstraram aos delegados a indisposição da direção do PSTU para a composição diante das diferenças e levaram à saída de parte importante da bancada do Congresso. O estopim foi a questão do nome da central.

Apesar de o PSTU querer minimizá-la, sua imposição mantinha a nova central atrelada ao nome da antiga CONLUTAS. Exclusivamente para demonstrar a sua hegemonia. Ademais, no início do processo, a própria Conlutas votara abrir mão do nome em função da nova central e a Intersindical desautorizou o uso de seu nome, fatos que foram ignorados pelo PSTU em desrespeito com as demais forças no Congresso.

Outro fato, foi a integração de setores estudantis e movimentos anti-opressão que muda o caráter classista da Central. E com incorporação imediata destes setores na direção votada neste CONCLAT, quando não tinha havido nenhum debate prévio para escolher seus representantes, diferentemente dos trabalhadores e setores populares. Por isso, é falso o argumento do PSTU que se rompeu a central por causa do nome e porque não aceitamos nos submeter “democraticamente” à votação da base.

A retirada das delegações aconteceu porque o PSTU ignorou a opinião de quase metade do Congresso. Desconheceu o novo momento que requeria disposição à composição de fato. Deu primazia à disputa da hegemonia, ao invés de buscar de todas as formas os consensos e o respeito para com os demais setores. Impôs uma maioria circunstancial para fundar uma central que, para o PSTU, seria a mera continuidade da antiga CONLUTAS (até no nome). Mesmo assim, frente a esta realidade, o PSTU insiste em anúncios de que se fundou uma nova central, quando o fenômeno da unificação da nova central era a unidade entre a Conlutas, a Intersindical e a integração de outros movimentos.

A Intersindical se foi por não compactuar com os métodos e a política do PSTU. A Intersindical se foi e mesmo assim o PSTU insiste em falar em nova central. O que existe de “novo” é uma Conlutas, que incorporou alguns setores do CONCLAT. A UNIDOS também não aceitou tais imposições.

Ao PSTU, por ser maioria, cabia a responsabilidade maior para que o processo concluísse de forma positiva, mas, não, levou o CONCLAT a um impasse. Por esse motivo não se fundou uma Nova Central.


O PSTU não quer construir uma central classista

Um debate importante que devemos fazer é a posição policlassista que o PSTU tenta impor à nova ferramenta da classe trabalhadora, desprezando a posição de importantes setores, como a UNIDOS PRA LUTAR, a Intersindical, o MTST e o MAS. Esses defenderam uma central verdadeiramente da nossa classe: sindical e popular. Defendemos a unidade e os direitos das mulheres trabalhadoras, somos contra o racismo e a homofobia. Defendemos que na Nova Central se organizassem esses setores que não possuem base definida, de forma horizontal, sem direito a voto, mas garantindo a necessária unidade com todos os setores explorados e oprimidos. Evitando o erro de dupla representação da extinta Conlutas. Defendemos que as mulheres, negros e homossexuais trabalhadores devem se organizar em suas entidades de classe

Reivindicamos a verdadeira unidade entre os trabalhadores e a juventude, tendo a clareza de que esse setor da sociedade é policlassista. Na perspectiva da luta socialista, os estudantes sabem que devem estar sob direção da classe trabalhadora. A educação, da combativa juventude estudantil que nos apoiou na construção do CONCLAT, para a luta socialista, deve rejeitar a manipulação do sentimento unitário de defesa dos direitos desses setores para impor uma concepção de central policlassista. Na prática, a incorporação imediata desses setores serviu para incluir nas instâncias da nova central, inclusive em sua direção, um dirigente biônico, uma vez que o movimento estudantil e de opressões não elegeram delegados ao congresso.

Verificamos, também, no Congresso da Conlutas, um exemplo claro em que a participação de movimentos sem base definida e sem nenhum tipo de limitação determinava quem deveria dirigir nossa classe. Isso é capitulação à onda da social democracia e dos movimentos ao estilo do Fórum Social Mundial de diluição da classe trabalhadora. A rebelião e a resistência expressaram a vontade de construir uma ferramenta sindical e popular realmente NOVA, democrática, de classe, autônoma e combativa.

Continua a batalha pela construção de uma Nova Central Classista, Autônoma e Democrática

Frente ao impasse, a UNIDOS continua firme, na luta por uma central sindical e popular classista, autônoma e democrática. Esse desafio ganha força com a rebelião de base no CONCLAT.

Para poder avançar precisamos de muita democracia interna e respeito entre as forças que se dispõem a construir a nova ferramenta. A democracia operária nada tem a ver com as manobras de um partido para impor sua vontade a outras correntes e aos próprios trabalhadores. Insistimos na necessidade de atuarmos na busca de consensos. Essa foi a metodologia que permitiu uma atuação vitoriosa durante um ano e meio (FSM em Belém, Jornadas de Lutas e Calendário Unitário, Seminários Estaduais e o Nacional e finalmente, chegar ao CONCLAT).

Chamamos ao conjunto d@s lutador@s, à Intersindical e ao MAS, e também a setores que permaneceram no Congresso, como os companheiros do MTST, Conspiração Socialista, BRS e MTL e demais sindicalistas, a seguirmos firmes na construção da nova central, que será possível mediante a rediscussão sobre o caráter da central, o nome com o qual chamará à incorporação de múltiplos setores de trabalhadores e a garantia da mais ampla democracia. Nesta etapa, deveremos avançar pela busca de consensos. Está nas mãos do PSTU a possibilidade de avançarmos. É necessário que avancem em direção à resolução do impasse, para que de fato possamos construir essa NOVA ferramenta.

A UNIDOS PRA LUTAR fará todos os esforços para, junto aos demais setores, coordenar ações para um forte calendário de lutas, unificar as campanhas salariais das diversas categorias e fortalecer as oposições sindicais na luta contra o governo e os patrões e na disputa da direção de nossa classe contra a CUT, Força Sindical e demais centrais pelegas.

Esperamos que esse processo de intervenção comum na luta de classes leve ao passo decisivo de construção da NOVA CENTRAL.

São Paulo- SP, 10 de junho de 2010

Coordenação Nacional da UNIDOS PRA LUTAR
Extraído de CST Nacional

Venezuela:panorama político e sindical

Zulia: Estudiantes reclaman por violación de derechos humanos y constitucionales

Estudiante herida
Por:
CMI Venezuela

Estudiantes, representantes y docentes del liceo Bolivariano Nicolás Arámbulo ubicado en la población de Cuatro Esquinas del municipio Francisco Javier Pulgar del Estado Zulia vienen estableciendo desde octubre de 2009 una serie de denuncias en las que exponen la violación sistemática de derechos fundamentales como el derecho a la educación, al trabajo y a la integridad física, los cuales son transgredidos por el alcalde Luís Ruda, la Jefa Escolar Municipal Belkis Gómez y el consejero de protección Miguel Bolívar.

Elias Jaua prohíbe a entes del Estado firmar contrataciones colectivas sin autorización presidencial

Elías Jaua
Por:
Provea/Prensa

En un oficio institucional enviado por el Vicepresidente Ejecutivo de la República, Elias Jaua Milano, al Ministro del Poder Popular para las Industrias, José Khan, de fecha 21.05.10, le informa que ningún ministerio, instituto, empresa o fundación del Ejecutivo Nacional esta autorizado para:
- Realizar ajustes de precios en los bienes que producen o en los servicios que ofrecen
- Firmar contratos colectivos
- Realizar ajustes salariales o bonificaciones al personal

Despiden a trabajador por denunciar alimentos descompuestos de PDVAL

En PDVAL se alborotó el mosquero
Por:
Agencias/Laclase.info
¡Tremenda "Revolución"!

Ni Diosdado ni Ramírez salieron de sus cargos por su responsabilidad en la pérdida de más de 70 mil toneladas de alimentos. El gobierno optó más bien por despedir al trabajador que denunció la existencia de los contenedore con comida podrida.

Ministros de Energía y Ambiente se contradicen acerca del derrame petrolero del Lago de Maracaibo

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Por:
Laclase.info
Incompetencia gubernamental raya en lo criminal

Las comunidades que viven en las costas del Lago de Maracaibo han sufrido el impacto del derrame petrolero, hay numerosos enfermos y lesionados por el contacto con el petróleo y por consumir pescado contaminado. Sin embargo, para el ministro del Ambiente, Alejandro Hitcher, no hay ninguna emergencia en el Lago, y de manera campante se reconoce que el gobierno no aplica ningún plan de contingencia. Cuatro días antes de estas infelices declaraciones, el ministro de Energía y Petróleo, Rafael Ramírez, aseguraba que el derrame sería limpiado por PDVSA.

Fran Luna: "La gerencia de PDVSA quiere mano de obra barata y por eso viola los derechos de los trabajadores"

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Por:
Laclase.info
Desconocen el contrato petrolero en las empresas Atlantida y Z&P

El dirigente obrero Francisco "Fran" Luna, quien es Secretario Ejecutivo de la Futpv, viene asumiendo la vocería pública de los reclamos que corren de boca en boca en los muelles y las demás instalaciones petroleras de la Costa Oriental del Lago (COL). Lejos de la imagen que vende el gobierno de una "Nueva PDVSA", la burocracia gerencial hace y deshace con los derechos de los trabajadores, pues a juicio de Luna, "la dirigencia sindical traidora de VOS y la tecnocracia roja-rojita hoy forman una llave antiobrera cuyo propósito es abaratar la mano de obra a como dé lugar".

Entrevista con Leonel Grissett y Juan Valor, sindicalistas enjuiciados por protestar

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Por:
Pepe El Toro (El Libertario)

Una empresa: Sidor. Un crimen: defender los derechos de los trabajadores

Juan Valor ingresó en el año 1976 a Sidor a través de una beca-salario que le permitió estudiar mecánica. Su experiencia en la siderúrgica ha sido interrumpida sólo dos veces en su vida: en 1982, durante dos años, cuando intentó ser boxeador profesional. La segunda en 1993 al ser despedido por un año por sus labores sindicales en defensa de los trabajadores, especialmente los llamados tercerizados, que no forman parte de la nómina fija y tienen menos derechos que sus pares.

Mérida: Unidad Socialista de Izquierda en campaña para tener tarjeta nacional

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Por:
Diario Frontera

Simón Rodríguez Porras, militante de la Unidad Socialista de Izquierda, explicó que "la USI es un partido que estamos construyendo a nivel nacional, fundamentalmente dirigido a la clase trabajadora. Entre sus dirigentes más importantes están Orlando Chirino, coordinador nacional de la Unión Nacional de Trabajadores, y José Bodas, quien es Secretario General de la Federación Unitaria de Trabajadores Petroleros."

Repudio mundial ao massacre praticado por Israel à Flotilha da Liberdade


Aconteceu em águas internacionais, na escuridão da noite e foi precedido pelo corte de todas as comunicações dos navios da “ Flotilha da Liberdade”. Comandos de elite israelenses atacaram a partir de helicópteros, com armas de guerra a uma flotilha de 08 barcos com 700 passageiros desarmados que levavam alimentos e remédios para a Faixa de Gaza ,sitiada por Israel, assassinando 19 pessoas e ferindo dezenas.

O fato desencadeou um quase repudio mundial. Na Turquia, de onde vinham boa parte dos ativistas solidários, houve massivas manifestações: “ Morte a Israel”, “ Soldados turcos, partam para Gaza!”, gritavam os manifestantes reunidos na praça central Taksin em Istambul. Houve também manifestações em dezenas de cidades do mundo, incluindo a Argentina. Sob pressão dos movimentos de massa, vários governos que normalmente são cúmplices de Israel, como a União Européia, França, Espanha e Turquia, questionaram a bárbara ação sionista. O governo palestino de Gaza, Ismail Hanieh, assinalou que “ a verdadeira face de Israel foi exposta à comunidade internacional”.

A Faixa de Gaza é uma pequena região costeira (45 Km de comprimento e 10 de largura), cujas indústrias e 75% das construções foram destruídas ou gravemente danificadas pelos bombardeios israelenses. Ali vivem um milhão e meio de habitantes que estão bloqueados por Israel há três anos que só permite que entre alguns produtos em quantidade insuficiente. È como um gigantesco cárcere a céu aberto.

Grande parte de sua população são refugiados ou filhos de refugiados que foram expulsos de seu país, Palestina que está ocupada desde 1948. Gaza é governada pelo Hamas, uma organização islâmica dissidente do governo central da Palestina. Israel pretendia derrubar o governo de Gaza no final de 2008 e início de 2009 com uma invasão e bombardeios com todo o poder de seu exército, assassinando 1.500 palestinos. Embora tenha fracassado em seu objetivo, o bombardeio e o bloqueio provocaram uma catástrofe humanitária entre a população de Gaza. Faltam comida, remédios e material de construção.

Por isso, cresce em todo o mundo um movimento de solidariedade, exigindo o fim do bloqueio. A flotilha, que era parte desse movimento, transportava 10.000 toneladas de ajuda humanitária, incluindo material de construção, equipamentos médicos e produtos de necessidades básicas. Viajavam nos navios da chamada “ Flotilha da Liberdade” 750 cidadãos de 40 países, entre eles mais de 20 parlamentares europeus, uma ex-congressista estadunidense, um prêmio Nobel da Paz e uma judia sobrevivente do Holocausto.

Esse feito mostra a todo o mundo o caráter genocida do Estado de Israel que é apoiado com armas e dinheiro yanqui . As tímidas condenações da ONU e de vários países não bastam. Há que se iniciar uma campanha mundial de boicote a Israel como a que se realizou contra a África do Sul na década de 80 que contribuiu para a queda do regime de apartheid. Esta é uma causa da Humanidade. Não se trata de religiões, nem de islâmicos contra nem judeus. Ambas são religiões respeitáveis. Trata-se de um regime colonizador e genocida que roubou um país, a Palestina, com o apoio do imperialismo mundial e está massacrando a sua população palestina original.

Concretamente, há que se exigir hoje de todos os governos e de todas as organizações sindicais, científicas, desportivas e culturais a ruptura de todo o tipo de relações com o Estado de Israel, incluindo as empresariais e comerciais, como fizeram no ano passado a Bolívia e a Venezuela, assim como exigir a ruptura do tratado do Mercosul com Israel. E a exigência do imediato levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza e envio de ajuda massiva. Este bloqueio se romperia facilmente se a União Européia e o Egito quisessem. Há que se exigir que o façam. E denunciar por cumplicidade com os genocidas todos os governos que mantenham relações com este Estado. Em particular, há que se exigir em nosso país, principalmente ao governo do nosso país. Também a oposição patronal, a seus governos estaduais a ruptura de todas as relações com o estado genocida de Israel, já!