quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Posição do Movimento dos Atingidos por Barragem frente ao apagão

A notícia:
No dia 10 de novembro à noite, pouco depois das 22 horas, ocorreu um apagão de energia elétrica e durou em torno de 4 horas até voltar à normalidade. O apagão atingiu 18 estados, onde SP, RJ, ES e MS o desligamento foi total. Milhares de cidades foram afetadas. Dias antes, o povo brasileiro havia sido informado de que as empresas haviam cobrado indevidamente 7 bilhões de reais nas contas de luz.

Estamos assistindo a um conjunto de explicações e versões que, em grande parte, não revelam o teor e as verdadeiras causas que levam a ocorrer fatos como este do desligamento da energia para milhões de brasileiros.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) não quer alimentar o circo estabelecido entre empresas, governos e setores que representam o modelo privatista de FHC e Serra*. Eventos como o que aconteceu podem ocorrer e mais do que discutir o fato em si, devemos aproveitar este momento para intensificar o debate para o que nos parece central: a insustentabilidade e o mal que o atual modelo faz para o Brasil e a necessidade da criação de um novo projeto energético e social.

Por isso, nossa posição está dirigida ao povo brasileiro e a todos aqueles setores que estão mais preocupados em construir um projeto popular para o Brasil - com soberania energética e sob controle popular - do que com as disputas eleitorais que tendem a ser o principal pano de fundo desta polêmica.

A princípio, o setor elétrico deve ter todas as medidas de prevenção garantidas para que não ocorram estes problemas.

No nosso entendimento, a causa principal do apagão é:
1. O modelo energético neoliberal, que privatizou e entregou o patrimônio do povo nas mãos de grandes empresas privadas transnacionais, vai em direção contrária aos interesses do povo brasileiro. Este modelo teve início nos anos 90, principalmente nos governos Collor e FHC, e em grande parte perdura até os dias de hoje*;

2. Este modelo transformou a energia elétrica em uma mercadoria com o objetivo principal de extrair as mais altas taxas de lucro tendo como principal forma a negação dos direitos das populações atingidas e a cobrança dos mais altos preços nas contas de luz;

3. Com isso nos distanciamos ainda mais da soberania energética, e ficamos subordinados aos interesses dos grandes grupos econômicos mundiais que passam a tomar as decisões estratégicas e se apropriam do patrimônio público nacional;

4. Todo este modelo é dirigido pelo capital financeiro baseado na especulação, na super-exploração dos trabalhadores e na destruição da natureza;

5. A privatização da energia fracionou o setor elétrico em geração, transmissão, distribuição e em comercialização de energia elétrica, o que torna o modelo menos eficiente e mais suscetível a problemas como ocorreu;

6. A criação de mecanismos como a ANEEL, a ONS e a CCEE, espaços controlados pelas empresas privadas, servindo aos interesses destas;

7. Os privilegiados são os grandes consumidores, setor eletrointensivo exportador, os chamados consumidores livres, que não são mais de 665 empresas (como a Vale, Gerdau, Votorantim, entre outros). Devido aos subsídios que recebem, pagam menos de 5 centavos pelo kw, enquanto o povo brasileiro nas suas residências paga mais de 50 centavos pelo mesmo kw de energia. O povo brasileiro paga 10 vezes mais que as grandes empresas;

8. Chamamos atenção especial que o apagão de 1999 e de 2001 serviram para que através do ‘seguro apagão’ o povo brasileiro pagasse 45,2 bilhões de reais (dados do TCU) nas contas de luz todo mês. Além disto, o pânico de escassez ajudou as empresas e a Aneel justificarem aumentos nas contas de luz (mais de 400% nos últimos anos) e acelerou a construção de novas barragens;

9. Esta lógica instalada no setor elétrico, de extrair as maiores taxas de lucro com o menor tempo possível, faz apressar e passar por cima de normas e procedimentos necessários para o bom funcionamento do setor. Redução de equipes e de quadro técnico, trabalhos terceirizados, trabalhadores mal remunerados, precarização e intensificação do trabalho, redução de exigências ambientais estão entre algumas das várias ações práticas que se pode verificar no dia a dia;
10. Alertamos que os freqüentes erros que estão vindo a público, como o reconhecimento através da CPI da ANEEL dos altíssimos preços cobrados e o escândalo da cobrança irregular dos 7 bilhões a mais nas contas de luz, o reconhecimento de que o estado tem uma enorme dívida social com o povo que foi expulso pela construção de barragens e o atual blecaute são fatos reveladores das enormes dificuldades enfrentadas pelo atual modelo.

Nesta situação, propomos:
1. Deve-se paralisar imediatamente o processo de privatização do conjunto do setor elétrico;
2. O governo e o estado devem reassumir imediatamente o seu papel no controle da energia elétrica para que possamos caminhar rumo a um projeto com soberania energética e popular;

3. Deve-se investir prioritariamente para que todos os processos de produção, distribuição e uso de energia sejam pautados por uma política de racionalidade, conservação e economia de energia;

4. Devemos caminhar para que a energia atenda, em primeiro lugar, aos interesses vitais do povo brasileiro e, portanto, devemos combater o modelo eletrointensivo exportador de energia, que nada trás de benefícios ao nosso país;

5. Exigimos imediatamente a redução dos preços da energia elétrica e a devolução dos 7 bilhões de reais ao povo brasileiro;

6. Exigimos o cancelamento de projetos, como a Hidrelétrica de Belo Monte, que vai penalizar o povo brasileiro e a Amazônia para beneficiar meia dúzia de empresas transnacionais;

7. Exigimos o imediato pagamento da dívida social que o estado brasileiro tem com as populações atingidas por barragens.

Por fim, reafirmamos que “água e energia, não são mercadorias”!
São Paulo, novembro de 2009.
Coordenação Nacional do MAB
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  • *Grifos do blog, pois entendemos que o governo de Luís Inácio Lula da Silva e seus congêneres nos estados não são tratados como de fato merecem por parte significativa das direções dos movimentos sociais no Brasil: o que é o caso do MAB e MST. O que comprovamos na nota, a qual não dá o devido peso ao atual governo, no que se refere ao aprofudamento da polítca neoliberal iniciada por Collor (atual aliado e presidente da poderosíssima Comissão de Infraestrutura do Senado - diretamente interessada nas hidrelétricas, etc.) e FHC.
  • Mas é Lula e seus governos congêneres, como da neoliberal Ana Júlia no Pará, os que vem fazendo as propostas mais antipovo e tem conseguido detoná-las contra a grande massa de miseráveis desse país. Somos nós que pagamos a conta desse modelo falido. Achamos imprescindível essa análise, pois só conseguiremos avançar na luta e derrotar essas propostas dizendo as coisas como elas são, e definir para onde apontamos nosso canhão. Não adianta nada ficar escamoteando a realidade: Lula, Ana Júlia, Zequinha Sarney e Marina Silva (estes dois, ex-ministros do Meio Ambiente de Lula) estão ao lado das empreiteiras transnacionais como Andrade Gutiérrez, Camargo Correa, etc... e estão contra o MAB, os povos indígenas, os caboclos, os ribeirinhos e a preservação da Amazônia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Justiça Federal determina novas audiências para Belo Monte

Grande vitória dos movimentos sociais, dos povos da floresta e do meio ambiente na luta contra a famigerada hidrelétrica de Belo "Monstro". A justiça determinou novas audiências públicas. Acompanhem notícia abaixo:

Belém, 10/11/2009 - A ordem suspende o processo de licenciamento para atender a pedido do Ministério Público - Federal e Estadual - e realizar as audiências públicas solicitadas pela população.
A Justiça Federal em Altamira ordenou a suspensão do licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte e ordenou a realização de novas audiências públicas que “comprovadamente contemplem as comunidades” atingidas pelo empreendimento. A ordem atende um pedido do Ministério Público, que quer ver respeitado o direito das pessoas que moram em regiões isoladas e serão os mais impactados pela hidrelétrica.
O juiz Edson Grillo, que responde pela Vara Federal de Altamira, descartou as alegações do Ibama e da Eletronorte de que as quatro audiências feitas até agora seriam suficientes.
- A audiência pública não pode ser considerada, como sustentam os requeridos, mero ato ritualístico encartado no procedimento de licenciamento ambiental. Deve ostentar a seriedade necessária, a fim de que possa fielmente servir à finalidade para a qual foi criada que, no caso presente, é informar custos, benefícios e riscos do empreendimento, propiciando o debate franco e profundo com as populações envolvidas.
Mais a frente, a decisão judicial confirma novamente o entendimento do MP: - O fato de o Ibama ter limitado as audiências a quatro municípios, quando reconhece que serão afetados pelo empreendimento outros nove, além de outras localidades, lugares esses centenas de quilômetros distantes das sedes municipais nas quais se realizaram as audiências, já demonstra a intenção de restringir a participação dessas comunidades.
- O avanço econômico não pode se processar de forma açodada, privando o povo do conhecimento indispensável de como se dará o processo de desenvolvimento e, sobretudo, dos impactos que trará ao meio ambiente e à forma de vida das pessoas que serão atingidas pelo empreendimento, ensina a decisão judicial.
A Justiça não concedeu totalmente os pedidos feitos pelo MP, porque considerou válidas as audiências acontecidas até agora. Ordenou, no entanto, que sejam realizadas tantas audiências quantas sejam necessárias para contemplar todas as comunidades afetadas.
O processo tramita com o número 2009.39.03.000575-6 e pode ser acompanhado por qualquer interessado pela internet no site da Justiça Federal:www.pa.trf1.gov.br.
Nota da Procuradoria da República no Pará,
Assessoria de Comunicação.
Atendimento à imprensa: Helena Palmquist, Murilo Hildebrand Abreu e Pollyanna Gomes.
Fones: (91) 3299.0148 / (91) 8403.9943 / (91) 9999.8189 / (91) 8212.9521
Extraída do sítio Xingu Vivo para Sempre.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Uma revolução que mudou o mundo

Parabéns ao nosso companheiro revolucionário e socialista Joãozinho, que teve ótimo artigo publicado em jornal burguês de grande circulação no Estado.
Artigo esse que subsidiou o debate na UFPA sobre a queda do muro de Berlim no seu 20º aniversário.
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Em 1989 Queda do muro de Berlim marca o fim da 'velha ordem mundial'

JOÃO CARLOS SANTIAGO *Especial para O LIBERAL

Em '1989, o ano que mudou o mundo', o jornalista e escritor norte-americano Michel Meyer conta-nos que o momento decisivo do maior acontecimento da história da humanidade no final do século XX, exatamente às 11h17, da noite de 9 de novembro 1989, foi marcado por medo e tensão dos guardas da fronteira da Alemanha Oriental, principalmente no posto de Controle Charlie, a famosa travessia de fronteira no coração da Berlim da Guerra Fria. As massas se amontoavam cada vez mais, e gritavam para os guardas, que momentos antes temiam: ‘Sofort’, ‘Abram imediatamente’. O fato é que exatamente às 11h17, o chefe da fronteira ordenara aos outros soldados: ‘Alles auf’, ‘Abram tudo’, e os portões escancararam-se. De repente, não havia mais Muro de Berlim. ‘Die Mauer ist weck’, gritavam as pessoas enquanto celebravam no alto do muro, diante das câmaras, ao longo da noite. ‘O Muro acabou!’.

Assim como a 'tomada da Bastilha' foi o símbolo da Grande Revolução Francesa, a tomada do 'Palácio de Inverno' simbolizou a revolução operária na Rússia, a queda do 'Muro de Berlim' foi o símbolo da maior revolução política do final do século XX.

As revoluções políticas que ocorreram no Leste Europeu no simbólico ano de 1989 mataram dois coelhos com uma só cajadada: destruíram a velha ordem mundial acordada em Yalta e Postdam, em 1945, e também, o maior aparato burocrático da história do movimento operário mundial, o stalinismo.

Sim, foram revoluções no pleno sentido da palavra. Os construtores da 'velha ordem mundial', nenhum deles queria que o 'muro' viesse abaixo, pois ninguém sabia com certeza o que iria acontecer depois no Leste Europeu e em todo o tabuleiro de xadrez da ordem mundial. Gorbachev em sua 'Perestroika: novas idéias para o meu país e para o mundo' não admitia nem como hipótese a reunificação alemã; Erich Honecker, o construtor do 'muro' e o burocrata com mais tempo no poder, havia dito em janeiro de 1989 (9 meses antes do muro cair): 'Die Mauer bleibt hundert Jahre', na melhor tradução, 'o muro durará mais 100 anos'. George W. Bush (pai), três meses depois de assumir a presidência da república, em abril de 1989, não acreditava na pregação de Gorbachev e propunha um novo acordo com a Alemanha Ocidental para modernizar e instalar uma nova geração de mísseis Lance, com um alcance de 450 quilômetros, ao invés de 110, para se precaver de qualquer ataque dos soviéticos. E tudo veio abaixo como um castelo de areia.

Discordamos de Eric Hobsbawm, em sua 'Era dos Extremos', quando diz que 'nenhum dos regimes da Europa Oriental foi derrubado' pelas massas, e que a palavra 'revolução', apesar de ter sido aplicada aos acontecimentos de 1989-90, é 'enganadora'. Também discordamos de Michel Mayer, que em seu livro '1989 - O Ano que mudou o mundo', tenta minimizar o papel das massas no processo revolucionário, argumentando que a revolução que 'explodiria o mundo comunista' foi arquitetada por um pequeno grupo de 'piratas' não mais que 'meia dúzia', instalados no poder na Hungria; segundo este autor, 'foi lá (na Hungria) que a primeira centelha verdadeira da revolução se acendeu - não por seu povo, na forma de um levante popular, mas por um pequeno grupo de piratas...' Marx, em sua grande obra o '18 Brumário', já havia criticado essa visão da história, reapresentada por Meyer, que acredita que as mudanças na sociedade são feitas por reis, personalidades, princesas, indivíduos, conspiradores, negando o papel preponderante das classes sociais e das massas nos acontecimentos históricos. No caso dos argumentos de Hobsbawm, basta vermos a mais fantástica de todas as revoluções no Leste Europeu, a Romena, que destituiu e fuzilou Ceascescu e sua esposa; na própria Alemanha Oriental, símbolo dessas revoluções, além de derrubarem Erich Honecker, as massas derrubaram o seu substituto, um stalinista reciclado, ex-chefe dos serviços de segurança, Egon Krenz, que tentava se passar por 'bonzinho'; isso depois de um mês no poder.

Como todas as revoluções, a 'revolução política' na ex-Alemanha Oriental, e nos outros países do Leste Europeu, trouxe o signo da contradição. Que ninguém se engane: foi a maior vitória da classe trabalhadora mundial e do movimento operário. Essas revoluções derrubaram a 'camisa de força', o 'cárcere dos povos', representada pelo aparato stalinista do Kremlin, em Moscou, que controlava o movimento operário, a ponto de impedir que a Espanha se tornasse socialista na 'guerra civil' de 1931-39 ou que na França a burguesia fosse expropriada no pós-guerra. Após a unificação da Alemanha imposta 'por baixo' pelas massas, houve a primeira greve unificada dos trabalhadores estatais, em 1992. A revolução liberou forças que estavam adormecidas pelo controle totalitário dos partidos comunistas stalinistas. É por isso que foram vitórias espetaculares. Entretanto, a unificação da Alemanha, ocorrida em 1990, trouxe um alto custo econômico-social: a restauração do capitalismo no estado operário da ex-Alemanha Oriental e, por conseguinte, em todos os estados operários no Leste Europeu. O capitalismo e suas medidas neoliberais, implementadas pelos novos burocratas reciclados trouxeram a destruição de todas as conquistas de caráter socialista: monopólio do comércio exterior, pleno emprego, saúde e educação gratuitas e de qualidade, licença-maternidade de um ano para as mulheres etc.

Como foi possível que as massas destruíssem os regimes stalinistas totalitários e ao mesmo tempo perdessem suas conquistas econômicas e sociais? Aqui, a história só poderia dar razão a um homem: Leon Trotsky. Em seu livro 'A Revolução Traída' (1936), onde defendia a URSS e as conquistas da revolução de outubro e denunciava a burocracia stalinista no poder, Trotsky colocava três hipóteses para o futuro da URSS: a burocracia totalitária afastada do poder por um partido revolucionário semelhante ao bolchevismo; a segunda hipótese seria a derrubada da burocracia por um partido burguês. Na primeira, estariam garantidas as conquistas da revolução e a volta da democracia operária expropriada pela burocracia; na segunda, o capitalismo seria restaurado na URSS. Mas Trotsky colocava uma terceira hipótese, caso nenhuma das duas se concretizasse: a transformação da burocracia em uma nova classe possuidora.

Apesar do heroísmo das massas na ex-Alemanha Oriental e no Leste Europeu, elas não conseguiram forjar um partido que garantisse a continuidade das conquistas da revolução, ao derrubar a burocracia do poder. Esse foi o problema-chave e que explica a restauração capitalista no Leste e na ex-URSS, e que faça com que a ex-Alemanha Oriental tenha o dobro de desempregados de toda a Alemanha e uma renda per capita 30% abaixo da Alemanha do Oeste, quando antes não havia desempregados e havia as conquistas sociais. Trotsky admitia que, com a burocracia à frente do Estado Operário soviético, um 'retorno ao capitalismo' era perfeitamente possível. Foi essa a hipótese que se confirmou: a burocracia, setores esclarecidos dessa casta transformaram-se em uma nova classe dominante e se colocaram na oposição ao velho regime tanto na ex-URSS (como foi o caso de Boris Yeltsin), como em todo o Leste Europeu , exceção apenas feita a ex-Alemanha Oriental, que foi englobada pelo Oeste capitalista.

Apesar disso, o signo maior dessas revoluções é positivo, pois o velho sonho de Marx, no Manifesto Comunista, de unir todos os proletários no mundo inteiro, está colocado novamente na Europa Ocidental, no Leste, na ex-URSS, livres das amarras de um aparelho burocrático que os impedia de se movimentar democraticamente. É positivo também pelo fato de que agora as potências capitalistas e imperialistas, tendo à frente os EUA, precisam agir no mundo sozinhos, pois perderam sua quinta coluna que lhes ajudava a controlar os processos revolucionários no mundo todo, o stalinismo. E seus problemas são enormes, pois, além de terem que controlar sua crise econômica, a pior desde 1929, tem que se ver às voltas com países independentes, como o Irã, a Venezuela, a Bolívia, o Equador, que só não avançam ao socialismo graças à herança stalinista que eles abraçam, a da 'coexistência pacífica' com o imperialismo, pois as massas têm lhes dado apoio integral.

Com o aprofundamento da crise econômica e as saídas 'socialistas' que os capitalistas estão dando para amenizá-la, com estatizações de empresas e bancos, só podemos concluir que o século XXI será o 'Século do Socialismo', com os próprios trabalhadores decidindo os seus rumos.

*João Carlos Santiago é professor de Sociologia da UFPA, doutorando em Ciências Sociais pela UFPA e Coord. Geral do SINDTIFES.

FHC diz o óbvio: "Política econômica de Lula é igual à minha"


Desde que Lula assumiu a presidência para seu primeiro mandato em 2003, que todos os trabalhadores sabemos a quem tem servido a política econômica e todas as outras políticas de Lula: à meia dúzia de banqueiros e empreiteiras.

O povo amargando políticas compensatórias e clientelistas, como as bolsas misérias. Isso tudo porque não há nenhuma diferença de Lula para FHC, a não ser a origem e a barba. PT e PSDB são mais que irmãos siameses. MB.

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FHC: Política econômica de Lula é igual a minha
De O Globo:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, em entrevista ao jornal espanhol "El País", no domingo, que não vê diferenças entre a política econômica e do governo Lula e a de sua gestão.
"Que diferença há entre o meu governo e o de Lula no modelo econômico? Muito pouca. É basicamente social-democrata, com respeito ao mercado, sabendo que o mercado não é o todo, e políticas sociais eficazes. Todos aprendemos a fazer políticas sociais, Chile aprendeu, México aprendeu, Brasil aprendeu, Uruguai já tinha...", afirmou Fernando Henrique, que estava na Espanha para a reunião do Clube de Madri.

Do blog do Ricardo Noblat

O Teatro Mágico - show inesquecível


Foi um show do tamanho da qualidade que a arte rebelde, independente dos governos e de patrões é capaz de parir!! O Teatro Mágico é um projeto militante, que denuncia a hipocrisia e assume seu lado de povo... Ingredientes fundamentais que conferiram a notoriedade que tem, e que fez ontem as mais de 3 mil fãs e novos fãs que ali estiveram vibrarem com o espetáculo apresentado. Um show para a memória histórica de Belém! Mas em vez de Hangar, em dezembro, o show poderia ser na Praça da República, com os malabaristas descendo das mangueiras. Que tal?!
Saiba mais sobre O Teatro Mágico.

sábado, 14 de novembro de 2009

Honduras: Um acordo que legitima o golpe e a fraude eleitoral

No dia 30 de outubro foi firmado acordo apresentado como uma “solução” e como a “restituição da ordem constitucional”, em Honduras. Com o acordo implementado por Thomas Shannon, Zelaya voltaria à presidência. Mas seu retorno não tem prazo. Está, inclusive, condicionado à vontade do Congresso e do Supremo Tribunal, justamente os que deram o golpe! Entretanto, o acordo “legaliza” as eleições organizadas pelos golpistas para 29 de novembro. Fala-se em “governo conjunto” e se estabelece que não haja Assembleia Constituinte.
Este acordo é uma piada de mau gosto para o mundo e para o povo hondurenho. O presidente Manuel Zelaya ao assinar este acordo converteu-se em cúmplice da manobra imperialista e dos golpistas. Tudo isso em troca de nada concreto. Sua restituição ao poder, exigida pelo povo, agora é apenas uma possibilidade, não uma garantia. O Congresso, que para dar o golpe se reuniu com urgência após o seqüestro e expulsão de Zelaya, para “aceitar a renúncia do presidente”, agora diz que não sabe quando se reunirá.

A restituição de Zelaya fica subordinada à vontade do Congresso dominado pelos empresários, advogados das multinacionais e latifundiários golpistas. Como já falaram, ela poderia não ocorrer ou só ocorrer após as eleições.

Enquanto isso, ambas as partes avalizariam as eleições fraudulentas organizadas pelos golpistas, sendo que os candidatos do Partido Liberal e do Partido Nacional fizeram parte do golpe. No melhor dos casos, Zelaya voltaria para legalizar a armadilha eleitoral.

Infelizmente a direção da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado avalizou plenamente o acordo e declarou: “Celebramos como una vitória popular sobre os interesses mesquinhos da oligarquia golpista a próxima restituição do presidente Manuel Zelaya Rosales. Esta vitória foi obtida com mais de quatro meses de luta e sacrifício do povo… Exigimos que os acordos que se assinem na mesa de negociação tenham expediente rápido no Congresso Nacional”.



Uma dura Lição

A maioria do povo hondurenho se opôs ao golpe e centenas de milhares se mobilizaram. O povo fez greves, cortes de estradas e ocupação de bairros populares desafiando a repressão e os toques de recolher. Pagou com 21 mortos, centenas de presos e feridos. Se não conseguiu derrotar os golpistas foi, fundamentalmente, pela política do próprio Zelaya: atrelar as mobilizações a uma negociação que só podia favorecer ao inimigo, fazendo com que ganhasse mais tempo.

Obama disse atuar “pela democracia”, mas, na realidade, sustentou os golpistas. O interesse do imperialismo, da OEA e ,especialmente de Lula, estava centrado em desmontar a mobilização popular mediante a política dos acordos.

Zelaya atuou aceitando esta política imperialista a partir do momento em que concordou com a proposta do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, ditada por Hillary Clinton, no mês de julho; o denominado “Pacto de São José” que os golpistas não tinham aceitado no momento. A volta de Zelaya e o refúgio na embaixada brasileira estava dentro da margem do acordo. Em síntese, o pacto agora aprovado foi imposto por Obama e apoiado por Lula.

A verdadeira razão pela qual Zelaya seguiu esta política imperialista é porque se trata de um político tradicional, latifundiário que só propõe algumas reformas, mas de maneira alguma alentou verdadeiramente a mobilização popular por uma mudança de fundo que coloca-se em perigo o capitalismo e o domínio do latifúndio. A direção da Frente de Resistência ao se atrelar a esta política, terminou desmobilizando o povo que começou a esperar que a OEA ou os EUA conseguissem o “acordo”.



A luta continua

A situação ainda é incerta. O povo hondurenho não foi derrotado. Quem se rendeu foi Zelaya. Poderia romper-se o acordo pela negativa do Congresso de restituir Zelaya e pela própria indignação popular diante da fraude. Em qualquer caso, é muito importante que a própria militância combativa chame a Frente da Resistência a continuar a luta contra os golpistas e pela plena restituição de Zelaya, rompendo assim com o acordo imperialista, e para que convoque o boicote eleitoral e mantenha a luta pela Assembléia Constituinte que é uma de suas principais bandeiras.

É muito importante também esclarecer, internacionalmente, o que está acontecendo e manter a solidariedade internacional com a luta do povo hondurenho até a derrota dos golpistas.
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Extraído do sítio da CST/PSOL.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UNIBAN - a antieducação e intolerância como reflexo da privatização

Por Marcus Benedito
As terríveis cenas de violência produzidas na Universidade Bandeirantes (UNIBAN), nada mais são, senão a expressão de uma educação mercantilizada, que produz a intolerância e o preconceito.
A ditadura militar começou a farra da privatização do ensino superior, quando passou a permitir a concessão pública deste ensino à iniciativa privada (seja ela instituição com fins lucrativos ou não, e as famosas 'pilantrópicas'). Mas sem sombra de dúvidas foram nos governos neoliberais de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula (PT/PMDB) que a privatização, com tudo o que isso representa de nefasto e improdutivo para os interesses da maioria da população, tomou proporções de epidemia.

Nunca se viu, como durante a década de 1990 e esta primeira década do século XXI, a expansão exorbitante das IPES (Instituições Privadas de Ensino Superior) no Brasil. Apesar de todo esse inchaço, o Brasil ainda apresenta uma das piores taxas no que se refere ao ingresso de jovens ao ensino superior, e desses que conseguem acesso, cerca de 80% é no ensino privado.
Obviamente que os governos não deixariam de incrementar esse absurdo com a falsa ideia de "expansão" do ensino superior, com o demagogo discurso de estar democratizando o acesso da juventude ao 3º grau.

Um verdadeiro crime, pois além de os governos se desobrigarem da formação qualificada, eles repassam enormes cifras de recursos públicos através de finciamentos, isenções e o atual PROUNI (Programa Universidade para Todos) às instituições privadas, sem qualquer política séria de avaliação do que os jovens estão (ou deveriam) estar aprendendo e produzindo nesses estabelecimentos.

A lógica do MEC (Ministério da Educação) de Lula não teve qualquer variação para melhor desde que o famigerado Paulo Renato (criador do Provão, tranformado em Enade* atualmente, um dos maiores empresários da educação) dirigiu na era FHC o MEC. Permaneceu a truculência, a falta de democracia para as universidades públicas e privadas e uma política de reformas draconianas que em nada contribuem para o fortalecimento do ensino público, gratuito e de qualidade refenciada pela sociedade.

É importante demarcar essas questões, pois quando a educação pública, que é de responsabilidade estratégica do estado brasileiro é relegada a terceiros, o resultado não pode ser outro senão as cenas de barbarismo como as que presenciamos na UNIBAN. Nada, nada, nada justifica as agressões, as humilhações e coações sofridas por Geyse Arruda. A essência de uma universidade deve ser a pluralidade de idéias, o sagrado espaço do debate democrático e de criação do saber para o melhoramento da sociedade.

Quando se privatiza a educação as universidades públicas, quando se corta verbas do orçamento da educação, quando não se tem uma política de valorização salarial para os profissionais da educação, quando não se garante a permanêcia do estudante na escola, e por fim, quando o governo dá a concessão sem qualquer critério para surgir uma nova IPES em um fundo de quintal ou esquina desse país, o resultado será igual ou pior ao que vimos na UNIBAN.

O ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Professores Universitários), FASUBRA (Federação dos Servidores das Universidades Federais do Brasil), entidades e movimentos estudantis vem há anos denciando e organizando para combater essa política de desmonte dos serviços públicos e de ataques à educação.

Só a mobilização de todos e a luta será capaz de impor uma política de incremento e expansão do ensino superior público, gratuito e estatal. Exemplo disso é a vitória da educação com a aprovação hoje da retirada das contas daEducação da política de cortes de verbas representrada pela Desvinculação das Receitas da União (DRU), que corta 20% de tudo que é orçado para as áreas sociais: como saúde, que absurdamente vai permanecer com esse criminoso assalto. A vitória do fim da DRU para a educação é mais um incentivo às lutas dos movimentos sociais; para que continuemos lutando por expansão de qualidade e avaliação de verdade (contra a farsa que são o ENADE e o ENEM).

Charge do lápis de memória.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Prezados companheiros do Sindicato dos QUÍMICOS,

Companheiros trabalhadores,

Nos somamos a iniciativa do combativo sindicato dos químicos para protestar contra a criminalização das lutas de nossa classe.

Acompanhamos os informes da última greve da categoria no Vale do Paraíba e soubemos da brutalidade com que os trabalhadores e seu sindicato foram tratados pela polícia. A repressão foi ordenada pelos patrões. São eles, de fato, que governam nosso país, seja no governo Lula ou no governo Serra.

Concordamos com a atividade realizada hoje na portaria da Johnson & e Johnson, pois como vocês dizem “em todo o mundo os trabalhadores lutam e enfrentam as políticas dos governos, das multinacionais e das direções vendidas ao capital”.

Em nosso estado não é diferente. Na greve rodoviária, no primeiro semestre, enfrentamos a ROTAM, grupamento especializado em reprimir aos trabalhadores. Na paralisação de 48h dos servidores, em outubro, a polícia federal foi acionada. Agora, a ameaça mais brutal é sobre o MST e a luta dos sem-terra. No campo do Pará, há um enfrentamento contra as multinacionais que controlam os latifúndios, a exemplo do grupo Opportunity do bandido Daniel Dantas.

O resultado positivo das campanhas salariais, o crescimento das greves no setor privado em 2009. A formação de uma nova central combativa em 2010, são elementos que nos deixam otimistas para enfrentar a luta contra a repressão de nossas lutas.

Essa atividade deve se generalizar em todo o país. Nós divulgaremos a proposta do sindicato dos químicos em Belém. Seguindo o exemplo de vocês proporemos a realização de um ato unitário de todas as organizações criminalizadas pelos governos, os patrões e seus jagunços.

Saudações combativas,

SINTSEP-PA, SINTRAM, DCE UNAMA e DCE Estácio/FAP
UNIDOS PRA LUTAR NO SINTUFPA/SINDTIFES.
OPOSIÇÃO UNIDOS PRA LUTAR NO SINTEPP
OPOSIÇÃO UNIDOS PRA LUTAR NO SINDSAÚDE
OPOSIÇÃO UNIDA PRA LUTAR BANCÁRIA
Vamos à Luta UFPA e UEPA.

Trabalhadores químicos de São José dos Campos aprovam estado de greve na categoria

Os cerca de sete mil trabalhadores químicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava e Taubaté rejeitaram em assembléia geral na última sexta-feira, 6, no Sindicato dos Químicos, a proposta patronal para o acordo Coletivo de Trabalho 2009-2010.
Além de rejeitar a proposta, os trabalhadores aprovaram o estado de greve na categoria. Os trabalhadores reivindicam:
· Reajuste de 10% (4,1% de inflação mais 5,9% de aumento real);
· PLR de, no mínimo, dois pisos da categoria;
· Piso salarial de R$ 900,00;
· Redução da Jornada para 40h;
· Fim do trabalho aos sábados;
· Horas extras de 85% e 130%;
· Abono de R$ 1.000,00 para reposição das perdas.

A proposta da patronal é de aumento de 6%, horas extras de 70% e 115% e ainda ignora os outros pontos da pauta de reivindicação da categoria. Em assembleias específicas por fábrica, os trabalhadores estão reafirmando o estado de greve. A categoria pode cruzar os braços a qualquer momento, caso a patronal não reveja a proposta oferecida.
Hoje, já ocorre a 1º greve desta Campanha Salarial. Os trabalhadores da Scholle, que fica à avenida Euri Cambroja, 1960 – Irapanguaba, em Taubaté, interromperam as atividades no 1º turno, às 6h.

Ato lembrará repressão militar em greve há um ano
O Sindicato dos Químicos, a Conlutas, os movimentos sociais e militantes de várias organizações de São José dos Campos e região vão realizar um grande ato hoje, 10, na Johnson & Johnson, em desagravo a repressão praticada pela Polícia Militar em greve na empresa há um ano.
A manifestação será um símbolo da luta contra a repressão policial aos movimentos sociais e sindicais, discussão que ocorre em todo o país.

A paralisação dos trabalhadores foi interrompida no dia 11 de novembro de 2008, depois de seis dias em greve. A PM escoltou fortemente armada os ônibus com os trabalhadores e impediu que os grevistas descessem para assembleias. A violência policial, a mando da empresa, gerou protestos de todos os movimentos sociais, sindicais e foi denunciado na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo deputado Raul Marcelo e na Câmara Federal pelo deputado Ivan Valente.

O ato de amanhã vai ocorrer junto com a deliberação dos trabalhadores sobre o estado de greve para a Campanha Salarial deste ano. Vários parlamentares e figuras públicas confirmaram presença na manifestação.
A Johnson & Johnson fica à Rodovia Presidente Dutra, KM 154 Jd. das Indústrias – São José dos Campos/SP. O ato público será realizada em frente à portaria G3, que fica à rua Manuel B. Ribeiro.
São José dos Campos, 10 de novembro de 2009.

Mais informações:
Wellington Cabral – Dirigente Sindical (12) 9744-6516
Emerson José – Assessor de Imprensa (12) 8171-9770

domingo, 8 de novembro de 2009

Vitória contra aumento de passagem em Ouro Preto/MG

Parabéns a todos de Ouro Preto, parabéns ao Movimento Vamos à Luta!
Após a vitoriosa luta dos estudantes e da população de Ouro Preto, no último dia 04/11/2009, a juíza acatou a reivindicação do movimento e o aumento da tarifa do transporte público será revogado. Isso prova que só os estudantes nas ruas, com uma direção correta é o que irá garantir vitórias.Foi uma dura batalha, contra as mafiosas empresas de ônibus de Ouro Preto, e seu principal aliado, a Prefeitura.

A luta não acabou, exigimos que a determinação da justiça seja cumprida imediatamente!Esperamos que essa seja apenas a primeira, de muitas outras lutas que virão. A UFOP enfrente uma tremenda crise, para especialistas em breve ela deixará de ser um centro de excelência para se tornar um escolão.

Mais do que nunca os estudantes precisam estar organizados, para dizer não ao sucateamento da universidade pública.Nos momentos das vitórias é onde as pessoas tomam consciência da sua capacidade de transformação, por isso fazemos um chamado para toda a comunidade estudantil. Vamos à Luta!?
Confira mais no blog do Vamos à Luta/Ouro Preto.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM e as repercussões para o movimento socialista mundial

Debate imperdível para todos participarem:

20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM
e as repercussões para o Movimento Socialista Mundial

Debatedores:
Prof. Dr. José Alves de Souza Jr. (Faculdade de História-UFPA)
Prof. Ms. Raimundo Jorge Nascimento (Faculdade de C. Sociais-UFPA)
Prof. João Carlos Santiago (Doutorando em Ciências Sociais-UFPA e Diretor do SINDTIFES-PA)

Data: 10/11 (terça-feira); Horário: 10:00hs
Local: Concha Acústica do Vadião-UFPA
Obs. A atividade dará direito a certificado.

Organização: Sindtifes - Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino.

Irã: Choques em Teerã marcam o 30º aniversário da tomada da embaixada americana

Opositores do governo iraniano protestam perto da manifestação oficial que comemora os 30 anos da tomada da embaixada dos EUA em Teerã. O governo do Irã proibiu a imprensa de cobrir eventos não oficiais, como a manifestação de oposição.
05/11/2009 -
Robert F. WorthEm Beirute (Líbano)

O sitiado movimento de oposição do Irã lutou para se reafirmar na quarta-feira, quando dezenas de milhares de manifestantes enfrentaram agressões policiais e nuvens de gás lacrimogêneo às margens de um grande comício antiamericano patrocinado pelo governo.Os protestos - em Teerã e em várias outras cidades - foram as maiores manifestações de rua da oposição em quase dois meses e ocorreram no 30º aniversário da tomada da embaixada americana no Irã, um evento que foi crucial tanto para o Irã quanto para os Estados Unidos. Apesar da imensa força policial ter afastado à força e dispersado muitos deles, os manifestantes recuperaram a coragem de desafiar publicamente o governo, apesar dos muitos alertas de todos os níveis do establishment conservador do Irã.

Milhares de manifestantes participam de passeata contra os Estados Unidos no aniversário de 30 anos da invasão da embaixada americana em Teerã. O evento foi patrocinado pelo governo iraniano. Opositores de Mahmoud Ahamadinejad fizeram outra manifestação, próxima à oficial
Até mesmo algumas autoridades do governo reconheceram a contragosto que a oposição tinha - pela primeira vez - perturbado o comício antiamericano anual. A agência de notícias oficial "IRNA" informou durante a tarde que "baderneiros", muitos usando a cor verde da oposição, tinha se reunido diante de seus comitês na Rua Valiasr cantando "Morte ao ditador" e outros slogans contra o governo.

Ao mesmo tempo, um novo tema surgiu, com muitos manifestantes declarando sua impaciência com a política do presidente Barack Obama de diálogo com o governo iraniano. Muitos podiam ser ouvidos cantando: "Obama, Obama - ou você está conosco ou com eles", disseram testemunhas.
Obama divulgou sua própria declaração na quarta-feira para marcar o aniversário da tomada da embaixada, repetindo seus apelos para que os dois países deixem para trás sua desconfiança mútua. A declaração expressava simpatia pelo movimento de oposição do Irã e sugeriu que o prazo para aceitação do plano apoiado pela ONU, visando evitar um confronto em torno das ambições nucleares do Irã, estava se esgotando.
"O mundo continua a testemunhar seus poderosos apelos por justiça e sua busca corajosa por direitos universais", disse a declaração a respeito do povo iraniano. "É hora do governo iraniano decidir se deseja se concentrar no passado, ou se fará as escolhas que abrirão as portas para maiores oportunidades, prosperidade e justiça para seu povo.
"Os manifestantes zombaram abertamente da mensagem antiamericana oficial do dia, com cerca de 1.000 pessoas reunidas do lado de fora da embaixada russa em Teerã cantando: "O verdadeiro covil de espiões é a embaixada russa".

A embaixada americana é chamada de "covil de espiões" no Irã há décadas. Mas muitos simpatizantes da oposição ficaram enfurecidos com a rápida aceitação pela Rússia da vitória contestada de Mahmoud Ahmadinejad na eleição presidencial do Irã, em junho. Na terça-feira, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, fez um discurso furioso acusando os Estados Unidos de ditarem os termos do acordo nuclear, sugerindo que Obama não era diferente de seu antecessor.
Há relatos de várias dezenas de prisões nos protestos de quarta-feira, incluindo alguns fora de Teerã, e muitos feridos. O clérigo reformista Mehdi Karroubi, que se tornou o crítico mais franco do governo, escapou por pouco de ser ferido quando as forças pró-governo dispararam um cilindro de gás lacrimogêneo contra ele, enquanto ele marchava com os manifestantes em Teerã, segundo a "Radio Farda", uma emissora apoiada pelos americanos. Dois de seus guarda-costas pularam para protegê-lo e foram hospitalizados devido aos seus ferimentos, informou a emissora.
Mir Hossein Mousavi, que foi o principal adversário de Ahmadinejad na eleição, foi impedido por agentes de segurança de participar dos protestos, noticiou a "Radio Farda".
No geral, a polícia pareceu ter reprimido os manifestantes mais agressivamente do que em setembro, quando manifestantes de oposição em número muito maior virtualmente tomaram um comício patrocinado pelo Estado, conhecido como Dia de Jerusalém.


O comparecimento de manifestantes na quarta-feira também pode ter sido limitado pelo fato de ter ocorrido em um dia de trabalho, diferente do protesto do Dia de Jerusalém. Ainda assim, começando ao amanhecer, as ruas do centro de Teerã estavam margeadas por policiais e membros da milícia Basij, disseram testemunhas. No metrô, agentes abordavam pessoas usando braçadeiras, braceletes ou lenços de cabeça verdes e os arrancavam.

Opositores do governo iraniano protestam perto da manifestação oficial que comemora os 30 anos da tomada da embaixada dos EUA em Teerã. O governo do Irã proibiu a imprensa de cobrir eventos não oficiais, como a manifestação de oposição.
Um jovem que estava liderando os cantos antigoverno na Praça Valiasr resumiu assim os eventos do dia: "Um dia nós saímos e é nosso dia, em outros eles nos reprimem. Hoje não conseguimos que nossa palavra fosse ouvida, mas foi bom o bastante tê-los trazido para as ruas".
Mas o dia foi revigorante para a oposição, que tem lutado para manter seu momento desde a eleição de junho, que provocou os piores distúrbios domésticos do país desde a Revolução Islâmica de 1979. As autoridades reprimiram brutalmente o movimento nos últimos meses, por meio de uma combinação de prisões, julgamentos em massa e intimidação. Muitas importantes figuras reformistas permanecem na prisão, e apesar de alguns detidos terem sido soltos, o governo prende mais críticos a cada semana.
Os protestos m Teerã começaram na Praça Haft-e-Tir. Muitos manifestantes usavam máscaras cirúrgicas prevendo o gás lacrimogêneo. À medida que o número deles crescia, policiais com equipamento antichoque e membros da milícia Basij disparavam gás lacrimogêneo e investiam periodicamente contra a multidão para surrar ou prender os manifestantes.
Uma marcha desordenada teve início, se deslocando para oeste para a Praça Valiasr, cenário de muitos protestos anteriores. O comício oficial do governo ocorria em uma rota paralela ao sul e o posicionamento dos policiais e milicianos impediu os manifestantes de chegarem até ela. Na metade da tarde, ambas as manifestações pareciam ter acabado.
Muitos manifestantes pareciam conscientes da vulnerabilidade do governo, após uma semana na qual Ahmadinejad frequentemente parecia estar sozinho em seu apoio à conclusão do acordo nuclear com o Ocidente.
"Eles deviam acabar com todo esse 'morte a, morte a' - morte a quê?" disse uma mulher de meia-idade que marchava com suas duas filhas. "De um lado eles gritam 'Morte à América' e do outro eles vão negociar com eles.

"O aniversário da tomada da embaixada ressaltou o desconforto com as relações com o Ocidente. O dia há muito é um marco para os revolucionários do Irã, mas o estender de mão por Obama complicou o antiamericanismo do Estado. Uma das principais vozes dos reformistas do Irã, o grão-aiatolá Hossein Ali Montazeri, surpreendeu muitos de seus compatriotas ao declarar na terça-feira que a tomada da embaixada, em 1979, "não foi a coisa certa a ser feita".

O próprio Ahmadinejad argumentou que o Irã domou a arrogância do Ocidente e agora deve aceitar o acordo nuclear proposto, segundo o qual o urânio do Irã deve ser enviado para o exterior para processamento e, no final, devolvido na forma de barras de combustível para um reator produzir isótopos medicinais.

Mas seus inimigos políticos, tanto conservadores quanto reformistas, aproveitaram a oportunidade para humilhá-lo, atacando o plano nuclear como uma rendição ao Ocidente - uma estratégia que ele usou contra eles no passado.
Tradução: George El Khouri Andolfato.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Adeus, Mestre Verquete: a cultura brasileira e amazônida está de luto

Por volta do meio dia e pouco, 13h, faleceu o grande ícone da cultura paraense: Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete. Ele que nasceu na comunidade chamada Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança (PA), em 1916, tornou-se conhecido pela inventividade e pela construção de inúmeros canções de carimbó.

Aos 93 anos de idade, nos deixou esse extraordinário artista. Verequete tão bem traduziu e expressou a vida, a cultura e as lendas do paraenses. Agora, pós morte, talvez darão à esse verdadeiro mestro do Carimbó, ao Rei do mais famoso ritmo paraense, o devido reconhecimento pela sua luta e resistência em defesa do Carimbó. O velório será no Teatro da Paz, a prtir das 14h de hoje.

Adeus, Mestre Verequete!
*26/08/1916 - 03/11/2009.
****
Depois de passar pelo Pronto-Socorro do Guamá e ser transferido, no dia 29 de outubro, para o Hospital Universitário Barros Barreto, Mestre Verequete, 93 anos, ícone da música paraense, deu entrada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) na tarde do último domingo, por complicações respiratórias decorrentes de um enfisema pulmonar. Seu estado é considerado grave.“Tudo começou com uma virose. Mas o quadro acabou se agravando para pneumonia. O antibiótico não estava fazendo efeito, por isso decidiram colocar ele no CTI”, explica Lucimar Rodrigues, filha do cantor.

Além da pneumonia, Verequete tem insuficiência respiratória aguda e respira com a ajuda de aparelhos. Ele permanece sedado. “Não podemos fazer nada, apenas esperar e rezar. Ele começou com outro antibiótico, mais forte. Temos que esperar 48 horas por alguma melhora”, diz Lucimar.A saúde de Verequete piorou há alguns dias. “Acho que no dia 24 nós fomos ao PSM, pois ele estava com falta de ar e febre. Os médicos fizerem alguns procedimentos e o liberaram. Depois de três dias, ele piorou. Retornamos e ele ficou internado”, lembra a filha.

Segundo Lucimar, a transferência para o Barros Barreto foi feita porque é lá que Verequete faz seu tratamento pulmonar. “Ele tem consulta todos os meses e toma remédios, mas o enfisema debilitou muito os pulmões. Qualquer resfriado pode ser um problema”, conta. A filha garante que o Mestre não está precisando de nada. “Temos um convênio com uma rede de farmácias que nos viabilizou todo o material necessário no CTI, como fraldas descartáveis”.

O único pedido dela é para a doação de cinco bolsas de sangue, de qualquer tipo, ao Hemocentro do Pará (Hemopa). “Caso ele precise de sangue, é necessário substituir. Quem for doar, tem que dizer que é para o senhor Augusto Gomes Rodrigues”, ressalta Lucimar.

MESTRE - Augusto Gomes Rodrigues, mais conhecido como Mestre Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, no dia 26 de agosto de 1916.
Aos três anos, após perder a mãe, mudou-se com o pai para Ourém, onde iniciou sua trajetória artística, no terreiro da negra “Piticó”. Aos 12 anos, mudou-se sozinho para Capanema, onde foi foguista quando trabalhou na Base Aérea, depois veio para Belém, e ganhou o famoso apelido. Cantor e compositor de carimbós, Verequete foi um dos primeiros divulgadores do ritmo nos subúrbios de Belém. Organizou o conjunto “O Uirapuru”, em Icoaraci, e gravou seu primeiro disco em 1970, reunindo uma série de temas de carimbó.

DOAÇÃO - A família de Verequete diz que não precisa de remédios ou de auxílio hospitalar, mas pede que sejam feitas doações de sangue ao Hemopa em favor de Augusto Gomes Rodrigues, nome real do cantor. (DIário do Pará)

Boletim de informações internacionais

Prometo que a tradução vem depois, mas como assunto urge e a maioria dos companheiros leitores que conseguem ler o espanhol, vou publicando aqui a versão original.

http://www.laclase.info/
El pueblo no está derrotado. Quien se rindió fue Zelaya
El acuerdo firmado esta madrugada entre los negociadores del Presidente Zelaya y los delegados del gobierno de facto de Roberto Michelleti, representan una salida favorable para los golpistas, el Congreso Nacional, el Tribunal Supremo de Justicia, el Ejército Nacional, el Consejo Electoral, la OEA y por supuesto al imperialismo yanqui, quien a través de su delegado hizo su movida en los últimos días para presionar a una salida negociada.
Lea más: nota completa

Honduras: Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe de Estado: Comunicado número 32

Sitios de la resistencia
http://voselsoberano.com/v1/
http://www.contraelgolpedeestadohn.blogspot.com/
http://hablahonduras.com/
http://aliveinhonduras.org/
http://www.hondurasgolpeada.net/
http://resistenciamorazan.blogspot.com/

Honduras más allá del golpe. Historia de intervenciones imperialistas en Latinoamérica. Las bases militares yanquis (aporte solidario de SOMOSSUR-Bolivia http://www.somossur.net/) – María Lohman

Entrevista TV Canal 7 Bolivia a María Lohman sobre Honduras

Aviso a los lectores: La página web http://www.uit-ci.org/ ha solucionado problemas técnicos y ya puede ser consultada

México: ¡Solidaridad con los trabajadores de la electricidad!
· [27/10/2009] Movilización solidaria en Argentina con SME de México y saludo del SME
· [27/10/2009] México: Asamblea de electricistas y movimientos solidarios: ¡Huelga! ¡huelga!

Afganistán: 3 helicópteros destruidos y 16 soldados yanquis muertos en un solo día

Bolivia: El MAS de Evo pacta con los racistas de la Unión Juvenil Cruceñista
Bolivia: Militantes masistas atacan violentamente a la FEJUVE de El Alto
Bolivia: A 6 años de la guerra del gas
Bolivia: "No se cumplió con Agenda de Octubre", dicen víctimas y dirigentes de octubre del 2003

· [21/10/2009] Puerto Rico al borde de una huelga general indefinida
· [18/10/2009] Francia: 25 suicidios y la "eficiencia" de Telecom France
· [18/10/2009] ¿Gaza un campo de exterminio? (Silvia Cattori)
Marruecos: ¡No al juicio militar a los militantes independentistas sahauries! ¡Por su inmediata libertad!
A 80 años del comienzo de la crisis del 30
José Castillo

Marruecos: ¡Libertad para los 7 saharahuis presos de la monarquia!
Injusta prisión política a 7 independentistas saharahuis
Venezuela: Las medidas económicas del gobierno solo buscan salvar a la burguesía de la crisis económica (Orlando Chirino)
Venezuela: Golpeados y detenidos 50 obreros petroleros en huelga
Venezuela: ¡Solidaridad con lucha pueblos indígenas de Perijá! (USI)
Puerto Rico: “Para derrotar al gobierno de los ricos hace falta que la clase trabajadores haga una huelga general”
Italia: 2 millones de trabajadores en paro general convocado por COBAS
Brasil, el FMI y el Banco Mundial
Andrés Soliz Rada


¡Fuera bases y todos los militares imperialistas de Latinoamérica!
Estados Unidos y Colombia pactan la instalación de 7 bases
Argentina: “Es inconcebible que se sigan haciendo las reuniones de jefes militares americanos” (Coronel Horacio Ballester- CEMIDA)
Entrevista radial a coronel Horacio Ballester: Denuncia de la reunion de Comandantes de Ejercitos Americanos en Buenos Aires
“Informacion de Gente para la Gente” (FM 90.3 Cochabamba, Bolivia)
Chile, Brasil y Argentina en nuevos ejercicios militares con el imperialismo

Nuevo sitio web de Alternativa Socialista de Colombia
ALTERNATIVA-SOCIALISTA
¡Fuera yanquis de Colombia!
Alternativa Socialista es una organización simpatizante de la Unidad Internacional de Trabajadores que estableció un comité de enlace, con miras a la fusión en una sola organización con UNIOS, la sección colombiana de la UIT(CI)

Nueva página web del Partido de las Trabajadoras y Trabajadores Panameños
(en el que militan los compañeros de la UIT-CI)
http://www.ptpanama.org/
Arriba los de Abajo, periódico del PTP de Panamá

Salió CORRESPONDENCIA Internacional Nº 27
Obama salva a las
Multinacionales
Solicítela a los compañeros de la UIT-CI
CST, integrante del Partido Socialismo y Libertad (PSOL) de Brasil, Unidad Socialista de Izquierda de Venezuela, Unidad Obrera y Socialista "Uníos" de Perú, Periódico El Polista de Colombia, Izquierda Socialista de Argentina, Propuesta Socialista de Panamá, Unión Socialista de Trabajadores (UST) de Argentina.
En Bolivia solicítela a: http://br.mc1136.mail.yahoo.com/mc/compose?to=b.bolivia.izquierda.socialista@gmail.com

Aviso importante a los lectores del BII :
Para poder recibir regularmente el boletín (y que no vaya a la carpeta de spam) le sugerimos que se suscriba al grupo de google de distribución. Lo puede hacer en la página http://www.uit-ci.org/ a la derecha adonde dice “suscripción al Boletín de Informaciones Internacionales”, debe ingresar su correo electrónico y marcar “suscribirse”. Luego recibirá un mail en su correo electrónico que deberá contestar sin agregar nada y quedará suscripto.
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Usted además puede colaborar con la difusión del boletín enviando esa misma dirección e instrucciones a amigos, compañeros de trabajo, estudio o lucha social, a los que pueda interesarle.
Las notas publicadas en la página http://www.uit-ci.org/ y en este Boletín no son de responsabilidad política de la UIT-CI. Se publican para información de los lectores y con su respectiva firma y origen. Editor: Miguel Lamas
Más información actualizada diariamente en
http://www.laclase.info/ y http://www.uit-ci.org/

· UIT-CIR: Los trabajadores no deben pagar la crisis

Palestina: No olvidamos, no aceptamos. Palestina es una causa de la humanidad. Ruptura con estado genocida Israel, juicio y castigo a los genocidas sionistas.

Video canción: Palestina Libre
Video: Manifestación Zaragoza (España) 17 de enero 2009: Estado de Israel Genocida “Que nuestra rabia no termine hasta conocer una Palestina libre. Fin de la ocupación. Apertura de los pasos fronterizos. Libertad a los presos palestinos en Israel.
Ni un arma para Israel. Juicio por crímenes de guerra a mandos israelíes. Bloqueo económico y ruptura de relaciones diplomáticas, académicas y culturales con el estado sionista, derribo del muro de la vergüenza, derecho al retorno de 6 millones de palestinos, derecho a la resistencia, ¡Viva Palestina libre!”.

Unidad Internacional de Trabajadores (Cuarta Internacional)

Salió
Argentina:
El Socialista – Izquierda Socialista

Brasil: Corriente Socialista de los Trabajadores
Partido de los Trabajadores y Trabajadoras de Panamá
México: Partido Obrero Socialista
Se fundó la Corriente Internacional Revolucionaria

Venezuela: www.laclase.info, sitio del movimiento obrero clasista. Corriente Clasista Unitaria Revolucionaria y Autónoma, Unidad Socialista de Izquierda y otras corrientes revolucionarias y socialistas

Venezuela: C-CURA Petroleo- petroleros clasistas


Venezuela: Voz de los Trabajadores, publicación de la Unidad Socialista de Izquierda

Perú: Unios en la Lucha

Boletín Bolivia Izquierda Socialista

Estado Español: Manifiesto de Izquierda Solidaridad: ¡Inmigrantes de todos los paises unios!

Archivo: números anteriores del Boletín Informaciones Internacionales (desde 60 al 95)

Boletín de Informaciones Internacionales
Números anteriores, índice cronológico de notas publicadas

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A grande família: esposa de Gilmar Mendes vai trabalhar para Dantas

Mais uma errada da Justiça burguesa do Brasil. Olhem como, os que deveriam zelar pela "moralidade", não tem menor pudor em associar-se diretamente aos bandidos que assaltam o país. A esposa do presidente do STF vai trabalhar para Daniel Dantas (o banqueiro bandido e condenado), aquele que foi preso pela polícia federal - PF sob a acusação de vários crimes, dentre eles, o de tentar subornar delegado da PF e de foramação de quadrilha. É muita sombaria da cara do povo e dos que lutam de fato por justiça nesse país...


28 de outubro de 2009
Do Conversa Afiada

A colonista(*) Mônica Bergamo informa na Folha(**) desta terça-feira (27/10) que a mulher de Gilmar Dantas (***) vai trabalhar como “gestora na área jurídica (?) do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.”

A colonista(*) Mônica Bergamo é excepcionalmente diligente e bem informada, até certo ponto.
Por exemplo.

Tão bem informada, ela se esquece de informar que Sergio Bermudes é um dos notáveis advogados dos 1001 advogados da milícia judicial de Daniel Dantas.

Ou seja, a mulher do juiz que, deu em 48hs, dois HCs a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas.

Viva o Brasil!

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: uma das últimas manifestações públicas da devoção de Bermudes à Gilmar Dantas(***) foi escrever um furibundo artigo na Folha(**) contra o corajoso ministro Joaquim Barbosa, porque se recusa a receber advogados como Sergio Bermudes.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.