quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sobre a política fundiária de Lula. O tratamento do meio ambiente é igual desde Marina Silva


Do sítio do Jornal Pessoal
Terra arrazada


O que distingue a regularização fundiária dos militares da que o governo Lula começou a realizar agora na Amazônia? Talvez as diferenças sejam apenas superficiais. Na essência, o objetivo é o mesmo: continuar a submeter a Amazônia à ação do colonizador. E do predador.

O governo federal decidiu regularizar as situações fundiárias na Amazônia que, embora “gestadas na tortuosidade das atitudes reprováveis”, precisavam ser redimidas, “na medida em que promovem o desenvolvimento da região”. Não havia como “fugir à consolidação daquelas situações que favorecem ou poderão favorecer a política econômica e social”.

Assim, pessoas físicas ou jurídicas que se tornaram donas de terras com base em títulos irregulares ou mesmo falsos de propriedade poderiam legalizar suas áreas, até o limite de 60 mil hectares. Bastaria provarem que adquiriram seu imóvel de boa fé e estarem desenvolvendo um projeto econômico no local. Para ser iniciada a regularização fundiária, o suposto proprietário precisaria transferir o registro em cartório da área para o nome da União e aceitar as definições dos limites do imóvel após a regularização dos seus ocupantes.

Já os ocupantes de glebas com até dois mil e três mil hectares podiam se habilitar a regularizá-las, sem a necessidade de licitação pública, desde que tivessem morada habitual no imóvel, com sua família, cultura efetiva e permanência no local por no mínimo 10 anos.

As duas iniciativas foram sugeridas ao governo através de duas exposições de motivos (conhecidas como 005 e 006), assinadas pelo ministro da agricultura e o ministro-chefe do todo poderoso Conselho de Segurança Nacional. Passaram a ter força de lei quando o presidente da república as aprovou, desencadeando processos que acabaram por consolidar grilagens e ocupações irregulares de terras na Amazônia.

As duas medidas foram criadas em junho de 1976, quando a presidência era ocupada pelo general Ernesto Geisel, no auge do regime militar estabelecido em 1964, com base em um golpe de Estado. Mas é tentador pensar nelas ao ler a Medida Provisória 458, que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional e, ao ser aprovada, se transformou na lei 11.952. Mais de três décadas depois, as causas para a iniciativa oficial permanecem as mesmas: de uma forma ou de outra, pioneiros se estabeleceram em terras públicas sem serem titulados, derrubaram floresta, fizeram plantações e continuam a avançar sobre novas terras de forma ilegal. O que fazer diante dessa agressão? Legalizá-la, é o que propôs de novo o governo.

A tarefa é hercúlea e perigosa. O governo pretende legitimar 300 mil ocupantes ilegais numa área de 67 milhões de hectares, equivalente a metade do território do Pará, o segundo Estado em extensão do Brasil e o segundo que mais desmatamento sofreu na Amazônia. É o equivalente a 13% de toda Amazônia, que já perdeu quase 20% da sua mata original. Essa enorme regularização pode ter o efeito de mais gasolina num terreno de alta combustão. Pode incentivar mais desmatamento e mais grilagem, até a escala do irremediável, descontrolado, definitivo.

Como o governo do general Geisel em 1976, o governo do metalúrgico Lula diz em 2009 que dispõe de antídotos para os efeitos colaterais de um medicamento necessário para combater as doenças na estrutura fundiária da Amazônia. A primeira cautela foi não englobar na providência as ocupações anteriores a 2004. Com isso, a regularização não fomentará novos desmatamentos. Quem utilizar esse recurso para poder se cadastrar e receber seu título, será desmascarado e excluído da fila dos beneficiários.

Outras cautelas foram reforçadas quando o governo vetou duas intrusões no texto original, patrocinadas pelo relator da MP na Câmara, o deputado federal paraense Asdrúbal Bentes. A regularização de terras de pessoas jurídicas e a figura do intermediário, o “laranja”, foram suprimidas. Certamente essas duas possibilidades convalidariam ou induziriam as fraudes cartoriais ou possessórias, em ampla escala.

Ademais, dizem os defensores do projeto, todos os lotes com mais de 400 hectares apresentados ao programa “Terra Legal” serão vistoriados para impedir o favorecimento a especuladores com a dispensa de licitação pública para a venda de lote com até 1.500 hectares. A verificação direta da situação do imóvel será reforçada por todas as formas de informações indiretas, obtidas através de imagens de satélite e dados cadastrais já existentes. O pente fino teria eficácia suficiente para expurgar os grileiros e os invasores de terras.

As exposições de motivos dos militares também estavam cheias de salvaguardas, a começar por separarem a regularização das grilagens da legitimação das ocupações (por isso foram elaboradas duas exposições de motivos distintas). Contra o justo receio de que as iniciativas amparavam grandes grileiros, havia o dispositivo fatal da renúncia prévia ao registro cartorial por parte do pretendente à regularização. Só mesmo alguém de boa-fé cancelaria esse documento antes de ter certeza de poder substituir o título irregular ou nulo por um documento hábil. A matrícula do imóvel podia ser ilegal, mas era uma pretensão de direito ou, pelo menos, um instrumento de barganha e pressão.

A condicionante era tão forte que foi ignorada. Na prática, os processos realizados sob o vasto e espesso manto da EM 005 adotaram uma mecânica nova: só ao final da regularização o detentor do papel imprestável renunciava a ele, em troca do registro quente. A inovação desnaturava a ação e mostrava que só quem já perdera tudo é que iria se dispor a se submeter ao arbítrio do governo, que, certamente, sabia quem podia se valer da sua iniciativa. Talvez a tenha adotado de caso pensado, com efeito muito bem dirigido. Foi no Maranhão que a regularização começou e se tornou maior.

A MP 458 não fez distinção, limitando-se a estabelecer gradações a partir de limites de módulos fiscais, de 400 a 1,5 mil hectares. São dimensões bem menores do que as de 1976, o que poderia sugerir que o alvo agora são apenas os posseiros ou colonos e não empresas ou grileiros. Mas é preciso considerar que 30 anos atrás a ocupação da Amazônia estava abaixo de 1% da sua superfície e agora essa amplitude é de 20%.

Depois de promover ocupações desordenadas e irracionais, depois de alienar milhões de hectares de terras públicas sem vincular essas operações a um plano de uso minimamente confiável, o governo ainda tem gás (e intestinos) para comandar o que deverá ser a maior regularização fundiária de todos os tempos. Talvez não só no Brasil, mas no continente e, quem sabe, no mundo, considerando-se que o cronograma é de cinco anos, mas a ação efetiva se esgotará em três anos, abrangendo 67 milhões de hectares (ou 200 vezes a área do reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, que formou o segundo maior lago artificial do país).

A causa até pode ser nobre: tirar da ilegalidade 300 mil chefes de família que já se estabeleceram em algum ponto da Amazônia sem o amparo da legalidade. O fato de que, passadas três décadas, essa causa ainda existe e tem uma larga expressão, é um atestado da incompetência do próprio governo federal. Sendo o principal agente da intensa migração para a Amazônia, ele não é capaz de ordená-la, dar-lhe um sentido e controlá-la.

Sem falar na tarefa mais importante: impedir que a Amazônia continue a ser o depósito da insolvência nacional. Quem não consegue se estabelecer ou se realizar na terra de origem, se transfere para a fronteira amazônica com a expectativa de nela realizar seus objetivos, que são trazidos prontos, definidos. O local de destino que se acomode a essa cultura de fora, para isso se desnaturando, ou sendo por ela modificado, submetido e destruído.

A MP 458 integra essa lógica e atende a tal objetivo. Ainda que o governo dispusesse de gente bastante e competente para lidar com essa nova colonização, feita a partir de dentro, e a execução dos propósitos fosse límpido e honesto, a realização da empreitada se amolda ao que sugere aquele ditado americano cunhado para situações semelhantes: se o estupro é inevitável, relaxe e aproveite.

Novamente por um ato de império, agindo de cima para baixo e de fora para dentro, presumindo-se iluminado pelo saber e a boa intenção, o governo federal se move como há 30 anos. Se à frente dessa investida está o general Geisel ou o metalúrgico Lula, pouco importa. Mesmo porque eles se parecem mais do que diferenciem, ou do que pensam. À Amazônia está destinado um destino semelhante, na essência, mesmo que as aparências se distingam, ao de Cartago. Só que, neste caso, os romanos estão em casa e falam a mesma língua.

LFP @ agosto 15, 2009

Artigo de Janio de Freitas sobre a podridão no Senado


JANIO DE FREITAS
Os senadores em fuga

Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo


A CADA DIA uma revelação indignante, em nenhum dia alguma reação digna. Onde está o senador Pedro Simon, imagem da respeitabilidade parlamentar, admiração unânime do país, onde está? O que foi feito do senador Aloizio Mercadante, personagem de momentos relevantes em defesa da moralidade na política e no poder? O senador Jarbas Vasconcelos, que por muito menos sacou da sua peixeira oral e falou por mais do que Pernambuco, acha agora que uma entrevistinha é bastante? E aqueles outros, por poucos que sejam, aos quais nenhuma possível crítica interrogou sobre sua decência, nada têm a fazer agora senão curvarem-se como espectadores encabulados?

É ininteligível: não há ninguém no Senado capaz da iniciativa de propor, digamos, uma corrente, uma frente de resistência à manobra, que progride depressa, que transforma todos os abusos, as improbidades, o peculato em meros deslizes administrativos? Na certeza de que, assim reduzidos e lançados sobre dois ou três funcionários, esses feitos de desmoralização do Senado terão o resultado de sempre: nada. Porque a demissão, se a tanto chegar, de quem vive em casa de milhões provenientes do Senado pode apenas impedir compras desnecessárias, com alguns novos milhões já desnecessários.

Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo. Se esse tudo fosse na Câmara, seria menos chocante e mais compreensível, forçados que fomos por mensalão, severinos, castelos, à visão que pôs a Câmara no nível de Câmaras de Vereadores.

Darcy Ribeiro, que chegou ao Senado com a disposição de toda uma infantaria, descobriu-se, não na Casa Alta do Congresso, mas em "um clube muito simpático". Será, talvez, o companheirismo descriterioso que detém agora os capazes do papel de guardiães do Senado. Pode ser o tédio, o desencanto, a fuga à responsabilidade e à própria personalidade, subjugadas pelo sentimento da ação inútil. Em alguns pode-se presumir o misto da ambição política e do temor de prejudicá-la com a própria honra. O que ocorre é o incompreensível, de qualquer modo.

A renúncia de José Sarney à presidência do Senado já foi proposta em um artigo. Mais exposto, Sarney é o alvo mais fácil para a imprensa. Mas o afastamento de funções decisórias deveria ser de todos os que, no período sob questionamentos, ocuparam cargos na Mesa Diretora do Senado. Entre eles, e não muito remotos, há responsáveis por numerosos dos desmandos que se revelam. O afastamento amplo, como é próprio das investigações semelhantes, é o fator inicial do esforço de lisura. Sobretudo se a investigação é aberta ao acompanhamento da Procuradoria Geral da República. E República, no caso, teria sentido realçado.

Sentido que torna inferior a finalidade de represália judicial a senadores comprometidos com as impropriedades, hipótese de resultado que parece assombrar os 81 componentes da Casa. Mais importante é o conhecimento público dos fatos e das suas respectivas e verdadeiras responsabilidades. É um direito fundamental do cidadão-eleitor e um dever essencial da República tão citada nos últimos tempos. Direito e dever que estão ludibriados.
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"Políticos dão lição de sabedoria", afirma Mendes
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Indagado sobre os atos secretos do Senado, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes disse confiar que a crise na Casa será resolvida pela classe política, que, segundo o magistrado, "tem dado lições cabais de sabedoria". Para Mendes, provavelmente não serão necessárias intervenções da polícia ou do Ministério Público no caso.

O ministro participou ontem à tarde da banca examinadora da tese de doutorado do corregedor-geral da Administração Pública do Estado de São Paulo, Rubens Rizek, na faculdade de direito do largo São Francisco, em São Paulo.

O presidente do STF disse que ainda busca detalhes sobre os atos secretos do Senado. "Até agora não consegui apreender do que se cuida, se de fato houve retardo na publicação do boletim. O princípio básico é o da publicidade. Mas ainda estou tentando compreender o que de fato se passou, antes de ter um juízo seguro", afirmou o magistrado.

"Vamos aguardar. Nós temos no Brasil uma boa classe política, que tem sabido superar os desafios. Estou certo de que o Senado saberá superar bem essa crise administrativa, que também está se transformando em uma crise política. Estamos bastante confiantes de que os políticos brasileiros, que tem dado lições cabais de sabedoria, saberão também superar essa crise", disse Mendes.

Sobre a documentação requerida pela Polícia Federal ao Senado, o magistrado afirmou: "tenho a impressão de que o Senado, em poucas horas, vai estar esclarecendo o que ocorreu, e certamente não haverá necessidade de intervenção, de investigação da polícia ou do Ministério Público".

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

ESCOLA DE GOVERNO – Estripulias em série


Do Blog do Barata

Por Augusto Barata
Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
ESCOLA DE GOVERNO – Estripulias em série


A concluir das sucessivas denúncias, feitas aqui mesmo, neste blog, entrou efetivamente em ebulição o clima na Escola de Governo, onde medra com vigor a indignação diante das estripulias em série do novo diretor geral, Divino dos Santos, e sua entourage. Exibindo uma escolaridade que não ultrapassa o ensino fundamental, Divino é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, aquela do autodenominado bispo Edir Macedo, suspeito de comandar uma quadrilha, segundo o Ministério Público de São Paulo.
O pastor Divino dos Santos e seus obreiros da Igreja Universal tomaram de assalto a Escola do Governo, sob o patrocínio da governadora petista Ana Júlia Carepa. Ao assumir a Escola de Governo, a primeira providência de Divino foi promover uma razia, demitindo dos cargos comissionados todos os servidores efetivos, substituídos pelos apaniguados do pastor, à margem de qualquer critério técnico.

domingo, 6 de setembro de 2009

Vídeos de roubo de urnas das eleições do SINTSAMA/RJ - O governador está desesperado com os lutadores

Comunicando. ..
Por uma CEDAE 100% PÚBLICA E ESTATAL
Unidos Pra Lutar - Conlutas no Sintsama


Assunto: VIDEO ROUBO DE URNAS DO SINTSAMA


O SINTSAMA é um dos principais sindicatos do Estado do Rio de Janeiro que foi desmembrado do Sindicato dos Urbanitários. Essa divisão do sindicato foi pactuada entre a direção do sindicato e CUT, a direção das empresas junto com o governo do estado para facilitar todo um processo de privatização das empresas públicas e estatais existentes..

O Setor de Água, Esgoto, Saneamento e meio ambiente foi dividido entre os setores que compunham a época a direção da CUT (aí incluído o PCdoB, antes da criação da CTB). O SINTSAMA que abrange a maior base territorial do estado: Rio de Janeiro (capital), Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nilopolis, Areal, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Barra do Pirai, Barra Mansa, Belford Roxo, Carapebus, Carmo, Comendador Levi Gasparian, Engenheiro Paulo Frontin, Guapimirim, Iguaba Grande, Itaguai, Itatiaia, Japeri, Macuco, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Petropolis, Pinheiral, Pirai, Porto Real, Quatis, Queimados, Rio Claro, Rio das Flores, Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana, São João do Meriti, São José de Ubá, São José do Vale do Rio Preto, São Sebstião do Alto, Sapucaia, Seropedica, Tanguá, Três Rios, Valença, Vassouras, Volta Redonda é o sindicato mais importante da categoria.

O SINTSAMA, mesmo permitindo a existência de outros sindicatos em sua base territorial, é um sindicato estadual... na base dos outros sindicatos o serviço da água, esgoto e saneamento já foram privatizados: Niterói e São Gonçalo (Águas de Niteroi), Parte da região dos lagos (pró-lagos), Campos dos Goytacazes e estão em fase de privatização Teresopolis e outros municípios.

Em todos esses processos a direção dos sindicatos facilitaram o processo de privatização, mas a jóia da coroa que é a CEDAE tem encontrado nos trabalhadores da empresa um processo de resistência enorme.

A CEDAE já sofreu tentativa de privatização no governo Brizola, Marcelo Alencar, Garotinho, Rosinha Garotinho, Benedita da Silva e agora do governador Sergio Cabral que com a ajuda da então Ministra das Minas e Energia, hoje Ministra da Casa Civil e presidenciavel Dilma Rusself indicou o Sr. Wagner Victer para sanear a empresa, quebrar a resistência organizada pelos trabalhadores na base da categoria, contando para isso com a ajuda da direção de suas entidades.

Na última campanha salarial da categoria (1 ano atrás) a proposta do governo e assinada por todos os sindicatos da categoria foi de quebrar os 100% de garantia no emprego dos trabalhadores, conquista existente já a 25 anos (objetivo conquistado) . Os trabalhadores fizeram um movimento de 17 dias de greve sem contar com a ajuda da direção do sindicato sequer com um copo de água para os piqueteiros.

Desse processo de luta surgiu um grupo de trabalhadores que resolveu ir a luta, defender o emprego e a companhia e agora terão que combater o projeto do governo de Plano de Demissão Voluntária (PDV).

Esse grupo organizado pela CONLUTAS vai concorrer as eleições do sindicato que ocorrerá nos próximos dias 16, 17 e 18 de setembro.

Nas últimas eleições a oposição derrotou a direção do sindicato. Houve roubo de urnas e o uso de aparato de força policial, bem como da contratação de uma empresa particular de vigilância para sumir com as urnas em carro forte que comprovavam a vitória da oposição.

Esse processo, de forma corajosa foi todo filmado por trabalhadores da empresa que resolveram denunciar ao Ministério Público do Trabalho a situação. O MPT fez uma intervenção na entidade, conformando um mandato tampão entre as duas chapas concorrentes. .. O PCdoB (CTB) que esteve na oposição se juntou a CUT e nessas eleições estão na mesma chapa. A Força Sindical que também contou com militantes na atual direção, também formou sua chapa e a Conlutas apoiada nos ativistas da última greve é a chapa da renovação.

chapas que disputarão a eleição do sindicato:

CHAPA 1 - FORÇA SINDICAL - 100% COM O TRABALHADOR
CHAPA 2 - CONLUTAS - UNIDOS PRA LUTAR - MUDANÇA NO SINTSAMA
CHAPA 3 - CUT E CTB - UNIDOS PARA AVANÇAR

Para que todos possam tomar conhecimento do que ocorreu nas últimas eleições, estamos encaminhando 1 video (dividido em 4 partes) que nos foi repassado pelos trabalhadores da CEDAE que acompanharam todo esse processo.

Defender o patrimonio público e uma CEDAE 100% pública e estatal é o nosso grande objetivo.

Por isso não deve haver dúvidas. A única chapa capaz de derrotar o projeto do governo e de lutar pela garantia no emprego é a CHAPA 2.

VEJA ABAIXO O VIDEO.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Favor dar publicidade.

Entre em contato com nossa chapa e saíba como vc pode ajudar a derrotar os amigos do governador Sergio Cabral e Wagner Victer.

Contra a privatização da água no Rio de Janeiro

Esse blog tem lado na luta. Denunciamos o roubo de urnas realizado pela pelegada da CUT e pelos capangas do governador Sérgio Cabral Filho.
Assim como aqui em Belém, onde o governo municipal do corrupto Duciomar Costa vem seguindo a mesma linha de sucateamento e busca abusiva de privatização do SAAEB - Sistema de Abasatecimento de Água e Esgoto de Belém, cujo o diretor "sujeira" que prepara esse assalto, é o velho conhecido e oportunista Raul Meirelles (PDT).

Temos que derrotar mais esse criminoso ataque e organizar a luta entre todos que serão afetados caso esse crime ocorra. A população de baixa renda não pode pagar por mais essa conta. Já vimos esse filme: a privatização da CELPA significou demissões em massa de urbanitárias, redução na qualidade dos serviços, e acima de tudo um brutal ataque à maioria da população que não pode mais pagar os absurdos preços dos serviços de energia, que ao gosto do mercado, passaram a sofrer cada vez mais abusivos aumentos... Essa é a lógica do Sistema Neoliberal: transformar um direito (como a água, os transportes e/ou a energia) em mercadoria. Isso basta! Está na mão das entidades de luta, Conlutas, Intersindical, MST, etc. coordenarem as ações para se derrotar essa absurda proposta de Duciomal.

Quanto ao RJ, lá já teremos um grande passo no fortalecimento dos Serviços Públicos, caso venha a ser vitoriosa a chapa de quem não quer privatização, a Chapa Unidos Pra Lutar - Conlutas no Sintsama. É necessário denunciar a manobra do Governo e da pelegada da CUT nas eleições desse Sindicato

Senado instaura processo contra ex-diretor de RH


Senado instaura processo contra ex-diretor de RH
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA

O Senado instaurou processo administrativo contra João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos da instituição, suspeito de participar de esquema de fraudes em empréstimos consignados firmados com a Casa.

Em portaria publicada no boletim administrativo do Senado, o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), afirma que o processo deve resultar na quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro do servidor para que sejam levantadas provas do suposto esquema.

O processo pode resultar em punições como demissão e perda da aposentadoria.
Uma comissão de sindicância investigou a participação de Zoghbi no suposto esquema e encontrou indícios de irregularidades cometidas pelo ex-diretor no lançamento de informações no sistema de dados da Casa.

O advogado de Zoghbi, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que o processo tem como objetivo "desviar o foco" das denúncias que atingem a cúpula do Senado. Para ele, o processo não se justifica porque Zoghbi já foi denunciado pela Polícia do Senado e é alvo de investigação pela Polícia Federal.

Vanguardas e atrasos

BRASÍLIA - Talvez seja cedo para decretar a débâcle de José Sarney ou sentenciar que o ex-presidente da República cometeu um erro ao reassumir a direção do Senado.
É verdade que a Casa vive momento de total descrédito, colhida por uma avalanche sem precedentes de denúncias -de nomeações secretas a servidores fantasmas, de mansões ocultas a aviões fretados.
É igualmente verdade que Sarney está afundado até o pescoço nos escândalos. A cada semana, precisa repetir um "eu não sabia". Já teve de pedir desculpas, divulgar seu contracheque e devolver dinheiro.

Mas é verdade, também, que, graças à vitória de Sarney em fevereiro, o chamado "PMDB do Senado" voltou a capturar a atenção de Lula. O Planalto, que costuma desdenhar do Legislativo, não poderá ignorar o grupo que terá o controle da CPI da Petrobras, ameaça potencial à candidatura de Dilma Rousseff.

Assim como é verdade que, da privilegiada posição no Congresso, o ex-presidente pôde zelar por sua rede de influências no setor de energia. Uma lei foi aprovada para permitir à Eletrobrás fazer compras a toque de caixa. O sarneyzista Edison Lobão é o ministro envolvido na regulação do pré-sal.

É verdade, ainda, que a PF ficou mais "republicana" e diminuiu a publicidade dos inquéritos que investigam obras nos Estados em que o clã Sarney atua (Operação Navalha) e transações financeiras de empresas da família (Boi Barrica). Por fim, é verdade que, desde fevereiro, o TSE julgou três governadores e beneficiou o PMDB nos três casos. Derrotada nas urnas, Roseana levou o Maranhão no tapetão.

Como se vê, Sarney segue ocupado com o exercício do poder. É isso que o move, não os aplausos -nunca os recebeu, nem pela transição para a Nova República. Será uma surpresa se entregar os pontos porque a "biografia foi manchada" pelos vícios do Senado. É mais provável que a apoplexia dos últimos dias seja o preparo do contra-ataque.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Em viagem pelo Pará


Pessoal, estou viajando pelo interior do estado do Pará - a trabalho - e por isso não pude mais me dedicar a atualizar modestamente este blog. Agora, quase no final da viagem que durará até o dia 1º de setembro, véspera de meu aniversário, eu conseguir um cyber que funcione mais ou menos. Na verdade é mais pra menos do que pra mais. Pedi meia hora e esperei quase vinte minutos para poder fazer login e digitar estas poucas palavras... E isso em uma cidade que não é das piores aqui no rio Amazonas: Almeirim.

Acabamos de chegar e já existe uma grande fila esperando por atendimento médico no navio, cujas fichas só serão entregues amanhã, às 07:00h.
A internet lenta não é nem a sombra dos grandes problemas que a população do Pará enfrenta diariamente. Graves e absurdos problemas decorrentes de um país injusto, desigual e dominado por uma elite nefasta, sanguinária e impiedosa. O Pará bem que poderia ser diferente, pois dispomos de uma riqueza natural sem tamanho. Uma biodiversidade tremenda. Temos de tudo..., inclusive um povo que não deixa de esbanjar sua cortesia e hospitalidade comum aos caboclos nortistas paraenses...

Mas sobre essesproblemas poderei falar melhor em outro momento. Uma pista todos já tem, pois se em Belém, a maioria da população vive o caos da saúde nos pronto-socorros, imaginem em Terra Santa, Faro, Almeirim, Juruti, Porto de Moz, etc. A coisa por aqui é pior... muito pior.

Cheio de saudades de nossa morena Belém, até mais.

Marcus Benedito.

Estudantes ocupam campi da Uepa em dois municípios

Essa galera bota pra lutar mesmo. Parabéns aos que resistem contra os ataques à educação superior no Pará
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Estudantes ocupam campi da Uepa em dois municípios

25/08/2009 - 14h13m

Continua nesta terça-feira (25) a ocupação dos campi da Universidade Estadual do Pará em duas cidades do interior do Estado. O ato é realizado por estudantes indignados com a situação de precarização do ensino e cortes de verbas para a área de educação pública.

Em Conceição do Araguaia, sudeste paraense, a ocupação já dura aproximadamente uma semana. Em Paragominas, na mesma região, a ocupação começou ontem. Nesta madrugada, os estudantes que ocupavam o campus de Redenção deixaram o local após a realização de uma audiência.

Segundo o coordenador do DCE (Diretório Central do Estudantes) da UFPA Zaraia Ferreira, que participa da ocupação em Paragominas, os universitários têm duas reivindicações principais. 'Nós queremos o retorno das vagas de vestibular para os campus do interior e também a anulação do corte de 30% em verbas para a Uepa. Esse dinheiro era destinado aos investimentos em infra-estrutura, como criação de laboratórios e bibliotecas. A parte estrutural e a falta de professores são as maiores deficiências dos campi do interior e da capital', disse o coordenador.

De acordo com ele, os estudantes não podem ser responsabilizados pela crise econômica mundial. 'Acontece um contigenciamento geral no estado por parte do governo, por conta da crise e da arrecadação do Estado, que diminuiu. Então, eles querem jogar esse ônus para cima da sociedade para o estudante, para a juventudade, retirando as verbas da educação, que implica corte de vagas e demissão de professores' , analisa Ferreira.

Você apoia ou não a decisão dos estudantes? Registre sua opinião, comentando a matéria.
Os estudantes também criticam o governo Ana Júlia e a atual reitora da Uepa, Marília Brasil. 'O Governo de Ana Júlia tem se mostrado antidemocrático. Realizou todas essas ações e não consultou os setores da universidade para discutir. Esse corte é um exemplo que não há prioridade pela educação. Ana Júlia prefere ajudar o empresãrios em detrimento da educação e sucateando os serviços públicos Em relação a gestão da Marília, ela foi empossada em maio e não está cumprindo o que prometeu em sua campanha, que era priorizar o atendimento aos interiores', critica Zaraia.

Ontem, uma audiência colocou fim a ocupação no campus de Redenção. 'Nessa reunião, a reitoria se comprometeu a retomar as vagas para esse campus. E também garantiu que destinaria uma quantia de R$8 mil para aquisição de lirvos para a biblioteca de lá. Hoje de madrugada, os estudantes saíram do campus', afirmou Zaraia.
Já os campi de Conceição de Araguaia e Paragominas realizam uma audiência, ainda nesta terça-feira, para discutir a pauta de reivindicação. Participam da reunião os estudantes, professores, o pró-reitor de gestão da Uepa e um procurador de Justiça do Estado.

Movimento Estudantil - Zaraia Ferreira avalia positivamente o ato dos estudantes. 'A organização estudantil é muito importante. Os estudantes estão de parabéns. Todos têm direito a educação de qualidade, mas infelizmente o governo não entende isso. Acredito que a ocupação na Uepa será vitoriosa, temos a adesão de muitos estudantes. E eles estão compreendendo que há algo errado e que precisa ser mudado. O movimento estudantil precisa ser visto como um movimento na luta por direitos', analisou.
Apoio - Participam da manifestação não só estudantes da Uepa como também universitários que repudiam o descaso com o ensino público estadual. Os DCEs da UFPA, Unama, FAP, Feapa apoiam a ocupação.
'Na Faculdade do Pará, vamos aprovar hoje uma moção de apoio a mobilização', afirma Júlio Miragaia, coordenador do DCE da FAP.

Outro lado - A assessoria de imprensa da Uepa em Belém informou que o pró-reitor de pesquisa e um assessor jurídico foram enviados até o campus de Conceição do Araguaia para verificar as reivindicações dos estudantes.
O Portal ORM tenta contato com o Governo do Estado.

Redação do Portal ORM

domingo, 9 de agosto de 2009

Não era Angelim, mas também honrou o sangue Cabano


Com muita tristeza escrevo sobre a perda de um grande companheiro e camarada de sonhos, lutas e conquistas.

Se foi Manoel Amaral (dirigente do PSOL e da APS/tendência interna do partido). Ficou na história contemporânea do Pará a marca desse grande lutador. A dor da perda certamente é mais sentida aos que diariamente conviveram com a presença, a beleza daquele bravo revolucionáario. Não me incluo entre entes, mas sinto profundamente essa tragédia. Nosso curso, História da UFPA, também está em luto por sua viagem inesperada.
A Educação do Pará também está de luto pela perda deste educador, e que nestes últimos anos anos, que somados aos catastróficos quatro anos iniciais de Lula, marcou a luta de Manuel contra as nefastas políticas de Ana Júlia Carepa, não só para o setor da educacação, mas para o conjunto da população pobre desse do Pará.

Infelizmente Manuel não pode comemorar nossa luta final contra os donos do poder, contra as elites, contra a burguesia... os reais promotores da fome, miséria e dor que assola os milhões de brasileiros... Mas seguiremos dando o bom combate e buscando honrar a memória e aprender também com os erros deste grande e bravo companheiro que não comemorou o socialismo, mas que será lembrado quando a humanidade brindar o fim da ditadura da minoria.

Manuelzinho: uma grande voz, um grande agitador político. Manoel sempre gostava de se referir de si como um lutador Cabano. Concordo! Manoel honrou a memória daqueles paraenses que não querendo mais viver como viviam, se jogaram na justa luta contra seus algozes, a Cabanagem. Manoel não tinha Angelim no sobrenome, mae era um vibrante Amaral!

Com o peito chorando, adeus camarada!!

Marcus Benedito.

sábado, 8 de agosto de 2009

Artigo de Manoel Amaral sobre a Revolução Cabana


Ano passado Manoel escreveu este artigo sobre um episódio fundamental da luta de classes na Amazônia, a Revolução Cabana. Fica como lembrança e pesar pela perda deste heróico lutador socialista.

17/1/2008
173 anos da Revolução Cabana: uma luta em curso

Manoel Amaral

Após esses 173 anos de Revolução Cabana, que foi coordenada por homens simples, anônimos, que escreveram, a partir da vontade coletiva, algumas das mais importantes páginas da história do povo brasileiro e em especial do povo paraense, a motivação desta vontade coletiva pode ser explicada, emprestando as palavras de Maria G. Gohn (1997, p.54): "enquanto a humanidade não resolver seus problemas básicos de desigualdades sociais, opressão e exclusão, haverá lutas, haverá movimentos". A situação por que passava a maioria do povo pobre do Pará foi o ingrediente mais do que justificável para que homens e mulheres das mais variadas cores e religiões pudessem se organizar e, de armas em punho, gritassem uníssonos por liberdade, justiça e igualdade.

Várias formas de se apropriar do legado da Cabanagem foram utilizadas. Em princípio Domingos Rayol tomou a Cabanagem como um motim de desalmados, irracionais que tinham como desejo a expressão da ira e do terror, argumento perfeito para consolidar a repressão sanguinária que derivou sua apreciação, gerando um genocídio neste Estado que dizimou um terço da população masculina paraense.

Mas Vicente Salles, um dos mais importantes historiadores paraenses, identifica uma luta de classes que eclode em 1835 com a Cabanagem. Relata a expressão política de membros excluídos da sociedade paraense, que era baseada nos grandes proprietários e comerciantes portugueses, por trás da simples oposição entre portugueses e brasileiros - havia uma heterogeneidade de posições que se somaram, formando um quadro político instável na província. De acordo com ele, de um lado estava o colonizador, uma minoria que controlava o poder e os meios de produção; em oposição, estava o colonizado, "massa heterogênea de camponeses e peões", pertencente à categoria de homens livres sem terra "vivendo à margem da escravidão". Em muitos momentos, a condição do colonizado era pior até que a situação dos escravos.
Como o subtítulo diz, o livro de Vicente Salles é a "história do pensamento político-revolucionário do Grão-Pará", pensamento cujas raízes estão nas grandes transformações ocorridas no final do século XVIII e no início do século XIX. A Cabanagem é a soma do reflexo da ação desempenhada por idéias liberais, republicanas e libertárias. A Revolução Francesa, a Revolução Americana e a Revolução da Guiana Francesa, principalmente, exerceram papel importante na propagação de idéias políticas entre diferentes camadas da sociedade do Grão-Pará.

Vicente Salles faz uma apresentação de diversos pontos que contribuíram para esse momento de explosão das massas, como ele se refere. Vicente Salles se centra em uma análise estrutural para definir quem é quem na estrutura social da época e, conseqüentemente, dentro do movimento cabano. São índios, negros e caboclos ou, ainda, lavradores e pequenos proprietários que lutam contra portugueses. Ao se
pensar no esquema de interpretação de crise política e revolução proposto por Lênin, no qual está a luta interna entre as classes dominantes, a pauperização das classes populares e sua ascensão política, vê-se que tais elementos implícitos estão na análise proposta por Vicente Salles. O crescimento político das classes populares é um fator intensamente relatado, Vicente Salles aborda a difusão das idéias do socialismo utópico elaboradas por Saint-Simon na Europa, sugere que no Brasil, essas idéias estiveram limitadas por não haver a organização de uma classe operária. Os intelectuais brasileiros educavam-se, em sua maioria, na Europa e lá tomavam contato com as idéias do início do século. Entre elas estavam o socialismo utópico e o livre comércio.

No campo político, na década de 80 o governo de Jader Barbalho, apoiado em parâmetros populistas tenta se apropriar da Cabanagem para dar uma roupagem popular em seu governo.

Na década de 90, o governo municipal de Edmilson Rodrigues materializou os ideais de democracia cabana e promoveu as ações populares e democráticas que caracterizou seu governo como o quarto governo cabano, o povo de Belém pôde, durante oito anos, promover uma verdadeira revolução nas ações governamentais participando ativamente do processo de construção do orçamento e definindo metas estruturais do governo municipal. O povo de Belém pôde mais uma vez segurar as rédeas de seu futuro.

Obviamente que se deve destacar os limites de um governo municipal frente os ataques cotidianos da burguesia local e nacional frente a ações que despertavam os trabalhadores (as) paraenses.

Como podemos notar, a Cabanagem representa a identidade do povo paraense, ainda pouco utilizada, mas capaz de mobilizar importantes parcelas da sociedade, seja do ponto de vista acadêmico, seja na prática política institucional.
Nunca foram tão atuais os preceitos que motivaram as centenas de homens e mulheres no Estado do Pará em 1835. Em tempos de acumulação do capital e da aplicação de medidas que afastam os trabalhadores (as) das principais decisões políticas, é evidente a necessidade de ações que possam colocar em xeque medidas anti-populares de caráter autoritário e populista do atual governo.

Os fatos que presenciamos hoje, como a vergonhosa escalada do crime organizado, a chaga aberta na sociedade do trabalho escravo, os cortes de verbas governamentais para a educação e saúde, que servem ao pagamento da dívida “eterna” brasileira, o abandono de principio caros à esquerda por parte de partidos tidos como aliados dos trabalhadores em troca da manutenção da ordem política burguesa, a violência no campo que faz sucumbir os direitos fundamentais do homem, a degradação da natureza em troca do lucro pelo lucro, o comportamento antiético que impera nas ações gerais da maioria dos (as) político (as) brasileiros (as), a submissão sem medida ao capital internacional que soterra nossa soberania, nos faz pensar que passados esses 173 anos do janeiro em que o povo tomou o poder do Pará pelas mãos e instituiu seu próprio governo não só é merecedor de referência como é um exemplo a ser seguido.

Ao povo do Pará que agora, mais uma vez, se vê enganado por falsas promessas, resta notar que a verdadeira mudança será fruto de sua participação efetiva. Evitar aqueles que escondem suas idéias passadas e as substituem por novas (mais frutos de velhos pensamentos) e que editam as mesmas propostas que antes criticavam, deve ser razão de esperar um rumo novo para o povo paraense, um rumo de horizonte ribeirinho, um norte Cabano.

Viva a cabanagem e seu povo; viva o seu legado e o seu exemplo, viva os negros e negras, índios e índias, brancos e brancas, mulatos e mulatas que construíram essa página na história paraense e que até hoje nos orgulha.

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Manoel Amaral é Professor, Assessor do Senado Nery – PSOL e Coordenador do Centro Memorial Cabano – Pa.

Dirigentes da Conlutas e do PSOL dizem adeus a Manoelzinho


CAMARADA MANUEL AMARAL....NOSSO MANUELZINHO... PRESENTE .. SEMPRE NA LUTA!!!

Aos seus familiares e camaradas de organização politica transmitam todos os meus mais sinceros e honestos sentimentos de pesar... ao meu camarada Marcio Amaral, um grande abraço e muita força nesse momento tão dificil.

As doênças da qual padece ampla maioria da população pobre tem no capitalismo seu grande culpado... Manoel é mais uma vitima desse sistema, assim como muitos outros em nível mundial... Manoel não morreu de morte morrida, morreu de morte matada e seus assassinos são as multinacionais e os poderosos... é para derrota-los e inverter essa logica perversa que continuaremos firmes... saíba Manoel e todos seus companheiros (as) de luta que 'amanhã será um outro dia...' seguiremos firmes na luta, dando continuidade a obra da qual se dedicava com grande paixão e entusiasmo.

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas nunca poderam deter a primavera"

Douglas Diniz
Direção Nacional da CST - PSOL
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Camaradas, é com muita tristeza que informo o falecimento de um camarada de todas as horas, companheiro Manoel Amaral (militante do PSOL e Intersindical). Todos os lutadores desse estado com certeza sentirão essa perda já que o comp. Manoelzinho dedicou a sua vida à construção de uma sociedade socialista, sem misérias e exploração, e por essa dedicação mereceu e merecerá sempre o nosso respeito e homenagens.

O comp. está sendo velado na Golden Pax (Lomas entre 25 e Duque) e o corpo será cremado (como era de sua vontade) hoje às 16h.

A presença de todos nesse momento é importante.

Silvia Letícia
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Aos camaradas de Belém,

Nos fará falta o companheiro no quotidiano de nossas lutas, das articulações e polêmicas...
...farar-nos falta, também, sua torcida firme pelo Paysandú e sua admiração pela poesia;
Militei, de uma forma mais direta, apenas por algumas vezes, com o companheiro Manoelszinho mas o suficiente para conhecer uma pouco mais de seu lado humano e, inclusive, passar a adirá-lo neste aspécto.
Sei que sua viagem inesperada deixará muito mais dores aos companheiros de primeira hora, como os companheiros que ao longo de ano dedicaram-se a construção do PT, agora do PSOL e, especialmente na construção das inicitivas de luta referente a categoria dos trabahadores em Educação do Pará. Neste momento, pois, apenas somo-me a vocês e com a mais profunda sinceridade partilho do sentimento humano expresso na dura certeza de que não mais o teremos fisicamente de agora em diante.
Manoelzinho, seguiremos lutando pelo Socialismo por aquí, sustentado nas nossas convicções e, certmanete, quando o alcançarmos brindaremos também em sua homenagem!
Que estas poucas palavras também possam ajudar a confortar o sentimento de seus familiares neste momneto tão difícil.

Valeu companheiro!

Atnágoras Lopes
Militante do PSTU
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Mandato do Nery
É com muita tristeza que a equipe do mandato do senador José Nery informa o falecimento do funcionário Manoel Amaral ocorrido da madrugada deste sábado, 08, em Belém. O velório está sendo realizado na capela União God Pax, na travessa Lomas Valentinas entre as avenidas 25 de Setembro e Duque de Caxias. O corpo será cremado no Cemitério Parque das Palmeiras, no Km 15 da BR-316, em Ananindeua.

Manoel tinha 35 anos, casado e pai de quatro filhos. Era professor de História, fazia parte da diretoria do PSOL no Pará e atuou como assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). Atualmente, integrava, desde o início do mandato, a equipe do senador José Nery no escritório em Belém. Seu trabalho foi de grande contribuição para a atuação de Nery principalmente na área de educação no Estado.

Ele estava internado há quase dez dias na UTI do Hospital Porto Dias e foi vítima de uma infecção pulmonar. O senador José Nery e de toda equipe ora para que a família tenha conforto nesse momento difícil.
Nota do Mandato do Senador José Nery – PSOL/PA
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nos unimos para dar uma opção de esquerda



Do sítio Palavra Socialista

A poco más de un mes de las elecciones legislativas en todo el país miles se preguntan a quién votar. Lo que no se preguntan los miles de trabajadores docentes, estatales, aeronáuticos, metalúrgicos, bancarios etc. es que ante el creciente aumento del costo de vida, los mentirosos números del INDEK de Cristina y Moreno, y la crisis económica mundial hay que salir a luchar por la fuente laboral, aumentos dignos y el blanqueo de los millones de trabajadores que están en negro en el Estado y en el sector privado.

Tanto Kirchner, Carrió, Michetti, Solá, de Narváez, nos bombardean con publicidades que votándolos a ellos todo va a mejorar. Pero nosotros nos preguntamos, ¿Qué es lo que va a mejorar? Si todos estos candidatos están de acuerdo en pagar la fraudulenta deuda externa al FMI, si quieren seguir regalando todas nuestras riquezas naturales a las empresas imperialistas, si todos están de acuerdo en seguir ajustando el cinturón de los trabajadores y darle una manito a los patrones y los grandes monopolios como los servicios que les dan millones de pesos en subsidios y siguen subiendo las tarifas.

Otros candidatos como Pino Solanas, Zamora y Sabatella dicen que hay que buscar un «auténtico proyecto nacional» o una «nueva forma de organizarse». Pero lo que no dicen es que el PJ, la UCR, el ARI y PRO son partidos de los patrones y las multinacionales y solo gobiernan para ellos. El discurso no puede ser café con leche tiene que ser o café o leche. No se puede tapar el problema central de que los candidatos patronales siempre gobiernan para los mismos y nunca bajo ningún motivo para los trabajadores y todo el pueblo.

Como es de lamentable que varios dirigentes sindicales de la CGT y CTA vayan en listas donde hay empresarios que son justamente los que nos explotan a los trabajadores.

Para enfrentar a estos candidatos que gobiernan para los patrones se formó el FRENTE DE IZQUIERDA Y DE LOS TRABAJADORES, ANTICAPITALISTA Y SOCIALISTA.Conformado por el PTS, MAS, Izquierda Socialista, Opinión Socialista y nuestro Partido -UST-.

Tenés la oportunidad de votar trabajadores como vos, como son José Castillo y Christian Castillo, docentes de la UBA, Marcela Almeida, Delegada del INDEC, Edgardo Reynoso, Delegado Ferroviario de TBA y de muchos gremios más.Héctor Héberling del MAS y Gringo Giordano de IS. Hay defensores de los derechos humanos, familiares de las victimas de Cromañon y también estudiantes universitarios que pelean por mayor presupuesto para la universidad y por la democratización de la UBA como Fernando Velloso, dirigente estudiantil de Ingeniería de la Agrupación Estudiantil El Puño y de la Juventud de nuestro Partido.

¿Por qué no hubo una sola lista de Izquierda?

Desde nuestro Partido creemos que es una gran ERROR que no haya una gran frente de izquierda para las próximas elecciones. Tanto el MST, PCR y PO privilegiaron sus intereses particulares y no buscaron la UNIDAD que tanto necesitamos los trabajadores y todo el pueblo para luchar por salario, vivienda, salud y educación para todos.

Algunas de las propuestas del frente:
*Salarios y jubilaciones igual a la canasta familiar ($4300) indexados mensualmente. 82% móvil para los jubilados.
*No a la Inflación. Precios máximos. Castigo a los monopolios formadores de precios. Eliminación del IVA de la canasta familiar.
*Trabajo en blanco y estable. Basta de flexibilización laboral y jornadas de 12 horas. Apoyo a todas las luchas obreras. Prohibir despidos y suspensiones, apoyemos el proyecto de Ley de la diputada de Izquierda Socialista Liliana Olivero de Córdoba.
*Reestatización de las empresas privatizadas. Defensa de la salud públicas y gratuito. Por un sistema de salud único, gratuito y bajo control de los trabajadores y profesionales.
*Por una educación nacional única, estatal, gratuita y laica. Aumento del presupuesto para la educación. *Cárcel a los represores de ayer y de hoy y a sus cómplices civiles y religiosos. Nulidad de los indultos.
*Retiro de las tropas argentinas de Haití. Fuera Obama de Irak y Medio Oriente. Defendamos a Cuba y Venezuela de cualquier ataque imperialista.
*Por un gobierno de los trabajadores y una Argentina Socialista.

Votá
Frente de Izquierda y los Trabajadores Anticapitalista y Socialista
PTS-MAS-IS-UST-OS)
Capital - Lista 501 / Provincia - Lista 502

Argentina: Se unificaron Izquierda Socialista y la UST



Publicado no sítio da UIT

29 de julio de 2009 Nro. 141
El Socialista es una publicación de Izquierda Socialista

Se unificaron Izquierda Socialista y la UST


Después de avanzar en acuerdos políticos y metodológicos, Izquierda Socialista y la UST se unificaron. A continuación transcribimos la declaración conjunta entre ambas organizaciones dando a conocer el gran paso unitario dado entre revolucionarios
Izquierda Socialista marchando junto a la UST el pasado 24 de marzo
Izquierda Socialista marchando junto a la UST el pasado 24 de marzo

“Izquierda Socialista y la Unión Socialista de los Trabajadores (UST), han resuelto de común acuerdo unificarse en una sola organización política.

“La unificación de ambas organizaciones significa un paso altamente positivo que fortalece la tarea estratégica de construir un partido revolucionario trotskista en Argentina y apuntalar a la Unidad Internacional de Trabajadores-Cuarta Internacional (UIT-CI).

“Ambas direcciones ratifican que la unificación, luego de tantas divisiones en la izquierda, es un ejemplo de madurez y también de una confluencia de dirigentes y militantes de larga trayectoria algunos y más reciente otros. Que supieron defender, desde distintas experiencias en los últimos años, las banderas que nos legara nuestro maestro Nahuel Moreno, de la independencia de clase, del internacionalismo, de la revolución socialista y de la construcción del partido.

“De esta forma se da cumplimiento al mandato del IIIº Congreso de la UIT-CI de junio de 2008, que reconoció a la UST como organización simpatizante y, a su vez, apoyó que se avanzara hacia la unificación con la sección argentina, Izquierda Socialista, en un plazo que debían acordar ambas organizaciones nacionales.

“Ambas direcciones han llegado al convencimiento de que ya están dadas todas las condiciones políticas y metodológicas para concretar esa unificación en forma inmediata. Luego de haber pasado por un período de aproximadamente año y medio de intercambio político y trabajo común, orientado por el Comité de Enlace IS-UST.

“Existe un marco de coincidencias políticas y teóricas esenciales plasmados en los documentos políticos y de orientación puestos en debate en el IIIº Congreso de la UIT-CI, al igual que sus resoluciones políticas y de campañas internacionales.

“Estas coincidencias van desde la visión común de que existe en el mundo una situación favorable para el movimiento de masas, luego de que el imperialismo yanqui sufriera en Irak un golpe demoledor al fracasar política y militarmente. Irak es el nuevo Vietnam de los yanquis. Nos hemos unido en la defensa incondicional de la pelea que llevan adelante los compañeros de la USI y CCURA de Venezuela, encabezados por Orlando Chirino, por la independencia política y la autonomía sindical de los trabajadores frente al gobierno de Hugo Chávez. Nos unimos en apoyo a las luchas antiimperialistas del mundo, en especial en apoyo al pueblo palestino. Como nos unimos en el plano nacional en la lucha contra el gobierno patronal de los Kirchner y del PJ, apoyado por la burocracia sindical y los grandes empresarios. Apoyamos las luchas obreras, estudiantiles y populares impulsando la más amplia unidad de acción y la unidad de la izquierda.

“Luchamos por un cambio de fondo en el país: por un gobierno de los trabajadores y una Argentina Socialista. Para ello, nos unimos para apoyar las luchas y el surgimiento de una nueva dirección política y sindical del movimiento obrero.

“Desde Izquierda Socialista ratificamos el compromiso de bregar por la formación de un gran partido socialista revolucionario que contribuya al logro de una dirección revolucionaria para los trabajadores y el pueblo."

Direcciones nacionales de Izquierda Socialista y de la Unión Socialista de los Trabajadores (UST)


“A todos les decimos que se sumen a Izquierda Socialista”
Alejandro Resnik


Somos muchos los jóvenes militantes que hoy, tras la unificación entre Izquierda Socialista y la UST, nos hallamos bajo la misma bandera, construyendo el mismo partido revolucionario de la clase obrera: Izquierda Socialista y la UIT-CI.

Cada uno de nosotros encaró la unificación con gran expectativa y responsabilidad: la Juventud fue un frente donde IS y la UST compartíamos varios lugares de militancia.

Durante casi dos años participamos juntos de elecciones nacionales, elecciones universitarias, congresos de FUBA y FUA, marchas, actos, etcétera. Firmamos en forma conjunta varias declaraciones sobre los hechos más importantes que enfrentó el estudiantado en estos últimos tiempos. El año pasado, con la solidaridad y la ayuda de la Juventud de Izquierda Socialista, más todos los compañeros de la Juventud de la UST y la Agrupación Estudiantil El Puño, logramos sacar el mejor resultado en las elecciones del Centro de Estudiantes de Ingeniería de la UBA, quedando segundos con la Secretaría General y dos secretarías más.

Pero por sobre todo, hemos sabido forjar relaciones humanas sólidas entre camaradas, despojados de todo sectarismo y desconfianza. Los eventos sociales donde nos mezclamos se cuentan por decenas durante todo este proceso, y es que no hay unidad política posible sin lazos de camaradería inquebrantables.

Queremos contagiar de este espíritu a los cientos de jóvenes estudiantes y trabajadores que, como nosotros, están por la unidad para alcanzar una sociedad sin miseria ni explotación. A todos les decimos que se sumen a la Juventud de Izquierda Socialista, para pelear juntos por una Argentina y un mundo Socialista.

Escribe:
Nita Val y Víctor Molino

El Comité de Enlace dio un fruto importantísimo

Hoy nos hemos unificado


Nuestra organización, surgida en 1998 tras un rompimiento del PRS, no bajó nunca los brazos en relación a tener una ligazón internacional trotskista.

Este concepto tan arraigado en nosotros, que caracteriza a los trotskistas morenistas consecuentes, nos llevó a tratar de hacer contacto con varios grupos internacionales. Así es como nos intentamos agrupar a la WSWS, a un grupo trotskista en Brasil, a tener conversaciones con la LIT y por último, hace dos años, con la UIT-CI.

Con la UIT tuvimos, desde el comienzo, dos puntos de la lucha de clases en los cuales teníamos plena coincidencia: “IRAK es el nuevo Vietnam” y la caracterización sobre el gobierno de Chávez y su tan mentado “Socialismo del siglo XXI”.

A partir de estos dos puntos comenzamos a mantener relaciones políticas con la UIT y a profundizar los acuerdos políticos, programáticos y metodológicos sobre la construcción de una internacional trotskista morenista.

Las coincidencias fueron muy rápidas y comenzamos a llevar adelante las posiciones de la UIT en relación a Irak con declaraciones en común, con Venezuela en la necesidad de construir un partido con independencia de clase y, por lo tanto, denunciar el rol contrarrevolucionario del PSUV, dando todo nuestro apoyo a la USI, partido venezolano de la UIT.

Esta relación política con la UIT nos llevó a solicitarles que nos reconocieran como partido simpatizante. Dado que en junio de 2008 estaba el congreso internacional, comenzamos a participar del precongreso a través de Izquierda Socialista y así fue que fuimos invitados al Congreso de la UIT.

Un congreso que marcó a fondo las relaciones internacionales entre nuestra organización y el resto de los partidos de la UIT. Fue un congreso donde primó la camaradería, la fraternidad y el respeto entre todos. Un congreso que discutió un armazón político para todos los partidos que la componen y abriéndose hacia otros grupos, como la CIR, para hacer más grande a la UIT.

Para nosotros significó un salto impresionante. Comenzamos a ser parte de una internacional socialista, revolucionaria, trotskista morenista.

Y esta pertenencia a la UIT comenzó a afianzar nuestra relación con Izquierda Socialista, que fue una experiencia extraordinaria, porque aplicamos el método que nos enseñó Nahuel Moreno: discutir los puntos en los que tenemos acuerdos y no al revés, es decir discutir las diferencias. Porque aquellos que se reclaman trotskistas morenistas que empiezan discutiendo las diferencias y los balances, no quieren en realidad ningún acuerdo. Simplemente la discusión por la discusión misma o para llevar agua para su molino. Con IS no hemos discutido ningún balance hacia atrás de ninguna de las dos organizaciones. Al revés, como buenos morenistas, empezamos de acá para adelante.

Así fuimos afianzando la relación política con Izquierda Socialista haciendo plenarios para discutir los documentos internacionales, haciendo actividades juntos en algunos frentes, participando con volantes conjuntos de algunos hechos de la lucha de clases, formando un Comité de Enlace que ha dado un fruto importantísimo. Hoy nos hemos unificado, hoy somos todos de la UIT, hoy somos todos Izquierda Socialista.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nova Lei de Chávez contra delitos midiáticos é fascista

Diputado Luis Tascón denuncia que ley contra delitos mediáticos es de corte fascista

El diputado Luis Tascón, del partido Nuevo Camino Revolucionario, denunció que el
proyecto de ley contra delitos mediáticos presentado por el gobierno tiene un corte fascista. "Ese proyecto de ley corresponde a la época de Mussolini, Pinochet, Hitler y los militares argentinos, pero jamás a nuestro proceso revolucionario (...) es una aberración, es grotesco", dijo.

Antes que sancionar otra ley, Tascón recordó que el país ya cuenta con el Código Penal y la Ley de Responsabilidad Social en Radio y Televisión para castigar este tipo de delitos. "En la Ley Resorte y en el Código Penal ya hay mecanismos legales que existen para eso... Esas normas son coherentes, fueron consultadas y se hicieron con cuidado".

Aclaró que todos los medios de comunicación, privados y estatales, hacen un "mal uso" de la libertad de expresión, pero añadió que el proyecto vulnera el derecho de los ciudadanos a libertad de expresión y el derecho a la protesta.

"Parece el cartel de los sapos, si tu no sapeas, vas preso; si protestas contra un medio de comunicación, vas preso; si a ti te califican de mentiroso también estás preso", fustigó Tascón.

Recomendó que en vez de criticar la magnificación de la noticias por parte de los canales privados "como es el caso de Globovisión", se deben discutir las soluciones para evitar que se sigan expandiendo problemas como el de la inseguridad.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Todo apoio à luta do povo Hondurenho


Vou ficar devendo a tradução, mas fazendo um esforço dá para compreender o conteúdo desse manifesto sobre a luta contra o golpe fascista em Honduras.
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¡Todo el apoyo a las luchas del pueblo hondureño!

Los trabajadores y pueblos del mundo necesitamos redoblar el apoyo a la lucha de las masas hondureñas que enfrentan en las calles a los golpistas, desafiando la represión, el toque de queda y el estado de sitio.

Ante la creciente movilización del pueblo hondureño, la solidaridad y repudio internacional, el gobierno de los Estados Unidos de Barack Obama y la OEA, con acuerdo de los sectores empresariales de Honduras, buscan una salida negociada vía la mediación del presidente de Costa Rica, Oscar Arias. Denunciamos que esas negociaciones o “mediaciones” buscan frenar la movilización del pueblo hondureño. Las primeras reuniones ya fracasaron y Oscar Arias anuncia que durarán el tiempo que sea necesario. Con esta política se busca que haya un impasse en la lucha antigolpista, con lo cual se favorece la permanencia de Micheletti y sus complices. Por lo que llamamos a no confiar en ninguna salida que legitime a los golpistas, con éstos no se negocia, se los echa con la movilización popular.

Alertamos que el presidente Obama, mientras condena el golpe no ha suspendido las relaciones comerciales, diplomáticas y económicas con los mismos. Esto es así porque el imperialismo, de la mano de Hillary Clinton y Oscar Arias, buscan negociar con los golpistas la vuelta de Zelaya pero condicionando a que este ponga fin a las movilizaciones y que no haya ninguna Asamblea Constituyente, lo que significa que se impida que el pueblo de Honduras pueda expresarse y decidir los rumbos del país.

Desde la Corriente Internacional de los Trabajadores y la Unidad Internacional de los Trabajadores apoyamos incondicionalmente, la movilización del pueblo hondureño con sus marchas masivas, huelgas y corte de rutas contra el golpe de Estado. Llamamos a ampliar las protestas y participación obrera y popular, como única garantía de derrotar este golpe, como hizo el pueblo venezolano en abril del 2002. Solo así se logrará que la voluntad de la mayoría de la población sea respetada, posibilitando castigar a los golpistas y represores del pueblo hondureño y hacer efectiva la consulta y el llamado a una Asamblea Constituyente.

Con el golpe de estado y la represión desatada contra el pueblo, la oligarquía, los mandos militares, la cúpula católica y los jefes de las instituciones del régimen, violan sus propias leyes.

El gobierno de Zelaya, aunque de origen liberal, había resuelto ser parte del ALBA, encabezada por Venezuela. Con ello buscaba congraciarse con los sectores populares posando con posturas “socialistas” y con ciertas críticas a los EE.UU, pero, al igual que los gobiernos de Venezuela o Bolivia, no tenía ningún proyecto de salir del sistema capitalista. Tenía roces con el imperialismo y trataba de presionar para negociar acuerdos comerciales en mejores condiciones. Pero esto no podía ser aceptado por la vieja burguesía hondureña terrateniente, eterna aliada del imperialismo. Hay que recordar que Honduras fue país base para los “contras”, paramilitares financiados por los EE.UU, que actuaban en los años 80 contra Nicaragua.

Los socialistas revolucionarios no apoyamos políticamente al gobierno de Manuel Zelaya y sostenemos que la verdadera independencia nacional y progreso de los pueblos solo viene de la mano de la expropiación de los terratenientes y la burguesía, o sea un gobierno de trabajadores y el pueblo, un verdadero socialismo. Pero ante este golpe de estado, lo repudiamos categóricamente y exigimos que sea respetado el gobierno de Zelaya elegido por el pueblo de Honduras.



La lucha del pueblo hondureño, encabezada por la Coordinadora Nacional de Resistencia Popular debe seguir firme hasta lograr el fin del golpe, la restitución de Zelaya, la cárcel y castigo a los golpistas y una Asamblea Constituyente Libre y Soberana.

El domingo 5 de julio, ante el intento de entrada al país de Zelaya cientos de miles de personas marcharon al aeropuerto de Toncontin en Tegucigalpa en apoyo a Zelaya, siendo salvajemente reprimidos a tiros por los militares golpistas, asesinando a dos manifestantes e hiriendo a decenas. Por eso, resulta lamentable que el Presidente Zelaya y otros sectores, estén llamando a la movilización pacífica, mientras los gorilas le tiran plomo al pueblo. Para repeler la represión el pueblo tiene derecho a la autodefensa. Llamamos a las organizaciones sindicales, populares, campesinas, de izquierda, profesionales y demás, que encabezan las protestas a organizar la autodefensa del pueblo en las protestas. Igualmente, a los policías que confraternizan con las masas a colocarse del lado del pueblo.

Llamamos a la constitución de Comités de Solidaridad con el pueblo hondureño, o cualquier otro mecanismo, para coordinar e impulsar de manera unitaria todas las actividades de apoyo a la lucha contra el golpe. Es hora de que actuemos como un solo puño, como una sola voz para aplastar a los golpistas, que se han erigido en verdugos del hermano pueblo de Honduras.

En Latinoamérica y el mundo hay que sumarse a esta movilización. Llamamos a las organizaciones sindicales, campesinas, indígenas, estudiantiles y populares, así como a las organizaciones políticas que se reclaman democráticas, antiimperialistas y de izquierda, a que nos movilicemos masivamente en cada país, frente a embajadas, consulados y todos los lugares posibles, para derrotar el golpe militar.

¡Fuera el golpe militar de Honduras!
¡Ningún pacto con los golpistas!
¡Solidaridad internacional con la lucha del pueblo hondureño!

Comité de Enlace Corriente Internacional Revolucionaria (CIR)-Unidad Internacional de los Trabajadores-Cuarta Internacional (UIT-CI)

11 de julio de 2009